sábado, 21 de março de 2015

1º Trail Cidade de Extremoz, 8 de Março de 2015

O Trail foi até Estremoz num dia radioso de sol e temperatura razoável permitindo a todos ao longo de todo o evento fosse possível desfrutar desta iniciativa levada a bom porto pelos amigos do Clube de Orientação do Alto Alentejo cuja 1ª edição seria um exigente teste para desenvolver no futuro novas iniciativas com vista a tornar Estremoz um local de excelência para a prática do Trail aproveitando para o efeito as boas condições locais, nomeadamente a proximidade da Serra D´Ossa, e a partir dali desenvolver um excelente circuito de montanha culminando com a chegada ao bonito e citadino Castelo de Estremoz.
Tive a oportunidade de na véspera fazer 75% do percurso, pelo que vi na companhia do incansável Filipe Ramalho (Organizador) previ logo que quem estivesse presente nesta prova só poderia sair dali satisfeito, prova muito corrível (veja-se o tempo final do vencedor dos 30 kms, 2.09h) para se ter uma ideia , ideal para quem gosta e energia suficiente para correr e para os que vão dando os primeiros passos neste género de corridas pedestres.

Pude também e de forma privilegiada assistir à chegada de todos os atletas
das provas de 15 e 30 kms, falei quase com todos e a satisfação era geral, que

melhor prémio para a Organização ouvir de viva voz aqueles elogios que bem
se podiam ouvir através da aparelhagem sonora ali em funcionamento em apoio do acontecimento? Todos partiram e na generalidade todos chegaram à meta, sinal que as marcações também responderam bem ás exigências duma prova de trail, os abastecimentos foram bem ponderados na concepção e distribuição merecendo rasgados elogios dos participantes, quando assim acontece e se vê o fruto do trabalho dar resultados só uma coisa se espera da organização: começar a preparar desde já as ideias chave para a edição de
2016, ir dando a conhecer a evolução e as novidades a quem teve a oportunidade de lá estar e através destes a todos aqueles que estiveram ausentes e a quem desde já se conta com eles para a próxima edição.

Da minha parte confesso que gostaria de ter percorrido aquele bonito percurso na companhia de todos os atletas, gostaria de ter percorrido aqueles pedaços de ribeiros de água fria e ter cortado a meta depois de ter passado por toda aquela simpática rapaziada que esteve nos pontos de apoio e abastecimento que muito ajudaram, quer a organização quer os atletas, fica a esperança de para o ano possa correr a prova e ao mesmo tempo continuar ajudar aquele grupo de rapazes que tão boa conta souberam dar na organização de uma prova de trail de altíssimo nível.
O meu agradecimento à forma como fui acolhido por todos e a honra que me deram de ter apadrinhado esta 1ª Edição da prova. 










terça-feira, 3 de março de 2015

Ultra Trail de Sicó, uma conquista adiada.

na recolha de fotos
Apesar de correr menos bem a minha participação no Ultra Trail de Sicó na edição deste ano de 2015 na distância de 111 kms devo dizer que gostei do que fui encontrando ao longo daqueles curtos 28 kms de percurso que faziam parte da 1ª metade da prova que nos levaria a 1ª vez a Condeixa a Nova. O problema é que quando parti para esta prova tinha a sensação que não a terminaria, a falta de treinos indispensável com alguma assiduidade era óbvia, as mazelas deixadas nos membros inferiores resultantes na participação nas últimas provas de 2014 não tiveram a esperada recuperação no início do ano que decorre, não foi também por falta de descanso, apenas 3 provas realizadas até agora incluindo a desistência nos Trilhos dos Abutres, isto é, cerca de 100 kms em 2 meses é muito pouco para justificar a impossibilidade de correr o que quero.
Rui Pacheco e Vitor Pinto (65 kms)
Terei agora tempo até chegar a prova dos Trilhos do Pastor de recuperar o joelho direito por forma a não me impedir de mais lá para a frente de concretizar alguns dos objectivos principais para 2015.
As 5 horas que levei a chegar a Penela nestes 28 kms foram bem controlados para passar aquele 1º controlo, este objectivo fora conseguido tal como sucederia com os seguintes, mas chegado ali os joelho não permitiu que continuasse, 2 ou 3 kms antes numa das subidas mais inclinadas ele começou a falhar quando chegava a sua vez de puxar a "carroça", foi ali que decidi parar no controlo seguinte aos 28 kms, já trazia o "vassoura" por perto e apenas 3 atletas atrás de mim, prosseguir era agravar o problema e o sofrimento. Rapidamente fui evacuado para a chegada pelos Bombeiros tiritando ainda de frio e encharcado, o banho e um pequeno descanso logo me pôs em condições de ir para o local da 1ª Base de Vida logo ali e acompanhar a passagem dos atletas para a 2ª volta a este excelente percurso.
Espero voltar lá mas em melhores condições físicas, não gosto de deixar as coisas a meio, veremos se serei capaz.
Bruno Sousa, vencedor Ultra Trail (116 kms)
Neste fim de semana em Condeixa a Nova tive oportunidade de ver em total reboliço uma povoação que por norma até é calma, 3 mil atletas e muitos acompanhantes mexeram com aquilo, todos estiveram à altura, a estrutura comercial local e a Organização da prova da responsabilidade do Mundo da Corrida, foi impressionante, creio que nunca tinha assistido a nada assim, 25 horas de Ultra Trail no Sábado e no Domingo três provas em simultâneo com milhares de atletas espalhados por aquelas serras, traçados impecavelmente bem marcados, postos de abastecimento e controlo espalhados por diversos locais, recepção e assistência na chegada dos atletas com grande qualidade e simpatia, a tudo assisti e fiquei maravilhado. PARABÉNS A TODOS.    
Garmin

