domingo, 26 de abril de 2009

CORRIDA DA LIBERDADE - CAMARATE

Participei na corrida comemorativa do 25 de Abril na localidade de Camarate, Concelho de Loures, foi mais uma prova integrado no Troféu Corrida das Colectividades do Concelho, daí a minha opção para este fim de Semana de corridas, e tantas elas foram.

Acompanhado mais uma vez pela equipa familiar, todos se portaram muito bem, com especial realce para a Susana que mais uma vez venceu a prova femenina.




Na minha prova (com 3kms mal medidos...) precisei de 11,35m para fazer o excelente percurso em terra batida que a organização nos presenteou, numa previsão inicial de 7º acabei por conseguir o 5º lugar amealhando assim mais uns pontinhos para o objectivo final.

Mas continuo a considerar uma barbaridade imporem aos escalôes de mais de 55 anos distãncias tão curtas por terem exactamente o efeito contrário daquilo que pretendem, causa-nos mais desgaste sendo ao mesmo tempo muito mais cansativo. Parece que não há quem nos ouça.




A minha equipa desta vez alcançou a 2ª posição por equipas, o que considero excelente dada a distribuição dos nossos atletas pelos vários escalões não serem muito uniformes. A organização, como sempre, esteve excelente e não se esqueceu de destribuir um cravo vermelho aos 5 primeiros classificados de cada escalão, pena não terem sido todos contempledos como em anos anteriores, mas compreende-se, são naturalmente sinais da crise.

Mas este dia foi também um dia muito triste para mim, encontrei lá um amigo de longa data, companheiro de corrida de muitos anos, com uma doença terrível, já em fase terminal, e muito debelitado, que mesmo assim não quis deixar de estar presente e rever os amigos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 de Abril - 35 anos depois








Dá cá um abraço, Revolução. Estás mais crescidinha! Já não queres tomar consciências de assalto, nem com armas nem com decretos? Pois não, as consciências são como o céu, não se toma de assalto, sobe-se, lentamente, a longa e dura escadaria. Os degraus são os erros, as pedras de tropeço... Pois desse afã de subir, de tomar posse dos espaços da mente e do coração, estás mais linda que nunca, Revolução.
(Nemesis)
Hoje já se ouve alguma frustação que representa algum desespero e continuo a citar (Nemesis)

Só um exemplo:
Tenho vergonha de quem celebra o Abril. (António xx..............)

Caro António..............:
Compreendo-o perfeitamente. Mas permita-me que lhe recorde:
Esse seu pequeno comentário, antes do 25 de Abril, ter-lhe-ia ficado muito caro.
E aqueles que nem eram funcionários públicos nem pertenciam à classe média dividiam uma sardinha ao almoço pela família inteira. As pessoas passavam fome e nem direito tinham a passaporte. Iam a salto para França. Na minha escola primária era frequente as raparigas desmaiarem de manhã com fome. As pessoas tinham medo.
Agora começam a ter medo outra vez, mas não foi por terem celebrado o 25 de Abril através dum viver novo, generoso, desafrontado e íntegro: foi por se terem esquecido depressa demais duma revolução que não conquistaram, mas lhes serviram numa bandeja.
E terem voltado ao que sempre foram, sem se terem libertado por si e nas suas cabeças das submissões e lambe-botisses da corrupção.
Continuamos gente passiva, corrupta e medrosa, que acredita em tudo o que lê nos jornais e na televisão por preguiça de pensar com a sua própria cabeça, dá crédito a qualquer vigarista que use um fato de marca e tenha pronúncia de beto, despreza quem se veste mal e reza a um freack de barbas cabelos pelos ombros e sandálias e que deixa que os dois partidos do pingue-pongue lhes coma as papas na cabeça e continua a votar neles mesmo depois de saber das tramóias e vigarices mais loucas com dinheiros do estado. Temos o que merecemos.
(Nemeses.)

Mas está na altura de acordar, digo eu!!!

