quinta-feira, 28 de março de 2013

Trilhos do Pastor, Edição de 2013


2 meses depois voltei ás provas, mais concretamente aos trilhos após aquela arreliadora lesão contraída no Croos da Laminha e depois agravada nos Trilhos dos Abutres que me levou à desistência aos 2,5 kms de prova.
Foi assim que me apresentei nos trilhos do Pastor no passado dia 24 de Março de 2013, completamente recuperado da rutura nos gémios da perna esquerda, nunca tinha tido um problema desta natureza, pequenas mazelas sim e têm sido muitas mas por isso mesmo nem me posso queixar muito já que tenho levado o esqueleto ao extremo ou próximo dele as minhas capacidades físicas. Tem sido interessante esse trajecto levado a cabo por mim, esta quebra no princípio do ano poderá estar ligado a um deficiente programa de descanso que não observei tendo insistido com a mesma intensidade a nova época correndo riscos que eram previsíveis.
Nesta prova em S.Mamede a minha preocupação era testar a perna naquele ambiente e percurso de forma a que ganhasse mais confiança para enfrentar o calendário de provas muito exigente que tracei para este ano, e saí-me bem, pelo menos deu para fazer a prova sem me magoar, quer na perna quer em qualquer outra parte do corpo uma vez que escapei ás dezenas e dezenas de quedas que por lá aconteceram com os outros trailistas. O percurso estava muito complicado para quem pretendia fazer aquilo numa passada mais rápida, ouve quem partisse um braço e muitos outros saíram de com os joelhos e pernas em muito mau estado, eu escapei é verdade mas também arrisquei muito pouco pelas razões atrás apontadas e também diga-se a verdade a forma física ainda não é a melhor. Os meus colegas de equipa, o Rui Pacheco, o Daniel Pinto e o Osvaldo Rodrigues estiveram muito bem e bastante fortes com destaque maior para o Rui que venceu individualmente a corrida.
A prova registou no meu cronómetro 29,950kms com um pequeno engano à mistura, do mesmo modo o tempo que levei para a concluir foi de 4,09,20h.
Estarei agora em Almourol no próximo dia 7 de Abril na distância de 42 kms com um desnível positivo de +- 1000 metros, seguir-se-à Sesimbra, depois... é melhor nem falar!!!
Fotos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Estou de regresso!!!

Finalmente de volta.
Depois de uma semana (16 a 22/2) com treinos ligeiros e muitos alongamentos com vista a testar a zona afectada nos gémeos após a dupla rutura que fiz na mesma zona no espaço de 15 dias (nos Abutres isto acabou por ceder) , quis hoje testar o meu estado actual num cenário de maior dureza (montanha) e numa distância de 22 kms para ver se concluo esta fase de recuperação e iniciar um plano de treinos que me permita estar nas melhores condições na s próximas provas que tenho idializado: Trilhos do Pastor, Trilhos de Almourol, Ultra Trail de Sesimbra e de Portalegre.
Após este teste de hoje creio que a lesão poderá estar solucionada e dar assim por concluído o tratamento que tenho estado a fazer, foram eficazes as 10 sessões de fisioterapia que fiz numa clínica de um profissional amigo que me socorre sempre que alguma mazela ultrapassa a zona do razoável. Desta vez activei o meu seguro desportivo que tenho através da Associação de Trail Running de Portugal de quem sou associado, tudo funcionou bem aguardando agora eu pelo respectivo reembolso da totalidade do dinheiro gasto a que tenho direito.
 

O Trac sinaliza a passagem por alguns locais de dificil progressão e os níveis de inclinação em alguns locais bem acentuada. Mostra também alguma pausas para os necessários alongamentos. no início, a meio e no fim. São estes alongamentos os causadores de fortes dores que sinto nos pés na parte de cima de tanto forçar os gémeos a esticar. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ultra Trail dos Abutres.

Rui Pacheco, 5º da Geral
Daniel, no Penedo dos Corvos
Trilhos dos Abutres, começar e não acabar, ou por outra começar e acabar mais cedo. Bastou apenas 2,600kms para concluir que não estava em condições para prosseguir, parti mas a moínha estava lá no gémeo esquerdo, acreditei que poderia transpôr as dificuldades que a Serra nos reservara mas ao chegar ao Rio pouco depois da partida veio uma forte dor aguda e fiquei ali pregado a ver passar os restantes atletas que ainda seguiam atrás de mim. Neste meio tempo penso incessantemente o que devia fazer, prosseguir com dores e ver o que aquilo ia dar? Fiz nova tentativa e verifiquei de vez que o meu destino nesta prova acabava ali, volto para trás desolado mas com a garantia que a lesão não se agravou a ponto de tornar mais difícil a recuperação. Pouco depois estava a chegar de novo ao Pavilhão de Miranda de onde tínhamos partido à pouco tempo e informo a organização da minha desistência.
Amigos do Vale do Silêncio
Procuro agora a forma de passar o tempo até à chegada dos atletas, tinha lá na prova 3 atletas do meu Clube, o Rui Pacheco, o Daniel Pinto e o Diogo Branco e estava disposto a esperar o que fosse preciso até chegarem. Pedi uma t,shirt à organização para vestir e vesti o corta-vento que levava na camalbeck e fui até quase a Espinho em caminhada passando por dentro de uma floresta cujos trilhos estavam em muito mau estado, logo ali comecei a perceber o que os atletas iriam sofrer nos trilhos da Serra, entretanto a perna começada a dar sinais de estar de novo no limite e decido voltar para trás por forma a chegar a horas de quando começassem a chegar os primeiros eu já estar perto da chegada e dar o apoio possível a quem dele necessitasse.
Dramático, o 5º (Rui Pacheco) a defender o seu lugar no final
Pouco depois do meio dia começam a chegar os atletas da prova da Mini (23kms), nesta altura já estava eu a 200 metros da chegada e num ponto crítico num alto de uma subida, curta mas muito violenta onde todos praguejavam pela sua dureza. Era aqui que eu senti que devia estar, vi muitos atletas chegarem a meio e caírem com as forças completamente esgotadas e outros com problemas complicados ao nível das câimbras, sempre que um caía eu descia e trazia-o para cima.
A grande Analice, já de noite no Penedo dos Corvos
Com a chegada dos atletas da Ultra (47,5kms) a situação agravou-se tendo inclusivamente 2 deles procurado caminhos alternativos ali ao lado para coneguirem chegar à meta (a 200 metros dali).
Na disputa dos primeiros lugares é dramático assistir à disputa de um lugar quando 2 ou mais atletas ali chegam sem forças e incapazes de lutar pela conquista de mais um lugar na frente, escorregam, desesperam por não conseguirem dar mais um passo, gatinham por ali acima procurando com os braços aquilo que já não conseguem só com as pernas, emociona ver aquele espírito de conquista e lealdade entre todos eles, se eu já os respeitava e depois de ver um espectáculo daqueles falta-me as palavras para descrever o que sinto.