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Trilhos dos Montes Saloios, Covas de Ferro, Sintra

Ainda não conhecia esta prova, não me inscrevera pelo facto de estar a preparar o Ultra Trilhos de Sicó a realizar no final do presente mês e já em recuperação dos Trilhos dos Abutres realizado no passado dia 31 de Janeiro. Quis o acaso que um colega de equipa se visse impossibilitado de estar presente e ofereceu-me o seu dorsal, aceitei de imediato devido ao facto de não ter concluído a prova dos Abutres pelas razões que explico no post anterior deste blogue e ter alguma folga de fadiga por forma a permitir assim participar nesta prova dos trilhos dos Montes Saloios completando assim em dose repartida o plano traçado até Sicó.
Fiquei muito satisfeito, vê-se que é pessoal experiente que prepara e organiza uma coisa daquelas e tira o máximo proveito das boas condições daquele espaço da Natureza já muito depauperado pela invasão humana, apenas um senão que não mancha o excelente trabalho realizado e que tive a oportunidade de comentar no final com um amigo da organização, aliás nem fui eu que iniciei a conversa, tal o desprendimento de ausência de vedetismo ao recriminar-se pelo bloqueio que a corrida teve aos 900 metros após a partida provocando ali um iato até aos 10 minutos para muitos atletas, devo confessar que já encontrei bem pior mas fica bem ouvir em auto crítica quem põe em movimento uma corrida daquelas, mostrando ao fazê-lo que está atento ao que se passou e quero crer que em ocasiões futuras irá por certo criar as condições para melhorar o espaçamento entre os atletas antes de chegarem àquele ponto crítico.
A minha prova esteve dentro do que esperava, o joelho direito tem me dado alguns problemas, impedem-me de realizar os treinos necessários ou possíveis com vista ás provas mais duras que estão para chegar, ainda assim e apesar de só fazer 3 treinos bem curtinhos durante a semana arrisquei em ir sabendo que não estou nas melhores condições. O percurso era desconhecido para mim, só vira o desenho da altimetria e chegara à conclusão que iríamos estar constantemente a subir e a descer, os cerca de 1.100 metros + antevia alguma dificuldades para tão pouca distância. Correr avistando os atletas da frente quase cruzando conosco ao fim de muitos kms fez-me alguma confusão, o labirinto traçado para a prova permitia ver os atletas de diferentes ângulos tendo a organização realizado no terreno cuidados especiais no controlo de passagem dos atletas não permitindo assim eventuais "extravios" de alguém.
A lama fez a sua aparição logo desde o início da prova, há uma semana nos Abutres tinha nadado em lama durante quase 30 kms e uma semana de acalmia de chuva não chegou para secar os terrenos e os trilhos de Covas de Ferro, nada que não se ultrapassasse com alguma facilidade, rampas e descidas com pedra e pedregulhos onde se podia correr consoante as possibilidades de cada um, encontrei duas ou três "paredes", uma das quais levou-nos até aos 400 metros de altitude (cota mais alta) que fiz naturalmente a andar. 
Foi uma prova muito acessível a todos, apesar disso notei que havia alguns participantes que estavam com alguns problemas mais para o fim da prova, cambras, dores musculares e articulares, cansaço, o que é absolutamente natural, tive a oportunidade de auxiliar alguns já que por norma corro sempre nos últimos lugares e dessa forma permite-me ajudar com todo o prazer que isso me dá.
Por ter gostado do "labirinto" e das paisagens excelente que presenciei penso voltar nas próximas edições, parabéns à organização e colaboradores pelo apoio e pelos excelentes abastecimentos que colocaram à nossa disposição, marcação perfeita, apesar de ter passado por cima de uma fita e andado mais 100 metros, devia de estar a tentar "fugir" àquela subida (parece) já para o final da prova, mas dei com o erro e voltei ao trilho correcto rapidamente.
25,270 kms percorridos em 4,07,10 h, um bom indicativo em termos de média para os 111 kms deSicó, mas até lá há ainda muito a fazer em termos de treino. 
Garmin

