sábado, 21 de abril de 2012

1ª prova de Trail que fiz para além dos 50 kms.

Para registo aqui fica a 1ª prova de Trail que fiz para além dos 50 kms. Foi duro, não apenas devido à lesão que venho padecendo na perna esquerda mas também pela dureza do percurso em quase toda a sua extensão, muito tácnico em alguns locais, escarpas, descidas e subidas que parecem paredes autênticas, areal de praia, de tudo encontramos num cenário de rara beleza. Foi um bom teste ás capacidades de cada um e particularmente ás minhas devido ao desafio que representa os 100 kms de S.Mamede em Portalegre no próximo dia 19 e 20 de Maio. Até lá ainda tenho outros testes pela frente, veremos como vou lá chegar na certeza que a vontade desta vez comandará a mente pois a preparação actual é muito deficiente para enfrentar tal desafio, mas existe confiança suficiente para vencer mais este desafio.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ultra Trail de Sesimbra 15/4/2012

A chegada
Aí está, vencido mais um obstáculo que era a superação da meia centena de kms em provas de Trail, Sesimbra era o objectivo para o conseguir, há precisamente um ano atrás estava nos meus planos conseguir ultrapassar essa barreira mas um arreliador problema de saúde deitou por terra essa ambição, por isso foi com reservado otimismo que me apresentei neste dia no risco de partida já que a preparação para esta prova não tinha sido das melhores devido a um problema de circulação sanguínea e dor da canelite na perna esquerda (arranjado em Sicó devido a uma queda e torção do pé) mas que tudo indicava me iria permitir fazer a prova sem problemas de maior, mas não foi bem assim...
Dói, mas alegra a vista

Depois de estar equipado observei que poucos tinham em seu poder os bastões para o auxiliar em locais onde o esforço solicitado seria mais exigente, então cometi o erro ao deixá-los no carro pensando que a prova não seria tão exigente assim, quem olha para Sesimbra não vê razões para se assustar e ver ali coisas parecidas à Serra da Lousâ ou mesmo a Serra D´Arga, tudo lhe parece mais plano, por isso a ousadia de ir na "conversa" dos outros saiu mais cara em termos de poupança de esforço .
Os primeiros 25kms foram brutais mas lindíssimos ora se sobe como se desce logo a seguir por trilhos muito técnicos onde a dificuldades era extrema em alguns locais onde se subia com percentagens de inclinação muito elevadas. De vez em quando dava uma espreitadela para a minha esquerda e também para a minha frente, não para ver este ou aquele que ia à minha frente, mas para ver as lindíssimas paisagens que aquelas serras e arribas da Arrábida nos proporcionavam, daí perceber agora o plano de restrições que impuseram para defesa daquele local (embora aqui e ali não devessem ir tão longe nas suas regras como é o caso das actividades lúdicas dos pescadores a pé que estão proibidas).
Corri quase sempre isolado, aliás como gosto, e só a partir dos 17,5kms é que tive a companhia da Célia Azenha que durou até cerca dos 23kms, depois foi-se embora e bastou eu ter ficado a beber mais um copo de água para nunca mais a alcançar. Aos 26 kms descemos até ao areal que nos levaria até ao aldeamento da Praia do Meco, foram 3 kms bem duros na areia solta e seca (o mar estava com rebentação forte e não dava para descer até à areia molhada e mais dura para se poder correr melhor), o vento estava muito forte e foi nesta altura que caíram alguns pingos de água que tocada a vento pareciam pedaços de pedra que nos atingia, como se torna evidente que este pedaço de percurso foi feito a andar, porque não dava para mais.
No pódio com o  vencedor no meu escalão, José Guia
Aos29kms novo abastecimento e controlo electrónico de passagem, aí o Diez informa-me que agora o percurso é rápido e só na parte final e acesso ao Castelo é que as dificuldades pioram de novo, mas as minhas dificuldades começaram logo ali, não porque o percurso o fosse mas porque começo a sentir dores na perna onde tinha tido o problema anterior, começou na articulação do pé e depois foi subindo até se situar na canela (perónio), faltavam 20kms, como a dor foi subindo de intensidade mas lenta e gradualmente conforme os kms iam decorrendo deixei-me ir, nas descidas o sacrifício era maior mas suportável e dava para chegar, ia pensando eu. Aos 42kms atingimos a pedreira, e que pedreira, tanta vez que já fui a Sesimbra e desconhecia a existência de um monstro daqueles ali, por terra é pouco visível e como nunca me abeirei nem pelo ar nem pelo mar desconhecia a sua existência, por isso fiquei triste mal entrei naquele enorme buraco que ali criaram, de um lado e do outro nota-se a excelência da beleza da Serra e das arribas, no meio aquela tristeza a céu aberto de um manto de branco onde deveria estar o verde natural da vegetação colocada lá pela Natureza e que deveria estar interdita à vontade e voracidade humana.
E o meu prémio individual
Aos 48kms chego finalmente ao Castelo, também é a 1ª vez que passo por lá, pouco vejo pois já ia em estado deplorável, ali estava mais um abastecimento, o último, já tinha acabado a água do meu camalbak e depois daquela subida ao Castelo bem precisava, antes de lá chegar ainda passámos por algumas vivendas que ficavam no vale e ia observando a ver se via alguém a quem podesse pedir uma pouca de água, mas nem vivalma, também ali se percebe o recato das pessoas pois os dias de hoje estão dificeis e é natural este seu isolamento. No Castelo pouco vi, penso que nem ás ruínas passei, passei sim ao lado da Capela e logo desci para o trilho que me levaria até Sesimbra. Foi dolorosa esta descida, os joelhos e a perna condicionaram e muito aquela descida de perto de 2kms, em circunstâncias normais esta descida é espectacular, sempre pelo meio do arvoredo e em trilhos que é um regalo percorrer, contudo fi-los sempre em passo de corrida até chegar à estrada que liga o centro da Vila(?) àté à Lota.
Na t,shirt e caneca gravado a nossa odisseia de Sesimbra.
Com uma curta incursão de novo pela Praia chego à meta instalada no Hotel Sesimbra Spa ali mesmo em frente à bonita baía de Sesimbra.
À minha espera lá estava o grande Comando (Mário Lima) conforme prometera e que registou em fotos a minha chegada, a quem agradeço, e que servem para ilustrar esta minha crónica, pedindo a sua compreensão para o facto.
Para os 50,940kms registados no meu Garmin precisei de quase um dia de trabalho: 7,55,20h. Modestamente acho que mereci o investimento que realizei.
Agora espero recuperar nestes dias que se seguem para poder estar em Vale de Barris na próxima semana.
Fotos cedidas pelo Mário Lima



Classificação Ultra Trail

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ultra Trail de Sesimbra, o regresso

Após alguns treinos depois da lesão na perna esquerda que me afastou quase 1 mês das corridas, isto é após os trilhos das Terras de Sicó realizado em 25 de fevereiro,  posso concluir hoje que estou em condições de enfrentar o maior desafio que já fiz em termos de distância a pecorrer numa só prova

O Ultra Trail de Sesimbra na distância de 50 kms

15 de Abril de 2012



As paisagens deste local por certo irão ajudar a ultrapassar não só a grande quantidade de kms que temos de percorrer mas também as dificuldades que uma prova deste tipo sempre tem. É pois com alguma expectativa que me apresentarei na partida, a lesão recente e os treinos que pecam por escassos serão a minha maior preocupação, espero que as 10 horas que a organização me concede sejam suficientes para regressar e terminar de bem para comigo e para com a minha saúde.

