terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ENQUANTO TREINÁMOS NASCEU UMA ARTE

Mesmo ali à nossa beirinha a escassos 2/3 metros enquanto passávamos treinando volta após volta ia nascendo um Moinho de Vento.
Desde o dia 20 de Agosto de 2008 e o dia 22/02/09 fui registando fotograficamente a evolução da sua construção, embora não seja ainda uma obra acabada dá para perceber a beleza de tal arte e o enriquecimento paisagístico que significa para o próprio Parque Urbano.
Ali mesmo ao lado mas fora do Parque existe um outro Moinho, (este já em ruínas) e irrecuperável, que foi durante muitos anos local de visitas, vendo-se agora substituído por este que visa, para além de local de visitas e estudo, a moagem de cereais aproveitando o seu excelente posicionamento face ao vento que naquele local se faz sentir sempre com alguma intensidade.
Trata-se de mais um elemento muito atractivo para os visitantes do Parque e principalmente para as nossas crianças quando aquilo estiver a funcionar em pleno.
Para nós os corredores que ali fazemos o nosso treino diário nos dias de maior movimento ali à volta vai-nos complicar um bocado a vida, forçando-nos a encurtar o circuito em pelo menos 100 metros.Mas como é por uma boa causa é muito bem vindo.Até estar completamente pronto continuarei a actualizar a sua construção.

LÉGUA DO INFANTADO, EM LOURES

Cumprindo mais uma etapa do circuito de Loures, (num total de 15), completei no dia 22/2 a 4ª corrida, a 5ªLégua (5kms) do Infantado em Loures, desta vez acompanhado de todo o grupo familiar.
De destacar o cuidado que a organização teve na elaboração do programa que incluiu provas para todos os escalões mais jóvens, o que é sempre de assinalar. Normalmente as Clássicas esquecem sempre os mais jóvens, aqui verifica-se o empenho em dinamizar o desenvolvimento da modalidade para os mais novos, ainda bem que assim é.
Tratou-se de uma competição que tinha alguns aliciantes, (prémios em material desportivo) aos 3 primeiros classificados de cada escalão, o que motivou a adesão de atletas de algum valor a participar na prespectiva de alcançar os primeiros lugares, o que de certa forma foi conseguido, confirmando-se que por mais pequenos que sejam os incentivos os "mesmos" aparecem sempre, sinais que os tempos actuais de crise acentuam ainda mais.

Excelente a organização das provas da responsabilidade do Clube local, com o apoio habitual do Município e que mereceu a presença, para dar o tiro de partida, do Sr. Presidente da Cãmara.
De negativo assinala-se a falta de água no final da prova que afectou o último 4º grupo do pelotão onde se incluía os mais idosos e outros atletas mais lentos, seria mais útil que o abastecimento que deram a meio da prova (injustificável numa prova de 5 kms) fosse dado no fim, uma vez que havia escassêz de água!! As camisolas (bonitas por sinal) faltaram para grande parte dos atletas que completaram a Légua, a explicação da organização foi que o patrocinador apenas ofereceu 150 camisolas, desolador. Para culminar as medalhas apenas contemplavam os primeiros de cada escalão, frustrando a expectativa de alguns. Resultad
o, apenas fui contemplado com um bolo de arroz e uma maçã, nada mau.
A exemplo da prova anterior o meu Clube, o CCDLoures ficou em 2º lugar a apenas 5 pontos do 1º demonstrando mais uma vez a solidez da equipa, apesar de acusar já alguma veterania.
Pessoalmente considero que fiz uma prova no limite, procurando melhorar a minha posição (não conseguida) no troféu, terei de continuar a ver se as coisas melhoram. Fui 7º do escalão mais de 60 anos, com o tempo de 22,48 minutos à média de 4,33,5 minutos por km. Nada de deitar fora.
Encontrei mais uma vez o
Marco António ele que corre pelo Clube de Futebol do Alverca e que vem participando com a sua equipa nesta edição do troféu de Loures.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A MINHA PRIMEIRA EM MEM MARTINS