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ultra Trail dos Abutres, 31/01/2015

Parte da minha "Equipa" que devia partir comigo para Miranda do Corvo não chega a sair de casa, quase 3 meses antes planeáramos a deslocação, éramos 3, e à ultima da hora as lesões afastaram-nos da prova dos Abutres, parti só e repeti a odisseia sozinho tal como fizera em 2011 com a realização da 1ª edição, então com 32 kms apenas de extensão. Falar da 5ª edição desta prova realizada no passado dia 31 de Janeiro e compará-la à 1ª edição de então é como ir à fonte com um cântaro de 5L e voltar lá agora e carregar com um de 30L. Então fizera 5,40h para perfazer aqueles 32 kms, agora necessitei de 7,05h para chegar aos 30 kms deixando por fazer (por chegar fora do controlo) mais 20kms. Claro que mudou muita coisa, o nº de kms, o nível de Organização, o nº de atletas, o grau de dificuldade e também os 5 anos a mais que já pesam em cima desta carcaça, já muito usada, para não dizer outra coisa. E este ciclo vai continuar, comigo ou sem mim, a paixão da aventura e do risco continua a "atormentar-me", não resisto ao acompanhar fisicamente da evolução desenfreada do que é actualmente as provas de trilhos em montanha, o que era inicialmente conhecido por caminhos e trilhos simpaticamente idealizados para todos desfrutarem da Natureza transformou-se nos tempos actuais numa agressividade sem precedentes, com contornos por vezes sádicos e sem avaliação de riscos ou pelo menos descurando-os de forma grosseira roçando a irresponsabilidade.
Esta 5ª edição da Ultra dos Abutres tinha, e teve tudo para ficar gravada na história recente do Trail em Portugal, a própria organização da prova evoluiu espectacularmente ao longo de todas as edições ao ponto de se esmerarem para perto da perfeição nesta última edição. A perfeição de que falo nada tem a ver com o que se passou em prova, essa nada nem ninguém conseguiria assegurar devido ás péssimas condições climatéricas no terreno, mas na perfeição como responderam aos imponderáveis surgidos na noite/véspera da prova e a resposta dada para assegurar a sua realização e permitir ás centenas de atletas que ali estavam ansiosamente a aguardar pela ordem de partida. Creio que foi um risco enorme e corajoso permitir o início desta prova, como creio que terá sido um alívio enorme para a organização quando o último atleta encerrou com o último passo mais esta edição da prova. Foi notório no breifing final antes do início da prova o nervosismo do Spyker ao dar os últimos conselhos sobre os cuidados a ter na Serra, profundo conhecedor daquela Serra sabia que ali na sua frente estava gente ansiosa e também uma
boa parte deles inconsciente para o que ia encontrar, os riscos eram enormes mas mesmo assim tiveram a coragem de não defraudar a vontade daquela gente. Ainda assim deixo um reparo, porque é que não foi eliminado, tal como o fora a Ribeira de Espinho, aquela descida infernal dos 25 para os 30 kms? Num dia normal sem temporal aquilo é de facto espectacular mas naquelas condições torna-se um perigo iminente a cada passo que se dá, eu e um amigo que ali seguia comigo perdemos o conto ás quedas que demos, nem imagino o que se terá passado com os outros, fora dos trilhos nada sei da Serra mas creio que era possível ali qualquer trilho ou estradão alternativo até chegar ao posto de controlo dos 30 kms e assim evitar a eliminação de tanta gente.
A perfeição está também, pensada ou não e mantida em segredo, até na forma como decidiram o atraso em duas horas da prova e a inflexibilidade de conceder mais tempo no 1º posto de controlo a quem lá chegasse para além das 5,30h, pessoalmente nem sequer me senti frustrado porque não fui capaz de lá chegar antes das 7,05h de prova mas respeito a frustração daqueles que
por segundos ou poucos minutos se viram barrados, quero crer por isso que esta experiência vivida este ano também será benéfica para a própria organização que por certo retirou muitos ensinamentos para as edições futuras, a redistribuição mais ajustada dos tempos de passagem tendo em conta o grau de dificuldade a percorrer e nº de kms e ao mesmo tempo percursos alternativos para rapidamente responder aos imponderáveis agora sucedidos.
Pessoalmente, apesar de todos este imponderáveis gostei da prova, há 2 anos aconteceu uma situação quase semelhante de mau tempo mas tive a pouca sorte de aos 2.5kms ter sofrido uma micro rotura num dos gémeos e a desistência, gosto de correr à chuva e a lama não me assusta, mas desta vez aquilo também foi de mais, fiquei descalço logo no início quando começou o lamaçal, os que vinham atrás ainda ajudaram a esconder mais os ténis, enterrado até ao joelho fui descalço até encontrar onde pudesse lavar-me e recomeçar a corrida, logo de seguida falho um salto e caio num pequeno ribeiro sem consequências. 
O 1º abastecimento este ano estava perto dos 15 kms, nesta ascensão à 1ª grande subida aos 900 metros contei com as companhias de amigos, da Isadora e companheiro, da Célia Azenha, José Carlos Melo, João Meixedo e foram muito preciosos, a muita água que escorria pelos trilhos, a lama e as rochas molhadas e escorregadias eram um perigo assustador. Mais acima, depois de saltar riachos e poças de água e lama chegámos ao abastecimento dos 24 kms e encontrei os primeiro desistentes, ali o frio era imenso a juntar ao granizo que volta e meia estava a cair, os flocos de neve também caíam lentamente originando sem surpresas o início de uma fase em que as mãos deixaram de ser sentidas e as dores se tornavam insuportáveis, atestei o camalbeck e comi pouco e abalei com o Meixedo e mais 2 amigos, continuámos a subir e o frio e a insensibilidade dos dedos a aumentar, as dores acompanhavam mas nada podia fazer pois o corpo não gerava calor para ajudar a ultrapassar isto, correr não dava e tinha a esperança que quando chegasse ao ponto mais alto se pudesse começar a correr. Iniciamos a descida aos 25 kms com 5,30h de
prova mas correr era quase impossível, tínhamos já a certeza que não passaríamos o controlo das 5,30h aos 30 kms, descer aqueles 5 kms foi um teste à resistência, equilíbrio, força, reacção positiva ás quedas, ao sacrifício e sangue frio, felizmente tive sempre companhia na descida o que permitiu acumular mais confiança e entreajuda nos obstáculos a enfrentar, apesar de ser a descer aquilo foi uma eternidade, 1,35h para percorrer pouco mais de 4,5kms com o "castigo" de na parte final descer a um poço com perto de 200 metros tendo como ajuda uma corda, que dispensei. Mais 300 metros e a meta de controlo dos 30 kms, já lá não estava, uns pinos mantinham-se lá alinhados para dizer que era ali que devia ter chegado antes das 5.30h se queria prosseguir em prova! Como se eu fosse um intruso pedem-me sem cerimónias que retire o chip, coisa que tenho dificuldade em fazer devido à dormência que ainda mantinha nas mãos. Um pouco mais de simpatia também se impunha ali na chegada dos atletas e é de carinho que todos precisavam após provação tão elevada, mas pronto!!!
Terminava ali sem frustração a minha participação nesta 5ª edição dos Abutres, a primeira prova em que fui barrado por excesso de tempo, não sei se voltarei, o tempo máximo de limite no final está acessível mas os tempos intermédios esmagam-me qualquer tentativa, aguardemos.
Para a Organização e todos os que estiveram envolvidos, bombeiros e voluntários civis vai o meu apreço e um abraço.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Cross do Laminha, Cumeira, Juncal 2015