Sesimbra aí vou eu


A caminho da Serra de S. Mamede a 19 e 20 de Maio de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Treino acompanhado com a inspiração de um amigo

Sozinho, mas a imagem do Melro estava ali atrás da câmara
Com o Melro no pensamento hoje de manhã novo treino, o mesmo cenário de sempre, o Parque Urbano de Santa Iria da Azóia, dizia a Ana à dias num comentário que deixou no meu blogue que ele estava cada vez mais bonito e eu confirmo, é uma alegria para todos nós quando vemos que ele está a ser bem tratado. Uma brigada C.M.Loures de limpeza e corte de matagal está a deixá-lo impecável, esperando nós que todo o recinto tenha o mesmo tratamento para bem dos nossos visitantes e de todos os aproveitam aquele magnífico espaço para ocupação dos seus tempos livres, correndo ou passeando.
No isolamento da nossa corrida, e neste caso da minha, deixamo-nos envolver pelos pensamentos que fervilham na nossa mente enquanto metódica e mecanicamente vamos dando liberdade aos nossos movimentos em passo de corrida por forma a que a distância a percorrer se torne o menos monótona possível, neste caso veio-me à mente o nosso querido amigo Melro, o fotógrafo que nos habituámos a ver em tantos locais do nosso país permitindo assim a todos nós que colecionássemos em fotos as recordações que perpectuam a nossa passagem por esta coisa bonita que é correr ou caminhar pelo nosso bem estar ou para satisfação de objectivos traçados na nossa vida desportiva.
Melro aqui estou à tua espera, até já
As entrelinhas das últimas postagens da Ana, da nossa querida amiga Ana, davam um sinal claro que algo não ia bem, não cometerei nenhuma inconfidência que fale aqui do seu pai e de um grande amigo que encontrei e que está a viver momentos difíceis ao nível da sua saúde, o seu coração tarda em dar-lhe o devido descanso que tanto merece, ele por certo saberá superar mais esta fase contando para isso com a sua grande força  de vontade e voltar  a estar conosco e com a sua família em paz e com saúde. 
Hoje o treino foi inteirinho a pensar nele, o exame a que se estava a sugeitar decorria praticamente à mesma hora ou perto disso e a emoção por vezes visitava-me, mas sei que ele é forte e que tudo iria correr da melhor forma. Aproveitei este 3º treino para prolongar mais um pouco o tempo de duração na esperança que a lesão não se fizesse sentir, uma hora era o objectivo mas ali chegado e porque as coisas estavam a correr bem acabei por fazer mais 10 minutos, 1,10h. para os 10,5kms finais. Creio que se tudo continuar assim poderei pensar em recuperar algumas provas que já considerava perdidas.
Agora está assim, bonito e à nossa espera.
Domingo não irei aos Trilhos de Almourol, com muita pena minha, quero agradecer o amável convite que o José Brito me fez para estar presente e acompanhá-lo durante toda a corrida, a exemplo aliás do que já tinha feito o ano passado, mas é muito penoso para mim estar lá e não poder correr, por isso deixo aqui os votos de sucesso para a Organização e para todos os atletas que participarem.

terça-feira, 27 de março de 2012

Recomeçar, a esperança volta de novo

Hoje devia estar aqui a escrever mais uma crónica das minhas aventuras de fim de semana, desta vez seria os Trilhos do Pastor, realizado ontem dia 25 de Março. Pouco sei dessa prova, os meus colegas de Clube foram até lá mas ainda não li nada sobre a sua participação, contudo duas coisas já me chegaram, o Rui Pacheco que foi ocupar a minha vaga, deixada em aberto devido a lesão, teve um comportamente excelente, ficou em 3º lugar da geral e 1º no escalão sénior, foi extraordinário porque este terreno não é o dele, não é mas poderá vir a ser pois tem excelentes condições para vir a ser um grande campeão. A outra notícia é que o Hernâni se perdeu no percurso e apareceu na meta do lado contrário do sentido da prova. Ele já não é um novato no Trail e a organização já deu provas em anos anteriores pelas excelentes marcações em todo aquele percurso. Mas compreende-se uma pequena distração e o que está determinado é que em 200 metros sem fitas o melhor é voltar atrás e recomeçar. Mas vou esperar pelo relato lá no nosso blogue para saber o que se passou.
É verdade, devia estar a escrever a minha crónica sobre esta corrida, ao invés disso escrevo com um otimismo moderado sobre o 1º treino que efectuei hoje após a paragem forçada devido ao problema que me surgiu na perna esquerda e que já dura desde os Trilhos de Sicó há precisamente 1 mês. Entrei muito receoso neste treino e à espera de a qualquer momento ter de parar de novo como acontecera em vezes anteriores, desta vez segui as instruções dadas pelo fisioterapeuta que me andou a tratar, correr até sentir a dor, depois parar e gêlo para cima. Não foi preciso uma parte desta recomendação já que durante os 30 minutos que corri não senti nada na perna, parei porque achei que já era suficiente, depois do banho passei a zona dorida com o gêlo e neste momento sinto isto em condições de amanhã repetir a dose.
A má circulação e e as dores do peróneo mesmo junto à articulação do pé poderão estar em vias de resolução para isso tenho de continuar a ser paciente e criar as condições de regressar aos trails sem receio de me magoar novamente. Os trilhos de Almourol vão ficar por fazer, talvez aproveite o convite do Brito para ir até lá e poder ajudar em alguma coisa que for preciso, mas devo dizer que me custa muito estar lá e não poder participar como aconteceu na Edição anterior, não sei...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Trail de Penafirme, Uma bonita prova manchada por erros evitáveis.

Tocado ainda com um problema na canela a que se custuma chamar de Canelite fui fazer ontem o 1º Trail  de Penafirme, ali um pouco a norte de Santa Cruz na Região de Torres Vedras na distância de 30 kms.
Escusado será dizer que fiz asneira mas quando parti sentia que a lesão podia ser gerida conforme a corrida se ia desenvolvendo, só que "esqueci" que ia fazer trail com terrenos agrestes onde não faltou muita pedra solta, rochas, mata, asfalto, areia e muito sobe e desce. Ao fim de 2 kms de prova começo a sentir a canela com dores ainda que ligeiras, nesta altura seguíamos pelas arribas junto ao mar na direcção Norte, seguia já nas últimas posições com 2 amigos, Mário Lima e Carlos Coelho. Quando passo de novo junto ao local de partida pelos 4kms tinha duas opções, ou ficava ali e aliviava a dor que já era intensa ou seguiria e iria passar as tormentas até chegar ao final, optei por seguir.
No 1º abastecimento  perco de vista os meus companheiros e ganho também a certeza que até ao final vou sofrer e a valer. Consigo juntar-me a outro grupo onde seguia a Dina Mota (a contas com problemas numa perna mas em vias de recuperação) e o António Pinho, por volta do 6º kms erro no percurso, devíamos ter virado à esquerda e fomos em frente gerando-se aí grande confusão, começámos a ver os atletas da frente ao nosso encontro (junto ás Termas), já tinham dado uma volta e tornaram ali ao fim de 12 kms  para seguir o seu percurso, como vimos as fitas pensámos que íamos bem mas não era assim, estávamos agora num dilema, por onde seguir? é que ali naquele local havia fitas para 4 lados diferentes e não havia ali ninguém da organização para ajudar, soube depois que muitos atletas acabaram por fazer menos 4/5 kms e falharam 1 ou mais controlos num total de 4. Quando a organização se apercebeu do problema ainda destacou para lá alguém ainda a tempo de evitar males maiores.
O meu grupo andou por ali para trás e para a frente até que optámos por ir pela estrada de alcatrão na direcção do Vimeiro mas continuávamos a não ver as fitas, até que ao fim de 1 kms começámos de novo as ver as fitas ao mesmo tempo que vemos surgir da esquerda da estrada uma atleta que vinha pelo caminho certo e que deveria ser também o nosso caso não nos tivéssemos perdido. Agora seguíamos com a certeza que a rota era a correta, a Dina vai-se embora e eu fico com o Pinho e a Margarida, aquela que surgiu ali da esquerda e que optou por ficar conosco, era a sua primeira prova para além dos 21kms e estreante em provas de Trail, acho que fez bem e as suas fragelidades depressa se começaram a notar, a juntar ás suas juntaram-se as minhas devido à canelite e também ao Pinho que resolveu levar sapatos justinhos ao pé e que ainda faltava espaço para a meia, o resultado foi desastroso, a juntar a isto estava também com um problema na coluna, que rico trio.
Depois de contornarmos aquela volta (Km12) chegámos de novo ao local da confusão anterior, descíamos uma Serra e quando chegámos ás Termas já seguíamos em frente, é quando um elemento da organização nos manda virar logo à esquerda, se antes e após a passagem dos primeiros clkassificados lá estivessem muita coisa podia ser evitada, agora percebo porque se deu a confusão é que o local onde nos mandaram virar à esquerda vemos mais 2 percursos de fitas e por onde havemos de passar depois desta volta que íamos agora iniciar. Ao fim de mais 4 kms descemos de novo uma Serra retornamos ali ás Termas para logo de seguida apanhar outro trilho que nos conduziria para a parte Sul da prova. Creio que poderia ser evitada aquela confusão criada aos atletas abrindo um pouco mais o espaço de proximidade entre os atletas evitando o contacto visual das fitas em circuitos diferentes.
 Conforme o gráfico que o Garmin demonstra o sobe e desce foi sempre constante, a parte mais alta estava a pouco mais de 100 metros mas quando descíamos o plano regista perto de 10 metros acima do nível do mar pelo que o total acumulado pouco passou dos 700 metros positivos, bastante acessível este Trail tornou-se doloroso por causa da lesão, seguia agora bastante devagar e muito inconstante, descia mal pois a perna doía cada vez mais, aproveitava as subidas para aliviar um pouco mas logo os meus companheiros se atrasavam, até que por força de terminar o mais rápido possível com as minhas tormentas, dicidi com muita pena, ir-me embora e evitar o prolongamento daquele soplício, mas fi-lo apenas nos 8 kms finais e numa altura em que já nos abeiravamos do mar. Para mim foi um alívio enorme quando comecei a correr em cima de areia e tive pena que aqueles 5 kms finais não tivessem sido feitos sempre em cima de areia já que ao passarmos pela arriba ali havia de tudo, muita pedra e rocha  tornando dolorosa a progressão.
Fui-me arrastando e quando cheguei ao areal junto ao Hotel de apoio senti um alívio enorme, faltava cerca de 1,5km que são feitos sempre em passo de corrida até cortar a linha de meta, tendo ainda antes de lá chegar percorrido a pista de corrida de cavalos com cerca de 400 metros de diâmetro.
Após a chegada fui prontamente assistido pelos Bombeiros (a quem desde já agradeço a simpatia e dedicação) que ali estavam a dar assistência aos atletas. Ao fim de 10 minutos de gêlo segui a caminho do "almoço", aqui os parênteses justificam-se porque naquele momento senti muitas saudades daquilo a que estamos habituados, e quem lá almoçou compreenderá aquilo que quero dizer.
Creio que a prova tem muito a melhorar no que diz respeito ao seu percurso, existe demasiado asfalto que é percorrido, as partes do verdadeiro trail devem manter-se pois está espectacular, existe Serra suficiente para criar novos trilhos evitando-se aquelas curvinhas que nada trazem de novo, a subida e passagem pelo túnel foi de sonho bem como vistas extraordinárias que fomos tendo ao longo do percurso, recomendo a quem queira experimentar esta prova, eu voltarei sem qualquer dúvida pois sei que aquilo que fizeram em apoio aos atletas foi exemplar, trilhos bem limpos, outros nem tanto como convém, nas subidas agrestes aqui e ali não deixaram de abrir alguns degraus, creio que o pessoal do trail dispensaria essa atenção, mas pronto esta bom e isso é que interessa.
Não sei qual a decisão final da organização quanto à classificação geral, mais de metade (ouvi falar em 80%) dos atletas não passaram em todos os controlos por sucesivos erros de orientação, sendo por isso desclassificados. Eu, conforme o gráfico que anexo fiz todo o percurso, excepto o erro ao 6ºkm mas retomado o percurso pouco depois e tenho assinalado no meu dorsal os 4 controlos feitos pela organização. A culpa principal pelo ocorrido é dos atletas, correm sem olhar por onde devem ir no entanto qualquer organização deve acautelar com nitidez os cruzamentos que os atletas devem percorrer e assim precaver possiveis erros que podem ser evitados. Se a prova for anulada eu compreendo mas custa-me aceitar porque fiz todo o percurso e não tenho culpa dos erros dos outros.
Os meus dados estão no Gráfico: 29,750kms e o tempo de 4,55,20h.