Um vídeo de Joaquim Sousa, (recomento baixar o som)

Chegavam sujos de lama por tudo quanto era sítio, creio que não escapou nenhum ás enevitáveis quedas, vi alguns com golpes na cabeça e ensanguentados por não terem conseguido evitar alguns obstáculos mais altos, mas em todos eles via no seu rosto a imensa satisfação por terem conseguido vencer este duríssimo obstáculo que a Associação Abútrica montou para oferecer a estes voluntariosos heróis que por ali passaram, senti-me orgulhoso por ali estar e sobretudo por ser também um deles.
Obrigado querida amiga Sónia pelo bolo que me esperava no Penedo dos Corvos, quis a ironia do destino que após a minha desistência fosse o meu genro Daniel Pinto que por lá passou acabou por comer o bocado que me estava destinado. Voltarei.
O esforço levado ao extremo (4º classificado da geral)



 
Parabéns a todos, especialmente aos meus amigos do Clube destacando naturalmente o Rui Pacheco pelo seu 5º lugar na classificação geral e também ao Daniel e Diogo pelo espírito de sacrifício demonstrado até cortarem a linha de chegada.
Classificações provisórias Fotos

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Corta Mato de S.João da Talha, 20/01/2013

No passado Domingo foi dia de dar uma pequena ajuda na organização do Corta-Mato de S.João da Talha, herdeira do Grande prémio de Vale de figueira. A contas ainda com uma lesão no gémio esquerdo trazida do Cross da Laminha no dia 13 de janeiro, foi agradável e motivante esta minha pequena contribuição junto de um conjunto vasto de amigos que em tempos tive a oportunidade de ganhar. Foi uma prova muito bonita, decorreu num cenário espectacular em que se transformou um pedaço de terreno abandonado num Parque Ecológico edealizado com a única finalidade de o colocar ao serviço das populações para ocupação dos seus tempos livres.
Num verde muito bem tratado rodeado de árvores próprias que ajudam a embelezar o local foi possível desenhar um circuito com aproximadamente 1.800m e a partir daí separar todos os atletas pelos respectivos escalões. Disputou-se também o Olímpico Jóvem da Associação de Atletismo de Lisboa, por este motivo a direção técnica das partidas e chegadas foi da sua responsabilidade, ficando o resto do percurso sob a supervisão dos muitos voluntários que colaboraram com a organização. Esta prova teve no Jorge Robalo o seu patrono maior ao estar presente quer nas partidas quer depois na destribuição final dos prémios onde acabaria por ser homenageado pela sua ligação ao Clube de Atletismo de Vale de Figueira e ao qual acabaria por ficar ligado ao sagrar-se Campeão Nacional de Juvenis de Corta-Mato em 1996 na Cidade de Marvão, no Alentejo.
À organização agradeço a oportunidade de ter podido dar o meu modesto contributo nesta prova e regressar ao convívio de tantos e tantos amigos.
Esta foi a volta desenhada (1ª, 2,150m), que num total de 3 perfez os 5,5kms para as provas principais. Falta ali apenas 2 arranjos num total de 200m que não aparecem nesta gravação do garmin.
Fotos

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cross da Laminha,13/1/2013

O Cross da Laminha desta vez fez jus ao seu nome, tenho apanhado algumas tareias em trilhos com pisos muito enlameados mas não tanto como este, é o 3º ano que lá vou e finalmente encontrei aquilo que procurava. Já calculava que iria ser assim, a semana tinha sido chuvosa e no próprio dia choveu bastante, à chegada falo com o Vitor Ferreira, o organizador da prova, e confirma que o percurso está muito instável e escorregadio, a chuva entretanto parara mas já tinha feito o seu papel, pertencia agora a nós desmpenharmos o nosso. Levei uns ténis de trail pesados, achei que para aquele terreno seriam os melhores e não me enganei conforme fui verificando ao longo da prova. Fui acompanhado de mais 7 trailistas do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, todos eles já com alguma experiência em provas deste tipo, a exemplo do que já sucedera o ano passado em que estivemos representados com 7.
Pela 1ªvez a prova atingiu os 15kms de extensão e eu sabia, porque a conheço, que estes 15kms iria representar mais uns tantos devido ao lamaçal que iria ter pela frente e era fácil perceber porquê! Quando entrássemos nos trilhos ao fim de 1,5km estariam já à minha frente mais de 200 atletas devido à minha lentidão para lá chegar, e não me enganei. Era um autêntico campo de terra lavrada e escorregadia, os primeiros passaram bem mas do meio para trás foi o cabo dos trabalhos.
Quando entrei no trilho ainda trazia muitos atrás de mim mas como sempre isso para mim tinha pouco significado, queria era sair dali bem e sem problemas e pelas dificuldades dos primeiros kms não ia ser fácil, o traçado é todo desenhado num raio muito pequeno de terreno onde raramente somos capazes de correr mais de 20 metros sem encontrar uma curva ora no meio do mato ora no meio do arvoredo, o ritmo é naturalmente afectado porque estamos constantemente a travar e a arrancar juntando ainda a isto o piso altamente escorregadio e perigoso a ameaçar a cada instante com quedas. Deverá ter sido por isto que perto dos 4kms de prova começa a doer-me o gémeo esquerdo, é um problema que já tem alguns meses mas que ultimamente tem andado sossegado voltando agora devido provavelmente ao treino Noturno Pirata de Almada 2 dias antes desta prova. Ainda pensei que fosse coisa passageira mas com o andar dos kms vi logo que iria passar mal, aquele constante curva e contra curva, o sobe e desce, o contornar invariavelmente de árvores atrás de árvores, subir e descer muros, saltar buracos e valas agravou subtancialmente a lesão que a partir dos 7 kms já mal conseguia correr, agora andava mais do que corria, no meio do arvoredo agarrava-me aos troncos e era assim que subia, nas descidas as dores eram mais fortes e assim fui avançando. A meio da prova não consegui fazer uma curva e fui parar em cima de uns arbustos muito secos que me fizeram alguns arranhões nas pernas ficando a sangrar, recompuz-me e segui esquecendo por momentos as dores no gémeo.
 Perto dos 12/13kms começa de novo a chover agravando ainda mais o lamaçal tornando-o mais escorregadio, isso pouco me incomodou, os ténis estavam a portar-se muito bem apesar de já irem atafolhados de lama, ali perto iam outros atletas com dificuldades em prosseguir, talvez devido ao calçado, não sei, por isso ia com muita pena de a perna não me deixar correr como queria, tinha força e vontade mas quebrava logo assim que tentava dar mais vida áquilo. Quando saímos da mata e entrámos no alcatrão a meta estava ali a 600 metros mas para isso ainda tínhamos que subir a rampa final que só de olhar até cansa. Chegara ao fim, ouve uma altura que pensei em desistir mas a vontade de acabar a prova foi mais forte e agora estou com um problema mais complicado pois a dor mantem-se e tenho de a eleminar porque daqui a 15 dias tenho de fazer o Ultra Trail dos Abutres na Serra da Lousã.
No final tivemos o abastecimento prometido mas não era de todo despropositado se a meio tivessem dado uma garrafinha de água, creio que se justifica já, a prova aumentou uns kms e muitos vão para lá a pensar que poderá haver um pequeno abastecimento durante o percurso, contudo não ouvi ninguém a queixar-se, sinal de que estavam todos avisados para levarem consigo aquilo que precisassem.
Como estava todo arranhado fui até à Ambulância que ali estava na chegada a ver se me desinfectavam as feridas, levei como resposta que não estavam autorizados a desinfectar fosse o que fosse, um Decreto-lei qualquer proíbe-os de fazer tratamentos e a única coisa que podem utilizar é Soro, como aquilo não me iria fazer nada agradeci e fui embora à procura do local onde poderia tomar banho e assim à mistura com a água ainda poderia encontrar alguma subtância que ajudasse a desinfetar aqueles arranhões.
Acabei por fazer 2,13,45h. no percurso que o meu relógio gravou de 15,300kms.
No final a confraternização não faltou acompanhada de um excelente almoço seguido da destribuição dos prémios bem vistosos e com qualidade.
Uma palavra também para os meus colegas do Clube pelo seu comportamento desportivo e de camaradagem, particularmente o Rui Pacheco pelo seu desempenho na prova conseguindo obter o 2º lugar da classificação colectiva, o que muito nos honrou.
Fotos

