terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Maratona de Sevilha 2012

Um pouco empenados após a chegada
Com a deslocação este fim de semana a Sevilha concluía a13ª Maratona de estrada, a 9ª nos últimos 3 anos. Foi a 3ª vez consecutiva que ali me desloquei, talvez por ser para mim aquela onde um corredor se sente mais à vontade desde o 1º ao último minto, mal se entra naquele Estádio Olímpico o esquema organizativo conduz-nos de tal forma que a nossa única preocupação é fazermos bem o nosso trabalho, isto é, desfrutarmos de todo aquele ambiente colocado à nossa disposição e correr aquilo que nos compete aproveitando o excelente percurso que a cidade nos oferece.
É por isso que voltei lá mais uma vez e voltarei se nos próximos anos tiver saúde e me sentir em condições de continuara fazer a distância da maratona. Não me vejo a fazer outra maratona fora do nosso país, embora pense que Sevilha estando num nível muito elevado haverá por certo outras que estarão ao mesmo nível ou superiores, a juntar a isto está também o excelente convívio que se consegue num fim de semana na companhia de muitos amigos, quer na viagem quer durante a estadiA.
Para esta Maratona fui acompanhado de muitos amigos cuja organização de toda a logística foi da responsabilidade da Associação do Mundo sa Corrida cujos resultados se podem considerar um sucesso, aliás como é apanágio das suas realizações cabendo aqui uma palavra de agradecimento à Margarida Henriques e ao Eduardo Santos do modo agradável como as coisas decorreram.
Os Amigos do Vale do Silêncio levaram uma equipa de 5 atletas, 3 deles eram estreantes na Maratona e quero deixar aqui uma palavra de apreço pela coragem demonstrada e por sem exitações terem cumprido desde a primeira hora o desafio a que se propuseram e ás 9,30h. lá estavam eles na partida no estádio olímpico de Sevilha, nervosos é certo mas com a confiança necessária para vencer aquele desafio.
Parti na companhia do Juca, era um dos estreantes e quis ir comigo para se sentir mais à vontade e fazer os primeiros Kms de forma controlada, marcámos o objectivo das 4 horas e para tal desde cedo que a média foi estabelecida nos 5,30m por km, o Hernâni e o Filipe ficaram juntos e o Joaquim Gomes ficou só e fez a sua prova tal como há 1 ano atrás. Os 10kms foram ultrapassados com 56m, bem dentro dos objectivos traçados, os abastecimentos estavam a cada 2,5kms entre si o que ajudava a uma boa hidratação, pelos 15 kms somos alcançados pelo Filipe e pelo Hernâni naquilo a que posso chamar de alguma surpresa pois imaginava-os lá mais para a frente, mas conforme chegaram depressa se puseram a andar, o Juca estava danadinho para ir com eles mas conseguiu conter-se e continuar comigo, penso que tomou a decisão certa pois ainda faltava muitos kms para o fim e pela forma como os nossos amigos chegaram e seguiram era arriscado demais para ele, do Joaquim não sabia nada nesta altura. Entretanto atingimos a meia maratona com 1,58h, já com pelo menos 2 minutos abaixo do nosso objectivo, mas sabia que era muito curto para o objectivo final das 4 horas.
Entretanto comecei a aperceber-me que algo não corria bem com os nossos estreantes que nos tinham ultrapassado aos 15kms, seguiam agora a cerca de 150 metros á nossa frente, não tentámos forçar para chegar até a eles pois isso poderia ser-nos fatal para o resto da prova e optámos por respeitar os tempos de passagem a cada km para atingir o objectivo fina, até aos 25/26 kms seguimos com eles à vista. Seguíamos ainda confortavelmente, até ali o Juca provavelmente para me agradecer pela prova que estava a fazer e o à vontade que seguia em toda a prova já percorrida prestou-me um excelente apoio durante os abastecimentos transportando até mim a água que recolhia em todos os postos que íamos alcançando, evitando assim que eu descordenasse o meu andamento e prejudicasse a nossa média. Aos 28 kms o Juca apercebe-se que eu começava já a ter algumas dificuldades de manter o ritmo que trazíamos e simpaticamente faz-me sinal que vai prosseguir sozinho, depressa dei o "meu consentimento" pois sabia que mais nada podia fazer para o ajudar pois encontrava-me dentro dos meus limites e ele ali já não fazia nada e partiu à procura do desconhecido e da glória final com a entrada em pleno Estádio Olímpico. A partir dali procuro manter o meu andamento pois encontrava-me ainda dentro do objectivo final, bastava-me manter o ritmo abaixo dos 6m e não fazer paragens junto dos abastecimentos como acontecera no ano anterior, com grande sacrifício ia conseguindo palmilhar os kms até que avisto o Filipe a andar a cerca de 200 metros, vi logo que as suspeitas que eu tinha estavam certas e tento aproximar-me mais para ver o que se passa, pouco depois voltou a correr para aos 38 voltar a andar, nesta altura colo-me a ele e ele diz-me que tem muitas dores e estava a tentar chegar, digo-lhe umas palavras de encorojamento e sigo sem saber da gravidade da lesão e aquilo que tinha sofrido até chegar ali. Aos 40 kms sou alcançado pelo Joaquim Gomes, ainda ia tentar chegar antes das 4 horas e convida-me a seguir com ele mas recuso pois o meu ritmo ia já nos limites e um pouco acima dos 6m. e só queria era chegar. Tento não perder esta referência do Joaquim e faço um esforço final e tal como no ano anterior entro no Estádio com uma sensação enorme dentro de mim por ter conseguido completar mais uma Maratona, desta vez sempre em passo de corrida contrariando a tendência das últimas que tenho feito. Termino com 4,01,30h, menos 12 minutos que a edição anterior e menos 36 minutos que a recente Maratona de Lisboa.
3 minutos depois chega o Filipe, dou-lhe um abraço tal como fiz aos outros, é então que fico a saber do sofrimento que teve de enfrentar para ali chegar, chegou mesmo a ser aconselhado palas equipas médicas de apoio a desistir para não agravar a lesão que trazia no pé, mas galhardamente voltou à estrada a chorar pois só queria era completar a maratona. Até final foi-se arrastando acabando por afectar também a outra perna por tanto ter procurado defender o pé da perna afectada, foi um herói revelador de um grande espírito de sacrifício tornando-o num verdadeiro maratonista cujo valor é merecedor de todos os elogios. Renovo-lhe daqui as rápidas melhoras com a certeza que voltará para vencer este desafio agora de forma mais confortável como sei que ele é capaz, o seu tempo final foi de 4,04h. Voltará para pulverizar esta marca, não tenho dúvidas.
O Hernâni fez também quase toda a prova com problemas físicos ao nível do joelho e acompanhou o Filipe enquanto ainda podecorrer, depois seguiu e conseguiu chegar com a marca de 3,54h. O Juca, que aparentemente seria aquele que estaria com a preparação mais atrasada devido a problemas físicos ainda conseguiu chegar com 3,56h. Finalmente o Joaquim Gomes com a sua corrida "solitária" conseguiria a marca de 4h, 1 minuto abaixo do alcançado no ano anterior nesta mesma maratona. Envio-lhes daqui os meus repetidos parabéns pelo feito na certeza que a partir daqui tudo será diferente para eles no que diz respeito ás corridas, ao superarem a prova rainha da estrada atingem um objectivo sonhado por todos os corredores, para eles nada mais será como antes.
Voltaremos para o ano, essa foi a vontade demonstrada por todos, esperamos aumentar o número de AVS para a próxima edição, ali existem todas as condições para o êxito de quem queira "atacar" esta mítica prova, ficam todos convidados.
Classificações Classificações diversas

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Maratona de Sevilha aí está, será a minha 13ª em estrada.

Em 2011
Vem aí a minha 13ª Maratona de estrada, a 9ª nos últimos 3 anos. A próxima é a de Sevilha já no próximo Domingo dia 19 de fevereiro de 2012.
Desta vez vou acompanhado de mais 4 atletas do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, 3 deles vão ser estreantes o que a mim causa uma satisfação enorme. Esta é a 3ª vez consecutiva que vou a Sevilha, a 1ª fui com o Costa em representação do CCD de Loures, a 2ª em 2011 fui com o Joaquim Gomes (estreia na Maratona) em representação dos AVS e agora será a 3ª vez também em representação dos Amigos do Vale do Silêncio de novo com o Joaquim Gomes e com as estreias na Maratona dos Amigos, Filipe Ramalho, Juca Jacob e o Hernâni Monteiro, a partir daqui desejo-lhes desde já muita sorte.
Em 2010
A deslocação será feita como desde a 1ª vez em Autocarro alugado e sob o patrocínio do Forum O Mundo da Corrida, a quem desde já agradeço o trabalho desenvolvido a nível de logística, não só no que se refere ao transporte mas também no que se refere à estadia com a marcação prévia de Hotel para pernoitarmos.
Como sempre vamos mais uma vez contar com a excelente claque do Mundo da Corrida que de forma bem barulhenta tem  feito ouvir o seu apoio aos atletas portugueses na estrada e em pleno Estádio Olímpico de Sevilha.
Anexo duas fotos de 2010 e 2011 que demonstram bem a força e união que reprenta sempre cada deslocação desta fantástica família em torno do Fórum o Mundo da Crrida.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Cúmulo da Indecência no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia.11/02/2012