Ver fotos aqui

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Revista Spiridon, o meu recorde e a Meia Maratona de Lisboa

A Revista Spiridon e o meu recorde à Meia Maratona quase se fundem numa comemoração que está a ter lugar neste mês de Março, precisamente no ano em em que se realiza a 22ª Edição da Meia Maratona de Lisboa, a 25 de Março de 2012.

Porque está a decorrer a comemoração dos 200 números editados pela revista Spiridon, cuja iniciativa a cargo dos amigos Jorge Branco e João Lima e está a ter um grande sucesso com a publicação de depoimentos de vários atletas e amigos que de uma forma ou de outra estiveram, e estão ligados a esta Revista pioneira na informação desportiva ligada ao Atletismo, aproveito para neste âmbito juntar a minha modesta homenagem divulgando aquela que foi o Nº 82 publicada em Maio/Junho no longínquo ano de 1992. E porquê esta? Porque foi o ano em que alcancei a minha melhor marca à Meia Maratona, precisamente na 2ª Edição da Meia Maratona de Lisboa e que esta excelente Revista publicou nas suas páginas interiores, há precisamente 20 anos atrás.

No soblinhado ao fundo do lado direito lá está o meu registo: 1,16,27h. À péle, mas ainda consegui entrar na primeira folha da classificação, que tempos fantásticos aqueles, hoje (sem nostalgia) apareço na última folha, mas ao mesmo tempo feliz por ainda cá andar e poder, dentro das limitações impostas pela vida, percorrer as mesmas distâncias mas com outro espírito diferente de modo a que a prática da corrida corresponda para mim uma salutar forma de bem estar e convívio com os amigos.
Termino com um incentivo à leitura que periodicamente a Revista Spiridon publica para todos os amantes da corrida, no seu interior pode encontrar sempre excelentes artigos sobre a prática da corrida, resultados e diversas iniciativas que se vão desenvolvendo no país e estrangeiro, como por exemplo este artigo que vem publicado em Editorial neste número e da autoria do seu director, professor Mário Machado:

Porque me revejo no conteúdo deste artigo, basta lembrar-me do tanque em S. João das Lampas, e por achar que está sempre actual esta e outras chamadas de atenção, reforça a ideia que após todos estes anos de prática da corrida temos sempre ainda muito a aprender e também a lembrar que tudo o que vamos desenvolvendo ao praticar a corrida deverá ser feito com a atenção devida e conhecimento e evitar os erros que por vezes se cometem desnecessariamente.
Quero também enviar daqui uma saudação ao meu caro amigo e Comando (Mário Lima) porque foi neste ano de 1992 e prestes a completar na altura os seus 40 anos de idade que se iniciou na prática da corrida, era um dos duros e felizmente ainda cá anda nos dias de hoje para grande satisfação minha e de muitos amigos que o conhecem.

Ei-lo aqui com o seu sorriso de sempre a terminar o Trail Terras de Sicó no passado dia 26 de Março.

domingo, 4 de março de 2012

Corta Mato de S.António dos Cavaleiros, 4 de Março de 2012

A equipa de CCD de Loures
Realizou-se hoje mais um Corta Mato em Santo António dos Cavaleiros, de novo a contar para o Calendário de provas integrado no Torneio das Colectividades do Concelho de Loures para a Época de 2012.
Estive presente a acompanhar o meu campeão Hugo Adelino e a rapaziada do CCD de Loures numa jornada que reuniu centenas de atletas de todos os escalões ectários. Aproveitei e revi ainda muitos amigos uma vez que só ocasionalmente vou aparecendo nestas provas já que o meu calendário de provas não permite passar por lá mais vezes.
Foi excelente o comportamento mais uma vez do Hugo, correndo nos escalões de veteranos obteve o 6º lugar da geral e o 2º no seu escalão mais de 35 anos. O CCD de Loures obteve também a 9ª posição da tabela colectiva.
O meu Clube o AVS não se fez representar nesta prova, a demonstrar de certa forma o desinteresse que o Torneio de Loures motiva nos seus atletas  com as políticas seguidas e a falta de investimento nas camadas jovens com projeção com vista ao futuro.´
Aproveitei a minha ida e tirei algumas fotos e registei em vídeo algumas passagens da prova dos veteranos que disponibilizo logo abaixo.
Como ando a recuperar de uma "canelite" talvez reapareça em Vila Franca ou em Torres Vedras dia 18 de Março. 
Fotos aqui

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Trail Terras de Sicó, 26/2/2012