Raramente vou a provas onde o meu clube não esteja representado com uma equipa , mas desta vez aconteceu, decidi nos últimos dias da Semana que passou inscrever-me no 2º grande Prémio de Mem Martins, ali bem ao lado de Sintra.
Apresentei-me sozinho no local, pois desta vez o meu grupo (Eu, Susana, Daniel e Hugo) não poderam acompanhar-me por diversos motivos, mas foi o cabo dos trabalhos para dar com aquilo, cheguei a Mem Martins ás 8 horas e só encontrei o local de partida 45 minutos depois, uf!
E lá estava o meu dorsal, pois tinha feito a inscrição por email, novidade para mim, e receava que alguma coisa corresse mal, mas não, estava tudo certo e só depois é que tranquilizei.
Podia ser uma surpresa mas acabou por não o ser porque foi anunciada durante a semana, pois logo de seguida encontrei o Carlos Lopes do Blogue A Minha Corrida, regressado à dias de uma curta estadia no Brasil, à primeira não me reconheceu logo mas aquele corpo franzino não me enganou. Gostei muito de o conhecer e recebeu-me muito bem, ele mora no Cacém, que fica bem perto do local da prova tendo feito quase todo o aquecimento na minha companhia.
Fiz a prova a dar no "osso", eram 10 kms bem durinhos com várias subidas num circuito muito bonito entre Mem Martins, Algueirão e Mem Martins.
Prova muito bem organizada pela Xistarca e sem qualquer reparo.
Acabei por fazer o tempo, não oficial, de 47,55 m.
Agora vou descançar um pouco porque para a semana já está marcada outra , desta vez de 5 kms.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

UMA VISITA INTERESSANTE

Ontem visitei a galeria de troféus da minha filha Susana na sua casa e confesso que olhando para aquilo vem sempre para mim um pouco de emoção, têm sido muitos anos, cerca de 18, na prática da corrida que se iniciou aos 7 anos de idade.

Ainda falta ali muitos troféus que por falta de espaço se mantêm na minha casa, que vou olhando com imenso prazer e alguma saudade.

Ela foi e continua a ser uma companhia constante em quase todas as corridas em que participamos e as suas conquistas também são minhas.

É por isso que eu nunca saio frustrado das provas em que participo, se eu não ganho nada (na esmagadora das vezes é isso que acontece) venho confortado porque a Susana ao contrário de mim corre sempre para o pódio e quando não consegue fica lá perto, mas por norma trás sempre um bom prémio, o que nos anima a todos.

Como ela ainda está em actividade, espero continuar a vibrar com as suas actuações em todas as provas em que participa.

Provavelmente ela não vai achar muita graça aesta exposição que lhe faço, mas não resisti e quis partilhar aqui no blog esta pequena exposição de alguns dos seus troféus ganhos na sua já longa carreira de atleta.





Alguns dos seus troféus ganhos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CORRIDAS DE BAIRRO, UM BOM EXEMPLO EM CAMARATE.