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

S, Silvestre do Olivais, 30/12/2012

Todo o Grupo, ainda lá faltava alguns.
E pronto, encerrado o ano no que diz respeito ás corridas após concluir  S.Silvestre dos Olivais que teve lugar hoje em Lisboa. No meu programa para este ano incluía ainda mais 3 provas: Almourol, Pastor e Lezírias que por dificuldades físicas tive de abdicar com muita pena minha, principalmente a de Almourol e os Trilhos do Pastor, ainda assim consegui bater o meu recorde de kms em competição num só ano em mais de 60kms, fixando-o agora nos 920kms. Como dizia um amigo meu, Armando Almeida, que hoje teve a gentileza de correr a meu lado para apandrinhar comigo a proeza de ter ultrapassado as 9 centenas de kms este ano, a prova de hoje não sendo a mais difícil é daquelas que mais me custa a fazer, por certo muito curtinha e por me obrigar a andar a ritmos a que não estou habituado (5,40m no dia de hoje!), ainda por cima tenho andado com um pequeno problema no gémio esquerdo que não me tem deixado treinar como queria.
Hoje usei uma meia elástica para atenuar a lesão no gémio esquerdo, creio que resultou mas durante toda a prova senti outros problemas na mesma perna, 1º começou na canela e depois passou para a côxa superior, creio que não foi alheio o facto desta meia elástica ser muito apertada e ter pressionado em demasia os tendões provocando problemas extras que podia ter evitado.
A noite esteve excelente para correr, faltou, como em edições anteriores, um pouco de chuva para nos refrescar durante a prova, ainda assim esteve muito bom e o único abastecimento de água oferecido durante a corrida aos 5kms foi suficiente, no final registe-se ainda a oferta em copo de um isotónico muito apreciado pelos atletas que iam chegando, pelos menos todos aceitavam, eu como não bebo dessas bebidas dispensei.
Armando Almeida, a minha companhia de hoje na prova
O percurso delineado respeitou o do ano passado, creio que está muito bom, pessoalmente dispensava aquele subida interminável logo a seguir ao 1ºkm, mas como todos têm de lá passar e o Bairro dos Olivais é para ser conhecido por toda a gente não fazia sentido que sendo o nosso Clube (Amigos do Vale do Silêncio) criado e batizado neste Bairro não o visitasse na companhia daquele pelotão numeroso que levou animação e côr ás bonitas ruas ali existentes onde aqui e ali o público se juntou para nos saudar. 
A companhia do Armando Almeida, aqui lhe deixo o agradecimento, (ainda com mazelas de uma queda que dera há 3 dias atrás) foi muito boa para mim, embora isso tivesse exigido de mim mais aplicação obrigando-me a andar a ritmos perto dos 5,30m até perto dos 7kms, ora eu apenas treino para ritmos de 6m ao km, logo sei que alguma coisa há-de faltar até cortar a linha de meta, mas também é certo que aquela franqueza da companhia do Armando não me podia transformar em "salta pocinhas" e ir hibernando até chegar por isso esforcei-me para que ele sentisse que eu estava a colaborar e tivesse ao mesmo tempo o menos prejuizo possível, sei que se fizesse a sua prova conseguiria baixar dos 45m, assim finalizou a meu lado com a marca de 58,20m para os 10,310kms que marcou o meu cronómetro, a média ficou-se nos 5,40m por km, nada mau para mim, digo eu.
O nosso Prasidente Sr. Silva, com o 2º lugar da nossa Equipa
Deixo também uma palavra para todos o Amigos do Vale do Silêncio que compareceram em grande número a esta prova e pelo significado que ela teve, por ser a última de quase todos nós este ano e por aproveitarmos para a sua despedida com votos que o novo nos traga coisas melhores a fazer esquecer as sombras que nos ameaçam.
Classificações

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Meia Maratona de Sevilha 2012

Está finalizada a penúltima prova programada para 2012, a Meia Maratona de Sevilha realizada no passado Domingo dia 16 de Dezembro veio pôr termo também a provas com alguma distância considerável realizadas este ano.
Sevilha, e esta prova em particular, já me mereceram  7 deslocações nos últimos 10 anos e parece-me que este ciclo acabou aqui, não que esta Meia Maratona tivesse perdido qualidades ao nível organizativo (excepto a organização do local de chegada) mas porque a distância a percorrer para se chegar até lá desde Santa Iria da Azóia é saturante e o envolvimento final na chegada de apoio aos atletas já deixa muito a desejar, talvez os sinais de crise também estejam a chegar a esta prova que sempre nos presenteou muito bem ao longo das 6 edições anteriores em que participámos.
Nesta 34ª edição a prova esteve igual a si própria sem alterar nada daquilo que já se conhece, excepto os abastecimentos, mas aqui o problema continua a ser meu, chego demasiado tarde à meta, as 2 horas que levo para fazer a distância já não chegam para garantir à chegada o necessário apoio sólido, banana e laranja (era o que havia), atrás de mim muitos outros chegaram e não gostaram tal como eu da inexistência desse apoio indispensável após percorrer aqueles 21 kms bem difíceis.
Bem podiam partir as bananas em 2/3 bocados nos abastecimentos ao longo dos 5 postos, mas não, eram bananas inteiras, e muitas delas estavam espalhadas pelo chão, que podiam ser incaminhadas para a meta e apoiar aí os últimos classificados. Depois existem também os ganaciosos que ao chegarem nem sequer se lembram que existem outros a chegar e que precisam também de se alimentar, aqui a responsabilidade também é da organização ao permitir o acesso dos atletas já chegados de voltarem a uma zona de chegada para repetir e repetir até ficarem empanturrados, para eles os outros que se lixem!!! Apanhei uma água, devolvi o chip e saí dali para fora com a ideia de não mais voltar!
A prova até me correu muito bem, (até deu para aos 19kms beber uma imperial que me iria estragar o resto dia, mas isso é outra história), bem como aos meus 3 Amigos do Vale do Silêncio que me acompanharam, o Rui Pacheco, O Luis Santos e o Hernâni Monteiro, aos 15kms ainda ia dentro do objectivo traçado para esta prova, as 2h. mas aos 17 já levava 1minuto de atraso e decidi por incapacidade física não forçar nada e terminar a prova em condições aceitáveis.
Os 2,27minutos para além das 2 horas representa ainda assim alguma estabelidade nesta distância, recordo que na Maratona de Lisboa a 1ª parte foi feita exactamente com o mesmo tempo começando depois a partir dessa distância a quebra que se acentuaria até ao seu final.
Tempo final: 2,02,27h. distância 21,095kms.
Até ao Ultra Trail dos Abutres em Janeiro irei tentar recuperar um pouco, poupando-me, ainda que tenha até lá o treino/convívio noturno de Monsanto no dia 21, a S.Silvestre dos Olivais e o Cross da Laminha para fazer.
Prevejo um ano de 2013 bem engraçado!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Maratona de Lisboa, 2012