Quase que poderia copiar a história da minha corrida no Cross Laminha de 2014 para 2015, a distância deste ano foi superior em 630 metros (14,640 kms) mas a marca foi inferior em 12 segundos (2,13,37 h em 2015), a média por km também baixou, 9,08 minutos por km. Se fosse mais atrás no historial provavelmente não fugirá muito destes n´meros, pelo menos nos últimos anos, o que é absolutamente natural.
Foi a primeira prova do ano após ter concluído com sucesso toda a época de 2014 onde superei por larga margem pela primeira vez os 1000 kms percorridos no total das provas num só ano. Segue-se já no final do mês o sempre difícil Trilho dos Abutres a percorrer na Serra da Lousã  ali nas encostas de Miranda do Corvo. Será mais um ano que promete que terá como pontos altos As Ultras longas de Sicó e S. Mamede, ambas acima dos 100 kms.
O Laminha serviu para isso mesmo, ensaiar ritmos com vista a enfrentar com moderação as longas horas que levarão a percorrer os desafios mais duros que terei pela frente, ainda assim a prova deste ano favoreceu-nos por estar bom tempo e o percurso não apresentar dificuldades de maior, aliás senti que o percurso deste ano estava muito melhor desenhado, se é que se pode considerar diferente já que aquele serpentear permanente em nada se alterou mantendo a espectacularidade de todo o percurso tal como o conhecemos de há uns anos a esta parte.
Como sempre acontece continua a ser uma prova muito divertida, diversão essa que nos acompanha do 1º ao último km, senti a falta da água e da lama pela 1ª vez, creio que o Laminha sem aquelas características não é a mesma coisa e penso que todos os que o conhecem sentiram isso, o gostar ou não já é outra coisa.
Parabéns a todos os que tiveram a oportunidade de lá estar, percebe-se bem porque é que o limite de inscrições é tão limitado, o espaço para correr é pouco e os trilhos muito cedo começarem a entupir deixando desta forma de ser uma corrida de cross e passar a ser uma caminhada. Apesar de tudo mais uma vez o Vitor Ferreira conseguiu oferecer-nos uma bonita prova, muito bem organizada e divertida para além do convívio final onde o almoço mais uma vez esteve impecável.
Endereço daqui mais uma vez as melhoras ao Rui Pacheco e ao Vitor Pinto meus companheiros inseparáveis nas provas de Trail as melhoras pelas mazelas sofridas na prova e que póssamos dentro das possibilidades de cada um encontrarmo-nos de novo nos Trilhos dos Abutres já no próximo dia 31 de Janeiro para mais uma tirada de 50 kms.