Do bom exemplo dado pelas provas populares que se vão organizando um pouco por todo o país realça a humildade e simplicidade de processos utilizada pelos seus responsáveis, sem grandes apoios externos à sua organização conseguem pôr de pé excelentes corridas integrando todos os escalões ectários (desde pré-infantis até aos veteranos) e sem esquemas electrónicos de controlo.
O Bairro de Santiago, em Camarate, é um bom exemplo para demonstrar que uma prova pode ser bem organizada desde que haja dedicação pura à causa do Atletismo por amantes da modalidade e empenhados em bem servir a sua Colectividade e a sua terra e ao mesmo tempo promover e desenvolver a prática desportiva e a ocupação dos tempos livres da sua população.Foi isto que eu observei no Domingo dia 8/2 no Bairro Santiago, impecável, em total contraste com a miséria presenciada na semana anterior da responsabilidade da Associação de Atletismo de Lisboa no Loures Cross em Santa Iria da Azóia. Aqui e na esmagadora maioria das provas o trabalho é voluntário e feito com grande dedicação e responsabilidade, razão maior para os responsáveis pelo Atletismo no país colocarem os olhos e exigir mais responsabilidade aos seus agentes, que em alguns casos apenas se movem por interesses pessoais, secundarizanado a verdadeira função que deviam desempenhar.
Participei nesta prova integrado na corrida principal com cerca de 5,5km, com bastante dureza, principalmente o último km, mesmo assim ainda consegui ser o 4º classificado em veteranos 6 com 26,45h.
Segue-se agora a Légua do Infantado, em Loures no próximo dia 22 de Março.http://www.cm-loures.pt/doc/CColect2009/RegLInfan.pdf009/RegLInfan.pdf Neste dia gostaria de estar nos 20kms de Cascais e rever muitos amigos, reais e virtuais, mas a opção é ficar por aqui, uma prova mais exigente que requer mais cuidados pois será certamente uma prova bastante rápida.Esse reencontro acontecerá certamente na Meia Maratona de Lisboa.


As fótos possíveis da prova.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A MOTIVAÇÃO E A NATUREZA DE MÃOS DADAS

A motivação para correr depende de vários factores: disponibilidade mental e de afazeres: necessidade de melhorar a sua qualidade de vida (problemas de obesidades, stress laboral, familiar, ou financeiro): por passatempo: por devertimento: por necessidade de convívio e outros cujos objectivos passam por se superar no dia a dia ultrapassando a barreira do razoável e entrando no lote dos dotados e pela sua própria superação.
A motivação e disponibilidade para a corrida (para os atletas mais assíduos e ou dotados) conta ainda com outros factores a ter em conta: bom enquadramento em equipa: bom ambiente familiar: treinamento em grupo: bom local de treino que reúna boas condições de segurança e espaço livre sem obstáculos: boa planificação de treinos devidamente orientado e acompanhado por um técnico ou por alguém profundamente conhecedor: uma boa gestão do número e qualidade das provas que cada um pode ou deve fazer: nunca se deixar chegar a situações, ás vezes irreversíveis, de saturação da prática da corrida: não ultrapassar etapas que têm obrigatóriamente de ser percorridas para se atingir os fins pretendidos: combater o desânimo que tem a tendência de aparecer quando nos treinos não conseguimos atingir os objectivos apontados ou quando em prova a falta de força momentânia trai os sonhos possíveis e idealizados.
São estes os prossupostos (haverá muitos outros) essenciais para que todos nós encontremos uma explicação para o gosto pela corrida e a forma que cada um depois encontra para prosseguir, desbravando caminhos que se vão abrindo de acordo com a integração nos meios em que estamos inseridos e dos objectivos a que cada um se propõe.
A experiência acumulada de muitos anos permite-me hoje no seio de um grupo numeroso e também valioso, aconselhar e também aprender, sobre a forma como cada um deve encarar o seu desenvolvimento enquanto atleta e a forma de lá chegar. O nosso local de treino reúne as condições para que se desenvolva ali uma excelente escola de talentos na prática da corrida porque reúne todos os prossupostos de motivação que atrás citei e eles estão sempre presentes, quer no convívio diário durante os treinos, quer depois nos resultados pelo desempenho de cada um.

















































































































A harmonia do treino, enquadrado com a natureza e o meio ambiente, resulta na eficácia tranquiladora da paz de espírito que se procura incessantemente até se encontrar o tão desejado equilíbrio que contribua de forma decisiva para a preservação da nossa saúde mental.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