Ao concluir a 15ª Maratona tenho de concluir que de história pouco tem, a não ser pelo bonito número que já atingi, 11 das quais nos últimos 3 anos. Creio que desta vez ultrapassei aquela barreira de correr por prazer e entrar em larga escala numa situação dolorosa que de todo procuro sempre evitar. Mas ao iniciar sabia perfeitamento que mais km menos km esta fase viria a acontecer, até porque tinha a experiência da Maratona do Porto no final de Outubro, por sinal bem sofrida, em que os antecedentes à sua preparação foram exactamente iguais e daí poder extrair esta comparação entre ambas e saber o que me esperava durante e até ao final da Maratona de Lisboa.
Existe uma explicação para ter ultrapassado aquela barreira do prazer de correr e chama-se teimosia, há duas semanas estive no Ultra Trail dos Amigos da Montanha na distância de 60kms e como é evidente o tempo de recuperação é muito exíguo, mas mesmo assim acreditei que era possível fazer a Maratona dentro dos moldes habituais sem exceder aquele ponto de honra de correr confortavelmente, já no Porto pelas mesmas razões cheguei ao fim muito apertado e ultrapassando os limites, tal como agora, justificando-se talvez aí o Ultra Trail da Serra d`Árga de 45kms que fizera 3 semanas antes.
A 1ª metade da prova foi feita muito confortável e à meia maratona tinha 2,03h, aqui já excedia o tempo previsto das 2h. sentindo já algumas dores nas pernas que se traduziam num cansaço crescente, estava um tempo fresco e sem vento, o que era o ideal para se correr, não levei nada comigo desta vez, nem geles nem água mas não creio que o colapso a partir dos 25kms fosse derivado a isso. Aliás, aos 25kms havia um abastecimento com fruta e aproveitei para aconchegar o estômago, mas de pouco serviu.
Ao virar em Algés perto dos 28kms tive a noção que aquilo ia doer se quizesse chegar ao fim, antes de chegar ali áquele ponto de retorno tinha cruzado com muitos amigo que habitualmente encontro nos Trails e via nos seus rostos a marca do grande esforço que iam a fazer, daí saber o que me estava à espera, é a partir daqui que decido ir numa passada mais lenta porque ia sentindo a perca da sensibilidade nas pernas. Aos 30 kms tinha 3h. de prova mas a condição física era muito débil, vejo ali a Ana Pereira que esperava o testemunho da sua colega de equipa para o levar até à meta, incentiva-me com a promessa de pouco depois me alcançar, como já ia com pouco "gáz" não fazia a ideia que ela tinha o objectivo de me acompanhar, possivelmente até à meta.
É pouco depois de  Alcântara que ela me apanha e decide ficar ali comigo, reconheço que animei um pouco e aproveitei para aumentar um pouco o ritmo até chegar ao abastecimento dos 35kms, um pouco antes tinha encontrado um dos atletas estrangeiros que nos visitaram completamente agarrado e fortes dores nos gémeos que não conseguia sequer dar um passo, deitei-o no chão e ajudei durante alguns minutos até que se sentiu melhor, aconselhei-o a caminhar durante algum tempo e fui embora. Ao chegar aos 35kms disse à Ana para seguir que eu ia parar ali um pouco para comer alguma coisa e hidratar por forma a recuperar se fosse possível alguma coisa, nem lhe agradeci mas fica aqui o registo pelo seu gesto, simples mas que muito me valeu. A partir dos 35kms já ninguém desiste numa Maratona, pelos menos aqueles que correm com o objectivo de a terminar e sem qualquer outra preocupação, mas é a partir daquela distância que começamos a ver as dificuldades que muitos sentem em avançar, por nós conseguimos ver os outros e não falta da parte de quase todos uma palavra de incentivo, senti isso na Avenida Almirante Reis, foi ali que comecei a andar por períodos de 50/100 metros até voltar a sentir as pernas com alguma energia e voltar a correr, aqueles 3 kms até chegar ao Areeiro pareceram-me infindáveis.
Aqui chegado volto a hidratar-me com água e abalo com o objectivo de já não andar até chegar à meta, mas mal entro na Avenida de Roma vou de novo abaixo mas resisto ao ver ali perto a marca dos 41kms, decido então quando lá chegar caminhar um pouco ali já que aquele ponto coincide com uma pequena subida, mas é nesta altura que surge o meu colega de equipa João Inocêncio que veio ao meu encontro e me levou quase ao "colo" até à entrada do Estádio do Inatel onde me aguardava uma forte comitiva dos Amigos do Vale do Silêncio, uns tinham terminado já a Maratona e os outros tinham também concluído a meia maratona com grande sucesso. Só me resta agradecer a todos o apoio que recebi.
Deixo aqui uma saudação a 2 Amigos do Vale do Silêncio que se estrearam na Maratona de Lisboa: o Paulo Duarte (3,35h.) e o Fernando Avelino /3,43h.)e ainda o Juca Jacob que ao fazer a sua 2ª Maratona melhorou o seu recorde pessoal em 10m com a marca de 3,44h.
Passado este dia de 2ªfeira já quase completamente recuperado, com o treino também hoje efectuado e sem mazelas de maior, contudo sei que os limites estão a ser ultrapassados em termos físicos, mas era este o calendário que escolhi fazer e só por força maior é que não cumprirei os objectivos a que me propuz, falta ainda para completar o ano a Meia Maratona de Sevilha e a S.Silvestre dos Olivais, depois regresso para o Cross da Laminha e o Ultra Trail dos Abutres. A partir daqui recomeça tudo de novo, não sei se repetirei algumas provas das mais duras que fiz este ano, uma coisa eu sei, vai ser difícil repetir os 900kms que já fiz  este ano só em provas, uma marca difícil de repetir.
Para os 42,390kms que o meu relógio marcou gastei 4.27,21h. a um ritmo de 6,19m por km. (320m de altimetria de acumulado positivo) e uma pausa/parado de 5 minutos em todo o percurso.
O sentido já está em Sevilha no próximo fim de semana! Agradeço as fotos enviadas por alguns amigos.

Classificações

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ultra Trail dos Amigos da Montanha, Barcelos.