Tinha estado a ver imagens em directo pela TV da grande manifestação de Lisboa de indignação pela política assassina do "nosso" governo e contra a política de miséria e de roubo que vêm impondo ao nosso povo, na impossibilidade de ter estado presente a proveitei o fim de tarde para mais um treino no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia. Pelas 17 horas estava a iniciar o treino e quase me vieram as lágrimas aos olhos pelo que estava a assistir, LIXO E MAIS LIXO. Achei aquilo incrível e pensava que nos dias de hoje ouvesse mais respeito pelo meio ambiente e pela causa pública quando ocupamos o seu espaço. No dia 9 de Fevereiro disputou-se ali o Corta-Mato Escolar,aliás como acontece quase todos os anos, só que desta vez quem organizou aquele evento (Luís jesus Eventos) esqueceu-se que aquilo é um espaço público aberto a toda a gente desde crianças a idosos passando por desportistas que ali fazem a sua manutenção ou treino de competição. Na quarta-feira encarregaram-se de ocupar todo o espaço incluíndo os trilhos por onde normalmente passam os praticantes da corrida ou caminhada não se dando ao trabalho de os deixar abertos e no dia seguinte então fechá-los conforme planeado para a competição em causa. Nada dissemos e arranjámos trilhos alternativos, o Luís Jesus estava lá a vigiar e nem uma palavra dirigiu a justificar o quer que fosse. Após o Evento, na quinta-feira dia 9 de Fevereiro à tarde/final do dia observei o péssimo estado em que tinham deixado aquilo a nível de limpeza, ainda acalentei esperança que aquilo fosse limpo logo pela manhã do dia seguinte, mas nada agora era fitas espalhadas por todo o circuito paus caídos por todo o lado pondo em risco a integridade física dos frequentadores e visitantes. Hoje pela tarde a desilusão total, por aquilo que os meus olhos viam e por repulsa por quem teve a pouca vergonha de deixar o Parque naquele estado. Denuncio a total falta de respeito que a Empresa Luís Jesus Eventos demonstrou ao tomar a atitude de se ter servido daquilo enquanto responsável técnico pelo evento com a montagem de toda a estrutura de apoio ao evento e no final desmontar a "Tenda" mal e porcamente deixando todo o tipo de LIXO espalhado por onde diariamente passam centenas ou milhares de pessoas, grande parte delas são crianças acompanhadas pelos pais para pequenos passeios. Luís Jesus Eventos organizou em espaço público cedido gratuitamente o Corta-Mato Escolar e cobrou certamente ao Estado os honorários para pagamento dos seus serviços, logo é responsável por ter de deixar aquele espaço limpo tal como o encontrou, não cabe aos serviços camarários limpar a porcaria que lá ficou pela simples razão que nada cobrou a quem daquilo se serviu.
Aquilo que exigimos é que rapidamente seja feita a limpeza e reposta a higiene necessária que tem sido apanágio daquele espaço, Pela Jesus Eventos ou qualquer outra entidade porque a saúde pública pode estar em risco se isso não for feito com a máxiama urgência. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

G.P. de Grândola, 5 de Fevereiro de 2012

Desta vez fui assistir em Grândola ao G.P. de Grândola em Atlrtismo, aproveitei uma oferta que os Amigos da minha Equipa me fizeram e nem exitei. Da deslocação fazia parte um grelhado no campo após a conclusão da prova. Aproveitei ainda para tirar algumas fotos que podem ser vista no link publicado em baixo.
Aproveitei ainda para descansar um pouco das corridas e cumprimentar alguns amigos que por lá apareceram.
Dentro de 15 dias será a vez de Sevilha, a Maratona que até ao momento mais gostei de fazer, e já vai para a 3ª vez.

Fotos G.P.Grândola

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ultra Trail dos Abutres, 3ª Parte