JUÍZES ACOMODADOS E DESLEIXADOS NA ASSOCIAÇÃO DE ATLETISMO DE LISBOA

Estavam reunidas todas as condições para no Domingo passado dia 1 de Fevereiro se realizasse um Cross espectacular no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia.
Trata-se do Cross Internacional de Júniores e do Loures Cross, prova esta integrada no Troféu Corrida das Colectividades de Loures, cuja responsabilidade é da Associação de Atletismo de Lisboa, em parceria com a Cãmara Municipal de Loures.
O tempo estava chuvoso e com muito vento e frio, o terreno estava a condizer, instável, lamacento e lençóis de água, excelente para este tipo de prova e tudo apontando para uma jornada que se esperaria de boa propaganda para modalidade. Puro engano.
Os Juízes da Associação prestaram um péssimo serviço no arranque da jornada com base no programa pré-estabelecido que manchou todo o evento. Explico:
Como em anos anteriores o Cross inicia-se com a prova do escalão de veteranos subdivididos em escalões etários dos 35 aos 65 anos na distância de 4 kms., um circuito de 2 voltas. O circuito foi previamento traçado e marcado com fitas no dia anterior e como é óbvio o temporal que esteve durante a noite danificou em alguns locais essa marcação. Penso que antes da prova foi feita a reparação dos danos e tudo apontava para que a prova decorresse com normalidade. E não decorreu por desleixo e comodismo dos respectivos Juizes a quem competia fiscalizar e ajuizar do bom andamento do decorrer da prova mas não foi isto que aconteceu, como chovia e estava muito frio os juízes optaram por se refugiar, sabe-se lá onde, deixando que a prova se desenrolasse sozinha. E o impensável, ou talvez não, aconteceu. Num local onde os atletas se cruzam em pistas separadas e enquanto o grupo da frente faz o percurso correcto um grupo de atletas mais atrasado segue uma trangetória mais curta em direcção ao final da 1ª volta arrastando atrás de si os restantes atletas, provocando ali irremediavelmente o fim da corrida, já que os 1ºs classificados tinham ficado para trás. Era ali naquele enleado de voltas que os juízes deviam estar precavendo-se de situações inesperadas já que o temporal esteve sempre presente. Eu que seguia mais atrasado na corrida estranhei ter de saltar uma barreira, pois era suposto não o fazer mas apenas me limitei a seguir os homens da frente. É inexplicável, os juízes estavam bem equipados com fatos apropriados e se alguns não os tinham é porque são pouco profissionais no desempenho desta missão, é que, segundo estou informado, eles são pagos, bem ou mal não não sei, para exercer aquela função, então tem de se lhe pedir muito mais responsabilidade. Quer o Município de Loures, quer os atletas, mesmo sendo veteranos, devem merecer o máximo respeito seja de quem for e muito mais da sua Associação que nem se dignou fazer um pedido de desculpas pela trapalhada provocada e que podia ter sido evitada.
A prova dos veteranos acabou por ser anulada gerando grande desânimo entre os atletas por se verificar tanta incompetência de onde menos se esperaria.
Fóto tirada na véspera do local (Sábado) onde existe um emaranhado de pistas que levaram ao engano muitos corredores, e onde merecia especiais cuidados dos juíses, nem um lá estava.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

GESTOS QUE SIMBOLIZAM RESPEITO

Existem gestos (infelizmente poucos) que simbolizam o respeito que é devido a todos os atletas praticantes da corrida e duma forma geral a todos os desportistas. Quis o acaso que eu e minha equipa fossemos protagonistas de um episódio fortuito e embaraçoso para própria organização da S.Silvestre de Lisboa que originou a nossa não participação na referida prova, como aliás em devido tempo aqui relatei. Após várias reações de alguns amigos demostrando a sua solidariedade pelo ocorrido, somos surpreendidos pela positiva pela reação de um dos principais patrocinadores da prova, a ASICS, através do seu Director de Marketing em Portugal Sr Filipe Nunes com o envio de uma tomada de posição por mail lamentando o ocorrido ,embora salvaguardando que a responsabilidade da organização não era da responsabilidade da ASICS, prontificando-se a enviar-me uma camisola idêntica à que foi atribuída a todos que concluíram a prova.
Aí está o mail que foi enviado pela ASICS

