

Dá cá um abraço, Revolução. Estás mais crescidinha! Já não queres tomar consciências de assalto, nem com armas nem com decretos? Pois não, as consciências são como o céu, não se toma de assalto, sobe-se, lentamente, a longa e dura escadaria. Os degraus são os erros, as pedras de tropeço... Pois desse afã de subir, de tomar posse dos espaços da mente e do coração, estás mais linda que nunca, Revolução.
(Nemesis)
Hoje já se ouve alguma frustação que representa algum desespero e continuo a citar (Nemesis)
Só um exemplo:
Tenho vergonha de quem celebra o Abril. (António xx..............)
Caro António..............:
Compreendo-o perfeitamente. Mas permita-me que lhe recorde:
Esse seu pequeno comentário, antes do 25 de Abril, ter-lhe-ia ficado muito caro.
E aqueles que nem eram funcionários públicos nem pertenciam à classe média dividiam uma sardinha ao almoço pela família inteira. As pessoas passavam fome e nem direito tinham a passaporte. Iam a salto para França. Na minha escola primária era frequente as raparigas desmaiarem de manhã com fome. As pessoas tinham medo.
Agora começam a ter medo outra vez, mas não foi por terem celebrado o 25 de Abril através dum viver novo, generoso, desafrontado e íntegro: foi por se terem esquecido depressa demais duma revolução que não conquistaram, mas lhes serviram numa bandeja.
E terem voltado ao que sempre foram, sem se terem libertado por si e nas suas cabeças das submissões e lambe-botisses da corrupção.
Continuamos gente passiva, corrupta e medrosa, que acredita em tudo o que lê nos jornais e na televisão por preguiça de pensar com a sua própria cabeça, dá crédito a qualquer vigarista que use um fato de marca e tenha pronúncia de beto, despreza quem se veste mal e reza a um freack de barbas cabelos pelos ombros e sandálias e que deixa que os dois partidos do pingue-pongue lhes coma as papas na cabeça e continua a votar neles mesmo depois de saber das tramóias e vigarices mais loucas com dinheiros do estado. Temos o que merecemos.
Caro António..............:
Compreendo-o perfeitamente. Mas permita-me que lhe recorde:
Esse seu pequeno comentário, antes do 25 de Abril, ter-lhe-ia ficado muito caro.
E aqueles que nem eram funcionários públicos nem pertenciam à classe média dividiam uma sardinha ao almoço pela família inteira. As pessoas passavam fome e nem direito tinham a passaporte. Iam a salto para França. Na minha escola primária era frequente as raparigas desmaiarem de manhã com fome. As pessoas tinham medo.
Agora começam a ter medo outra vez, mas não foi por terem celebrado o 25 de Abril através dum viver novo, generoso, desafrontado e íntegro: foi por se terem esquecido depressa demais duma revolução que não conquistaram, mas lhes serviram numa bandeja.
E terem voltado ao que sempre foram, sem se terem libertado por si e nas suas cabeças das submissões e lambe-botisses da corrupção.
Continuamos gente passiva, corrupta e medrosa, que acredita em tudo o que lê nos jornais e na televisão por preguiça de pensar com a sua própria cabeça, dá crédito a qualquer vigarista que use um fato de marca e tenha pronúncia de beto, despreza quem se veste mal e reza a um freack de barbas cabelos pelos ombros e sandálias e que deixa que os dois partidos do pingue-pongue lhes coma as papas na cabeça e continua a votar neles mesmo depois de saber das tramóias e vigarices mais loucas com dinheiros do estado. Temos o que merecemos.
(Nemeses.)
Mas está na altura de acordar, digo eu!!!
VIVA O 25 DE ABRIL
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10 comentários:
Joaquim,
A nós, que gostamos muito de Portugal e que sabemos as dificuldades por que passam tantas e tantas pessoas, custa-nos ver o caminho que o país leva em muitos domínios.
A tentação imediata é culpar o Governo (qualquer que ele seja)! Certamente que as terá. No entanto, ninguém se deve esquecer que os partidos e os Governos não são mais do que o espelho das pessoas que os integram e os elegem. É por isso que apesar de ser fácil justificar as coisas por esse lado, não adianta muito fazê.lo. É preciso ir bem mais fundo.
A melhor forma de celebrar a liberdade é cada um de nós dar sentido ao facto de dispor dela.
abraço
MPaiva
Só quem viveu dos dois lados do 25de Abril de 1974(antes e depois dessa data)é que dá mais (o verdadeiro)valor à Liberdade.
Com os cumps
J.Lopes
O 25 de Abril foi importante para Portugal, mesmo que alguns queiram passar uma esponja por cima desse momento da história contemporânea Portuguesa.
Este "post" tem exatamente o sentimento, daquilo que é a actual vida portuguesa. Gostei!
Está na hora de dar oportunidade a outros a governarem Portugal, afim não exitir só bipolarizacao.
Viva o 25 de Abril...e as nas nossas corridas também.
José Xavier - Holanda
O 25 de Abril foi importante para Portugal, mesmo que alguns queiram passar uma esponja por cima desse momento da história contemporânea Portuguesa.
Este "post" tem exatamente o sentimento, daquilo que é a actual vida portuguesa. Gostei!
Está na hora de dar oportunidade a outros a governarem Portugal, afim não exitir só bipolarizacao.
Viva o 25 de Abril...e as nas nossas corridas também.
José Xavier - Holanda
Olá Joaquim,
Felizmente não vivi o pré 25 de Abril, mas não é por isso que saberei dar menos valor à liberdade.
Há que dar valor ao país que temos, que embora tenha muito defeitos acaba mesmo assim por ser um jardim à beira plantado!
Abraço
Há uma teoria que eu gosto muito de citar: a Faca
Utensílio muito útil, e até indispensável numa cozinha, quando mal manuseada, por incompetência ou negligência, poderá produzir ferimentos dolorosos e até fatais…
Salvo melhor opinião, o 25 de Abril tem sido essa “faca”…
No essencial estou de acordo com o Amigo Adelino. Também eu gosto muito de desporto porém, deste “pingue-pongue” não!
VIVA O 25 DE ABRIL SEMPRE!!!
Um Abraço
Orlando Duarte
Joaquim,
Viva o 25 de Abril!
Tudo mudou para melhor desde esse dia de 1974!
Nessa época eu tinha apenas 12 anos mas ainda guardo na memória a miséria, o medo e a ignorância em que a maioria do povo vivia.
Abraço
José Capela
Dia 25 de Abril,
Data para recordar.
Vimos o povo se levantar.
Tantos anos de miséria, de opressão e de pesar.
Eis que veio esse dia
E o povo a cantar:
- Liberdade, alegria!
Para sempre nos vamos lembrar.
Bom fim de semana
Grande abraço por ter assinalado aqui este dia de liberdade caro Adelino.
Quanto ao senhor Orlando Duarte, lembro-lhe apenas que a possibilidade de estarmos hoje aqui a expressar opiniões diferentes se deve exclusivamente ao 25 de Abril, e mais não digo por respeito ao amigo Joaquim Adelino.
Foi bonita a festa, pá!
(foi ... -se)
Amigo Joaquim,
Eu acho que falta é mesmo o povo começar a pensar por ele. Precisamos de uma nova revolução, desta ve uma revoluçõ de mentalidades para cada um assumir a sua culpa.
"O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas sim por aquelas que permitem a maldade" Albert Einstein.
Boas corridas.
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