O Ultra Trail dos Amigos da Montanha  realizado no dia 25 de Novembro em Barcelos é uma daquelas provas que se faz uma vez e que por uma razão qualquer queremos sempre lá voltar. Queremos voltar porque existe sempre alguma coisa que ficou por fazer e a mim aconteceram várias que quero melhorar, não é o tempo final que me importa mas coisas simples de mais que me complicaram a vida e fez deste Trail um dos que mais me custaram a fazer, mas eu conto...
Já o ano passado tinha pensado muito em fazer esta prova mas a desilusão da Serra D`árga e o facto de ser também no Alto Minho resfreou um pouco a vontade de ir, por isso aproveitando a simpatia do amigo Carlos Coelho em me dar boleia inscrevi-me este ano ainda com a esperança de 2 Amigos do Vale do Silêncio me fazerem companhia, coisa que não iria acontecer.
Até à hora da partida contei sempre com a companhia dos amigos do Mundo da Corrida, foi ao almoço, ao jantar e até no Albergue (cedido gratuitamente pela organização) estava bem acompanhado por eles, agradeço-lhes com gratidão toda a simpatia que me dedicaram.
A prova tinha a distância prevista de 57,500kms e tinha uma condicionante extremamente importante, se quizessemos chegar à meta tínhamos de chegar ao Rio Cávado até ás 16,45h ao fim de 51kms para podermos atravessar de Kayak até à margem contrária, se assim não fosse ficaríamos de imediato eleminados.
A partida foi dada junto à Igreja e ao sinal da 8ª badalada, não éramos muitos, a organização falava em 190 inscritos e por isso a partida fez-se sem qualquer sobressalto e sem pressas, adivinhava-se já as dificuldades que cada um ia encontrar. Tal como eu havia por ali alguns atletas optaram por levar os bastões como auxiliares na progressão quer nas subidas quer nas descidas e ainda na manutenção do equilibrio para evitar as quedas já que o caminho para além de sinuoso tinha também muita lama e era também escorregadio. Desde cedo fiquei para os últimos lugares, bem perto vinha o Carlos Coelho e a Analice bem como outros atletas que com prudência partiram mais lentos. Rapidamente concluí que a decisão de levar os bastões foi muito acertada porque a partir dos 2 kms iniciais feitos no asfalto começou a dança do sobe e desce, com pequenos percursos de recuperação, que nos levaria a pisar os picos daquele amontoado de serras com inclinações muitos acentuadas quer a subir quer a descer. A 1ª parte da prova foi muito exigente e obrigou a que tivesse um desgaste tremendo de energias devido ás dificuldades que íamos encontrando, nesta altura já ia a poupar os joelhos devido ás fortes inclinações, principalmente nas descidas, mas também as subidas deixavam mossa, isto devido a uma forte dor no pé direito que já vinha sentindo a algum tempo atrás e que me acompanharia até final da prova. Foi agradável de ver por ali um grupo numeroso de BTTistas a fazer o mesmo percurso que nós, mas nas subidas mais agrestes nem um conseguia fazer aquilo a pedalar, alguns ainda me fizeram companhia na conversa enquanto rebocavam a bicicleta montanha acima.
Nesta fase corri quase sempre sozinho, por vezes levava a companhia da Célia Azenha, do António e do Jorge do Mundo da Corrida e também em alguns períodos da Otília Leal, mas variavelmente acabava por ficar para trás para mais à frente apanhá-los de novo e assim sucessivamente. Por volta dos 27 kms encontro a Otília numa descida agarrada à perna esquerda, estava com uma câimbra mas após uma pequena ajuda logo ficou em condições de posseguir e manteve-se ali perto de mim para o caso de voltar a ter problemas.
Pouco depois surge um dos locais já esperados, atravessar o Rio de Slide, desde o serviço militar nunca mais tinha feito aquilo e nesta altura a minha idade e a falta de exercícios nesta área muscular dos braços era o bastante para ter alguma apreensão, a Otília passou primeiro, não sem antes ir um pouco a arrojar antes de saltar para o Rio, rapidamente ajudada foi colocada de novo em pé e lá saltou como deve ser e o Slida a levou para o outro lado da margem. De seguida fui eu, como levava os bastões e tinha de segurar nas correias de segurança tinha de fazer isto com cuidado, saltei e quando fiquei suspenso até parecia que o corpo se ia separar dos braços e doeu mas depressa recuperei, ali um pouco mais à frente estava o abastecimento dos 30 kms mas para lá chegar era preciso vencer agora um traçado que metia muito rochedo e o caudal muito forte do Rio que corria ali a nossos pés, as cascatas sucediam-se numa beleza extraordinária lembrando e superando do muito que já vi nos imenso Trails em que tenho participado. O cuidado agora tinha que ser redobrado, a Otília segue ainda na minha frente salta de uma rocha para a outra com uma extensão de +- 1 metro passando um forte caudal de água pelo meio e passa sem qualquer problema, quando lá chego alguns segundos depois tento fazer o mesmo, que raio já tantos tinham passado por lá, mas não consegui, mal coloco o pé no lado de lá desiquilibro-me para trás e caí no Rio, fico debaixo de água apenas com o braço esquerdo de fora para salvar o telemóvel que levava, bati com o braço numa pedra sem consequências mas doeu, estive ali um pouco para perceber o que aconteceu e não foi fácil sair de lá porque as rochas no fundo eram escorregadias e a cada movimento voltava a cair, os bastões já boiavam mas não saíram dali apesar da forte corrente, ninguém gosta de cair mas devo confessar que depoi de lá estar dentro da água, que estava fria, até me soube muito bem pois arrefeceu-me o corpo e principalmente os gémeos que já vinham a tremer que nem varas verdes.
50 metros depois estava o abastecimento, pego num copo e fui a uma nascente beber da água que escorria da serra, comi ums bananas e marmelada e atesto o kamalbeck, depois tirei o ar para não ir a chocalhar, o telemóvel cai e coloco-o em cima da mesa, depois vou embora com a Otília, o António e o Jorge ficam ainda no Abastecimento, mais à frente aí a 500 metros lembro-me que o telemóvel ficou lá e decido continuar pois com um pouco de sorte ainda o vou recuperar quando chegar à meta.
O caminho era agora feita na margem esquerda do Rio subindo e descendo enseadas, caminhando sobre grandes rochas e pedregulhos mas sempre com grande segurança garantida pela organização ao colocarem cordas nas partes mais difíceis e perigosas, aqui lembrei-me da Freita onde o risco é muito superior e onde temos de nos desenvencilhar sozinhos e sem qualquer tipo de ajuda.
Após abandonar este local muito bonito e espectacular, depois de ter recuperado o meu telemóvel que o António troxe de volta, e já na companhia também do Jorge iniciámos a subida para a penúltima montanha, dou conta que a água do meu Kamalbeck vai a chocalhar muito e faz barulho, páro e digo-lhes para avançarem, depois tiro o ar e coloco-o de novo ás costas, pouco depois verifico que estava na mesma então volto a parar e vejo então que aquilo estava mal apertado, faço tudo de novo e abalo serra acima a ver se ainda os apanho, tinha perdido mais de 5 minutos e ainda por cima a serra era muito a pique e nunca mais os vejo. Chego ao cimo da serra e caminho agora mais preocupado em chegar ao Rio Cávado, a pressão começa a aumentar e fico sem folga para descansar um pouco e tenho de correr muito para recuperar algum tempo, o problema é que as forças já eram poucas, começo a descer de novo sem saber que já me tinha perdido, devia ter atalhado um pouco antes à esquerda mas não vi a indicação, na minha frente continuavam a aparecer fitas mas não eram as dos Amigos da Montanha mas sim duma prova de motos que se estava a realizar no mesmo cenário, ainda por cima eram da mesma cor, continuo no engano e vou dar ao caminho que percorrera na 1ª parte do percurso, corria agora o risco de regressar ao local de partida pelo caminho que já tinha percorrido, encontro um entroncamento com fitas para a direita e para a esquerda tendo eu optado por ir pela esquerda voltando a subir a serra até que vejo lá mais à frente outros atletas a descer que vinham muito atrás de mim, é aqui que me apercebo que algo não estava bem, digo-lhes que me tinha enganado e dizem-me para seguir com eles, como não gosto de fazer as coisas mal voltei para trás aí uns duzentos metros e fui confirmar as fitas que estava a seguir, não eram as nossas e retornei ao local certo onde tinham passado aqueles 3 amigos. Tinha feito perto de 1,5km a mais e fiquei revoltado comigo mesmo, o tempo esgotava-se...
Na aproximação aos 40kms novo engano e ainda por cima pelo mesmo motivo, atravesso uma estrada de alcatrão localizada perto de uma povoação onde estão 2 elementos da organização, passo com segurança e apanho a rua principal, a cerca de 500 +- devia cortar à esquerda conforme indicação de uma seta instalada numa rede e até estava bem visível, mas como eu ia encostado na berma direita da estrada não a vi e continuei a acompanhar as fitas que surgiam à minha frente do lado direito e que eram de novo das motos, 100 metros mais à frente volto à direita e apanho a estrada de alcatrão e vou dar de novo com os 2 elementos que encontrara pouco antes, agora sim explicaram onde devia cortar mas que devia ir encostado à esquerda para ver melhor as marcações. Assim fiz e pouco depois encontrei o caminho certo, seguramente foi mais 1km que andei ali perdido sem saber, pouco depois chego ao abastecimento dos 40 kms, abatido mas com vontade de tudo fazer para chegar a tempo antes de fecharem a travessia do rio.
Neste abastecimento encontro 2 amigos que ainda lá estão, um deles diz-me que eu já o tinha passado duas vezes no percurso, então explico o que se passou e pouco depois parto de novo mas agora com mais preocupação, o meu relógio já dava mais 3kms do que as marcações que ia encontrando da organização, isto é no meu relógio faltavam 8 kms para chegar ao rio e na marcação de kms da organização faltavam 11kms, isto estava a ficar bonito, apenas tinha 1,12h para chegar e sabia já que não ia conseguir. Mas não desisti, consegui apanhar um dos atletas que estava no abastecimento anterior e sigo com ele, pouco depois chega o outro e entreajudamos os 3 para tentar chegar, sigo na frente dos 3 até que avistamos o rio Cávado, um deles dá um grito de júbilo e corre que nem um doido e leva o outro atrás, mais uma vez fico só porque não consigo correr mais, fico com a esperança de dizerem quando chegarem que estou por perto pois o tempo imposto pela organização já estava perto de ter expirado, levaria ainda 40 minutos a chegar desde que avistámos o rio e até chegar ao local de travessia, isto é 30 minutos depois da hora estabelecida e de compromisso com quem nos estava a levar para o lado de lá. A 500 metros do local dos kayakes passam mais 2 atletas por  mim, também iam em grandes dificuldades, vão correndo aproveitando agora uma descida, eu sem saber como corro atrás deles na esperança de ainda haver epótese de passar e digo-lhes para esperarem por mim se ainda conseguirem passar, pouco depois avisto o local de embarque e o desalento apodera-se de mim, os kayakes já estão fora de água e amontoados prontos para serem levados dali, os dois amigos que tinham acabado de chegar tinham sido informados que já não podiam passar e aparentemente aceitaram bem a ordem dada, estavam agora na parte do abastecimento a alimentarem-se, chego e sou informado do mesmo, vejo a moto d´água ainda dentro de água e peço ao responsável da organização para nos deixar passar falando-lhe ao coração de quem emocionado tinha feito 51kms para ali chegar e ver desmorenar de repente tanto sacrifíco para o conseguir. Não tenho palavras para agradecer mas quase de noite aqueles nobres rapazes colocaram-nos no lado de lá apesar da pressão que sofriam por um dos elementos da organização que estava do lado de lá e que se mostrava mais incensível (e de maus modos) a este gesto. A partir dali na outra margem a calma voltou, agora era só chegar, tinha ainda 6 kms para percorrer mas as forças tinham acabado, andava o mais depressa que podia, a noite tinha chegado e o caminho agora era muito irregular, ora nas margens do rio ora atravessando as hortas ou ainda subindo e descendo pequenas inclinações, mas agora não tinha pressa, sabia que vinham ainda 2 amigos mais atrás, nada sabia do Carlos Coelho, soube depois que vinha ali a 5 minutos de mim e não conseguiu passar passar o rio, o mesmo tendo acontecido à Analice, fiquei muito triste por eles.
Já na última aproximação ao rio perto da chegada nova queda mas sem qualquer consequência, pouco depois subo a escadaria de acesso à ponte para atravessar de novo o rio Cávado para o lado de lá, subo a estrada empedrada ao longo do Castelo até ao centro da Cidade, aqui encontro a rua principal muito bonita e com algum movimento de pessoas, eu corria agora, ainda com o frontal aceso mas para quem por ali andava era como se nada se passase fora do normal da sua vivência, pouco depois avisto o local que tanta ansiara desde a partida ao fim de 10,30h, mas a desilusão depressa se apoderou de mim (também não poderia esperar outra coisa) todo o teatro estava quase desmontado, estava lá um pórtico, o controlo de chegada, uma mesa já um pouco pobre de abastecimento e um aplauso bem forte de quem ainda por ali estava à nossa espera. Pouco depois chegam os 2 últimos amigos encerrando-se assim a participação de atletas chegados à meta, tinha sido o 162º num total de 164 finalistas.
Fui o último a chegar dos atletas com mais de 60 anos, mesmo assim ainda fiquei no 3º lugar do pódio do meu escalão e gostaria que o meu troféu chegasse até mim já que no local nada soube e por isso não o solicitei.
A distância exacta, incluíndo os enganos foi de 59,240kms com o tempo de 10,31,07h.
Era para colocar aqui algumas considerações sobre a prova mas não o faço, até porque considero que tudo o que me correu mal é da minha inteira responsabilidade, devo aliás agradecer tudo o que fizeram para que tudo nos corresse o melhor possível e com total segurança, estendo os meus agradecimentos a todos os que estiveram no terreno durante tantas horas e num dia em que a temperatura não era das melhores. Parabéns à organização por esta extraordinária competição e pelos apoios que nos foram concedidos, antes e depois da prova. Espero regressar.
CLASSIFICAÇÕES