deFilipe Nunes paraquimabelha@gmail.com ccbruno.thomaz@hotmail.com,jcbrito69@gmail.com,j.miguelpaiva@gmail.com,mark.velhote@gmail.com,jcmaratona@gmail.com data10 de janeiro de 2009 22:55assuntoASICS PORTUGAL - Em resposta à notícia publicada no blog -Atleta - Joaquim Adelinoenviado porgmail.com Caro atletas e em especial Sr.Joaquim Adelino, Chamo-me Filipe Gama Nunes, sou a pessoa responsável de Marketing damarca desporto - ASICS PORTUGAL. Sou uma pessoa atenta ao mundo dos corredores a nível nacional einternacional, portanto, visito com regularidade o seu respectivoBLOG. Tive oportunidade de ler a sua notícia datada no dia 27 de Dezembro de2008 - Frio, Molhado e sem São Silvestre. Efectivamente, tratou-se deuma notícia que me incomodou na integra , pelo facto da ASICS PORTUGAL, centrar as suas atençõessobre os verdadeiros apaixonados pela corrida. Não serve este mail para justificar a gestão apresentada pelaorganização, sendo algo que inclusivé, não é da responsabilidade damarca ASICS a gestão e operação das provase temos um simples papel de parceiros. No entanto, procuro sempre analisar até que ponto os atletas ficam narealidade satisfeitos com determinada competição em que a ASICS seenvolve como patrocionador directo e/ou indirecto,etc. Senti nas suas palavras um verdadeiro descontentamento ,pela tomada deposição da organização e os efeitos que tiveram sobre a sua pessoa ,tratando-se um verdadeiro apaixonado pela corrida. A equipa da ASICS Portugal gostaria de enviar ao seu cuidado umat-shirt técnica oficial da nossa marca semelhante à utilizada naprova da São Silvestre de Lisboa - 1º Edição. A ASICS é uma empresa de corredores e sentimos o verdadeiro espíritoda corrida! Portanto, gostamos que todos os corredores que possamcorrer com a nossa marca e/ou até mesmo com marcas concorrentes se possam sentir paixão por este desporto. Aguardo portanto a sua respectiva morada. Saudações Desportivas Filipe Gama Nunes

Se me permitem coloco agora a questão pessoal, pois os que me conhecem sabem que eu sou mesmo assim, fico agradecido por este gesto bonito por parte da ASICS de Portugal e aceitei a oferta da camisola com enorme satisfação, mas este meu gesto de aceitação não foi feito como uma satisfação pessoal, mas sim simbolizar através de todos os atletas que ainda existem organizações que primam pelo respeito e bem estar dos atletas, principalmente em eventos apoiados por si.

À ASICS de Portugal, através do Sr Filipe Nunes, Director, os meus e os de muitos, agradecimentos por se ter interessado pessoalmente contribuindo dessa forma para que a marca que representa seja observada ainda com mais respeito e que os organizadores de provas apoiadas por vós tirem daí as devidas ilações.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A CAMINHO DE ÁFRICA, ATÉ JÁ

Parece estranho pela imagem mas vamos mesmo falar de Atletismo.
Um "velho" companheiro da estrada, sofredor de tantos e tantos kms palmilhar a nosso lado dicidiu partir para outras paragens à procura de novo rumo para a sua vida, trata-se do amigo Mário Silva, desconhecido por ventura para a maioria das pessoas que por aqui vão partilhando dos ideais que nos une em redor desta modalidade desportiva, mas que para mim representa o que de mais me apráz registar num desportista e num ser humano: Simplicidade, divertido, honestidade, simpatia, amigo do seu amigo, e sempre disponível para ajudar o próximo.