Após a queda levantei-me lentamente e vi que estava inteiro, só feri a parte do joelho que estava destapada mas não dava para grandes preocupações já que a rótula não tinha sido afectada, de seguida voltei à corrida com cuidados redobrados já que o carreiro era fundo e muito estreito com a agravante de ser a descer, aqui os bastões foram um auxiliar muito importante já que permitia aliviar um pouco a carga sobre os já depaupurados joelhos. Mal tínhamos começado a percorrer o novo percurso, os tais 13 kms acrescentados à Edição deste ano, as dificuldaes começaram logo a aumentar com o aparecimento de uma descida terrível apimentada com cerca de 20 sucalcos, uma espécie de muros em terra batida com desnível de mais de 50% e com cerca de 2 metros de fundo, para muitos descer aquilo era a mesma coisa que fazer SCU na Serra da Estrela pois não havia outra forma de o fazer. o Jorge já resmungava a plenos pulmões atrás de mim e eu ia descendo já cheio de dores nas articulações dos joelhos, olhei para o fundo e vi aquilo espalhado por ali abaixo vaticinei logo que iria sair dali muito mal tratado, mas segui e o Jorge ia lentamente descendo cada um daqueles sucalcos, de repente passa por nós a Célia Azenha que nem um foguete, estava no seu terreno preferido que são as descidas, tinha-a ultrapassado cá bem para trás durante as duras subidas que enfrentámos e por isso vi logo que uma prova com aquelas carateríscas está bem talhada para ela.
Ultrapassado aquele "mimo" continuámos a descer a Serra na mesma encosta que subíramos até aos 800 metros mas agora num grau mais acentuado na vertente de descida, de súbito surge-nos um corta-fogo que era uma autêntica auto-estrada com muita terra e pedra solta cuja extensão se perdia de vista e muito acentuada, aqui os bastões mais uma vez ajudaram-me bastante, tentei correr naquela brutal descida mas aquilo que consegui foi seguir num ligeiro trote já que os joelhos mais não permitiam, mais atrás o meu camarada de corrida continuava a praguejar e a ameaçar que iria parar pois não conseguia correr com as dores que sentia em todas as articulações dos membros inferiores, desejava chegar para dizer umas coisas feias ao Vitorino, claro que entendi isso como um desabafo mas em termos psicológicos pouco resultou porque passado uns instantes já me estava a dizer que não conseguia e para eu seguir, continuei por mais alguns momentos por ali e ia de vez em quando olhando para trás a ver se ele vinha, mas não, vinha descendo muito devagar e a andar tomando eu então a decisão de prosseguir  sozinho naquele meu suplício pelo corta-fogo abaixo, via-se ao fundo Miranda do Corvo local de onde tínhamos partido ácerca de 25kms e ainda faltava mais 20 para lá chegarmos. Mas a descida implacável continuava tendo-se agravado a sua inclinação nos últimos 200 metros que para eu responder não tive outro remédio senão descer o resto a andar tendo cuidado de onde punha os pés sob o risco de voltar a cair.
Olho para trás e já não vejo o Jorge aquela inclinação final não me permitia vê-lo e por isso prossegui. Não tardou muito que após andar um pouco no plano para a esquerda voltámos a apontar ao alto da montanha para voltar quase até ao ponto onde desviáramos para percorrer estes 13kms, enfrentámos então uma subida duríssima, tinha pouco antes ultrapassado 3 atletas e seguia agora rampa acima com determinação ajudado pelos meus bastões, cabe aqui acrescentar que a utilização dos bastôes permite uma economia de esforço na ordem dos 35% já que o auxílio dos braços é determinante na divisão do esforço necessário, ainda assim é necessário também ter uma boa preparação muscular para enfrentar  aquela brutal subida. Esta subida não contorna a Serra, vai a pique por um pequeno corta fogo com muitos ramos de arvores caídas obrigando-nos a fazer grande ginástica para ultrapassar aquilo. Num ponto já muito alto volto a olhar para trás e continuo sem ver o meu companheiro, aqueles a quem tinha ultrapassado iam parando de vez em quando para recuperar forças, sigo agora numa zona ainda a subir mas onde se pode já correr um pouco, os meus joelhos recuperaram um pouco na subida e permitiam-me agora correr sempre que a inclinação da Serra o permitisse. Chega o abastecimento dos 30 kms a mesa estava bem recheada de de comida apropriada para nos alimentar do esforço já dispendido, depois de me considerar satisfeito, e não é preciso muito, peço ajuda aos bombeiros para me fazerem o curativo das feridas que trazia desde a queda, coisa que uma simpática bombeira fez com muito carinho.
Sigo depois de novo Serra acima com o pensamento no Jorge que provavelmente iria ficar por ali... ao mesmo tempo pensei no meu colega Paulo Portugal e se ele teria tido o bom senso de parar num dos abastecimentos e ficar por ali, e neste meio tempo já estou de novo perto dos 700 metros de altitude quando a Dina Mota me alcança e mais um amigo das Lebres do sado que a acompanhou sempre, aproveito e sigo com eles com alguma dificuldades mas consigo apanhar o passo até àAldeia de Gondramaz, a descida foi longa até atingirmos esta Aldeia e de novo os joelhos a obrigarem a ter algum cuidado, ainda assim consegui aquela companhia tão preciosa até chegar ali. Parei ali mesmo e descansei um pouco pedi para me tirarem uma foto junto daquela pequena mas bonita Aldeia tendo até pedido a um miúdo que ficasse a meu lado enquanto pai nos fotografava, mas o meu encanto por aquela Aldeia não ficava por aqui e enquanto corria ao atravessar a Aldeia ia filmando com a minha pequena máquina aquela maravilha para o meu arquivo pessoal ao mesmo tempo que arfando ia falando com alguma pessoas  que me ia cruzando. Dali até à meta faltariam uns 13 kms, 8 deles em descida brutal e ainda não sabia que o pior estava para vir. Conhecia a descida do ano anterior e era essa que eu imaginava que tinha pela frente, puro engano, como estava bom tempo a organização traçou um percurso alternativo pelo Penedo dos Corvos na distância aproximada de 1 km, isto é, subimos um pouco acima do nível do Ribeiro até atingir os penedos e por ali andámos saltitando de pedra em pedra agarrados a correntes e cordas com o perigo sempre presente face aos precepícios que constantemente nos surgiam ora de frente ora de lado, eu ali andei quase a rastejar com escorregadelas constantes tentando minimizar algum estrago maior, qualquer queda ali seria fatal.
Alcancei um casal que seguia à minha frente, ela à mais pequena dificuldade já não tirava o trazeiro do chão fazia-se escorregar, havia muita lama e as pedras eram escorregadias e por isso nem sei como aquilo já não ia tudo rôto, consegui livrar-me daquele suplício já com os joelhos de novo em muito mau estado, pensei no Filipe e no Hernâni ainda com pouca esperiência em Trails e ainda por cima com esta dureza, como não cheguei perto deles presumi que se estariam a dar bem com aquilo.
Atinjo de novo a orla do Ribeiro depois de descer nem sei como aqueles montes de pedra e lama numa percentagem de descida a rondar os 50%, quase a pique, e sigo agora Serra abaixo por trilhos mais acessíveis e onde se podia de novo correr. Até à Aldeia de Espinho onde estava o último abastecimento ainda encontro pelos 36 kms de prova uma equipa de bombeiros que ali mesmo à beirinha do Ribeiro tinham a mesa bem composta e uma fogueira a seu lado onde tinham acabado de assar um chouriço da Região, não me fiz de rogado e abanquei logo ali, estava com 8 horas de corrida e a fome já era muita, mas bastou duas rodelas de chouriço, pão, um pouco de água e a simpatia  daqueles rapazes para que saísse dali com a barriga aliviada e o coração cheoi de gratidão. Até ao abastecimento em Espinho situado no sopé da Serra fui quase sempre acompanhado com alguns atletas que já trazia desde os rochedos dos corvos, ali chegado já sozinho, tínha-os deixado para trás, parei apenas 1 minuto tempo suficiente para comer um pedaço de marmelada e beber um copo de água partindo logo de seguida, faltavam 5 kms para a meta agora num percurso quase todo ele plano e acessível a fazer-se em passo de corrida, já perto de de Miranda sou ultrapassado por dois dos meus companheiros anteriores de corrida, vinham muito bem e não fui capaz de os acompanhar e segui no meu passo que era já de grande sacrifício. 
À chegada invadiu-me uma grande satisfação e em certos momentos a emoção apoderou-se de mim, subia agora aquele pequeno monte como que a despedir-me daquela linda Serra e dos tremendos sacrifícios que lá passei. no alto deste pequeno monte lá estavam alguns amigos a dar uma forcinha moral para aqueles metros finais, parei junto deles emocionado comprimentei-os, já tinham chegado e ali estavam eles à espera dos que ainda iam chegando, a seu lado mais 3 trailrs espanhóis também me filicitavam fui junto deles e agradeci e só depois é que me lembrei que ainda não tinha cortado a meta, 200 metros à frente entrei no Pavilhão e fiquei maravilhado, uma volta de honra e a meta ali mesmo a meio do recinto, estava feliz e o spiker logo tratou de me arrancar algumas palavras sobre a prova, creio que não disse nada de jeito e até parece que não estava ali, tinha acabado de fazer a prova mais dura que tenho memória e também aquela mais longa que fiz até hoje. De seguida aparece-me o Filipe e de novo tenho dificuldade em falar, recupero um pouco e então pergunto pelos outros e fico ainda mais contente por saber que tudo tinha corrido bem com eles, o Filipe fez um tempo muito bom 7,39h. o Hernâni 8,17h. e o Paulo tinha desistido aos 30 kms.
O Jorge Pereira acabou por chegar à meta não se deixando vencer pelas dificuldades que foram surgindo.
Dada a inutilidade do meu Garmin nesta prova tive dificuldade na obtenção exacta dos números conseguidos por mim, entre os 44,800kms de alguns e os 46kms da Carmen andará o meu registo de kms, no final obtive a marca oficial de 9,00,27h. (o 2º maior tempo utilizado por mim em provas depois da Serra da Freita onde gastei 9,20h. para percorrer 40 kms).
Já muito foi dito sobre a prova, partilho da opinião que esta será das mais duras e difíceis que por cá se vão fazendo, compará-la à Freita talvez seja despropositado mas salvaguardando as devidas proporções não tenho dúvidas que as supera todas.
Voltarei em breve nas terras de Sicó. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ultra trail dos Abutres, 2ª Parte...