Continuando a preparação para os grandes desafios desta época, Serra de S. Mamede e Serra da Freita de 100 e 70 kms respectivamente e que se situam entre Maio e Junho deste ano de 2012, estive hoje a participar nos Trilhos de Sicó em Condeixa a Nova na distância exacta de 38 kms. É a 3ª vez consecutiva que lá vou a corresponder com igual número de realizações até ao momento. Fui acompanhado de mais 2 colegas dos AVS (Amigos do Vale do Silêncio), um deles já repetente, o Paulo Portugal, e o Eurico Charneca que mais uma vez representou as cores do nosso Clube.
Depois de há uma semana ter concluído a Maratona de Sevilha esperava grandes dificuldades para esta prova, já conhecia de anos anteriores e por isso quando vi quem era o homem vassoura que acompanharia a cauda da corrida (José Magro) disse-lhe logo que era ali que eu seguiria e assim foi desde o início da prova até chegar perto dos 20 kms. Fiquei ali atrás por duas razões: Salvaguardar do esforço da Maratona de Sevilha e para ajudar o Paulo de Portugal, colega da minha Equipa, e que nunca tinha enfrentado tal distancia. Cedo ficámos para trás e fechávamos a cauda do pelotão, o José Magro sempre com a preocupação de não deixar ninguem para trás ia-nos incentivando, (de salientar que o J. Magro na semana anterior tinha também participado e terminado com sucesso a Maratona de Sevilha) e agora seguia ali numa missão nobre e de grande sacrifício, o de não deixar para trás nenhum atleta. Por volta dos 20 kms decido avançar mais, os joelhos já começavam a ceder e tinha de aumentar o ritmo para chegar o mais depressa possível, a partir dali segui sempre sozinho ao mesmo tempo que as dificuldades do percurso iam aumentando.
Seguia descansado porque o Paulo estava bem entregue e sabia que iria chegar bem à meta embora esta distância de 38 kms ainda fosse desconhecida para ele. O Charneca já ia bem lá para a frente e também sabia que ele iria fazer uma excelente prova pois está habituado ao Trail através da sua participação em diversas edições da Volta ao Minho. Fui sempre ultrapassando outros atletas que entretanto entraram em maiores dificuldades. Na subida para as antenas, depois de Jasmilo e quando já estavam decorridos 28 kms deparo-me com um amigo da Açoriana prostrado no chão e em grandes dificuldades, nem exitei e auxiliei-o de imediato, as câimbras estavam a dominá-lo na perna esquerda e fiz o que era preciso naquele momento pressionando a ponta do pé com a perna esticada na sua direcção até que a dor passasse e tudo voltasse à normalidade. Depois de o colocar de pé de imediato verificou que aquilo ficara melhor tendo de imediato iniciado a sua marcha. Fiquei feliz por ele poder prosseguir, não o conhecia mas sei que ganhei ali mais um amigo, no final da prova lá estava ele e não deixou de me agardecer mais uma vez a ajuda que lhe dei, aqui fica o seu nome: Vitor Rafael, foi um valente ter prosseguido depois daquele susto.
O maior tormento para mim continuavam a ser os joelhos mas hoje conseguia descer as serras de Sicó sem o sofrimento comparável com a Serra da Lousã cuja organização pertenceu à Associação Abútrica de Miranda do Corvo há 1 mês atrás, o percurso muito bem traçado era na sua maioria constituído por trilhos com muita pedra tornando-se em alguns casos muito complicado superar as dificuldades que iam surgindo, os pés a partir dos 30 kms começaram a criar bolhas junto aos joanetes mas não dava para estar preocupado com isso, queria era chegar o mais depressa possível e ir descansar, nos abastecimentos muito bem compostos divertia-me bastante com o pessoal de apoio, ora tirava fotos ora filmava para mais tarde recordar e ia seguindo encontrando de vez em quando um amigo em dificuldades, uma palavra de apoio e os olhos bem postos no chão pois não queria voltar a cair depois de um valente trambulhão devido a torção num pé quando entrei no Ribeiro (seco) logo a seguir às Buracas.
Finalmente chegava a Condeixa, desta vez por um caminho diferente das anteriores edições, apesar de dura aquela subida final junto a uma povoação gostei de avistar logo dali a meta a pouco mais de 1km, o apoio recebido ao longo das últimas centenas de metros foi espectacular, compensou-nos do esforço e da dureza que tivemos de vencer e no centro da localidade no local de onde tinha partido umas horas antes lá estava a meta de passadeira vermelha a receber-nos. Muitos amigos por perto, como gostei de os ver, lá estava também o Charneca que chegara com 3,47h de prova, impressionante, já tinha tomado o seu banho e o almoço repousava já regaladamente no seu estômago. Comi e bebi no Buffet posto logo ali à nossa disposição onde não faltou a cerveja a copo e outras bebidas adequadas ao momento.
Finalmente encerrou mais esta Edição de Trail com a chegada do José Magro (com o estatuto de vassoura) e o Paulo Portugal, meu colega dos AVS, com 6,09h de prova.
Concluí mais este desafio, repartido com uma 2ª parte mais rápida, com a marca de 5,25h. para os 38 kms exactos.
Uma palavra de apreço a toda a equipa da Associação o Mundo da Corrida  pela excelência e dedicação que puseram no terreno para que nada faltasse aos atletas no desempenho da sua missão. Para o Bombeiros uma saudação pelo seu empenho durante todo o percurso e pelos incentivos e conselhos que foram danto aos atletas. Aos meus colegas de Clube agradeço a companhia neste fim de semana e a forma como nos divertimos durante este período de tempo. Voltaremos ali.
Classificações Fotos

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Maratona de Sevilha 2012

Um pouco empenados após a chegada
Com a deslocação este fim de semana a Sevilha concluía a13ª Maratona de estrada, a 9ª nos últimos 3 anos. Foi a 3ª vez consecutiva que ali me desloquei, talvez por ser para mim aquela onde um corredor se sente mais à vontade desde o 1º ao último minto, mal se entra naquele Estádio Olímpico o esquema organizativo conduz-nos de tal forma que a nossa única preocupação é fazermos bem o nosso trabalho, isto é, desfrutarmos de todo aquele ambiente colocado à nossa disposição e correr aquilo que nos compete aproveitando o excelente percurso que a cidade nos oferece.
É por isso que voltei lá mais uma vez e voltarei se nos próximos anos tiver saúde e me sentir em condições de continuara fazer a distância da maratona. Não me vejo a fazer outra maratona fora do nosso país, embora pense que Sevilha estando num nível muito elevado haverá por certo outras que estarão ao mesmo nível ou superiores, a juntar a isto está também o excelente convívio que se consegue num fim de semana na companhia de muitos amigos, quer na viagem quer durante a estadiA.
Para esta Maratona fui acompanhado de muitos amigos cuja organização de toda a logística foi da responsabilidade da Associação do Mundo sa Corrida cujos resultados se podem considerar um sucesso, aliás como é apanágio das suas realizações cabendo aqui uma palavra de agradecimento à Margarida Henriques e ao Eduardo Santos do modo agradável como as coisas decorreram.
Os Amigos do Vale do Silêncio levaram uma equipa de 5 atletas, 3 deles eram estreantes na Maratona e quero deixar aqui uma palavra de apreço pela coragem demonstrada e por sem exitações terem cumprido desde a primeira hora o desafio a que se propuseram e ás 9,30h. lá estavam eles na partida no estádio olímpico de Sevilha, nervosos é certo mas com a confiança necessária para vencer aquele desafio.
Parti na companhia do Juca, era um dos estreantes e quis ir comigo para se sentir mais à vontade e fazer os primeiros Kms de forma controlada, marcámos o objectivo das 4 horas e para tal desde cedo que a média foi estabelecida nos 5,30m por km, o Hernâni e o Filipe ficaram juntos e o Joaquim Gomes ficou só e fez a sua prova tal como há 1 ano atrás. Os 10kms foram ultrapassados com 56m, bem dentro dos objectivos traçados, os abastecimentos estavam a cada 2,5kms entre si o que ajudava a uma boa hidratação, pelos 15 kms somos alcançados pelo Filipe e pelo Hernâni naquilo a que posso chamar de alguma surpresa pois imaginava-os lá mais para a frente, mas conforme chegaram depressa se puseram a andar, o Juca estava danadinho para ir com eles mas conseguiu conter-se e continuar comigo, penso que tomou a decisão certa pois ainda faltava muitos kms para o fim e pela forma como os nossos amigos chegaram e seguiram era arriscado demais para ele, do Joaquim não sabia nada nesta altura. Entretanto atingimos a meia maratona com 1,58h, já com pelo menos 2 minutos abaixo do nosso objectivo, mas sabia que era muito curto para o objectivo final das 4 horas.
Entretanto comecei a aperceber-me que algo não corria bem com os nossos estreantes que nos tinham ultrapassado aos 15kms, seguiam agora a cerca de 150 metros á nossa frente, não tentámos forçar para chegar até a eles pois isso poderia ser-nos fatal para o resto da prova e optámos por respeitar os tempos de passagem a cada km para atingir o objectivo fina, até aos 25/26 kms seguimos com eles à vista. Seguíamos ainda confortavelmente, até ali o Juca provavelmente para me agradecer pela prova que estava a fazer e o à vontade que seguia em toda a prova já percorrida prestou-me um excelente apoio durante os abastecimentos transportando até mim a água que recolhia em todos os postos que íamos alcançando, evitando assim que eu descordenasse o meu andamento e prejudicasse a nossa média. Aos 28 kms o Juca apercebe-se que eu começava já a ter algumas dificuldades de manter o ritmo que trazíamos e simpaticamente faz-me sinal que vai prosseguir sozinho, depressa dei o "meu consentimento" pois sabia que mais nada podia fazer para o ajudar pois encontrava-me dentro dos meus limites e ele ali já não fazia nada e partiu à procura do desconhecido e da glória final com a entrada em pleno Estádio Olímpico. A partir dali procuro manter o meu andamento pois encontrava-me ainda dentro do objectivo final, bastava-me manter o ritmo abaixo dos 6m e não fazer paragens junto dos abastecimentos como acontecera no ano anterior, com grande sacrifício ia conseguindo palmilhar os kms até que avisto o Filipe a andar a cerca de 200 metros, vi logo que as suspeitas que eu tinha estavam certas e tento aproximar-me mais para ver o que se passa, pouco depois voltou a correr para aos 38 voltar a andar, nesta altura colo-me a ele e ele diz-me que tem muitas dores e estava a tentar chegar, digo-lhe umas palavras de encorojamento e sigo sem saber da gravidade da lesão e aquilo que tinha sofrido até chegar ali. Aos 40 kms sou alcançado pelo Joaquim Gomes, ainda ia tentar chegar antes das 4 horas e convida-me a seguir com ele mas recuso pois o meu ritmo ia já nos limites e um pouco acima dos 6m. e só queria era chegar. Tento não perder esta referência do Joaquim e faço um esforço final e tal como no ano anterior entro no Estádio com uma sensação enorme dentro de mim por ter conseguido completar mais uma Maratona, desta vez sempre em passo de corrida contrariando a tendência das últimas que tenho feito. Termino com 4,01,30h, menos 12 minutos que a edição anterior e menos 36 minutos que a recente Maratona de Lisboa.
3 minutos depois chega o Filipe, dou-lhe um abraço tal como fiz aos outros, é então que fico a saber do sofrimento que teve de enfrentar para ali chegar, chegou mesmo a ser aconselhado palas equipas médicas de apoio a desistir para não agravar a lesão que trazia no pé, mas galhardamente voltou à estrada a chorar pois só queria era completar a maratona. Até final foi-se arrastando acabando por afectar também a outra perna por tanto ter procurado defender o pé da perna afectada, foi um herói revelador de um grande espírito de sacrifício tornando-o num verdadeiro maratonista cujo valor é merecedor de todos os elogios. Renovo-lhe daqui as rápidas melhoras com a certeza que voltará para vencer este desafio agora de forma mais confortável como sei que ele é capaz, o seu tempo final foi de 4,04h. Voltará para pulverizar esta marca, não tenho dúvidas.
O Hernâni fez também quase toda a prova com problemas físicos ao nível do joelho e acompanhou o Filipe enquanto ainda podecorrer, depois seguiu e conseguiu chegar com a marca de 3,54h. O Juca, que aparentemente seria aquele que estaria com a preparação mais atrasada devido a problemas físicos ainda conseguiu chegar com 3,56h. Finalmente o Joaquim Gomes com a sua corrida "solitária" conseguiria a marca de 4h, 1 minuto abaixo do alcançado no ano anterior nesta mesma maratona. Envio-lhes daqui os meus repetidos parabéns pelo feito na certeza que a partir daqui tudo será diferente para eles no que diz respeito ás corridas, ao superarem a prova rainha da estrada atingem um objectivo sonhado por todos os corredores, para eles nada mais será como antes.
Voltaremos para o ano, essa foi a vontade demonstrada por todos, esperamos aumentar o número de AVS para a próxima edição, ali existem todas as condições para o êxito de quem queira "atacar" esta mítica prova, ficam todos convidados.
Classificações Classificações diversas