Este nosso companheiro da estrada, e é disso que estamos aqui a falar, vai partir para Moçambique nos primeiros dias de Fevereiro e quis assinalar essa decisão convidando os amigos mais próximos e os seus empregados para um almoço/festa como reconhecimento e respeito pela sua amisade.

Dos amigos, destaco os do seu Clube, AMIGOS DO ATLETISMO DO VALE DE SILÊNCIO que estiveram em grande número, tendo-se aproveitado a ocasião para lhe oferecer uma camisola do Clube autografada por todos. O almoço foi bem servido, febras, entremeada, entrecosto, bacalhau assado, carne à alentejana e muitas outras igoarias, e pasme-se, não havia barrigas que chegassem para tanta comida.

No final, os seus amigos do Clube não quizeram terminar esta homenagem sem que primeiro oferececem um bolo simbolizando a amisade de tantos anos e na despedida de um até já: "Amigos Vale do Silêncio até já".

Eu senti-me ali um previligiado, por ser amigo destes amigos e por ser destinguido pelo seu convite.

Para o Mário Silva os vótos de uma vida de sucesso.






A oferta da camisola autografada pelos seus amigos e companheiros de Clube












No topo da mesa o Mário Silva agradece aos seus amigos por estarem naquela festa













Este é o bolo com um simbólico, até já






Os Amigos do Vale do Silêncio, com o homenageado e dois convidados do CCD Loures


domingo, 25 de janeiro de 2009

ROSA MOTA NO XX G.P. FIM DA EUROPA

Apesar de alguns contratempos não se pode dizer que a minha estreia no Grande Prémio Fim da Europa, (e já vai na 20ª edição), não foi um sucesso.Para começar falhou o nosso transporte de Loures para Sintra, da inteira responsabilidade do Clube, que deveria levar-nos para Sintra e depois recolher-nos no Cabo da Roca. Valeu a boa vontade do Encarregado de Transportes da Cãmara que logo disponibilizou um autocarro que nos permitiu chegar ainda a horas ao local de partida. Enalteço aqui também a enorme compreensão dos cerca de 30 atletas que ficaram um pouco afectados pelo ocorrido, mas ficaram também a saber que em clubes mais ou menos bem organizados, como é o nosso caso, também se falha.
Chegámos ainda com 30 minutos antes da partida, tempo suficiente para um pequeno aquecimento e comprimentar os amigos conhecidos e alguns vituais que vão navegando aqui pelos blogs, Brito e Otília, Fernando Andrade, Ana Pereira, Nuno do Blog Atletismo, e já no decorrer da prova o José Magro do Blog O Mundo da Corrida.Devido ao curto espaço de tempo não deu para grandes conversas, no entanto permitiu em alguns casos perpectuar aquele momento com algumas fótos.Sobre a prova só posso atribuir elogios, incluindo a sua própria dureza que assim permitiu uma apreciação diferente da beleza da Serra de Sintra. Eu só tinha subido aquela Serra até à Penha de viatura e desconhecia a Serra da Penina. Aqueles terríveis 2 kms entre o 9º e o 11º km obrigaram-me a fazer uma coisa que não gosto, andar nas provas, mas ali não tive epótese, a meio aproveitei e parei para tirar umas fótos a meias com o meu amigo João, dos Amigos do Atletismo de Belém, que por acaso estava por ali na altura.Foram 6 kms de subida bem duros que em 20 anos de Atletismo nunca tinha enfrentado, dos 11 kms e até aos 17, onde estava instalada a meta, foi sempre a descer onde os ritmos de corrida foram muito elevados, nada contribuindo para a boa saúde moscular de cada um.A chegada era espectacular, estava um grande vendaval, muito frio e ventos muito fortes, não esquecer que estávamos na ponta mais Ocidental da Europa e a uma altitude de 140 metros. A meta estava instalada à entrada de uma tenda enorme de cerca de 150 metros de comprimento e os atletas entravam de imediato nessa tenda salvaguardando dessa forma qualquer recaída motivada pelas péssimas condições atmosféricas.Todos os atletas (excepto os últimos, devido à ganãncia de alguns) foram obsequiados de imediato com um chá bem quente, bolos, sandes, café, frutas, e muita atenção da organização. Foram simplesmente impecáveis. E vou lá voltar.
A minha prova acaba por ficar um pouco diluída e sem grande significado uma vez que não tinha traçado qualquer espírito competitivo para ela, levei a maquifóto e parei 3 vezes em plena Serra para registar alguns momentos, acabei por completar os 17 kms em 1, 29, 45 h. não oficial. Deixo por último, porque é merecido, os parabéns e agradecimento à Cãmara Municipal de Sintra pela excelente organização que teve e pelo respeito demonstrado para com os atletas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A ESPERÂNÇA HÁ-DE RENASCER