Leitura de Garmin

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Trail de Alenquer, 28 de Dezembro de 2014

A minha chegada
O Trail de Alenquer realizado no passado dia 28 de Dezembro e em que participei veio pôr cobro a um interregno de competições de quase 1 mês forçado devido à sobrecarga de kms realizada nos últimos 100 dias do ano. Os trails de Barcelos e de Barrancos (120 kms no total) no espaço de uma semana causaram efeito negativo tendo por isso de gerir a capacidade física tendo como único objectivo participar no Trail de Alenquer onde já estava inscrito e por ser um local bem perto da minha terra, Aveiras de Cima e organizado por amigos companheiros do trail.
Por estes factos não participei em nenhuma S. Silvestre de fim de ano
A chagada da Susana
(exceptuando "a pirata" realizada em Monsanto na noite de 26/12), creio que em 27 anos é a primeira vez que falto a esta corrida, contudo estive presente nos Olivais a assistir e a apoiar os amigos na noite de 30 de Dezembro. 
O trail de Alenquer veio colocar um fim a uma época que já vai muito longa, ela começou em Janeiro com o Laminha e terminou agora em Alenquer, a escassos 14 dias de voltar ao Laminha onde se vai iniciar nova época de trail. Isto é, não há descanso para quem adora correr na montanha e nos trilhos, noutras valências da corrida ainda é possível intercalar algum descanso na época do Verão, aqui já não é assim, a força do trail está
A chegada do Vitor Pinto
espalhada por todo o ano cuja distribuição de provas é muito equilibrada permitindo assim a cada um escolher entre as provas mais "pequenas" e as de maior quilometragem que lhe interessa. Nesta fase de início de ano vai ser necessário algum discernimento na escolha das provas a realizar, pela minha parte parece-me que esse discernimento já começou a falhar, querer realizar duas provas acima dos 100 kms no 1º 
semestre parece-me exagero mas o meu sentido não me deixa fugir dali e a única forma encontrada foi fazer a inscrição e esperar que depois a força de vontade aliado a um razoável estado físico ajudem a finalizar os principais objectos para o novo ano que agora começou.
O prémio sorteado, uma mochila Salomon
Como era de esperar o trail de Alenquer correu-me bem, o treino "pirata" de Monsanto 2 dias antes deu alguma embalagem mas estava dorido, principalmente os joelhos, para ajudar à festa a prova praticamente começou a subir um conjunto de escadarias que parecia nunca mais ter um fim, aí o joelho direito cedeu e tive de subir sempre a andar, depois foi aproveitar as partes mais acessíveis para correr deixando as subidas para caminhar e recuperar algumas forças. Os trilhos estavam em muito bom estado, a lama ou barro era muito consistente, em alguns casos parecia cola, ajudando a aderência nos sítios de maior dificuldades quer nas subidas quer nas descidas, claro que se chovesse a sério
Rui Pacheco, vencedor da prova
aquilo iria complicar-nos a vida, os chuviscos que caíram apenas serviram para nos refrescar já que o frio que estava, no meu caso, era insuficiente. 
Ali não foi preciso inventar nada, os trilhos existentes eram suficientes para fazer uma prova com o dobro dos kms, trilhos com passagem por locais muito bonitos em plenas serras com cobertura de matagal tal como eu gosto, as marcações estavam a preceito tal como mandam as regras, sempre visíveis, vê-se que quem idealizou e marcou a prova é profundo conhecedor das técnicas a desenvolver para organizar uma prova deste tipo e dar aos atletas a confiança necessária para desenvolver o seu esforço. E foi o que fiz, exceptuando os
Excelente serviço de apoio, aos 20 kms
"engarrafamentos" iniciais (que até serviram para recuperar algumas forças) a prova foi sempre corrível conforme as capacidades de cada um, para os meus companheiros de viagem e de clube a satisfação era geral, o Rui Pacheco ganha a prova, a Susana Adelino, minha filhota, participando na prova de 12 kms foi 6ª da geral feminina veio de lá contente com a sua prova e com um prémio valioso e que será um estímulo para o seu futuro no trail, o Vitor Pinto considerando as suas dificuldades de 
treinar fez também uma excelente prova dentro das suas expectativas  iniciais.  A minha prova só começou a entrar nos eixos a partir aí dos 6 kms,
Descida acentuada
a escadaria os engarrafamentos e o sobe e desce constante do início contribuiu para que só a partir dali começasse a soltar mais, é o habitual e não se pode dizer que nas outras provas é diferente, para quem treina com médias a rondar os 6,5 minutos por km não pode aspirar a ir para as provas e correr depois a 6 a menos minutos por km. Assim aos 6 km já tinha 
gasto 60 minutos, tendo aos 12 kms gasto 57 minutos provavelmente devido a uma melhoria do terreno que percorremos, aos 18 kms marcava 50 minutos, aqui aproveita-se a descida que ligava a parte mais alta do percurso até ao plano mais baixo, daí a melhoria do tempo das parcelas de 6 kms, para os restantes kms 4,300 kms foram gastos mais cerca de 40 minutos, perfazendo 3,30h para os 22, 300 a uma média razoável de 9,26m por km.
Resta-me agradecer à organização as excelentes condições que nos ofereceram para participar na prova, e pelo excelente convívio final que ofereceram a todos, creio que a demora na distribuição dos prémios se deveu
A sopa no final da prova, excelente
aos lamentáveis actos de banditismo que ali ocorreram durante a noite dificultando assim o trabalho final da organização tão arduamente preparado ao longo de bastante tempo, recebam pois por isso a minha solidariedade.
O Laminha e os Abutres estão aí na calha para este mês, num novo ano em que sonho ainda voltar a bater o recorde de kms deste ano em competição, (1075 kms), destes, 120 foram percorridos em estrada.