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Maratona de Sevilha aí está, será a minha 13ª em estrada.

Em 2011
Vem aí a minha 13ª Maratona de estrada, a 9ª nos últimos 3 anos. A próxima é a de Sevilha já no próximo Domingo dia 19 de fevereiro de 2012.
Desta vez vou acompanhado de mais 4 atletas do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, 3 deles vão ser estreantes o que a mim causa uma satisfação enorme. Esta é a 3ª vez consecutiva que vou a Sevilha, a 1ª fui com o Costa em representação do CCD de Loures, a 2ª em 2011 fui com o Joaquim Gomes (estreia na Maratona) em representação dos AVS e agora será a 3ª vez também em representação dos Amigos do Vale do Silêncio de novo com o Joaquim Gomes e com as estreias na Maratona dos Amigos, Filipe Ramalho, Juca Jacob e o Hernâni Monteiro, a partir daqui desejo-lhes desde já muita sorte.
Em 2010
A deslocação será feita como desde a 1ª vez em Autocarro alugado e sob o patrocínio do Forum O Mundo da Corrida, a quem desde já agradeço o trabalho desenvolvido a nível de logística, não só no que se refere ao transporte mas também no que se refere à estadia com a marcação prévia de Hotel para pernoitarmos.
Como sempre vamos mais uma vez contar com a excelente claque do Mundo da Corrida que de forma bem barulhenta tem  feito ouvir o seu apoio aos atletas portugueses na estrada e em pleno Estádio Olímpico de Sevilha.
Anexo duas fotos de 2010 e 2011 que demonstram bem a força e união que reprenta sempre cada deslocação desta fantástica família em torno do Fórum o Mundo da Crrida.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Cúmulo da Indecência no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia.11/02/2012


Tinha estado a ver imagens em directo pela TV da grande manifestação de Lisboa de indignação pela política assassina do "nosso" governo e contra a política de miséria e de roubo que vêm impondo ao nosso povo, na impossibilidade de ter estado presente a proveitei o fim de tarde para mais um treino no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia. Pelas 17 horas estava a iniciar o treino e quase me vieram as lágrimas aos olhos pelo que estava a assistir, LIXO E MAIS LIXO. Achei aquilo incrível e pensava que nos dias de hoje ouvesse mais respeito pelo meio ambiente e pela causa pública quando ocupamos o seu espaço. No dia 9 de Fevereiro disputou-se ali o Corta-Mato Escolar,aliás como acontece quase todos os anos, só que desta vez quem organizou aquele evento (Luís jesus Eventos) esqueceu-se que aquilo é um espaço público aberto a toda a gente desde crianças a idosos passando por desportistas que ali fazem a sua manutenção ou treino de competição. Na quarta-feira encarregaram-se de ocupar todo o espaço incluíndo os trilhos por onde normalmente passam os praticantes da corrida ou caminhada não se dando ao trabalho de os deixar abertos e no dia seguinte então fechá-los conforme planeado para a competição em causa. Nada dissemos e arranjámos trilhos alternativos, o Luís Jesus estava lá a vigiar e nem uma palavra dirigiu a justificar o quer que fosse. Após o Evento, na quinta-feira dia 9 de Fevereiro à tarde/final do dia observei o péssimo estado em que tinham deixado aquilo a nível de limpeza, ainda acalentei esperança que aquilo fosse limpo logo pela manhã do dia seguinte, mas nada agora era fitas espalhadas por todo o circuito paus caídos por todo o lado pondo em risco a integridade física dos frequentadores e visitantes. Hoje pela tarde a desilusão total, por aquilo que os meus olhos viam e por repulsa por quem teve a pouca vergonha de deixar o Parque naquele estado. Denuncio a total falta de respeito que a Empresa Luís Jesus Eventos demonstrou ao tomar a atitude de se ter servido daquilo enquanto responsável técnico pelo evento com a montagem de toda a estrutura de apoio ao evento e no final desmontar a "Tenda" mal e porcamente deixando todo o tipo de LIXO espalhado por onde diariamente passam centenas ou milhares de pessoas, grande parte delas são crianças acompanhadas pelos pais para pequenos passeios. Luís Jesus Eventos organizou em espaço público cedido gratuitamente o Corta-Mato Escolar e cobrou certamente ao Estado os honorários para pagamento dos seus serviços, logo é responsável por ter de deixar aquele espaço limpo tal como o encontrou, não cabe aos serviços camarários limpar a porcaria que lá ficou pela simples razão que nada cobrou a quem daquilo se serviu.
Aquilo que exigimos é que rapidamente seja feita a limpeza e reposta a higiene necessária que tem sido apanágio daquele espaço, Pela Jesus Eventos ou qualquer outra entidade porque a saúde pública pode estar em risco se isso não for feito com a máxiama urgência. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

G.P. de Grândola, 5 de Fevereiro de 2012

Desta vez fui assistir em Grândola ao G.P. de Grândola em Atlrtismo, aproveitei uma oferta que os Amigos da minha Equipa me fizeram e nem exitei. Da deslocação fazia parte um grelhado no campo após a conclusão da prova. Aproveitei ainda para tirar algumas fotos que podem ser vista no link publicado em baixo.
Aproveitei ainda para descansar um pouco das corridas e cumprimentar alguns amigos que por lá apareceram.
Dentro de 15 dias será a vez de Sevilha, a Maratona que até ao momento mais gostei de fazer, e já vai para a 3ª vez.