AOS MEUS FILHOS

Queridos Heldita, Aleidita,
Camilo, Célia e Ernesto:
Se algum dia tiverem
de ler esta carta,
será porque já não estou convosco.
Quase já não se lembrarão
de mim e os mais pequenos
não se recordarão nada.
o vosso pai
foi um homem que actua
conforme pensa e,
sem dúvida, foi leal
ás suas convicções.
Cresçam como bons revolucionários.
Estudem muito
para poderem dominar
a técnica que permite
dominar a natureza.
Lembrem-se que o mais
importante é a revolução
e que cada um de nós,
sózinho, não vale nada.
Acima de tudo, sejam capazes,
sempre, de sentir no mais
fundo de vós
qualquer injustiça
cometida contra quem
quer que seja
em qualquer parte
do mundo. É a mais bela
qualidade de um
revolucionário.
Até sempre, filhinhos,
ainda espero vê-los.
Um beijo grande e um
apertado abraço de Papá.
(Che Guevara)

A AMÉRICA TEM A PARTIR DE HOJE UM NOVO PRESIDENTE, RENASCEM EXPECTATIVAS EM TODA A HUMANIDADE, UNS MAIS DO QUE OUTROS ESPERAM QUE A PARTIR DE AGORA O MUNDO COMECE A TER UMA TENDÊNCIA MAIS HUMANISTA E MAIS PRÓPERA.
EU QUE VIVO NA ILUSÃO DE UM DIA TODOS PODERMOS VIVER EM PÉ DE IGUALDADE, SEM ESCRAVATURA, ONDE NINGUÉM TENHA QUE MENDIGAR UM PEDAÇO DE PÃO PARA MATAR A FOME, AINDA NÃO PERDI A FÉ E NÃO ESQUEÇO AQUELES "QUE POR OBRAS VALOROSAS SE VÃO DA LEI DA MORTE LIBERTANDO"

domingo, 18 de janeiro de 2009

A TREINAR NA SALA DE VISITAS DE LISBOA

Ao contrário do que é habitual hoje dicidi-me a levantar cedo, 8 horas, com o objectivo de fazer um treino mais longo juntamente com um grupo de amigos e dicidimo-nos fazê-lo junto ao Rio Trancão e Estuário do Tejo entre Sacavém e o Beato, atravessando todo o Parque Expo, e voltar, o que dá uma distância aproximada de 17 kms com o tempo de 1,30h.
Aproveitei este treino para matar saudades daquele percurso, que já não fazia à cerca de 1 ano e conviver com antigos companheiros que se mantêm fiéis frequentadores daquele encantador local para treinar.
Não resisti em postar aqui algumas fótos, que estão acessíveis no Google Earth, para ilustrar melhor o enquadramento do treino e a extrema beleza do local. (E também para o amigo Carlos Lopes matar algumas saudades da nossa Capital).
Com a total ausência de trânsito, é um regalo ver aquele local com milhares de utentes que utilizam as mais variadas formas para se exercitarem, a correr, de bicicleta, de patins, jogando à bola, futebol americano, caminhando e um sem número de outras actividades.
Após esta incursão em Lisboa amanhã retomarei os treinos no Parque, local habitual de treino e por lá ficarei.