sábado, 27 de dezembro de 2014

5ª S. Silvestre Pirata noturna na mata de Monsanto em Lisboa em 26/12/2014

Graças ao empenho e dedicação dos amigos, Paulo Pires, Boleto, Orlando Duarte, Manuela, Parro e tantos outros que estiveram na 1ª linha foi possível organizar de novo mais uma edição de S. Silvestre Pirata nas matas de Monsanto cujo objectivo é reunir os amigos e em conjunto festejar o final de mais um ano nas nossas vidas. A corrida é sempre o pretexto para a reunião, foi a 5ª edição e a todas elas eu estive presente, a organização pirata aproxima-se da perfeição em
organização de uma outra prova qualquer das mais consagradas, inscrições via Internet gratuitas (no local apela-se a uma dádiva de 1€ para pagamento do caldo verde e um contributo para a ajuda das despesas da Colectividade que nos acolhe. Depois é a reunião da foto antes da partida para a galeria das S.Silvestres da nossa história, desta vez ouve a separação dos piratas dos 17kms e dos 10 kms, creio que foi uma evolução positiva, os inscritos eram
mais de 400 e a confusão foi evitada separando desta forma os afoitos  desta paródia. 

Monsanto à noite mais uma vez ficou pejada de pirilampos, os 17 e os 10 kms permitiram esticar os kms de floresta engalanada com as luzes dos frontais dando uma beleza rara a este pulmão da Cidade muito carenciado de quem o abrace, felizmente que este punhado de amigos mantêm a nobre vocação de ali nos reunir abrindo também desta
forma a possibilidade de cada um contribuir com um gesto de solidariedade para com aqueles que mais necessidades têm e que possam nesta quadra festiva serem lembrados e apoiados.
Sem pressas de andar no tempo que vem, conto continuar a ir sempre que a piratagem decida reunir, o êxito de mais esta iniciativa deixa boas indicações para os anos seguintes e os amigos que vieram pela 1ª vez são o garante que esta porta continuará
aberta para que todos possam via a engrossar estes movimentos espontâneos que nasceram de uma vontade colectiva muito abrangente.
Obrigado aos piratas/mor pela diversão e pelo que nos ofereceram sem exigir nada em troca.

O NOSSO VASSOURA, LUÍS PARRO, FOI IMPECÁVEL NA BUSCA DOS SINAIS LUMINOSOS, (COM A "HUMIDADE" MUITOS CAÍRAM ), E ASSIM CONSEGUIMOS DAR COM O CAMINHO DE REGRESSO, ATÉ AQUI A PIRATAGEM ESTÁ A EVOLUIR.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Ultra Trail de Barrancos 29/11/2014