Fotos G.P.Grândola

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ultra Trail dos Abutres, 3ª Parte

Após a queda levantei-me lentamente e vi que estava inteiro, só feri a parte do joelho que estava destapada mas não dava para grandes preocupações já que a rótula não tinha sido afectada, de seguida voltei à corrida com cuidados redobrados já que o carreiro era fundo e muito estreito com a agravante de ser a descer, aqui os bastões foram um auxiliar muito importante já que permitia aliviar um pouco a carga sobre os já depaupurados joelhos. Mal tínhamos começado a percorrer o novo percurso, os tais 13 kms acrescentados à Edição deste ano, as dificuldaes começaram logo a aumentar com o aparecimento de uma descida terrível apimentada com cerca de 20 sucalcos, uma espécie de muros em terra batida com desnível de mais de 50% e com cerca de 2 metros de fundo, para muitos descer aquilo era a mesma coisa que fazer SCU na Serra da Estrela pois não havia outra forma de o fazer. o Jorge já resmungava a plenos pulmões atrás de mim e eu ia descendo já cheio de dores nas articulações dos joelhos, olhei para o fundo e vi aquilo espalhado por ali abaixo vaticinei logo que iria sair dali muito mal tratado, mas segui e o Jorge ia lentamente descendo cada um daqueles sucalcos, de repente passa por nós a Célia Azenha que nem um foguete, estava no seu terreno preferido que são as descidas, tinha-a ultrapassado cá bem para trás durante as duras subidas que enfrentámos e por isso vi logo que uma prova com aquelas carateríscas está bem talhada para ela.
Ultrapassado aquele "mimo" continuámos a descer a Serra na mesma encosta que subíramos até aos 800 metros mas agora num grau mais acentuado na vertente de descida, de súbito surge-nos um corta-fogo que era uma autêntica auto-estrada com muita terra e pedra solta cuja extensão se perdia de vista e muito acentuada, aqui os bastões mais uma vez ajudaram-me bastante, tentei correr naquela brutal descida mas aquilo que consegui foi seguir num ligeiro trote já que os joelhos mais não permitiam, mais atrás o meu camarada de corrida continuava a praguejar e a ameaçar que iria parar pois não conseguia correr com as dores que sentia em todas as articulações dos membros inferiores, desejava chegar para dizer umas coisas feias ao Vitorino, claro que entendi isso como um desabafo mas em termos psicológicos pouco resultou porque passado uns instantes já me estava a dizer que não conseguia e para eu seguir, continuei por mais alguns momentos por ali e ia de vez em quando olhando para trás a ver se ele vinha, mas não, vinha descendo muito devagar e a andar tomando eu então a decisão de prosseguir  sozinho naquele meu suplício pelo corta-fogo abaixo, via-se ao fundo Miranda do Corvo local de onde tínhamos partido ácerca de 25kms e ainda faltava mais 20 para lá chegarmos. Mas a descida implacável continuava tendo-se agravado a sua inclinação nos últimos 200 metros que para eu responder não tive outro remédio senão descer o resto a andar tendo cuidado de onde punha os pés sob o risco de voltar a cair.
Olho para trás e já não vejo o Jorge aquela inclinação final não me permitia vê-lo e por isso prossegui. Não tardou muito que após andar um pouco no plano para a esquerda voltámos a apontar ao alto da montanha para voltar quase até ao ponto onde desviáramos para percorrer estes 13kms, enfrentámos então uma subida duríssima, tinha pouco antes ultrapassado 3 atletas e seguia agora rampa acima com determinação ajudado pelos meus bastões, cabe aqui acrescentar que a utilização dos bastôes permite uma economia de esforço na ordem dos 35% já que o auxílio dos braços é determinante na divisão do esforço necessário, ainda assim é necessário também ter uma boa preparação muscular para enfrentar  aquela brutal subida. Esta subida não contorna a Serra, vai a pique por um pequeno corta fogo com muitos ramos de arvores caídas obrigando-nos a fazer grande ginástica para ultrapassar aquilo. Num ponto já muito alto volto a olhar para trás e continuo sem ver o meu companheiro, aqueles a quem tinha ultrapassado iam parando de vez em quando para recuperar forças, sigo agora numa zona ainda a subir mas onde se pode já correr um pouco, os meus joelhos recuperaram um pouco na subida e permitiam-me agora correr sempre que a inclinação da Serra o permitisse. Chega o abastecimento dos 30 kms a mesa estava bem recheada de de comida apropriada para nos alimentar do esforço já dispendido, depois de me considerar satisfeito, e não é preciso muito, peço ajuda aos bombeiros para me fazerem o curativo das feridas que trazia desde a queda, coisa que uma simpática bombeira fez com muito carinho.
Sigo depois de novo Serra acima com o pensamento no Jorge que provavelmente iria ficar por ali... ao mesmo tempo pensei no meu colega Paulo Portugal e se ele teria tido o bom senso de parar num dos abastecimentos e ficar por ali, e neste meio tempo já estou de novo perto dos 700 metros de altitude quando a Dina Mota me alcança e mais um amigo das Lebres do sado que a acompanhou sempre, aproveito e sigo com eles com alguma dificuldades mas consigo apanhar o passo até àAldeia de Gondramaz, a descida foi longa até atingirmos esta Aldeia e de novo os joelhos a obrigarem a ter algum cuidado, ainda assim consegui aquela companhia tão preciosa até chegar ali. Parei ali mesmo e descansei um pouco pedi para me tirarem uma foto junto daquela pequena mas bonita Aldeia tendo até pedido a um miúdo que ficasse a meu lado enquanto pai nos fotografava, mas o meu encanto por aquela Aldeia não ficava por aqui e enquanto corria ao atravessar a Aldeia ia filmando com a minha pequena máquina aquela maravilha para o meu arquivo pessoal ao mesmo tempo que arfando ia falando com alguma pessoas  que me ia cruzando. Dali até à meta faltariam uns 13 kms, 8 deles em descida brutal e ainda não sabia que o pior estava para vir. Conhecia a descida do ano anterior e era essa que eu imaginava que tinha pela frente, puro engano, como estava bom tempo a organização traçou um percurso alternativo pelo Penedo dos Corvos na distância aproximada de 1 km, isto é, subimos um pouco acima do nível do Ribeiro até atingir os penedos e por ali andámos saltitando de pedra em pedra agarrados a correntes e cordas com o perigo sempre presente face aos precepícios que constantemente nos surgiam ora de frente ora de lado, eu ali andei quase a rastejar com escorregadelas constantes tentando minimizar algum estrago maior, qualquer queda ali seria fatal.
Alcancei um casal que seguia à minha frente, ela à mais pequena dificuldade já não tirava o trazeiro do chão fazia-se escorregar, havia muita lama e as pedras eram escorregadias e por isso nem sei como aquilo já não ia tudo rôto, consegui livrar-me daquele suplício já com os joelhos de novo em muito mau estado, pensei no Filipe e no Hernâni ainda com pouca esperiência em Trails e ainda por cima com esta dureza, como não cheguei perto deles presumi que se estariam a dar bem com aquilo.
Atinjo de novo a orla do Ribeiro depois de descer nem sei como aqueles montes de pedra e lama numa percentagem de descida a rondar os 50%, quase a pique, e sigo agora Serra abaixo por trilhos mais acessíveis e onde se podia de novo correr. Até à Aldeia de Espinho onde estava o último abastecimento ainda encontro pelos 36 kms de prova uma equipa de bombeiros que ali mesmo à beirinha do Ribeiro tinham a mesa bem composta e uma fogueira a seu lado onde tinham acabado de assar um chouriço da Região, não me fiz de rogado e abanquei logo ali, estava com 8 horas de corrida e a fome já era muita, mas bastou duas rodelas de chouriço, pão, um pouco de água e a simpatia  daqueles rapazes para que saísse dali com a barriga aliviada e o coração cheoi de gratidão. Até ao abastecimento em Espinho situado no sopé da Serra fui quase sempre acompanhado com alguns atletas que já trazia desde os rochedos dos corvos, ali chegado já sozinho, tínha-os deixado para trás, parei apenas 1 minuto tempo suficiente para comer um pedaço de marmelada e beber um copo de água partindo logo de seguida, faltavam 5 kms para a meta agora num percurso quase todo ele plano e acessível a fazer-se em passo de corrida, já perto de de Miranda sou ultrapassado por dois dos meus companheiros anteriores de corrida, vinham muito bem e não fui capaz de os acompanhar e segui no meu passo que era já de grande sacrifício. 
À chegada invadiu-me uma grande satisfação e em certos momentos a emoção apoderou-se de mim, subia agora aquele pequeno monte como que a despedir-me daquela linda Serra e dos tremendos sacrifícios que lá passei. no alto deste pequeno monte lá estavam alguns amigos a dar uma forcinha moral para aqueles metros finais, parei junto deles emocionado comprimentei-os, já tinham chegado e ali estavam eles à espera dos que ainda iam chegando, a seu lado mais 3 trailrs espanhóis também me filicitavam fui junto deles e agradeci e só depois é que me lembrei que ainda não tinha cortado a meta, 200 metros à frente entrei no Pavilhão e fiquei maravilhado, uma volta de honra e a meta ali mesmo a meio do recinto, estava feliz e o spiker logo tratou de me arrancar algumas palavras sobre a prova, creio que não disse nada de jeito e até parece que não estava ali, tinha acabado de fazer a prova mais dura que tenho memória e também aquela mais longa que fiz até hoje. De seguida aparece-me o Filipe e de novo tenho dificuldade em falar, recupero um pouco e então pergunto pelos outros e fico ainda mais contente por saber que tudo tinha corrido bem com eles, o Filipe fez um tempo muito bom 7,39h. o Hernâni 8,17h. e o Paulo tinha desistido aos 30 kms.
O Jorge Pereira acabou por chegar à meta não se deixando vencer pelas dificuldades que foram surgindo.
Dada a inutilidade do meu Garmin nesta prova tive dificuldade na obtenção exacta dos números conseguidos por mim, entre os 44,800kms de alguns e os 46kms da Carmen andará o meu registo de kms, no final obtive a marca oficial de 9,00,27h. (o 2º maior tempo utilizado por mim em provas depois da Serra da Freita onde gastei 9,20h. para percorrer 40 kms).
Já muito foi dito sobre a prova, partilho da opinião que esta será das mais duras e difíceis que por cá se vão fazendo, compará-la à Freita talvez seja despropositado mas salvaguardando as devidas proporções não tenho dúvidas que as supera todas.
Voltarei em breve nas terras de Sicó. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ultra trail dos Abutres, 2ª Parte...