Não chuveu mas a Serra estava assim
08,30h. Miranda do Corvo, minutos antes tivera lugar uma revista minuciosa a todo o equipamento com que todos os atletas transportavam consigo, nomeadamente aquele que era obrigado levar, foram rigorosos e é de louvar a intransigência em não ceder a algumas faltas de material na respectiva bagagem. Ao som de um trio de Gaita de Foles e Tambôr os atletas, cerca de 300, saltitavam num local fechado e bem espaçoso para afastar um pouco o tremendo frio que se fazia sentir, eu já tinha as mãos geladas mas sentia-me confortável o resto do corpo pois tinha vestido duas t,shirts e uns calções curtos de licra  que considerei suficientes para enfrentar a temperatura existente, outros estavam de tal maneira ensarapilhados que custavam a mover-se, mas pronto cada um deve ter pensado, tal como eu, a melhor maneira de se apresentar na partida.
Estava ali pela 2ª vez, o ano passado tinha-me deslocado sozinho a esta prova e tal como sempre faço fiz a crónica da história da participação nesta prova neste meu blogue tendo de imediato provocado reações nos meus Amigos de Clube de tal forma que secretamente alguns foram alimentando a ideia de virem a participar numa aventura destas, e eis que ali estavam eles a meu lado a acompanhar-me para este meu segundo desafio, digo aqui os seus nomes porque eles foram enormes e corajosos em aceitarem este desafio: Filipe Ramalho, Hernâni Gonçalves e o Paulo Portugal.
Não sei o que este amigo fez depois áquela vestimenta
Não sou grande estratega em provas desta natureza porque nunca sabemos o que vamos encontrar pelo caminho, mesmo que já a conheçamos, pois existe a tentação dos organizadores nos apresentarem sempre coisas diferentes, atitude que se aplaude, até para que o Trail possa evoluir e motivar a vinda cada vez maior de participantes, por isso apenas conferenciei com o Paulo em o acompanhar já que entre todos era aquele que se sentia pouco à vontade em concluir esta dura prova, os outros 2 eu sabia que estavam bem e por certo fariam companhia um ao outro.
Há hora certa partimos, cada um de nós sentia a adrenalina própria nestes momentos, desejavam-se a melhor sorte entre amigos apanágio sempre presente neste tipo de competições. Não tardou muito que não chegámos ao Cristo Rei lá da Terra a cerca de 1km da partida, penso que simbolicamente esta passagem terá a ver com a crença que cada um perfilha e que eu de bom agrado até aceito, o problema é que apenas pode passar um de cada vez por uma escadaria que dá acesso ao cimo do pequeno monte onde a estátua está erguida motivando logo ali um enorme congestionamento, parece-me que desta vez conseguimos ser mais expeditos do que no ano anterior, pelo menos eu desembaracei-me bem melhor.
Eis o Jorge, grande companheiro  enquanto pôde
Cumprindo o que estava estabelecido o Paulo seguia comigo mas cedo verifiquei que ele já sentia algumas dificuldades, quando chegámos ao Parque Selvagem onde estão uma série de animais, alguns deles pertencendo a espécies em perigo de extinção, já ele não se sentia muito à vontade principalmente a subir, contudo seguia corajosamente enfrentando a contagem dos kms de forma crescente até ser possível fazê-lo. Na zona mais plana do percurso era possível correr e foi o que fiz e aos poucos afastei-me tendo o cuidado de vez em quando olhar para trás e ver como vinha o Paulo, até que acabei de o perder de vista e dicidi seguir com a esperança que ele dicidisse parar se considerasse que não era capaz de terminar a prova. o ritmo que eu levava dava-me garantias de poder ultrapassar os dois controlos a que tínhamos de obedecer sob pena de eleminação. Até ao 1º abastecimento situado mais ou menos aos 10 kms andámos pela orla da Montanha com pequenas incursões já com alguma dureza nas subidas mas que pouca mossa causava. Nesta parte do percurso tive a grata companhia de amigos da RunPorto entre os quais destaco o meu particular amigo João Meixedo e foi com eles que segui até ao abastado abastecimento.  Pouco comi, levava o Camelbek cheio de água e pouco bebi, neste intermédio de tempo o Paulo não chegou e difinitivamente dicidi seguir sem ele e atacar a Serra a partir daquele momento, aqui arranjei outra excelente companhia, o Jorge Pereira do BES que comigo enfrentou aquela duríssima subida até à altitude de quase 800 metros em apenas perto de 5 kms.
Esta parte do percurso teve no seu início e até a meio uma forte inclinação provocando em nós já um desgaste enorme ao nivel das articulações nos pés ( com câmbrias) e dos joelhos, e uma 2ª parte mais suave que nos levaria ao alto desta parte da Serra por zonas muito bonitas e sempre acompanhado por um pequeno Ribeiro cuja água cristalina nos tentava a cada momento, (quase que me atrevia a sugerir aos amigos Abutres que colocassem um pequeno copo de água (mesmo em plástico) junto ao caudal de água em diversos locais para que de uma forma mais fácil e cómoda para quem quizesse a ela tivéssemos acesso já que de joelhos não dá muito jeito). Descemos agora e saímos na parte Sul do pequeno Lago que é atravessado por uma ponte em madeira muito bem apresentada, estranhei, ou talvez não, porque na Edição anterior aparecemos ali vindos da parte Norte mesmo junto à margem esquerda do Lago, calculo que foi para evitar os cortes que alguns espertos fizeram o ano passado e que foram descobertos, pois desconheciam que havia um controlo logo a seguir à passagem daquela ponte. Dali até aos 18 kms, onde estava localizado o 2º abastecimento, foi a melhor parte do percurso, pouco acidentado e onde se encontra quase toda a fauna animal selvagem existente na Serra da Lousã, passámos e nada vimos. Continuava com a companhia do Jorge e ambos já denotávamos algumas dificuldades que íamos ultrapassando com o decorrer dos kms. No 2º abastecimento nova mesa bem farta de comida, laranjas, frutos secos, batatas fritas, marmelada sopa e muito mais, como seria normal atirei-me à marmelada e laranjas, ali bebi tambem um pouco de sumo e água enquanto descançava, pouco depois o Jorge já me dizia para nos irmos embora, coisa que fizemos logo de seguida para atacar o ponto mais alto da Serra que estava ali a 2 kms a uma altitude de 940 metros.
Desta vez o Vitorino Coragem não estava lá no alto para nos confortar, (andava com a vassoura ás costas e na cauda do pelotão), e não era preciso, ao contrário do ano passado (2 graus abaixo de zero e muito vento) este ano as coisas estavam bem melhores com um lindo dia e com uma temperatura excelente, ao mesmo tempo enquando íamos Serra acima o Jorge ia consultando o seu garmin e ia aquilatando a altitude que íamos atingindo confirmando os dados registados e anunciados da dimensão altímetra desta Serra. No cimo confirmou-se os 940 metros, em cheio.
Há muito que o meu Garmin tinha deixado de funcionar e eu estava sem orientação, eu que sou um despistado nesta matéria, acusava excesso de carga no histórico, dicidiu calar-se e bloquear começando desde logo a apitar insistentemente, bem tentei e até pedi auxílio ao Luís Miguel (o Tigre) que apanhei neste abastecimento  para me ver aquilo e obtive como resposta que tinha de gramar a campainha daquilo até chegar à meta, e gramei, só que depois fui ver o histórico desta prova e nada, Já não volta a acontecer pois para além de eleminar tudo já está programado para ir apagando automaticamente quando a memória chegar ao limite.
Aos 20 kms atingimos o topo e desde logo apontámos ao trilho utilizado pelos praticantes do BTT Serra abaixo para pouco depois sair-mos para o novo traçado (mais 13 kms) acrescentados ao percurso do ano anterior, aqui começaram os grandes problemas para nós, não por culpa de quem idealizou este espectacular Ultra Trail mas por nós que estamos pouco habituados a apanhar charutos e tareias desta natureza. Logo que comecei a descer a pista aconteceu o 1º trambulhão, uma pedra um pouco saída e fui de frente sem fazer grande resistência pois já me habituei a esta ideia como proteção contra males maiores, nomeadamente fraturas dos membros superiores ou inferiores, resultado, um joelho a sangrar mas nada a que já não esteja habituado. CONTINUA
Classificações

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ultra Trail dos Abutres, Serra da Lousã, Miranda do Corvo

Hernâni, Paulo, Filipe e J.Adelino
Na 1ª Edição dos Abutres realizada em 2011 parti sozinho à procura de uma aventura que sabia ser de alto valor dada a experiência acumulada dos seus promotores, homens calejados da Montanha e que adquiriram conhecimentos e saberes para colocar ao serviço dos amantes das provas de Trail. Foi simplesmente espectacular. Na 2ª Edição realizada no passado Sábado dia 28 de Janeiro de 2012 confesso que é difícil encontrar palavras para adjectivar a sua qualidade, simplesmente fantástico. Desta vez levei comigo mais 3 elementos do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, 2 deles a preparar a sua estreia na Maratona de Sevilha daqui a 3 semanas e um outro que adora correr na Montanha mas que é dificil encontrar um tempo certo para as preparar. Chegámos a Miranda do Corvo na véspera pelas 23h. e depois de termos passado pelo Secretariado da prova fomos para o Pavilhão dos Bombeiros onde pernoitámos. Sabia que no dia seguinte e pouco depois de ser dada a partida iríamos passar pelo Parque onde se encontram em cativeiro muitos animais, alguns deles em vias de extinção, e que eu tinha muita curiosidade em ver ao vivo. Mas antes de lá chegar ainda tive de enfrentar durante a noite uma coisa parecida com a Savana Africana, a partir da Meia-Noite e depois de apagar as luzes do Pavilhão não tardou muito a ter início uma sinfonia que ecoava e se ouvia nos quatro cantos daquele espaço, lembrei-me logo dos leões e outros animais selvagens que ocupam o seu espaço e através dos seus rugidos fazem sentir a sua presença fazendo-se ouvir e intimidar os seus adversários, ás páginas tantas ao canto direito e ao pé de um simpático "Tigre" ouvia-se o cantador mor, conseguia sobrepor-se a todos os outros, ao meu lado direito uma simpática leoa tentava de vez em imitá-los, creio que o seu amado ali a seu lado através de alguns toques lhe teria dito que aquela guerra não era dela, no canto esquerdo a concorrência vinha do lá de lá da Fronteira a querer dir-nos que o Parque Donana estava ali bem reprentado e que queriam deixar bem vincado que podem competir com os demais estejam eles onde estiverm, do meu lado esquerdo estavam os do Vale do Silêncio que em vez de respeitarem o afamado nome que transportam se decidiram juntar à festa, o do meio tinha tomado uma vitamina para dormir descansado não se importando com as consequências de tal facto, tendo os seus rugidos rivalizado com os demais, nem duas ferraduras atiradas ao lombo foram suficientes para o demover, mesmo a meu lado cantarolava uma rola, destoava de todos os outros, gentilmente abeirei-me dele mudei-lhe a posição e pôde finalmente descansar sem mais atritos de maior, mas fiquei com pena pois de todos era o que cantarolava melhor. E eu, enfiado dentro do saco procurava proteger-me do intenso frio que por ali existia, contrariado divertia-me com a situação pelo espectáculo que estava a assistir, no entanto não conseguia dormir e assim me mantive toda a noite, não queria também juntar-me áquela orquestra sinfónica e assim fiquei até perto das 7h quando comecei a preparar-me para a prova, provavelmente já ninguém se importava do que tinha havido por ali durante toda a noite, já só tinham um pensamento, preparar e participar naquele magnífico espectáculo que se iria iniciar dentro de alguns momentos. CONTINUA...
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Espectacular Treino em Monsanto, 17 de Janeiro de 2012

Monsanto dia 17 de Janeiro 2012, 20kms de Trail permanente em trilhos frequentados pelos praticantes de BTT, sítios por onde nunca andei com o Luís Miguel da equipa Lebres do Sado, mentor deste treino e que ambos  desconheciamos que por ali pudessem existir, raramente pisámos o estradão e quando isso acontecia rapidamente éramos atirados para trilhos muito técnicos e difíceis de ultrapassar, mas a cartilha que o Tigre trazia no seu Garmin não deixava dúvidas era mesmo por ali que tínhamos de seguir correndo o risco se não o fizessemos de perder a orientação traçada que nos levaria até ao local de partida ao fim de 20kms. O Luís Miguel foi uma excelente companhia, mas confesso que tive receio de não conseguir cumprir o treino sem prejudicar os seus objectivos, não por dificuldades de fazer os 20 kms mas sim devido ao cansaço acumulado dos últimos dias, mas felizmente correu tudo bem durante todo o treino e cumprimos rigorosamente o plano traçado, 20kms para 2,30h. de treino. No final agradeci ao Tigre a oportunidade que me deu de correr na sua compqanhia num cenário extraordinário como é a Serra de Monsanto, é um velho companheiro tendo já algumas vezes abdicado da sua prova em Trails em que temos +articipado para me acompanhar e ajudar, nunca esquecerei esses gestos que me sensibilizam bastante.
O próximo já está planeado faltando só a data; 37kms no mesmo cenário, Monsanto. FICAM TODOS CONVIDADOS.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cross da Laminha, 15 de Janeiro de 2012