Barrancos era de facto um mistério para mim, conhecia a luta pela morte dos touros, figuras públicas como o Paulo Guerra, o José Maria e mais recentemente o nosso ilustre amigo Francisco Bossa, Este Ultra Trail ali realizado era uma oportunidade que não podia perder de por lá poder passar, sim porque para se ir a Barrancos tem de se ter um motivo, pelo menos, forte. Vinha de uma prova muito dura dos Amigos da Montanha na semana anterior onde pus à prova as minhas reais capacidades físicas de momento durante aqueles 63 kms e quase 12 horas de duração, superada esta sem mazelas de maior entrou no cone de imediato Barrancos, em 2013 falhara esta prova exactamente por causa daquela mas desta vez tudo teria de mudar, devidamente acompanhado pelo meu genro Vitor Pinto, que me acompanhou também a Barcelos cedo decidimos avançar para Barrancos, à condição gentilmente cedida pelo Ico, inscrevemo-nos na semana anterior. Para mim
seria um desafio enorme porque nunca tinha feito duas corridas de 60 kms cada no espaço de uma semana, mas estava determinado, queria conhecer Barrancos e estar junto dos amigos, em especial do Ico Bossa por quem tenho muita estima e admiração.
Durante a viagem até Barrancos, por estradas nacionais por ser mais em conta e por se ficar com um melhor conhecimento dos sítios nunca antes visitados, fomos observando ainda a partir de determinada altura o grande deserto em que está transformado uma boa parte alentejana, agricultura é quase nula, não sei se é da época, o que vi foi muito sobreiro, azinheiras, oliveiras, videiras e alguns animais pastando, estradas mais ou menos bem arranjadas e uma paisagem, apesar de desolação, muito bonita, creio que isto é a realidade alentejana e um pouco da realidade do nosso país, lamentavelmente!
Mas Barrancos é outra coisa, surpreende quem por lá passa, a vida e o dia a dia das pessoas não se vê, tem de se por lá demorar para começar a entender aquilo, pessoas afáveis e carregados de simpatia, mal entrámos em Barrancos e logo nos deram como referência para encontrar o nosso destino a famosa praça dos touros de morte, como aquilo não é pequeno foi o cabo dos trabalhos, rua acima rua abaixo e tivemos de voltar à Rotunda inicial sem conhecer
a famosa praça. à noite a vida transforma-se como que por magia, o sossego dos mais idosos a contrastar com a irreverência e o espírito divertido da juventude, assim chamada. Para felicidade nossa a juventude de Barrancos, e eram tantos, juntou-se na noite de Sábado no mesmo local onde jantámos para comemorar a ida ás sortes de 2 dos seus, é uma tradição e uma das coisas mais bonitas a que assisti, cantou-se e bebeu-se, nós apesar de muito cansados da dura luta que travámos durante o dia para vencer aquele obstáculo de 56 kms, entrámos na festa e fomos brindados com cânticos alusivos ao evento, que rapaziada simpática que se exprimiram assim dando corpo e sentido a uma tradição bem enraizada pelas gentes mais antigas. Dali regressámos a casa, de peito feito e extasiados pela juventude de Barrancos, uma Vila assim só se pode orgulhar por ter uma chama acesa a fluir para o futuro com uma juventude desta qualidade, bem hajam.
Quase que passava por cima  daquilo que me trouxera a Barrancos, o Trail e Ultra Trail de Barrancos, provas que prometiam as maiores dificuldades para os atletas, era o mau tempo dos dias anteriores e os sucessivos avisos (meio a sério meio a brincar do Ico), confesso que foi coisa que não me preocupou muito, aliás sempre tenho dito que gosto de correr à chuva mesmo que isso implique haver muita água e lama no caminho. Pior foi mesmo levantar-me ás 6h da
manhã para partir ás 9h de Espanha em Encinazola e voltar a Barrancos ao fim de 20 kms para abastecer quando a escassos 500 metros, ou menos, está a fronteira que divide os 2 países. Em resultado disto e devido ao elevado caudal dos rios o tempo de controlo foi reduzido em uma hora, de 7 para 6 horas (eliminação), entrei em parafuso, tinha passado uma forte provação em Barcelos na semana anterior para passar o Rio Cávado aos 52kms e agora estava com o mesmo dilema, com a agravante de ainda sentir os efeitos de então. Mais tarde tivemos a prova da justeza da medida quando chegámos à hora da verdade junto ao rio nas suas margens. Creio que seria acertado e a exemplo do ano anterior, (salvaguardando os compromissos fronteiriços com a comunidade espanhola), começar e terminar a prova em Barrancos permitindo assim começar a corrida uma ou duas horas antes
criando-se assim condições para que todos, ou quase, terminassem a Trail ainda de dia aliviando um pouco a pressão sobre a eliminação como aconteceu com alguns atletas nesta edição.
Em Encinasola, terra fronteiriça com Barrancos, poucos deram pela nossa presença, para isso muito contribuiu o local escolhido para a partida, é uma terra pequena é certo mas a população local ignorou a nossa presença, apenas fomos recebidos por duas ou três mulheres que estavam no mercado a dar café, ou vender? a quem chegava, talvez por ter pouca freguesia depressa foram embora dali.
Estava ali com vários amigos do meu Clube (Amigos do Vale do Silêncio) uns para a Ultra e outros para o Trail com partidas separadas de 15 minutos. 