Não chuveu mas a Serra estava assim
08,30h. Miranda do Corvo, minutos antes tivera lugar uma revista minuciosa a todo o equipamento com que todos os atletas transportavam consigo, nomeadamente aquele que era obrigado levar, foram rigorosos e é de louvar a intransigência em não ceder a algumas faltas de material na respectiva bagagem. Ao som de um trio de Gaita de Foles e Tambôr os atletas, cerca de 300, saltitavam num local fechado e bem espaçoso para afastar um pouco o tremendo frio que se fazia sentir, eu já tinha as mãos geladas mas sentia-me confortável o resto do corpo pois tinha vestido duas t,shirts e uns calções curtos de licra  que considerei suficientes para enfrentar a temperatura existente, outros estavam de tal maneira ensarapilhados que custavam a mover-se, mas pronto cada um deve ter pensado, tal como eu, a melhor maneira de se apresentar na partida.
Estava ali pela 2ª vez, o ano passado tinha-me deslocado sozinho a esta prova e tal como sempre faço fiz a crónica da história da participação nesta prova neste meu blogue tendo de imediato provocado reações nos meus Amigos de Clube de tal forma que secretamente alguns foram alimentando a ideia de virem a participar numa aventura destas, e eis que ali estavam eles a meu lado a acompanhar-me para este meu segundo desafio, digo aqui os seus nomes porque eles foram enormes e corajosos em aceitarem este desafio: Filipe Ramalho, Hernâni Gonçalves e o Paulo Portugal.
Não sei o que este amigo fez depois áquela vestimenta
Não sou grande estratega em provas desta natureza porque nunca sabemos o que vamos encontrar pelo caminho, mesmo que já a conheçamos, pois existe a tentação dos organizadores nos apresentarem sempre coisas diferentes, atitude que se aplaude, até para que o Trail possa evoluir e motivar a vinda cada vez maior de participantes, por isso apenas conferenciei com o Paulo em o acompanhar já que entre todos era aquele que se sentia pouco à vontade em concluir esta dura prova, os outros 2 eu sabia que estavam bem e por certo fariam companhia um ao outro.
Há hora certa partimos, cada um de nós sentia a adrenalina própria nestes momentos, desejavam-se a melhor sorte entre amigos apanágio sempre presente neste tipo de competições. Não tardou muito que não chegámos ao Cristo Rei lá da Terra a cerca de 1km da partida, penso que simbolicamente esta passagem terá a ver com a crença que cada um perfilha e que eu de bom agrado até aceito, o problema é que apenas pode passar um de cada vez por uma escadaria que dá acesso ao cimo do pequeno monte onde a estátua está erguida motivando logo ali um enorme congestionamento, parece-me que desta vez conseguimos ser mais expeditos do que no ano anterior, pelo menos eu desembaracei-me bem melhor.
Eis o Jorge, grande companheiro  enquanto pôde
Cumprindo o que estava estabelecido o Paulo seguia comigo mas cedo verifiquei que ele já sentia algumas dificuldades, quando chegámos ao Parque Selvagem onde estão uma série de animais, alguns deles pertencendo a espécies em perigo de extinção, já ele não se sentia muito à vontade principalmente a subir, contudo seguia corajosamente enfrentando a contagem dos kms de forma crescente até ser possível fazê-lo. Na zona mais plana do percurso era possível correr e foi o que fiz e aos poucos afastei-me tendo o cuidado de vez em quando olhar para trás e ver como vinha o Paulo, até que acabei de o perder de vista e dicidi seguir com a esperança que ele dicidisse parar se considerasse que não era capaz de terminar a prova. o ritmo que eu levava dava-me garantias de poder ultrapassar os dois controlos a que tínhamos de obedecer sob pena de eleminação. Até ao 1º abastecimento situado mais ou menos aos 10 kms andámos pela orla da Montanha com pequenas incursões já com alguma dureza nas subidas mas que pouca mossa causava. Nesta parte do percurso tive a grata companhia de amigos da RunPorto entre os quais destaco o meu particular amigo João Meixedo e foi com eles que segui até ao abastado abastecimento.  Pouco comi, levava o Camelbek cheio de água e pouco bebi, neste intermédio de tempo o Paulo não chegou e difinitivamente dicidi seguir sem ele e atacar a Serra a partir daquele momento, aqui arranjei outra excelente companhia, o Jorge Pereira do BES que comigo enfrentou aquela duríssima subida até à altitude de quase 800 metros em apenas perto de 5 kms.
Esta parte do percurso teve no seu início e até a meio uma forte inclinação provocando em nós já um desgaste enorme ao nivel das articulações nos pés ( com câmbrias) e dos joelhos, e uma 2ª parte mais suave que nos levaria ao alto desta parte da Serra por zonas muito bonitas e sempre acompanhado por um pequeno Ribeiro cuja água cristalina nos tentava a cada momento, (quase que me atrevia a sugerir aos amigos Abutres que colocassem um pequeno copo de água (mesmo em plástico) junto ao caudal de água em diversos locais para que de uma forma mais fácil e cómoda para quem quizesse a ela tivéssemos acesso já que de joelhos não dá muito jeito). Descemos agora e saímos na parte Sul do pequeno Lago que é atravessado por uma ponte em madeira muito bem apresentada, estranhei, ou talvez não, porque na Edição anterior aparecemos ali vindos da parte Norte mesmo junto à margem esquerda do Lago, calculo que foi para evitar os cortes que alguns espertos fizeram o ano passado e que foram descobertos, pois desconheciam que havia um controlo logo a seguir à passagem daquela ponte. Dali até aos 18 kms, onde estava localizado o 2º abastecimento, foi a melhor parte do percurso, pouco acidentado e onde se encontra quase toda a fauna animal selvagem existente na Serra da Lousã, passámos e nada vimos. Continuava com a companhia do Jorge e ambos já denotávamos algumas dificuldades que íamos ultrapassando com o decorrer dos kms. No 2º abastecimento nova mesa bem farta de comida, laranjas, frutos secos, batatas fritas, marmelada sopa e muito mais, como seria normal atirei-me à marmelada e laranjas, ali bebi tambem um pouco de sumo e água enquanto descançava, pouco depois o Jorge já me dizia para nos irmos embora, coisa que fizemos logo de seguida para atacar o ponto mais alto da Serra que estava ali a 2 kms a uma altitude de 940 metros.
Desta vez o Vitorino Coragem não estava lá no alto para nos confortar, (andava com a vassoura ás costas e na cauda do pelotão), e não era preciso, ao contrário do ano passado (2 graus abaixo de zero e muito vento) este ano as coisas estavam bem melhores com um lindo dia e com uma temperatura excelente, ao mesmo tempo enquando íamos Serra acima o Jorge ia consultando o seu garmin e ia aquilatando a altitude que íamos atingindo confirmando os dados registados e anunciados da dimensão altímetra desta Serra. No cimo confirmou-se os 940 metros, em cheio.
Há muito que o meu Garmin tinha deixado de funcionar e eu estava sem orientação, eu que sou um despistado nesta matéria, acusava excesso de carga no histórico, dicidiu calar-se e bloquear começando desde logo a apitar insistentemente, bem tentei e até pedi auxílio ao Luís Miguel (o Tigre) que apanhei neste abastecimento  para me ver aquilo e obtive como resposta que tinha de gramar a campainha daquilo até chegar à meta, e gramei, só que depois fui ver o histórico desta prova e nada, Já não volta a acontecer pois para além de eleminar tudo já está programado para ir apagando automaticamente quando a memória chegar ao limite.
Aos 20 kms atingimos o topo e desde logo apontámos ao trilho utilizado pelos praticantes do BTT Serra abaixo para pouco depois sair-mos para o novo traçado (mais 13 kms) acrescentados ao percurso do ano anterior, aqui começaram os grandes problemas para nós, não por culpa de quem idealizou este espectacular Ultra Trail mas por nós que estamos pouco habituados a apanhar charutos e tareias desta natureza. Logo que comecei a descer a pista aconteceu o 1º trambulhão, uma pedra um pouco saída e fui de frente sem fazer grande resistência pois já me habituei a esta ideia como proteção contra males maiores, nomeadamente fraturas dos membros superiores ou inferiores, resultado, um joelho a sangrar mas nada a que já não esteja habituado. CONTINUA
Classificações