sábado, 17 de novembro de 2012

Treino Noturno de S.João das Lampas 16 de Novembro de 2012

De novo em S.João das Lampas à noite, foi a 3ª vez em 4 edições organizadas pelo mentor da Meia Maratona de S.João das Lampas que para este efeito utiliza o mesmo percurso para o qual convida os amigos de longa data e todos aqueles que se querem divertir numa noite de invernia mas de intenso são convívio entre todos. Desta vez fui acompanhado de mais 3 amigos do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, como era de esperar todos eles vieram de lá maravilhados, pelo treino e pelo convívio final e exactamente por isso também eu me senti muito satisfeito pela sua companhia e por os ver bastante agradados com o que viram e sentiram. Por tudo isso só tenho de agradecer ao Fernando Andrade e a todos os amigos que o ajudaram a pôr de pé mais esta excelente iniciativa que formulo vótos para que continue com a mesma vitalidade, engrandecendo não só aquela bonita localidade mas também as suas gentes sempre prontas a ajudar e a bem receber quem os visita.
Para mim o treino deve ter sido excessivo, fiquei com uma dor no pé direito, podia ter parado aos 13kms mas como tinha a companhia do Tigre não quis deixá-lo sozinho, tanto mais que aos 13kms já íamos em último lugar pois todos os que seguiam atrás de nós ficaram logo ali, mal sentimos o carro vassoura atrás de nós tivemos de um pouco mais à frente de entregar a lanterna vermelha a outros, de tal forma que o tempo final ainda deu para baixar em 5 minutos o tempo realizado em Setembro.
 