Voltei, mas desta vez acompanhado de maiis 7 elementos da minha Equipa dos Amigos do Vale do Silêncio, 2 dois deles estreantes neste tipo de provas e com bastante sucesso.
Sei que muitos ficaram de fora e também sei que a prova não tem capacidade para mais se mantiverem aquele figurino, e eu pessoalmente espero que este traçado da prova se mantenha nas edições futuras porque ele é espectacular. Este ano tivemos a visita da chuva, quer antes quer durante a prova tornando-a ainda melhor dando assim ênfase ao nome porque é conhecida.
O piso estava muito escorregadio e a chuvada que caíu logo no início da corrida ajudou a amaciar ainda mais os trilhos por onde passámos tornando-o mais espectacular, ainda que tenha observado muitas quedas achei engraçado verificar a forma como alguns dos restantes concorrentes abordaram uma prova com as dificuldades que esta tinha, ténis inadequados para aquele piso e em alguns casos utilizaram mesmo ténis de asfalto, logo as quedas tinham de aparecer e os escorregões eram constantes. Eu preparei a artilharia pesada, tinha lá estado no ano anterior e sabia por onde ia passar, com a chuva que caiu calculei logo aquilo que ia encontrar e não tive outro remédio do que utilizar uns ténis mais pesados e com um bom rasto de forma a que evitasse as escorregadelas e as quedas. Por sorte não fui ao chão e neste caso concreto foram as descidas onde me adaptei melhor e onde os "outros" se viam aflitos para descer as partes em mais mau estado. Foi um autêntico labirinto, quem tiver oportunidade de ver o percurso trilhado achará por certo incrível como foi possível organizar uma coisa daquelas dentro de um espaço tão pequeno sem nunca cruzarmos o mesmo trilho ao longo de mais de 13 kms.
Gostei mais uma vez de fazer esta prova e se não for descuidado com a inscrição quero voltar para o ano.
O convívio final foi excelente e coincidiu com o almoço que desta vez teve uma evolução em favor dos atletas, foi servido à mesa com uma efeciência de realçar onde não faltou nada, fartura e boa bebida.
Todos os elementos da minha Equipa estiveram muito bem, particularmente destaco o Tiago Silva com o 16º lugar da geral e o 2º lugar no escalão mais de 18 anos e o João Inocêncio 14º da geral e o 5º no escalão mais de 40 anos. Ambos foram estreantes em provas desta natureza.
A minha partecipação foi muito regular embora tenha a certa altura acusado o treino da véspera à noite no Parque da Paz em Almada na distância de 16kms, ainda assim consegui fazer os 13,5kms de curvas, subidas e descidas de grande relevo em 1,40,44h.
Vitor Ferreira apenas um reparo, o chuveiro pingava e como não chuvia naquela altura tive de tomar "banho" no lavatório, a água fria dou de barato mas aqueles chuveiros estão ali é para deitar água, espero que a Tróica não a esteja a racionar. Até para o Ano.


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Pirata" Noturna do Ano Novo, Almada 8 de Janeiro de 2012

Mais uma vez se correspondeu ao convite para mais um treino/convívio à noite, desta vez com o pretexto de se iniciar o Ano Novo sob o patrocínio dos amigos do Parque da Paz em Almada. Foram mais de 100 os participantes que se apresentaram para correr e para participar no lanche final. O treino, muito bem dirigido por um dos elementos da organização correu sob "rigorosa" disciplina com ordens expressas de proibição de ultrapassar o guia neste evento. Quando alguns se atrasavam na Rotunda seguinte era circular até o último recolar, e assim foi desde o início no P. da Paz passando por Cova da Piedade, Almada Cacilhas, subida ao Cristo Rei até chegar de novo ao Parque da Paz, aqui as coisa "descambaram" um pouco, alguns ficaram logo ali mas a maioria ainda foi dar a volta ao Parque, como foi
 o meu caso, e como me posicionei sempre na frente acabei por fazer a totalidade do percurso incluíndo rotundas num total de 16kms e 1,43h.Esta foi a 2ª Edição e a exemplo da 1ª as instalações do Campo do Cova da Piedade foram-nos cedidas como ponto de apoio onde pudemos tomar banho no final do treino e realizado o convívio final numa sala bem espaçosa e bem composta pelos diversos produtos que cada um entendeu levar para lanchar. Voltarei para o ano.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Treino Lunar Ano Novo, Fonte da Telha.



Conturnando a Lagoa de Albufeira pelo lado norte, sou o último
 Domingo 08/01/2012, 07,00h. Fonte da Telha junto ao Comando da GNR. Foi a esta hora que lá cheguei, para isso tive de me levantar ás 05h para preparar tudo e abalar. Era perto, cerca de 41kms mas nem assim confiei muito no meu sentido de orientação, instalo o GPS no carro e programo a viagem mas Fonte da Telha não dá, está fora dos programas, tento a Charneca da Caparica que aparece logo à primeira e sigo viagem ao som da voz femenina que a cada rotunda ou cruzamento me está a avisar o melhor caminho a seguir, pelo menos até chegar à Charneca... e largou-me num sítio onde fiquei bloqueado e sem saber por onde prosseguir! Voltei atrás e descobri mesmo no Centro da localidade um café aberto, eram 06,30h, e logo me deram a indicação exacta por onde prosseguir, era tão simples era sempre em frente dizia um amigo que me esclareceu, está bem disse eu agradeci e bebi um café que áquela hora me soube muito bem.
Ás 7 horas no brifing antes de partir, posto da GNR em fundo
Quando cheguei já lá estava o incansável Parro e outros que aos poucos também iam chegando. Era ainda noite quando foram dadas as primeiras explicações através do Paulo Pires, inspirador deste treino, sobre o treino que íamos realizar, o dia estava já a começar a clarear e faz-se a contagem, éramos 11 mas um deles ia só fazer cerca de metade do percurso previsto, num total previsto de 30 kms.
Olhei as caras presentes e alguns consegui reconhecer, outros nem tanto mas isso era secundário, estavam ali com o mesmo objectivo do que eu que era treinar e confraternizar, embora que na minha mente estava a preocupação de poder acompanhar aquele grupo durante uma distância tão grande e por caminhos desconhecidos e nunca antes palmilhados.
Os primeiros kms foram percorridos por corta fogos com muita areia solta existentes no imenso pinhal que nos levaria até à margem da Lagoa de Albufeira e a necessidade de saltar vedações para escolher os melhores trilhos que nos levassem ao objectivo. Muito sobe e desce com areia à mistura, ao contrário de iniciativas semelhantes recentemente realizadas, desta vez ouve sempre a preocupação de esperar pelos mais lentos, eu o Paulo Fernandes e pouco mais. Foi assim que chegámos à orla da Lagoa na parte Norte com 9 kms percorridos. Num trajecto muito difícil e praticamente sem trilhos circundámos a Lagoa pela esquerda até encontrarmos a estrada de alcatrão que liga a Fernão Ferro, percorrêmo-la por poucos metros e logo pouco depois virámos para junto da água por estradões utilizados por moto4 cheios de buracos e com inclinações constantes e de alguma dificuldade.

O grande mentor dos treinos lunares, Paulo Pires (Trailer)
 Aos 19 kms chegámos ao Bar de apoio da Praia mesmo junto à Foz da Lagoa, estava lá um amigo à nossa espera com um chá bem quente, sumos, cerveja e bolo rei, tomei um chá e comi um pouco de bolo rei, tirei a areia acumulada que levava nos ténis e ao fim de 10 minutos iniciei a travessia do pontão de areia para o lado Norte da Lagoa (nesta altura a Lagoa não tem ligação ao mar), logo de seguida todos se puseram também a caminho para percorrer os 10 kms de percurso que faltavam. Podíamos ter ido pela praia até à Fonte da Telha mas o percurso planeado era mais tentador e iria ser palmilhado pel 1ª vez, as arribas da praia, duro quanto baste mas com uma paisagem espectacular sobre a praia, contudo muita daquela beleza tinha de ficar para segundo plano dada a perigosidade dos sítios que estávamos a pisar, precipícios enormes, muito mato, raizes, muita pedra, curvas atrás de curvas, mas sempre num cenário espectacular. Muitas vezes tivemos de reagrupar, por muito estranho que pareça foi aqui que me senti melhor, conseguia ir no grupo da frente e de vez em quando aparecia na frente, com esforço é verdade, mas a querer dizer também ao pessoal que estava bem. Já no último km encontrámos um estradão que nos acompanhava pela direita e foi para lá que seguimos, ali fiquei um pouco para trás, já só íamos 7, aproveitando-se aquela distância para abrir um pouco depois de 28 kms numa base mais lenta, os outros 3 atrasaram-se um pouco, muito por já terem em mira o Quartel da GNR, ponto de chegada.
Tinha levado a Camelbak cheia de água e um Gel, foi uma boa opção pois a parte final do treino foi muito exigente e quando cheguei o depósito estava quase vazio, por isso no convívio final pouco bebi, um copo de sumo, bolo rei e uma laranja foi o suficiente para repôr as energias em ordem, mas era notório que um ou outro não queria nada com a comida, o que é compreensível dada a dureza deste percurso e por consequência algum mal estar.
Na despedida ficou a intenção de repetir, ali ou noutro local mas tendo emconta que este figurino deve ser respeitado, e há por ali tanto espaço para conhecer e palmilhar.
A Laminha já espera por nós.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