VIVA O 25 DE ABRIL

Ver imagens

http://www.youtube.com/watch?v=ti8AsJZdbDU

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Milha Urbana de Moscavide

Pelo menos uma vez por Ano todos os corredores ou participantes em Corridas deveriam estar envolvidos em organizações de provas para poderem sentir por dentro o pulsar da azáfama do que representa organizar e concluir qualquer competição que tenha a ver com a corrida a pé.
Certamente que haveria muito mais compreensão e colaboração entre todas as partes envolvidas e o respeito pelo esforço de todos sairia certamente muito a ganhar.
É um pormenor a que muitos não ligam, mas por vezes algumas actuações de certos indivíduos podiam ser evitadas se ouvesse maior envolvimento destas mesmas pessoas quando pensam em ir participar em determinada corrida, vão, correm e mais nada lhes interessa, a não ser que tenha algum prémio a receber, esquecem ou ignoram, na maioria dos casos, toda a essência que rodeia a realizaçao de qualquer evento, e o que é mais grave em alguns casos é à própria desestalibização que recorre quando alguma coisa não lhe corre bem.
Vem isto propósito para dizer que ontem em Moscavide, para além de correr a Milha Urbana tambem estive envolvido na Organização da prova, coisa que já faço ali desde a 1ª edição da prova à precisamente 14 anos. Tenho aprendido muito, é por isso que tenho sempre um grande respeito pelas organizações por onde tenho passado, mas infelizmente nem todos pensam assim, ainda ontem em Moscavide numa prova com a distância (só) de uma Milha um indivíduo, já veterano, na ânsia de ganhar um prémio, (no caso um pequeno boneco) encurtou a sua prova para se antecipar a outros e arrebatar o "valioso" prémio. Foi mesmo ali à minha frente, quando voltei a ultrapassá-lo disse-lhe o que o esperava quando cortasse a linha de chegada. Como é óbvio foi o que acabou por acontecer, mas o homem nem reagiu tal era frieza com que encarou o acto de batota que fizera e da falta de respeito que revelara para com os outros. É um acto pouco relevante (e se calhar pouco representativo) mas só o trago aqui porque muitas vezes as organizações de provas vêem-se confrontadas com batotas e batoteiros desta espécie que fariam um favor muito grande se nem sequer por lá aparecessem.
Em diante:
A Milha estendeu-se um pouco, um indiscreto GPS presente fez a leitura e retirou as dúvidas para as marcas mediocres que se estavam a registar, afinal esta "Milha" tinha 1740 metros!! mais 131 metros do que a medida oficial. Para o próximo Ano vamos ter de levar lá a roda e pôr aquilo nos eixos. Será uma forma de libertar algum espaço para organizar melhor as partidas e chegadas, a prova realiza-se na Avenida principal de Moscavide e é composta por 2 voltas.
Aqui o Pára, para além de estar envolvido no excelente trabalho da organização desde as 7,30h. só corri a minha prova pelas 11h. já bastante desgastado pela azáfama que envolveu o desenrolar de todas as provas até áquele momento.
Corri conjuntamente com os escalões de mais de 50/55/60/65. fiz o tempo de 6,56m (pudera, com aquela distância), mas foi engraçado participar e ver aquela "velhada" toda a correr ali em plena Avenida numa Povoação com uma carga pesadíssima de betão e que se viu por breves horas liberta da agressão de milhares e milhares de viaturas que diariamente atravessam aquela povoação.
Fiquei em 6º lugar no meu Escalão e arrebatei mais alguns pontos que vão engrossar o meu pecúlio final.
A Susana venceu a sua prova no escalão sénior e o Hugo obteve o 4º lugar no escalão mais de 35 anos. Estiveram muito bem, desta vez o Daniel optou pela prova do Metro, tendo realizado o tempo oficial de 1.01.06h. Excelente. O Daniel não gostou!!!
Como vem sendo hábito, o Sr. Presidente da Cãmara esteve presente, assistiu a algumas provas e participou na distribuição dos prémios. O Presidente associou-se a mais uma vitória do nosso Clube, o CCDLoures tendo saído de lá com palavras elogiosas para todos.
No final, e após a arrumação de todo o cenário, participei no almoço que os dirigentes do Clube Super Estrelas (Organizadores da Prova) ofereceram a quem esteve envolvido na organização deste evento. Algumas fótos para recordar..


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Meia Maratona da Areia (Nem acredito)


Já está. Dia 24 de Maio de 2009.
Vou fazer a Meia Maratona da Areia nas praias da Costa da Caparica.