Foz do Rio Trancão, local de partida e chegada do treino de hoje

Aos 2 kms passamos sob a Ponte Vasco da Gama

Aos 3 kms passamos junto à Torre Vasco da Gama

Aos 5 kms avistamos o Centro Comercial Vasco da Gama eo Ocenário

Antiga torre da Galp, aos 5,5 kms de treino

Aos 7,5kms temos o monumento ao 25 de Abril no Poço do Bispo

Fóto tirada da Torre Vasco da Gama no sentido do retorno do treino aos 14 kms.

domingo, 11 de janeiro de 2009

SACAVÉM - 1ª CORRIDA DO ANO


Corrida comemorativa dos 109 anos da Cooperativa A Sacavenense e 1ª corrida integrada na 25º edição Corrida das Colectividades do Concelho de Loures.Prova que se desenvolveu repartida por vários escalões etários, desde os Benjamins (menos de 10 anos) e vet7 (mais de 65 anos).Foi uma prova de raiz popular e muito bem organizada, onde não faltou o apoio aos atletas nomeadamente com água. O saquinho dos prémios foi desta vez muito pobre, para além dos 3 primeiros (com prémios monetários), os classificados até ao 10º receberam uma medalha comemorativa, os restantes, a partir do 11º nada receberam. É muito frustrante chegar ao fim de uma competição e nada receber, é verdade que as inscrições foram gratuitas e sendo assim nada mais se pode exigir à organização para ir para além disto. O Município, que apoia toda a estrutura deste Troféu financeiramente, (excepto os prémios atribuídos em cada prova), já cumpre o seu papel nesta iniciativa, no entanto com um pouco mais de esforço estou convencido que poderia contribuir em cada prova com a oferta de pelo menos uma T-shirt alusiva à 25ª Edição do Torneio das Colectividades. Isto ás vezes até se consegue com um patrocinador oficial. Todos os atletas sairíam recompensados pelo esforço dispendido e pelo contributo que deram à sociedade pela sua participação no desenvolvimento desta modalidade.
Não é esta magreza de prémios que vai retirar mérito ao esforço da Cooperativa e dos seus amigos que conseguiram concretizar esta iniciativa, por isso estão de parabéns. Nem um pequeno erro que aconteceu no decorrer de uma das provas foi suficiente para a manchar, já que a presença do técnico da Cãmara Municipal de Loures, juntamente com o Director da Prova e os delegados das equipas logo ali resolveram o problema e do agrado para todos.
Sobre a minha prova, (pois já me estava a esquecer de falar dela), de tão pequena que ela era, 2400 m. (era para ser de 2800m), daí o tal pequeno erro de que falei antes, quase nem dei por ela e fiz 12,15m. tendo sido 5º do escalão de mais de 60 anos, éramos 6 !!!. Imaginem, como criaram mais um escalão (mais de 65 anos) deixaram-me campo aberto para ter mais epóteses.
Outro aspecto importante no meu ponto de vista e tenho dito muitas vezes junto das organizações de provas que os veteranos a partir dos 55 anos não deveriam ser impedidos de correr a mesma distância que correm os veteranos mais novos. Isso hoje voltou a acontecer e é frustrante porque normalmente treinamos para correr distâncias que podem ir até à Meia Maratona. Pode ser que as vozes de "burro" cheguem ao céu.
Agora só tenho o pensamento no Grande Prémio Fim da Europa (17 kms) entre Sintra e Cabo da Roca.
E quero lá encontrar uma certa menina... vocês sabem de quem é que eu estou a falar.