S.Silvestre dos Olivais, 30/12/2011

Depois da "Pirata de Monsanto" no dia 28 seguiu-se a dos Olivais no dia 30 de Dezembro, aquela a que tenho sido mais fiel nos últimos anos. A minha Equipa os Amigos do Vale do Silêncio estiveram em peso, 26 no total, não com a intensão de ganhar fosse o que fosse mas simplesmente porque era a última corrida do ano e simbólicamente porque era também a Terra que viu nascer este grande Clube de Amigos. Quis as circunstâncias da própria corrida, o querer e a qualidade de alguns dos nossos atletas que conquistássemos algumas posições de relevo, tais como o 2º lugar colectivamente e a subida ao pódio de mais 2 dos nossos atletas.
Até para mim foi um excelente final de ano já que a minha corrida me correu também de feição, esperava que a "Pirata" 2 dias antes ia deixar mossa pois sempre fora 16kms de Monsanto, mas as coisas em termos físicos até correram bem embora viesse a sentir alguma quebra nas subidas, coisa esperada com naturalidade e que permitiu ainda assim uma boa marca, 53,38m, para os 10,200kms contabilizados no meu Garmin.
Fica em aberto uma boa prespectiva para as provas que se aproximam no ano de 2012 a começar desde já como Cross da Laminha a 15 de Janeiro e o Trail dos Abutres a 28 de Janeiro.
A todos aproveito para vos desejar um ano cheio de saúde, prosperidade e boas corridas.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2ª "S.Silvestre Pirata", Monsanto 28/12/2011

Por muito que se diga as palavras nunca dirão tudo, podem quando muito dar uma ideia afastada daquilo que se passa ou passou, ou ainda no limite dar uma olhadela naquilo que muito se escreveu e escreve por quem teve a sorte ou disponibilidade de ter participado na 2ª S.Silvestre Pirata realizada à noite no dia 28 de Dezembro de 2011 nas matas de Monsanto, em Lisboa, com partida e chegada no Parque de Campismo de Monsanto.
Compareceram à chamada 180 atletas, sem dorsais, sem pagamento de taxa (apenas 0,50€) para pagamento de ocupação da sala de convívio, apenas e só o mínimo de organização que funcionou tipo pirataria já que praticamente não se fizeram notar "os carolas" que puzeram a rolar e a circular pelos diversos trilhos da mata de Monsanto. Ainda assim deixo aqui alguns nomes que dinamizaram esta iniciativa através do Forum O Mundo da Corrida: Luis Miguel, Orlando Duarte, Luís Parro, que em conjunto com mais alguns tornaram este treino/convívio um grande sucesso.
Não participei na 1ªEdição realizada o ano passado e por isso a curiosidade era imensa e o número de inscritos já era assustador, mas este ano não podia faltar e só por motivo de força maior é que faltaria (o que esteve quase a acontecer) pois só na véspera é que garanti a minha presença.
Cheguei lá quase com duas horas de antecedência, aliás como habitualmente faço, e já lá estava o Orlando Duarte e a sua esposa a preparar a sala e a cozinhar o caldo verde e a canja para nos ser ofertada no final do treino pirata. Só por volta das 20,30h. é que começou a chegar com muita intensidade todos aqueles que se inscreveram e outros que lá chegaram sem estarem inscritos e não sabiam que tipo de organização estava a organizar aquilo, mas tal como os outros também foram aceites.
Apesar de pirata ouve o cuidado de esclarecer à partida por quem conhece bem a Serra (Orlando Duarte) que tipo de evento era aquele e os cuidados a ter, nomeadamente os andamentos e os grupos que se podiam formar, 2 ou 3 no máximo. Eu olhei em volta e comecei a ficar preocupado, deveria ser o mais "velho" que ali estava e "apenas vislumbrava rapaziada mais nova e uma grande parte deles identificada já com provas de Trail. Tinha sempre uma outra opção pois o Orlando tinha idealizado uma volta de 9 kms para aqueles que optassem por um circuito mais pequeno, mas não me intimidei e lancei-me para o circuito principal.
É impossível pedir, nem isso foi feito, que todos fossem num andamento que permitisse a todo o grupo manter uma ligação do princípio ao fim e chegarem todos tal como partiram, e não foi preciso muito para perceber isso pois os mais capacitados logo trataram de arrancar levando consigo apenas aqueles que iam resistindo estendendo desde logo aquele imenso pelotão, a noite estava muito escura mas amena e os frontais davam um efeito espectacular no meio da mata que por certo deixou bem surpreso quem por ali passou e assistiu. Segui nos primeiros kms no último quarto do pelotão mas a partir do momento em que entrámos nos trilhos onde o sobe desce era constante e as curvas eram atrás uma das outras perdi a noção, não só onde é que estava mas também o meu lugar no meio daquele enorme grupo de "piratas". 
Pela 1ª vez tinha instalado um Trek no meu Garmin, exactamente aquele que foi utilizado o ano passado, e seguia com alguma curiosidade a sua leitura durante a minha corrida, mas era impossível  ter ali uma garantia que se tivesse ficado sozinho na Serra não me iria perder, por isso a minha preocupação era não me deixar ficar só. Perto dos 5 kms começo a ver cada vez menos gente atrás de mm e há minha frente via afastar cada vez mais os mais próximos, para agravar a situação o Garmin informa-me que já ia fora de rota, de seguida encontro o grupo do Luís Miguel que vinha do lado esquerdo e por certo se tinham enganado ou então era eu que já vinha em caminho errado e por sorte encontrei-os ali. Agarrei-me a eles, era ainda um grupo numeroso e se não queria ficar isolado tinha tentar seguir com eles, mas foi sol de pouca dura, via-os afastarem-se aos poucos cada vez mais pois aquilo ainda não estava estabilizado e não havia a necessidade dos da frente se irem a preocupar com quem vinha lá atrás, essa preocupação tinha de ser minha ou então não me tivesse eu metido naquilo, de vez em quando apontava o frontal ao relógio e ia verificando as incidências da altimetria que iam surgindo à minha frente, só de ver arrepiava mas não tinha outra opção do que seguir e não perder aquele grupo, pois atrás de mim já não tinha mais ninguém, ou porque se atrasaram ou porque se perderam pois o trajecto não tinha qualquer marcação e era totalmente pirata.
Consegui ir na cauda do grupo ainda que à distância cada vez maior havendo alturas em que os perdia mesmo de vista, por sorte um pouco mais à frente eles vão por um caminho errado e logo que deram pelo erro (o Tigre também levava o Trek e ia a orientar o grupo) voltaram atrás, o suficiente para eu chegar junto deles para nunca mais os largar, a partir dali começou a haver o cuidado de não deixar ninguém para trás. Nas subidas mais longas e íngremes perdia sempre um pouco de terreno mas era logo recuperável nas descidas seguintes, descidas estas que em alguns casos eram muito perigosas face à inclinação, aos buracos, à água e lama exestente em alguns locais e à muita pedra solta que havia em quase todo o percurso. Do grupo destaco para além do Tigre, o Serrazina e o Mimoso, ilustres finalistas do último Ultra Trail do Mont Blanc de 166kms, João Gonçalves, Dina Mota, Paulo Pires e muitos outros, eu ao pé deles sentia-me orgulhoso por ali estar, ainda que para o conseguir fosse necessário ir buscar forças não sei onde. Os kms foram sendo ultrapassados, agora também eu ia dando uma ajuda na orientação do trajecto a seguir, pelo menos dava para eu ir mais tranquilo, agora ia também mais confiante e seguro que iria conseguir chegar com eles pois já tínhamos passado a barreira dos 10 kms e o ritmo não sendo menor deu para me adaptar sem grande sacrifício.
Aqui e ali ia recebendo palavras de incentivo por parte daquela rapaziada e eles viam que a minha determinação era tal que os tranquilizava também para o resto que faltava. Tinha já perdido totalmente o Norte de onde estava, se estivesse sozinho já não saía de lá tão depressa mas confiava naquele grupo e a confiança que o Tigre nos ia transmitindo. Continuámos ás voltas, em alguns casos junto ao alcatrão mas sem nunca o pisar, a não ser para o atravessar, o meu Garmin ia-me mostrando que a nível de subidas e também das descidas ainda estávamos longe de terminar, até que atingimos o último topo e começamos a descer até alcançarmos a estrada que nos levaria de regresso a Parque de Campismo, estes 2 últimos kms foram percorridos como se estivessemos a libertar-nos de um colete de forças, foi expontâneo, a passada abriu de tal forma progressiva que ninguém ousou ficar para trás, eu colei-me de tal forma, não para me fazer de forte mas para não perder a ligação pois ainda não sabia que o Parque corria a nosso lado ali mesma à nossa esquerda, e ali me mantive ao lado daquela saudável juventude em corrida certinha mas bem rápida até alcançarmos o portão do Parque onde fomos recebidos calorosamente.
Não sei se fomos os únicos que completamos todo o percurso previamente estabelecido, nem isso é muito importante, pois o objectivo foi conseguido e num evento destes todo o tipo de "piratarias" é permitido já que é este o sentimento principal que procuramos.
No final fica registado que fizemos, (o meu grupo) 16,080kms com o tempo de 1, 43h. e sem mazelas.
O convívio que se seguiu serviu para completar esta grande jornada de confraternização, mantendo-se o espírito que nos norteia de amizade em torno de um desporto que se quer cada vez menos competitivo e onde todos se sintam integrados e aceites.
Para o ano, neste ou noutros moldes como já disse o Orlando Duarte, tudo farei para continuar a fortalecer esta ideia que vai germinando e nos contagia a todos.
Um obrigado aos organizadores, à Gerência do Parque de Campismo e á companheira do Orlando Duarte pelo trabalho de apoio que desenvolveu no apoio a todos os participantes na confeção da Sopa e da Canja, que dizem, estava excelente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Meia Maratona Sevilha-Los Palácios.