Pela imagem ao lado pode ver-se o areal que vai servir de palco a uma prova inédita para mim. A partida é para Sul e vai até à Fonte da Telha, terminando depois na Praia Nova na Costa da Caparica.

Como estou com a maluca ideia de participar no Trail de Melides a Tróia, percorrido totalmente no areal, no próximo mês de Julho na distância (segundo o Fernando Andrade) de 43 kms não podia deixar passar esta prova da Costa da Caparica para me começar a ambientar à corrida na areia.

Vou poupar o meu grupo familiar a esta loucura mas eu tinha de satisfazer este desejo que vai passar por me preparar melhor e para isso conto já com a ajuda do treinador dos rapazes que me irá acompanhar em alguns treinos mais longos. Rezem por mim.

sábado, 11 de abril de 2009

Constância, Jornada de Solidariedade.

Hoje o que se passou em Constância foi muito mais do que uma corrida, foi um hino à amizade e à solidariedade, tratou-se de uma jornada única e inesquecível. Uma jornada que encheu de uma imensa alegria, embora contida, da nossa querida amiga Paula Pinto por ver ali a seu lado tantos amigos irmanados do mesmo sentimento de imensa saudade. Uma jornada ainda que me encheu de orgulho por ter participado e aderido a este movimento com tão profundo significado.
Os objectivos para esta prova estavam bem defenidos acompanhar desde o início e até ao fim o grupo de amigos que serviram de base à homenagem à saudosa amiga Margaret e esse objectivo foi conseguido, já que o ritmo imposto pela Ana Pereira e a Paula Pinto era acessível, pelo menos na primeira metade da prova, logo após o retorno o ritmo foi aumentado e bem tive de suar para conseguir chegar à meta integrado com o grupo.
A marca alcançada pelo grupo para os 10 kms é perfeitamente secundário, mas mesmo assim não é de deitar fora, 56 minutos. (56m muito bem aproveitados a apreciar a beleza das paisagens proporcionadas pelo Rio Zêzere e as suas margens bem decoradas com um arvoredo bem cheiroso e florido tornando bem agradável todo o percurso que puseram à nossa disposição para correr.)
As t.shirts que envergávamos com uma fóto e uma dedicatória da Margaret chamou a atenção de muita gente tendo mostrado muita simpatia pela acção desenvolvida.
De salientar o grande espírito de amizade entre todos, conhecidos ou não, que marcou esta jornada: Fernando Andrade, Carlos Lopes, Luís Mota, Susan Mota e seus filhos Mariana e Luís Carlos, Brito e Otília, Ana Pereira, Paula Pinto, a equipa dos Sargentos da Armada, o Esmeraldo, António Mina e esposa, E um grande amigo dos Zatopeques a quem peço desculpa de não lembrar o nome.
Para encerrar agradeço ao Brito e família, ao Carlos Lopes, e ao Fernando Andrade pela companhia durante o prolongado almoço que tivemos oportunidade de ingerir logo ali nas margens do Rio Zêzere.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

BOBADELA, a corrida e os amigos.