Face ao "corte" de uma hora só tinha uma solução, partir e aproveitar aqueles kms iniciais que desciam por estradões carregados de pedras e pedrinhas, muita lama e rochas escorregadias, era correr e procurar andar o mais rápido possível onde não me era permitido mais do que isso, não queria morrer na praia dos 34 kms e por isso tinha de fazer pela vida, as brutais paredes que tivemos de escalar (não sei se no país vizinho ou no nosso) começaram a preocupar-me, se houvesse mais daquilo a coisa podia complicar-se. É no final da 2ª parede aos 10 kms que sou "apanhado" pelo meu genro Vitor Pinto que partira 15m depois, a partir dali até Barrancos o percurso tornou-se bastante acessível com muita subida e descida acompanhado quase sempre de muita lama e pequenos cursos de água rodeados de mato e bastante arvoredo. Aos 18 kms separam-se os atletas
das duas provas, aos 20 estava no centro (bem no alto) de Barrancos a abastecer para voltar de novo ao campo e percorrer os 40 kms que ainda faltavam, psicologicamente aquilo não é bom para muita gente, talvez na aba da Vila fosse mais indicado mas provavelmente foi ali que o Ico começou a mostrar a sua tendência de complicar a nossa vida face à ausência de alta montanha no Alentejo (salvo raras excepções). Perto dos 25 kms 2 Amigos do nosso grupo chegam-se a mim, o Fernando Silva e o Juca Jacob, assim mesmo, e juntos partimos decididos à procura do posto de controlo dos 34 kms, era suposto estar aos 33, e aí começámos a recear o pior, tínhamos 5,15h e receámos que este controlo estivesse mais longe do que pensávamos, mas não, para enorme satisfação ali estava ele exactamente aos 34 kms e 5,30h, valera bem a pena pelo esforço despendido para ali chegar, voltava a sentir a ansiedade a abalar por superar mais esta barreira,
agora era comer e beber e descansar um pouco, combinámos 10 minutos de paragem e um pacto de não agressão durante a próxima hora, era andar enquanto fazíamos a digestão, contudo pré-estabelecemos um ritmo próximo dos 5,5kms por hora mesmo a andar. Foi assim que chagámos ao Castelo de Noudar, uma pérola local mas que nos passou ao lado, isto é, nós é que passámos ao lado dele e não sei porque razão não tivemos a oportunidade de o percorrer no seu interior, depois lá bem no alto uma vista surpreendente e espectacular sobre o rio que serpenteava no vale cujo leito bem forte de água banhava as margens ali mesmo junto aos nossos pés, é ali no meio de obstáculos muito difíceis de ultrapassar que encontrámos o Ico, percebe-se agora as suas preocupações com a noite e a perigosidade daquele local, por isso ele estava ali, podia vê-lo e não valorizar a sua presença, mas a sua dedicação e preocupação não o deixou estar noutro local senão ali ao pé de
nós, podia até estar na meta e esperar os atletas de forma cómoda mas merecedora pelo seu empenho e trabalho ao longo de tanto tempo, mas não, num dos locais mais agressivos lá estava, dei-lhe um abraço e segui com o meu grupo com ele a acompanhar-nos durante algum tempo, depois deixou-se ficar para trás aos poucos. Pouco depois as luzes dos frontais substituem a luz do dia, as forças para correr já faltam, aproveitamos a parte plana e as descidas para nos aproximarmos o mais possível da meta, já prefiro só as subidas mas tenho de correr atrás dos meus colegas para não ficar sozinho, é assim que chegámos ao abastecimento dos 51 kms, viro mais duas sopas, abasteço água e abalamos, aproxima-se agora mais uma enorme subida, é agora que transparece as dificuldades que já sentimos, Barrancos à vista dá-nos outro alento, alento este que se vai desvanecendo, subimos, descemos, voltamos a subir e perdemos Barrancos de vista, ainda
faltavam kms mas aquela referência fazia-nos falta (lembrei-me de Portalegre na 1ª edição e aqueles 10 kms infernais), seguimos agora pelo meio de um eucaliptal a meia encosta e de repente o corta-fogo, talvez esteja ali a razão do Ico ficar para trás, ele não se atreveria a ficar connosco até ali, iria ser um problema, quero acreditar que ele não fez aquilo por maldade, talvez houvesse por ali umas cercas a isolar as propriedades que não nos deixaram outra hipótese senão subir aquilo, não me lembro de subir coisa assim em plano inclinado, mas como era para acabar virámos mesmo à direita quando o João Campos (companheiro de quase toda a jornada)  já seguia bem lá no alto dando-nos em plena noite um plano daquilo que nos esperava. Dali até à meta e desde que a noite chegou a nossa corrida foi caminhar, mesmo assim conseguimos terminar num tempo que considero para mim excepcional dadas as dificuldades encontradas (10,28h para 56 kms) e os efeitos retardatários dos Amigos da Montanha. A festa da chegada e o ambiente
criado à volta dos atletas que iam chegando enche-nos o peito de satisfação e um bocadinho de vaidade interna, Obrigado à organização do Mundo da Corrida e todos os que estavam espalhados ao longo do percurso a apoiar-nos, e um abraço fraterno ao Ico pelo grande trabalho efectuado e pela forma sempre simpática como nos recebeu na sua terra.
Aos meus companheiros de viagem e de prova aquele abraço.