Pela 6ª vez participei na Meia Maratona de Sevilha, assim chamada mas na verdade de Sevilha tem muito pouco, já que saímos a 6 kms de Sevilha seguindo ainda mais para Sul até chegarmos a Los Palácios & Vila Franca a cerca de 18 kms.
Mas é uma prova que considero espectacular desde a 1ª vez que lá fui há cerca de 10 anos. Desta vez segui com com mais 6 Amigos do Vale do Silêncio em transporte particular, claro que não é tão cómodo como ir de Autocarro, mas como em tempos de crise anda toda a gente a cortar não nos resta outra opção do que fazer mais alguns sacrifícios para podermos estar onde gostamos e também onde somos respeitados e bem tratados.
Estive ausente nos 2 últimos anos desta prova e ao regressar notei algumas alterações, não no percurso que estava intacto e igual ás edições anteriores, os abastecimentos deixaram de ser a cada 2,5kms e passaram a ser de 3,5kms, nada a que cada um não se adapte rapidamente, menos gente (ou estavam mal destribuidos) nas mesas colocadas ao longo do percurso a dar a água ou a facilitar que a mesma estivesse ao alcance dos atletas, aqui e ali alguma confusão, eu pelo menos de tive de parar duas vezes e voltar atrás para receber a minha água. A outra novidade foi o local da chegada, desta vez mais bem organizada já que toda a assistência aos atletas após a chegada foi feita em linha e não como anteriormente que causava estrangulamentos e uma perda de tempo enorme stressante numa altura em que os atletas mais necessitam é de algum descanço e não de confusão.
O dia estava excelente, algum frio até antes de partirmos (11h. de Espanha), mais uma do que aqui em Portugal, o sol apareceu muito cedo e quando partimos já era muito agradável o meio ambiente. Estavam reunidas todas as condições para todos fazerem uma excelente prova desde que para isso estivessem preparados e também motivados. Foi com esse espírito que parti mas sem saber até onde poderia ir a minha vontade de fazer uma boa prova, sim porque eu não ia percorrer quase mil kms. e fazer depois aquilo que custumo fazer, que é partir e chegar sem me sacrificar muito, não, eu estava ali para fazer mais qualquer coisa. Tanto assim foi que me posicionei um pouco mais à frente do que é habitual mas por enesperiência na frente antes da partida encostei-me um pouco ás grades e por consequência ia sendo atirado para cima delas, valeu-nos, porque havia mais, que do outro lado das grades um grupo de pessoas conseguiu suster a avalanche impedindo estas de caírem o que iria provocar alguns danos em muita gente. Ainda mal refeito do susto e instintivamente imprimi um ritmo bem forte, para as minhas possibilidades está claro, aos 5 kms levava 25,6m gastos e não se pense que esta fase é fácil pois no 1º km temos cerca de 600 metros sempre a subir e com o restante um pouco mais ou menos plano. A grande dificuldade estava entre o 6º e o 7º km, uma subida de 300 metros onde se via já alguns atletas a andar para superar aquele pedaço de percurso. A partir dali eu sabia que o terreno ia ser muito irregular, trata-se de um percurso com um falso plano pois quando sentíamos as dificuldades é que sabíamos que estávamos a subir, e como eram longas essas subidas. Aos 51 minutos estava a atingir
 os 10 kms, nesta altura achei que lá mais para a frente iria penar bastante, mas não me importei demasiado com isso, pois levava ainda na mente que na Maratona de Lisboa realizada há 15 dias tinha passado os 10 kms com 56 minutos, aí sim era para me assustar. Como é habitual corria mais uma vez isolado pois não gosto da pressão quando se corre em grupo e procurava agora não perder muito o ritmo que trazia até aos 10 kms mas sentia que estava a perder algumas capacidades. Com os abastecimentos vou recuperando alguma energia, até que chega os 15 kms onde existia novo abastecimento com água e laranja, levo uma garrafa e um pedaço de laranja que logo deito fora por custar a degerir, prefiro tirar um Gel que levava comigo e ingeri-lo logo ali aproveitando para recuperar um pouco as forças. Esta passagem aos 15 kms permitem-me começar a tirar alguma ilações da corrida que estava a fazer, estava com 1,20h. de corrida e se para a parte final se a quebra não fosse muito grande poderia melhorar a minha melhor marca deste ano. Aos 18 kms à entrada de Los Palácios sinto a necessidade de ingerir mais um Gel, o que faço junto ao último abastecimento fornecido, mas rapidamente concluo que pouco efeito veio trazer ás grandes dificuldades que já trazia. Em contra partida foi a partir dali que a energia renovada surgiu fruto da gigantesca mola humana que se apinhava nos passeios durante aqueles 3 últimos kms finais, ás forças que já faltavam juntou-se aquele apoio humano à vontade férrea que levava em não me deixar cair e lutar sempre até à linha de Meta por uma boa marca, para mim claro está.
Aquela ponta final da prova, principalmente o último km, foi dolorosa em termos físicos parecia que estava a subir uma montanha, o certo é que aquilo é plano e não fosse o facto de quase sermos levados em braços por aquela imensa muitidão e as coisas teriam sido mais difíceis. No final olhei para o meu Garmin e registava 1,54,08h. para os 21,170kms. marcados. 6 minutos a menos em média do que na Moita, Almeirim e Nazaré e apenas 4 minutos do que tinha feito a meio na Maratona de Lisboa. As dificuldades na parte final devem.se por certo da prova da Maratona e também ao facto de em 15 dias ter feito apenas 6 treinos e sem qualquer expressão em termos quilométricos.
Vim de lá satisfeito, por mim e pelos meus colegas, 2 deles bateram recordes pessoais: O Luís Pedro com 1,17,06h. e o Filipe Ramalho com 1,39,40h. O Rui Pacheco realizou a excelente marca de 1,13,19h. conseguindo a 19ª posição da classificação geral e 6º do escalão sénior. Os restantes 2 Amigos realizaram as suas provas dentro daquilo que já nos habituaram: Hernâni Monteiro 1,43,15h. e o José Rebocho 2,08,16h.
Uma referência ainda para o nosso Amigo João Vaz por ter conseguido a 6ª posição na classificação geral e vencido o seu escalão + de 40 anos com a marca de 1,10,26h.
Se a crise nos deixar pode ser que para o ano póssamos voltar.