Nas pequenas provas e aldeias também se fazem e encontram pequenas e grandes histórias que trazem um saudável e constante reboliço de emoções e recordações, motivadoras de uma constante renovação da sã convivência e do prazer de encontrar com alguma frequência alguns amigos e o fascínio de reencontrar outros que por diversos motivos pelo caminho foram ficando.
Vem isto a propósito para explicar que no passado Domingo (ontem) encontrei um amigo destas andanças que à cerca de quase 20 anos que não via, trata-se do amigo Bráz Sebastião, era e é um apaixonado do Atletismo sem nunca o praticar, mas ao tempo a que me reporto, nunca renegou o apoio, sempre presente, aos dois filhos que desde cedo enveredaram pela prática da corrida, um deles, o Nuno Sebastião, do blogue sebastin-rerun regressou à pouco ás corridas (e bem pesado) após um longo interregno depois de ter passado por um período áureo quando ainda era mais jóvem. O outro filho (mais velho ) Pedro Sebastião do blogue rustmanin corria mas sempre foi mais discreto mas era sempre uma mais valia no apoio ao irmão Nuno.
Os meus filhos tiveram uma evolução no Atletismo partilhada com eles (já que éramos de povoações vizinhas) e o Hugo é da mesma idade do Nuno e também tinha algum jeito pois participava nas mesmas corridas por ser do mesmo escalão.
A Blogosfera e o "Pára que não pára" já me tinha permitido descobrir estes dois rapazes e estabelecido um contacto virtual de algum tempo a esta parte, ficando a aguardar o dia em que finalmente os vou poder encontrar novamente.
O pai, Braz Sebastião, fez-me uma grata surpresa assim que cheguei à Bobadela, dirigiu-se a mim (reconheceu-me através do blogue) e apresentou-se, a minha mente recuou imediatamente quase 20 anos atrás e foi com grande satisfação que pude recordar logo ali tantos momentos que passámos juntos em tantas jornadas por esse Portugal fora.
Espero um dia poder reencontrar toda a família e recordar em conjunto momentos passados muito proveitosos e gratificantes.
Sobre a corrida, de salientar a boa organização da responsabilidade da Junta de Freguesia de Bobadela que ao longo das 4 edições tem primado pela melhoria constante deste evento, chamando se apenas a atenção para as questões de segurança para os atletas pois tem que merecer uma atenção redobrada, a PSP, presente no local tem de fazer mais, os atletas não podem andar a correr ao lado de viaturas, nem permitir que no local das partidas o trânsito não fosse cortado, correndo-se riscos desnecessários para atletas e público, felizmente tudo correu bem.
Rigoroso cumprimentos dos horários estabelecido, bons abastecimentos de água nas provas com maior distância e rapidez na divulgação de resultados e sem qualquer protesto.
De salientar que o meu rancho familiar esteve presente, tendo sido apadrinhado o Hugo que fez a sua estreia como Veterano + 35 anos, (já não sou o único) tendo ficado em 6º lugar.
A Susana desta vez teve a companhia durante toda a prova do Daniel (que se viu aflito) e conseguiu o 2º lugar no escalão e o 3º da geral.
E eu como é costume e devido à forte concorrência vou andando pelos lugares secundários, desta vez fui o 5º + de 60 anos e subi um lugar na tabela de previsões inicial.
A minha equipa, o CCD de Loures esteve muito bem e conseguimos alcançar o 2º lugar da classificação colectiva.
De registar ainda a presença do Sr. Presidente da Cãmara, acompanhado de uma forte comitiva.
A organização contemplou todos os escalões ectários com bons prémios, medalhas, t.shirt e prémios monetários e oferta de água na chegada, que para mim é dos melhores prémios que me podem dar naquele momento.
Segue-se Constância no próximo Sábado, naquela que irá ser uma prova onde irá primar o convívio e o grande espírito de solidariedade.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PÁSCOA SEMPRE FELIZ PARA TODOS


D.M Graphics


MENSAGEM DE PÁSCOA

Páscoa não é só alegria

Páscoa não é só poesia

Páscoa não é só chocolate

Não é só amizade

Não é só amor

Páscoa é renascimento

Renascimento remete a repensar a vida

As condutas

A forma de lidar com as pessoas

A forma de lidar conosco

Renascimento remete à necessidade

De pensar nos problemas do mundo

De avaliar que todos os problemas são meus problemas

E são seus problemas

Renascer é ver que

Tudo o que eu puder fazer pelo outro

Eu devo fazer como se fosse por mim

Renascer é agir para mudar a cada dia para melhor

Como se cada dia fosse uma nova vida

Somente assim, renascendo a cada dia

E a cada instante,

E fazendo renascer em nós os sentimentos

Mais puros e fraternos para com nossos irmãos

Somente assim faremos da Páscoa

Alegria, poesia, chocolate, amizade e amor!

E que a Páscoa seja sempre Paz!Paz!

PazCoa


terça-feira, 31 de março de 2009

31 DE MARÇO-DIA NACIONAL D0 DOENTE COM AVC



AVC ( Acidente Vascular Cerebral)

O que é?


O acidente vascular cerebral (AVC) é caracterizado pela lesão no cérebro causada por um "acidente" num dos vasos sanguíneos que irrigam a região cerebral. Pode ocorrer por um entupimento desses vasos, impedindo a circulação sanguínea, caracterizando o "AVC isquémico", ou, ainda, um vaso sanguíneo pode romper-se e provocar uma hemorragia no cérebro. Nesse caso, a denominação é "AVC hemorrágico".