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ultra Trail dos Abutres, Serra da Lousã, Miranda do Corvo

Hernâni, Paulo, Filipe e J.Adelino
Na 1ª Edição dos Abutres realizada em 2011 parti sozinho à procura de uma aventura que sabia ser de alto valor dada a experiência acumulada dos seus promotores, homens calejados da Montanha e que adquiriram conhecimentos e saberes para colocar ao serviço dos amantes das provas de Trail. Foi simplesmente espectacular. Na 2ª Edição realizada no passado Sábado dia 28 de Janeiro de 2012 confesso que é difícil encontrar palavras para adjectivar a sua qualidade, simplesmente fantástico. Desta vez levei comigo mais 3 elementos do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, 2 deles a preparar a sua estreia na Maratona de Sevilha daqui a 3 semanas e um outro que adora correr na Montanha mas que é dificil encontrar um tempo certo para as preparar. Chegámos a Miranda do Corvo na véspera pelas 23h. e depois de termos passado pelo Secretariado da prova fomos para o Pavilhão dos Bombeiros onde pernoitámos. Sabia que no dia seguinte e pouco depois de ser dada a partida iríamos passar pelo Parque onde se encontram em cativeiro muitos animais, alguns deles em vias de extinção, e que eu tinha muita curiosidade em ver ao vivo. Mas antes de lá chegar ainda tive de enfrentar durante a noite uma coisa parecida com a Savana Africana, a partir da Meia-Noite e depois de apagar as luzes do Pavilhão não tardou muito a ter início uma sinfonia que ecoava e se ouvia nos quatro cantos daquele espaço, lembrei-me logo dos leões e outros animais selvagens que ocupam o seu espaço e através dos seus rugidos fazem sentir a sua presença fazendo-se ouvir e intimidar os seus adversários, ás páginas tantas ao canto direito e ao pé de um simpático "Tigre" ouvia-se o cantador mor, conseguia sobrepor-se a todos os outros, ao meu lado direito uma simpática leoa tentava de vez em imitá-los, creio que o seu amado ali a seu lado através de alguns toques lhe teria dito que aquela guerra não era dela, no canto esquerdo a concorrência vinha do lá de lá da Fronteira a querer dir-nos que o Parque Donana estava ali bem reprentado e que queriam deixar bem vincado que podem competir com os demais estejam eles onde estiverm, do meu lado esquerdo estavam os do Vale do Silêncio que em vez de respeitarem o afamado nome que transportam se decidiram juntar à festa, o do meio tinha tomado uma vitamina para dormir descansado não se importando com as consequências de tal facto, tendo os seus rugidos rivalizado com os demais, nem duas ferraduras atiradas ao lombo foram suficientes para o demover, mesmo a meu lado cantarolava uma rola, destoava de todos os outros, gentilmente abeirei-me dele mudei-lhe a posição e pôde finalmente descansar sem mais atritos de maior, mas fiquei com pena pois de todos era o que cantarolava melhor. E eu, enfiado dentro do saco procurava proteger-me do intenso frio que por ali existia, contrariado divertia-me com a situação pelo espectáculo que estava a assistir, no entanto não conseguia dormir e assim me mantive toda a noite, não queria também juntar-me áquela orquestra sinfónica e assim fiquei até perto das 7h quando comecei a preparar-me para a prova, provavelmente já ninguém se importava do que tinha havido por ali durante toda a noite, já só tinham um pensamento, preparar e participar naquele magnífico espectáculo que se iria iniciar dentro de alguns momentos. CONTINUA...
Algumas fotos

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Espectacular Treino em Monsanto, 17 de Janeiro de 2012

Monsanto dia 17 de Janeiro 2012, 20kms de Trail permanente em trilhos frequentados pelos praticantes de BTT, sítios por onde nunca andei com o Luís Miguel da equipa Lebres do Sado, mentor deste treino e que ambos  desconheciamos que por ali pudessem existir, raramente pisámos o estradão e quando isso acontecia rapidamente éramos atirados para trilhos muito técnicos e difíceis de ultrapassar, mas a cartilha que o Tigre trazia no seu Garmin não deixava dúvidas era mesmo por ali que tínhamos de seguir correndo o risco se não o fizessemos de perder a orientação traçada que nos levaria até ao local de partida ao fim de 20kms. O Luís Miguel foi uma excelente companhia, mas confesso que tive receio de não conseguir cumprir o treino sem prejudicar os seus objectivos, não por dificuldades de fazer os 20 kms mas sim devido ao cansaço acumulado dos últimos dias, mas felizmente correu tudo bem durante todo o treino e cumprimos rigorosamente o plano traçado, 20kms para 2,30h. de treino. No final agradeci ao Tigre a oportunidade que me deu de correr na sua compqanhia num cenário extraordinário como é a Serra de Monsanto, é um velho companheiro tendo já algumas vezes abdicado da sua prova em Trails em que temos +articipado para me acompanhar e ajudar, nunca esquecerei esses gestos que me sensibilizam bastante.
O próximo já está planeado faltando só a data; 37kms no mesmo cenário, Monsanto. FICAM TODOS CONVIDADOS.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cross da Laminha, 15 de Janeiro de 2012

Voltei, mas desta vez acompanhado de maiis 7 elementos da minha Equipa dos Amigos do Vale do Silêncio, 2 dois deles estreantes neste tipo de provas e com bastante sucesso.
Sei que muitos ficaram de fora e também sei que a prova não tem capacidade para mais se mantiverem aquele figurino, e eu pessoalmente espero que este traçado da prova se mantenha nas edições futuras porque ele é espectacular. Este ano tivemos a visita da chuva, quer antes quer durante a prova tornando-a ainda melhor dando assim ênfase ao nome porque é conhecida.
O piso estava muito escorregadio e a chuvada que caíu logo no início da corrida ajudou a amaciar ainda mais os trilhos por onde passámos tornando-o mais espectacular, ainda que tenha observado muitas quedas achei engraçado verificar a forma como alguns dos restantes concorrentes abordaram uma prova com as dificuldades que esta tinha, ténis inadequados para aquele piso e em alguns casos utilizaram mesmo ténis de asfalto, logo as quedas tinham de aparecer e os escorregões eram constantes. Eu preparei a artilharia pesada, tinha lá estado no ano anterior e sabia por onde ia passar, com a chuva que caiu calculei logo aquilo que ia encontrar e não tive outro remédio do que utilizar uns ténis mais pesados e com um bom rasto de forma a que evitasse as escorregadelas e as quedas. Por sorte não fui ao chão e neste caso concreto foram as descidas onde me adaptei melhor e onde os "outros" se viam aflitos para descer as partes em mais mau estado. Foi um autêntico labirinto, quem tiver oportunidade de ver o percurso trilhado achará por certo incrível como foi possível organizar uma coisa daquelas dentro de um espaço tão pequeno sem nunca cruzarmos o mesmo trilho ao longo de mais de 13 kms.
Gostei mais uma vez de fazer esta prova e se não for descuidado com a inscrição quero voltar para o ano.
O convívio final foi excelente e coincidiu com o almoço que desta vez teve uma evolução em favor dos atletas, foi servido à mesa com uma efeciência de realçar onde não faltou nada, fartura e boa bebida.
Todos os elementos da minha Equipa estiveram muito bem, particularmente destaco o Tiago Silva com o 16º lugar da geral e o 2º lugar no escalão mais de 18 anos e o João Inocêncio 14º da geral e o 5º no escalão mais de 40 anos. Ambos foram estreantes em provas desta natureza.
A minha partecipação foi muito regular embora tenha a certa altura acusado o treino da véspera à noite no Parque da Paz em Almada na distância de 16kms, ainda assim consegui fazer os 13,5kms de curvas, subidas e descidas de grande relevo em 1,40,44h.
Vitor Ferreira apenas um reparo, o chuveiro pingava e como não chuvia naquela altura tive de tomar "banho" no lavatório, a água fria dou de barato mas aqueles chuveiros estão ali é para deitar água, espero que a Tróica não a esteja a racionar. Até para o Ano.


fotos Classificações