 
Para nós o percurso teve a distância de 21,290kms, excelente a noite para correr, estava a contar com mais chuva mas aquela que caíu sendo pouca até deu uma boa ajuda, o vento era quase nulo e para quem já fez 25 vezes aquele percurso é sempre com um grande prazer que o faz. Voltaremos sempre, assim tenhamos a oportunidade que tivemos mais uma vez.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

4ºs Trilhos de Casaínhos 2012

Os Trilhos de Casaínhos hoje realizado veio em termos pessoais numa altura excelente porque daqui a duas semanas vou estar nos trilhos dos Amigos da Montanha em Barcelos na distância regulamentar de 60 kms.
Como ainda não estou recuperado totalmente da Maratona do Porto de há duas semanas era previsível que aquilo ia custar um bocado, pensava eu, porque não conhecia foi com surpresa que verifiquei no local e após a minha participação que o percurso é muito acessível, embora aqui e ali a chuva que caíu nos últimos dias tivesse causado algumas dificuldades aos participantes nestes trilhos para vencer aquilo.
Trata-se de facto de percurso muito bom para quem quizer iniciar-se nas provas de Trail, são 15 kms onde se pode correr a maior parte da prova, descidas e subidas com alguma inclinação, muita lama e alguns single-tracks espectaculares, recomendo.
Abdiquei este ano de participar na Meia Maratona da Nazaré para poder estar ali em Casaínhos, fica a pouco mais de 10 kms de onde moro e as informações que tinha sobre esta prova eram muito boas, quer no percurso, quer nas pessoas que organizam esta prova. Então não podia faltar, aproveitei assim para fazer um excelente treino com vista ao compromisso atrás referido. Fui com a Susana e o Daniel e mais 17 Amigos do Vale do Silêncio, 2 deles foram agora praxados por se iniciarem hoje no Trail. Para mim é um regalo vê-los todos ali, alguns ainda denotam muita inesperiência apesar de as suas capacidades físicas serem assinaláveis, os "vícios" da estrada onde estão mais habituados a correr prejudicam-lhes o sentido de orientação, enquanto na estrada existe quase sempre um veículo a abrir-lhes o caminho, ali na Natureza são as balizas marcadas com fitas e outros apetrechos que obrigam a uma atenção redobrada para não haver enganos no caminho a seguir. Apesar disso, com enganos ou não, todos saíram de lá satisfeitos e com a convicção que aprenderam sempre mais lguma coisa.
Alguns dos nossos atletas foram premiados pelas suas excelentes prestações, alguns exemplos:
O Rui Pacheco venceu a prova com o excelente tempo de 1,07h., chegando isolado à meta e sem ter a necessidade de se aplicar a fundo.
A Susana, prosseguindo sempre com muitas limitações (algumas forçadas e outras não) na realização dos seus treinos conseguiu alcançar o 3º lugar da classificação colectiva.
O Paulo Póvoa, no alto da sua já veterania acima dos 45 anos também brilhou ao alcançar o 4º lugar da classificação da geral individual, tendo todos os outros vindo a chegar com excelentes prestaçõs fechando a equipa com a minha chegada em último do grupo com a marca de 1,51h. Uma palavra especial para o João Inocêncio que quando seguia com o Paulo Póvoa na 3ª e 4ª posição se enganou no percurso fdazendo andar seguramente mais de 2 kms a mais, mesmo assim ainda recuperou até à 12ª posição.
Como já vem sendo habitual fui de novo ao tapete, uma curva repentina à direita quando descia a alta velocidade e muita lama à mistura obrigou-me a enrolar no tapete, uns pequenos arranhões e prontamente socorrido pelos Bombeiros de Fanhôes assim que cheguei à meta e depois de um excelente banho de água à temperatura ambiente.
A prova marcou no meu relógio 14,880kms, com o último km a ser nitidamente mais curto.
O convívio final envolvendo o almoço oferecido pela organização foi excelente, indo ao encontro daquilo que me tinham dito, para nós retivemos a boa organização da prova onde a perfeição ainda não foi conseguida, principalmente nas marcações dos percursos, por isso achei de louvar o facto de no final sermos abordados por alguém da organização para opinarmos sobre a prova já que pretendiam ouvir opiniões que nos parecessem que estivesse menos bem, e foi isso que fizemos até pela experiência que vamos adquirindo, para que no futuro possa ser melhorado este segmento desta bonita prova.
 
Fotos

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Maratona do Porto, a minha 14ª