Quais as causas?

O AVC pode ser causado por várias doenças, mas também existem fatores de risco.
Os mais comuns para os tipos isquêmicos são:
Pressão alta, diabetes, doenças cardíacas e taxas de colesterol e triglicérides altas. Pode acontecer a fumadores.
No caso do AVC hemorrágico, os fatores que o ocasionam são a pressão alta, distúrbios de coagulação e, eventualmente, a presença de aneurisma cerebral (dilatação das paredes de artérias ou veias), que é congênito (a pessoa nasce com ele).

Quais os sintomas?

Os sintomas do AVC dependem da parte do cérebro que foi lesada. Em geral, pode haver dificuldade na fala e nos movimentos ou alterações na visão. Formigueiro ou fraqueza nalguma parte do corpo também é comum, além de dor de cabeça repentina. Estes sintomas são os mais comuns e podem até estar relacionados com outro problema, mas recomenda-se que a pessoa procure imediatamente um hospital.

Quais as sequelas?

O AVC, em geral, deixa sequelas que, dependendo da área do cérebro afectada e do tempo que o paciente levou para ser atendido, podem ser mais ou menos graves. As mais comuns são paralisia total ou parcial (de um lado do corpo, pode ser esquerdo ou direito); a alteração da fala, tanto no que diz respeito à expressão ou à compreensão; alterações visuais, dificuldades que podem atingir um lado do campo esquerdo ou direito e alterações de memória.
Por isto, se por acaso visualizarem alguém com sintomas idênticos aos referidos, dirijam-se imediatamente com a vitima ao hospital ou liguem o 112.

(texto retirado da net)
Algumas dicas para se prevenir do AVC:
- Mantenha a pressão arterial sob controle.
- Evite o consumo de sal em excesso.
- Modere a ingestão de bebidas alcoólicas.
- Não fume.
- Controle o peso.
- Tenha uma alimentação saudável: evite gorduras e frituras, coma bastante fruta, verduras e fibras.
- Pratique exercícios físicos regularmente.
- Evite o estresse: faça actividades relaxantes como uma caminhada ao ar livre, conversar com amigos ou passear com o cachorro.
E não se esqueça: A chance de um AVC aumenta com a idade.

domingo, 29 de março de 2009

12 QUILÓMETROS DE SALVATERRA DE MAGOS

Salvaterra de Magos estava hoje muito acolhedora com uma ligeira brisa de ar frio e o sol a querer contrariar essa tendência e impor-se como rei e senhor da natureza. (Pior sorte tivemos nós no Ano anterior que choveu torrencialmente e a temperatura também estava um pouco agreste).
Por volta das 9,30h. já o ambiente estava muito agradável e melhor ficou quando começámos a ver chegar os amigos, primeiro os meus companheiros de treino, depois os companheiros de Clube e por fim o Luís Mota e a sua filhota.
A organização, da responsabilidade da Xistarca, como sempre e com processos simples cumpriu mais uma vez o seu papel sem reparos de maior. Partida à hora marcada, com controlo de chip a meio do percurso (para evitar os batoteiros) e bons abastecimentos de água, preciosos, porque à hora da corrida o calor já castigava. A prova tinha uma extensão de 12kms.
Chegaram 849 atletas numa prova muito bem participada e que contou ainda com centenas de participantes na caminhda.
Na prova de hoje o meu grupo tinha objectivos diferentes: A Susana tinha que ir à luta, os prémios até eram aliciantes e a concorrência era bem forte. O Daniel tinha um treino ràpido, o Hugo ia ver o que dava (ainda anda a apalpar terreno) acabou por fazer 46.50m.
E eu foi o cabo dos trabalhos, tentei acompanhar um colega de treino (pesa 96 kg.) e ao fim de 1km fiquei apeado, valeu-me ali o bom senso em reduzir o esforço e organizar
melhor a minha corrida, o vento na primeira parte da prova esteve de frente, o que veio dificultar ainda mais a minha missão, a seguir ao retorno (7 kms) e com o vento ligeiramente favorável forcei o andamento para compensar aquele desastre inicial e acabei por ultrapassar algumas dezenas de corredores (e que bem sabe quando isso acontece, apesar de raro). Acabei por fazer 57.27m, não oficial. Sem comentários.
Após a destribuição dos prémios, onde eu tive o grato prazer de receber a Taça referente ao 4º lugar alcançado pela minha equipa na classificação geral, fomos almoçar a um Restaurante já nosso conhecido de anos anteriores e como não podia deixar de ser atirei-me ao ensopado de enguias, ou irozes como queiram, estava delicioso. Foi um excelente convívio com muitos amigos que partilham comigo diariamente os treinos e as desgarradas da boa disposição.
fica aqui ainda uma palavra (porque falámos sobre isso) de incentivo ao Luís Mota pela sua paixão em fazer a Maratona Carlos Lopes louvando a sua atitude em contribuir para que este evento não caia, principalmente pela homenagem que o ex campião permanentemente merece.

domingo, 22 de março de 2009

MEIA MARATONA DE LISBOA

Ainda a sofrer os efeitos da Meia Maratona de Lisboa, sentei-me um pouco frente ao portátil tentando rabiscar umas palavras que correspondam ao que observei hoje em Lisboa no decorrer da prova e também o meu comportamento durante o percurso.
À espera da partida, Daniel, Joaquim Adelino e Hugo
O dia amanheceu com alguma neblina e a frescura que se fez sentir veio dar uma outra disposição aos atletas com vista a alcançar bons tempos e melhores marcas.
E foi neste ambiente que eu, o Daniel e o Hugo ( desta vez sem a Susana) nos apresentamos naquele mar de gente para iniciar a corrida.
Com a nossa amiga ultramaratonista brasileira ANALICE SILVA
Como habitualmente, a esmagadora maioria dos atletas não têm qualquer hipótese de fazer o seu indispensável aquecimento antes da prova de forma a que em corrida os atletas não corressem riscos de ordem muscular. E é por isso que o arranque é sempre penoso e só por volta dos 2 kms. é que os musculos retomam a normalidade.
Espaço de aquecimento da ELITE.
Esta situação é compreensível, já que a maioria dos atletas estava ali pra se divertir. Os melhores tiveram direito a uma zona reservada na frente para fazer o seu aquecimento, numa área cerca de 150 metros mais à frente do grosso do pelotão.
Nesta altura o nevoeiro já praticamente não se notava e por isso permitiu que eu tivesse tirado algumas fótos.
A partida foi dada à hora certa e rapidamente a entrada da ponte ficou bloqueada, à frente encontrava-se a elite da corrida e depois o restante pelotão, tendo os participantes da mini saído atrás de todos os participantes.
O Hugo no meio da multidão
Ainda não percebi qual o interesse, quer da organização, quer de alguns participantes, que saindo na frente com dorsal de VIP fazem todo o percurso da Ponte a andar e outros muito lentos que acabam por prejudicar o normal fluxo de atletas logo no inínio do tabuleiro.
Aos 5 kms estava o 1º abastecimento líquido, que falhei, estava no lado direito e eu passei pelo lado esquerdo, (em anos anteriores custumava estar ali). Passei com 23 minutos e como vinhamos de uma descida eu ainda vinha bem.
Um pouco mais à frente já vejo vir em sentido contrário os primeiros classificados, cerca de 7/8 atletas, por sinal todos africanos!
O Cristo Rei ali mesmo ao lado
Aos 10 kms passei com 48,10m. e verifiquei que o meu tempo final planeado já não iria ser conseguido, 1,45h. Então dicidi seguir num ritmo que me permitisse chegar ao fim sem grande desgaste e não muito longe das minhas previsões.
Nuna zona do percurso algo monótoma (13kms) passou por mim com a maior das descontrações o António Almeida, tendo eu aproveitado logo ali o incentivo e a satisfação de o ter visto por ali para me motivar mais um pouco na tentativa de não deixar cair o meu andamento.
A família reunida depois da chegada
Em sentido contrário vinham já também muitos amigos meus que conseguiram no final melhorar as suas marcas, aproveitando bem as excelentes condições atmosféricas que se faziam sentir.
A prova estava bem marcada km a km (não tivesse em causa a tentativa de recorde do Mundo, não conseguida) mas confesso que a maioria das placas dos kms não as vi, daí não ter conseguido controlar melhor a minha corrida.
Acabei por chegar com 1,48,19h.
Um recorde é sempre um recorde, e assim consegui bater o meu recorde dos !!! 60 anos. Em Sevilha ,tinha feito em Dezembro 1,50h.
O repouso frente ao Mosteiro dos Jerónimos
De salientar a brilhante destribuição de líquidos em todo o percurso e a localização das bancas com abastecimentos sólidos aos 17 kms.
A animação também esteve excelente com alguns grupos musicais espalhados ao longo do percurso, o que veio ajudar a superar alguns momentos de maior monotomia.
Do Daniel (meu genro) nem sombras eu vi (o sol também estava escondido) avistei-o já depois da meta, andava juntamente com o Hugo a ver se eu não me tinha perdido, está de parabéns porque conseguiu bater o seu recorde pessoal, com 1,24h.
O grupo do CCD Loures à espera do regresso
O Hugo (meu filhote) conseguiu apanhar-me aos 2km e adeus nunca mais o vi, a não ser na meta. Era a sua estreia na distância, com razoável 1,32h.
No final ainda senti algumas câimbras na perna esquerda (bem doloroso, por sinal) mas que rapidamente se resolveu.
Em 2 semanas já totalizei 3 provas num total de 51km, um recorde para mim em termos absolutos, mas ainda bem longe do Fernando Andrade e do Luís Mota, só para falar de alguns.
Agora segue-se já para a semana Salvaterra de Magos e mais 12kms, pois claro.
O meu lugar na geral: 2231 em 5504 chegados.
O meu lugar no escalão mais de 60 anos: 64º num total de 210.
Tempo de chip: 1,48,20 h.
Tempo oficial: 1, 49,30 h.
Ver aqui resultados da prova.
http://www.meiamaratonadelisboa.com/