2012---4,13,51h.
Está concluída a minha 14ª Maratona de estrada, foram 10 nos últimos 3 anos e em Dezembro farei a 15ª se conseguir comcluir a de Lisboa.
Os Amigos do Vale de Silêncio inscreveram 7 atletas para participarem nesta Maratona do Porto, 2 deles estreantes e que eu tive o prazer de apadrinhar, pena tive eu de não os poder acompanhar do princípio a fim como é de obrigação, mas era pedir demais e assim limitaram-se a partir comigo e depois esperarem por mim no Hotel, ao Henriques e ao Miguel os parabéns por ostentarem agora o título de maratonistas com a bonita marca de 3, 28h. Aos outros: Chinita, J.Gomes, Hernãni e Emílio vão também os meus parabéns, quer pelas provas realizadas quer pela sua companhia neste bonito fim de semana passado na bonita Cidade do Porto.
Aquilo que receava para esta prova de maratona acabou por se verificar, a parte final foi bastante dolorosa, os primeiros 30 kms foram muito bons e sem qualquer esforço para além do desgaste dos kms percorridos, 2,50h marcava o meu relógio mas era já mais que evidente que aquele estado de graça não ia demorar muito tempo. Tinha passado à meia-maratona com 1,56h (menos 5m do que na Meia da Moita há 15 dias), para isso contribuíra a 1ª parte da prova muito favorável onde incluía a descida da Avenida da Boavista durante alguns kms, depois já em Matosinhos apanhei o Pacemaker das 4h. e fui ali durante algum tempo até que verifiquei que o ritmo imposto naquela altura era exgerado e fiquei para trás com o meu ritmo na casa dos 5,30m por km. Levava comigo um jovem amigo que ia fazer a sua estreia, também ele se queixava do ritmo mais elevado que o Guia levava (no caso a prestigiada amiga Conceição Grare), pouco depois olho para trás e também já não vejo, creio que tomou uma boa opção ao ficar e seguir no seu ritmo mais confortável, soube no final que concluiu e se sentiu sempre bem em toda a prova.
2011---4,14,06h.
O vento também apareceu mas em abono da verdade acabou por me favorecer pela fresquidão que proporcionava, contudo a luta para o vencer obrigou a mais algum gasto de energias, desde Matosinhos e até chegar à Ponte D. Luís foi um fartote mas eu ia determinado a tentar chegar por volta das 4h. de prova. Após a Ponte D. Luís a caminho da Afurada, entre os 24 eo 27kms, começo a cruzar-me com muitos amigos, quer do Clube quer muitos outros que vou fazendo por aí, os incentivos não param e tento retribuir conforme posso, as pernas já começam a pesar, considero isso normal pois não treino para maratonas de estrada, é verdade que faço provas mais longas e duras na montanha mas em proporção faço menos kms a correr de forma seguida, daí a dificuldade em manter durante os 42kms uma corrida constante ainda que para além das 4h.
Aos 32kms sou alcançado pelo colega de Clube Joaquim Gomes, trazia o sonho de baixar das 4 horas nesta sua 3ª Maratona, fica ali um pouco comigo mas rapidamente lhe digo para ir embora senão não conseguia alcançar o seu objectivo pretendido, partiu e eu não consegui manter o seu ritmo. No final estava lá sentado quando cheguei desolado por não ter conseguido, 9 segundos a mais e o sonho de -4 tinha ficado adiado. Para mim os 32 kms foram o sinal que não valeria apena forçar mais e tentar chegar ao fim da maratona o melhor possível, em cada bastecimento estava a beber duas garrafas de água, levei 3 géis e foram todos, não ingeri qualquer produto sólido nas bancas (eles estavam lá mas eu nem os vi) e isso também deve ter contribuído para o estado lastimável que se ia apoderando de mim conforme ia chegando o final da prova.
2010---4,23.15h.
Andei um pouco no empedrado junto ao Castelo do Queijo e depois na subida dos 41 kms, aqui nem o incentivo de um amigo das Lebres do Sado me valeu, mas chegado ao alto desta "rampa" a corrida voltou e foi até ao final daquela interminável recta, aqui ainda ouvia muitos incentivos e lá estava a Flor Madureira que mesmo atrás da sua máquina fotográfica ainda teve tempo de me dar uma forçazinha, obrigado. Penso que em corridas nada há de mais satisfação do que passar o risco de meta e quando a avistamos a emoção toma conta de cada um, são uns metros finais que nos compensam por tantos sacrifícios passados para chegar ali, para mim foi a 14ª mas foi como se fosse a 1ª vez, poderia ser uma rotina mas uma maratona representa sempre uma grande conquista e um grande respeito.
Concluí com 4,13,51h. numa distância que o meu cronómetro marcou de 42,450kms.
No Ano de 2011 conseguira fazer a mesma prova em 4,14,06h. isto é uma diferença de apenas 15 segundos.
A equipa dos amigos do Vale do Silêncio presentes na
Maratona do Porto.
Para o ano vou voltar, a inscrição já foi feita logo no início do evento deste ano, agora que esta edição já acabou direi que mais uma vez fiquei altamente satisfeito pela forma muito profissional como foi conduzida a organização desta Maratona que a exemplo das anteriores não me deixa outra alternativa do que voltar e tentar concluir mais uma num ambiente que não deixa ninguém indiferente.
Segue-se agora os trilhos de Casainhos aqui perto da porta e depois mais um duro desafio, desta vez em Barcelos dia 25 de Novembro.
Como dizia um amigo há dias na Net, numa das suas hilariantes paradas, esta de Barcelos é também para alguns "cagões" (desculpem-me a expressão, que é dele) e como eu me revejo nesses cag.. (intrepertando os seus considerandos) por andar mais lento que os primeiros e como tal não devia andar lá feito impecilho por andar muito e correr pouco, e depois ter a mania de contar pela escrita e pelas fotos os meus feitos (que são pessoais e nada mais) devia ser impedido de participar. É um amigo que estimo e lamento tal opinião, limitarem-me a participação porque não consigo correr toda a prova de montanha ou que não consiga pelo menos metade isso não. Por isso dicidi e porque ainda estava em dúvida participar no Trail de Barcelos, mesmo que me limitem os tempos de passagem como este amigo propôe eu esterei lá para participar, não como cag.. mas porque adoro a Natureza e isso é um bem que não pode ser retirado a um velho atleta que gosta de estar junto daqueles que admira num ambiente onde não pode haver restrições para além daquelas que são mais óbvias, nomeadamente a segurança e a dignidade de todos os intervenientes.
Fotos

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Corrida Do Alto de S.João, Lisboa 21/10/2012

Em fim de semana de pausa em treinos e corridas não dispensei dar uma saltada até ao Alto de S.João junto à Praça Paiva Couceiro para assistir à corrida pedestre promovida pela Junta de Freguesia e apoio de várias entidades locais. Há muito que não assistia a um Grande Prémio onde estivessem os escalões mais baixos, pena haver só provas acima de 800 metros pois afasta muitos miúdos de poderem participar e mostrar as suas capacidades actuais rumo ao  futuro, ainda assim foram muitos os que lá estiveram antes de ter início a prova principal na distância de +- 7.800 metros. Ainda assim assinale-se que nas provas de Trail ou de Montanha já se vai olhando para as faixas mais novas dos nossos atletas, o exemplo deixado pelo Carlos Sá na sua organização do Trail Serra d`Arga em incluir já provas para os mais pequenos dando-lhes desde já uma outra dimensão da corrida e outras opções por forma a que os adultos ao preferirem e aderirem a esses eventos possam arranjar também opções para os seus filhos ou familiares mais novos, complementando-se assim os diversos factores de convívio e lazer por parte de familiares e amigos aos fins de semana.
O nosso Clube AVS tem uma grande diversidade de actividades no seu seio e o Atletismo é uma das suas vertentes mais importante e mais numerosa, contudo ainda não conseguimos chegar aos mais novos, não porque não tivessemos vontade, mas a vida de todos nós não permite que tal seja possível, pelo menos por enquanto.
O chuvisco que caía pela manhã à hora da prova foi bastante amiga dos atletas, principalmente daqueles que iam correr a prova mais longa, e pelo que ouvi estavam todos bastante satisfeitos por o calor não os ter afectado. O percurso era muito acessível nos primeiros 2/terços da prova, mas o último terço era duríssimo levando os atletas a um esforço tremendo para conseguir vencer aquele troço que vai de Xabregas até ao Alto de S.João. Saliento os bons resultados alcançados pelos  atletas dos AVS, principalmente a Susana e o Hugo Adelino 1ª e 3º respectivamente da geral femenina e masculina, bem como do João Inocêncio 4º, do Paulo Póvoa e Tiago Silva.
De resto toda a equipa esteve muito bem, estiveram lá 19 atletas no total e eu limitei-me a ver e a tirar algumas fotos para recordar e ficar na história do Clube e da organização da prova.
Fotos Mais fotos