quinta-feira, 19 de março de 2009

UM DIA MUITO ESPECIAL

Para quem já é avô é sempre motivante os filhos nunca se esquecerem dos pais. Atarefados com os afazeres diários, dos meses e dos anos nem nos apercebemos da marcha irreversível que a vida tem. E depois, inesperadamente, somos agradavelmente surpreendidos num dia especial que alguém decidiu dedicar aos pais. Para os meus pais ficam a eterna gratidão e saudade, espelhada pela dedicação e carinho que recebo dos meus filhos.

domingo, 15 de março de 2009

CORRIDA DAS LEZÍRIAS NAS MARGENS DO TEJO

A Corrida das Lezírias, em Vila Franca de Xira, continua espectacular. De forma segura a Organização vai aguentando, e bem, o nível da prova a exemplo de anos anteriores, para isso muito contribui o crescimento controlado do número de participantes nesta corrida.
As inscrições esgotaram alguns dias antes da prova, originando a impossibilidade de muitos mais atletas poderem estar presentes. Louve-se aqui a Xistarca, Responsável Técnica da Prova, que permitiu à ultima hora a legalização da partilha de dorsais excedentários de alguns Clubes por atletas que não poderam em tempo serem inscritos. O CCD de Loures e eu próprio agradece a clubes amigos este gesto. Terminaram a Prova de 15 kms 1384 participantes, excelente.
Esta jornada de atletismo teve ainda outras provas mais pequenas e uma caminhada, tendo-se destacado os meus queridos amigos "Motinhas" lá de Tomar, fiquei muito contente por eles.
A Manhã esteve muito bonita e com muito sol, o Parque do Cevadeiro muito bem demarcado e com um corredor bem largo que permitia uma zona muito boa para o aquecimento e uma chegada com cerca de 200 metros de recta que permitiu uma boa visibilidade ao grande número de pessoas que ali acorreu.
9 dos 15 kms são percorridos em estrada de terra batida (em bom estado) e em pleno valado do Rio Tejo que estava magnífico. Ao contrário do que tinha planeado para esta prova e em função dos treinos que tenho feito, parti com a intensão de saber como é que estou neste momento uma vez que a Semana que vem vou fazer a Meia Maratona de Lisboa. E o saldo foi satisfatório, retirei 16 s. à marca de à uma Semana em Tomar, agora fiz 1,14,20 h. (não oficial) tendo sido 21º em 114 chegados em Veteranos com mais de 60 anos. Lugar da Geral: 619º. Abaixo do meio da tabela, uma proeza,rs. Mas custou-me uma bolha daquelas! Eu devia uma ao amigo Jorge lá do Brasil,rs.
Do meu grupo familiar faltou a Susana que por deveres profissionais não pode estar presente, mas estivemos muito bem representados pelo Hugo (amanhã faz 35 anos) e era a sua despedida como Sénior. Reiniciou à pouco as corridas (esteve os últimos 10 anos no sofá) e já se encontra numa boa forma, chegou em 149º da geral com o tempo de 1,02,12 h. Ainda vai melhorar muito, o seu treinador está a fazer milagres,rs.
O Daniel limitou-se a fazer um treino com uns aceitáveis 1,08 h.
De salientar a satisfação que tive em conviver mais um pouco (e é sempre pouco) com os amigos, quer da blogosfera quer de outros, que este tipo de provas populares sempre nos proporciona: O ANTÓNIO ALMEIDA, o BRITO, o JOSÉ MAGRO, o CARLOS LOPES, a MARIANA e todos os familiares destes amigos. Que pena eu tive de não encontrar o André Gomes, a Ana Pereira, o José Narciso, o Luís Mota e outros, provavelmente.
Uma nota para a organização que esteve escelente, e só não digo impecável porque no melhor pano cai a nódoa. E foi mesmo uma nódoa quando alguns atletas já no final da prova (já não havia atletas a correr) se dirigiram ao local de chegada a pedir água para se idratarem alguns elementos que lá estavam negaram-se a cedê-la. Que falta de sensibilidade, sanada por um responsável quando já não era preciso. Passado uns minutos encostou lá uma carrinha para levar a água, sabe-se lá para onde. Lamentável e a rever em próximas edições.
Bem e agora venha a Meia Maratona de Lisboa já dia 22 de Março, a quem eu desejo desde já a todos os amigos uma excelente competição e um dia muito feliz com a família e amigos.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Um regresso ás origens no meio do treino

Sem me ter dicidido ainda pela Maratona Carlos Lopes a 19 de Abril, venho cumprindo com alguns treinos de longa duração (hoje 1,43h) para a eventualidade de estar presente e minimamente estar preparado. Mas também sei que estes treinos são ainda muito insuficientes, porém, prefiro não ter esquemas rígidos que me obriguem a uma aplicação excessiva, coisa que não estou mentalmente preparado.Assim aproveito o bom tempo que se vai fazendo por aqui e vou rolando.
Solitário saí hoje, equipado com dois pequenos bidons devidamente fixados ao cinto e fiz-me acompanhar da minha maqui-fóto e lá fui.
Os primeiros 35m foram feitos no asfalto, tendo depois entrado em trilhos de terra batida ao longo da margem direita do Rio Tranção. Foi também uma viagem até à minha infância, pois foi ali nas margens do Rio que passei os melhores anos da minha juventude, ali aprendi a nadar, a jogar à bola e também a ajudar a minha mãe que trabalhava ali junto ao Rio no tratamento e ordenha manual de 15 vacas, foi ali também que comecei a enjoar o leite e praticamente todos os seus dirivados.
Não resisti a parar numa nascente de água pura para abastecer os pequenos bidons, voltando de seguida à corrida, sem que antes tivesse registado aqueles momentos com algumas fótos.
Finalmente cheguei ao Parque Urbano depois de enfrentar aquela difícil subida de quase 3 kms um pouco já desgastado. Tenho de rever o equipamento mais adequado para os treinos longos, nomeadamente os ténis, a camisola e também os calções. A camisola feriu-me os mamilos (sem sangue) e os calções fizeram-me alguns vermelhões nas coxas que se manifestaram durante o banho retemperador.
Mas como a luta tem de continuar tenho de rapidamente de resolver este problema.


cansado, mas cheguei



Sacavém, início do trilho de terra batida



Sacavém, sentido do treino



Ao fundo a ponte da Auto-estrada do Norte em Sacavém



Rio Trancão e a margem direita



Piso agradável para se correr



Fonte natural onde me abasteci



Percurso sempre verdejante na margem do Rio



Vista geral do percurso num total de 7 kms. De encher o olho.

A vacaria em ruínas, foi aqui que trabalhou a minha mãe