Classificações

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Maratona de Lisboa, (O vídeo que faltava)

O Vídeo que faltava
        O trio está mesmo no final do Vídeo


E cá está o homem do meio, grande Zé.
 Valeu a pena esperar pelas 4,38,36h ali bem juntinho à meta para ver chegar estes 3 amigos, o do meio (José Lopes) estava a chegar da sua estreia na Maratona e eu sem nada ter feito ali estava a apadrinhar a sua triunfal chegada, por ironia do destino lá estava também o Comando, este sim, muito contribuiu com a sua experiência para que o José fizesse esta estreia o mais acompanhado possível.
Haverá mais oportunidades e com grande satisfação que verifico que aos poucos a Maratona vai-se implantando num número cada vez maior de aderentes, em especial pela rapaziada mais nova, mas considero uma pena que as 3 maratonas que se realizam em Portugal se efectuem em Outubro, Novembro e Dezembro. Alguém me sabe explicar isto?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Maratona de Lisboa, 4 de Dezembro de 2011


O Comando e o Pára junto de amigos estreantes Foto de José Lopes

E pronto, a 12ª Maratona em estrada (8ª em Lisboa) foi concretizada este fim de semana em Lisboa, sem grande história para mim embora aqui e ali ouvesse incidências que vieram marcar em termos pessoais a minha participação.
Parti sem qualquer plano de corrida, aliás como é meu hábito, mas rapidamente mudei de ideias passados que iam apenas 2 kms quando observo à minha frente o marcador das 4 horas e um número significativo de atletas que o acompanhavam, dicidi juntar-me ao grupo e experimentar pela 1ªvez acompanhar numa Maratona o marcador de serviço. Pareceu-me nos primeiros kms que o ritmo era acessível para mim e segui sempre quase ombro a ombro com o homem que tinha a responsabilidade de conduzir todos aqueles homens para a marca que levava assinalada bem lá no alto. Aos 10 kms deu para ver que íamos mais rápidos do que era necessário (56m), conforme os kms iam avançando ia sentindo gradualmente o desgaste nas pernas fazendo-se sentir com maior dificuldade nas subidas que dão acesso ao Corte Inglês (Rua José Malhoa e António Augusto de Aguiar), ainda assim não cheguei a descolar do grupo e ali me mantive até chegar ao final da Rua do Ouro. Foi a partir daqui que fui ficando para o fundo do grupo e depois descolei prepositadamente já que comecei a ver que não ia aguentar aquele ritmo até ao final da prova. À passagem da Meia-Maratona registei o tempo de 1,57,17h, muito abaixo daquilo que tenho feito nas últimas 3 meias- maratonas que andaram sempre acima das duas horas. Vi logo a partir desta marca que iria ter um resto de Maratona bem sofrida e não foi preciso muito para começar a verificar isso mesmo e passados que foram mais 3 kms comecei a arrastar-me, havia alturas muito difíceis com tudo quase a querer parar e de seguida o regresso a uma boa disposição para prosseguir, percebi os sinais e reduzi ainda mais o andamento, na primeira parte da corrida (até à meia-maratona) andei na média dos 5,30m, agora já pisava os 6,30m até chegar ao km 29/30. Aqui e já muito perto dos 30kms parei e comecei a andar, não tinha qualquer reação no corpo e as pernas não tinham força, para piorar as coisas os intestinos dicidiram pressionar-me a ponto de ter de procurar local para lhe fazer a vontade, olhei para o lado direito e só havia o caminho de ferro, olho para a esquerda e só vejo relva bem cuidada e com algumas árvores dispersas e bem limpas na sua base, saio da estrada e entro no jardim sempre a andar, procuro uma esteva ou um conjunto de pequenas plantas para me esconder lá dentro mas ali não há nada disto, os bancos do jardim estão apinhados de gente que por ali passeia ao fim de Semana, olho mais ao longe e vejo a entrada para o Palácio do nosso Presidente e sigo nessa direcção, estava disposto a tudo, só não queria era imitar a Russa que há 2 anos cortou a meta em estado miserável, mas desistir é palavra que raramente aceito, então atravessei o quarteirão até à linha do Elétrico e reparo que ali existia um Restaurante que dá de frente para o tal Palácio e peço autorização ao proprietário para utilizar as suas instalações sanitárias o que foi logo concedido. Aproveitei para descansar um pouco e  disposição para voltar de novo à prova o que fiz passado pouco tempo. Atravessei de novo o quarteirão e entrei a poucos metros de novo no percurso mesmo em cima da marca dos 30kms (Fazer zoom no mapa Garmin na zona de Belém), (perdi ali cerca de 13m). A partir dali já parecia outro, mas por pouco tempo, tendo sido obrigado a manter o ritmo de corrida sempre muito lento até final da prova, aproveitei os abastecimentos (35 e 40kms)  para idratar bem e tomar o Gel que levava comigo. Os últimos 12 kms foram feitos sempre em passo de corrida, incluindo a Almirante Reis!!! tendo chegado ao Estádio com uma enorme satisfação depois de ter passado por situações nunca antes vividas numa prova de Maratona. Sinais dos tempos, provavelmente.
Penso que destas palavras que aqui deixo podem ser retiradas algumas ilações por parte da Organização da prova em melhorar as condições de corrida para os atletas e não preciso estar a dizer o que se deve fazer, existe já um historial de problemas que se repetem de ano para ano e já era altura de serem resolvidos.
A Organização da prova é profissional e os atletas precisam de ter as condições mínimas para poderem correr e estamos a falar de uma prova cujo percurso é totalmente realizado nas ruas de Lisboa.
Terminei a Maratona com o registo ainda assim simpático de 4,37,39h para os longossssssss 42,800kms.
Uma palavra de parabéns para alguns amigo que se estrearam na Maratona, Fábio Dias, José Lopes, Pedro Ferreira, Henriqueta Solipa de entre outros.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um Paraíso do Treino, vejam!

Imagem de fundo ao cair da noite Clicar em cima
Mesmo à noite treinar no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia é lindo.
Foi e é perante estas paisagens que treinamos à noite naqueles trilhos que são de encantar quem tem a possibilidade de lá treinar. Nesta noite (25/11) os protagonistas do treino estão representados em fotos mais pequenas opostas num cenário lindíssimo alcançado na mesma ocasião. Á noite treina-se assim, pouca visibilidade porque tarda em ser colocado iluminação ao longo do percurso, pequenos marcos podiam ser colocados em pontos estratégicos ao longo dos 2 kms do traçado mais percorrido pelos atletas e caminhantes que ali treinam com mais frequência. Em tempos o pretexto dos responsáveis era que a luz era fraca, entretanto foi instalado nova central eléctrica capaz de fornecer luz suficiente para alimentar toda a zona abrangente do Parque, mas nada, continuamos ás escuras e à espera da boa vontade de quem nos governa a nível local, a C.M.Loures.
Quem tem a possibilidade de ali treinar durante a luz solar encontra também um local magnífico, agora ainda mais com a chegada das chuvas, ver a relva e as plantas a crescer todos os dias ali a nossos pés dando uma imagem sem igual do que é a natureza sempre em renovação e o que ela representa para todos nós.
Bom seria que mesmo perante o deslumbre do muito que por ali existe ouvesse mais atenção e também dedicação para se melhorar algumas coisas que estão em mau estado e nalguns casos em grande degradação, agradeciam todos aqueles que durante a semana fazem daquele espaço o aproveitamento para melhorar a sua condição física e também aqueles que aproveitam os seus tempos livres, nomeadamente os fins de semana, para ali levarem a família para um pequeno passeio e se divertirem um pouco.





Imagens diurnas e noturnas, clicar em cima da imagem

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Grande Prémio da Mendiga. 2011

Entre 3 provas que este fim de Semana se realizaram e que eu gostaria de ter participado,  (Ultra Trail de Barcelos, Corrida da Arrábida e Grande Prémio da Mendida) optei pela última por diversas razões, a 1ª por ser de estrada, não porque goste de estrada mas sim porque na próxima Semana vou participar na Maratona de Lisboa, a 2ª porque gosto muito daquela prova e pela envolvência que ela contem, nomeadamente o convívio final traduzido no almoço fornecido pela organização e servido num vasto pavilhão onde se concentram mais de trezentas pessoas.
Numa comitiva de atletas de 10 Amigos do Vale do Silêncio onde alguns eram estreantes a satisfação era geral por tudo o que foram encontrar, para mim foi um reencontrar de coisas já vividas em anos anteriores deixando-me sempre no final a vontade de voltar, de ano para ano.
E não se pense que aquilo é uma prova fácil de percorrer, quase metade da prova é em subida, ligeira é certo, mas que deixa marcas no final até se iniciar o retorno e que se pagam caras quando a partir dos 12kms enfrentamos a subida final de quase 2kms, ela é muito acessível mas castiga bastante. Foi neste cenário em que participei mais uma vez, já lhe perdi o conto, parti com o pensamento de não forçar, (tanto mais que o Garmin me estava a indicar que o ritmo cardíaco estava elevado durante o aquecimento lento que estava a fazer, baixando bruscamente logo que parava, aliás, eu nunca me dei bem com isto da banda cardíaca, talvez a razão esteja no facto de eu ter implantado há cerca de 3 anos um Pacemaker para estabelizar, por baixo, o ritmo cardíaco), ainda assim fui em ritmos acima daquilo que devia até pelos menos da prova (8kms) onde tivemos de enfrentar duas subidas bem prolongadas, no regresso à Mendiga sem me dar conta mantive o mesmo ritmo de andamento e concuí com apena mais um segundo na 2ª metade da prova.
No final registei 1,28,15h. para os 16,160kms com um ritmo médio de 5,25m. . (Em 2010 tinha feito 1,35,28kms e ritmo médio de 5,54m.)
Faltam agora 6 dias para a Maratona de Lisboa, o Ano passado fiz lá 4,07h, este ano já ficaria satisfeito com a marca realizada no Porto há 3 semanas atrás de 4,14h, contudo e como tem sido habitual vou partir sem ambições de qualquer espécie, depois e durante a corrida é que verei o que pode acontecer até ao final, como vai ser a 12ª Maratona aquilo que já se aprendeu servirá para me guiar durante toda a corrida e terminar sem grandes aflições, penso eu claro está.
Classificações e notícias

Amigos do Vale do Silêncio

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ainda a Maratona do Porto de 6 de Novembro de 2011


Hoje tive o grato prazer de receber um vídeo realizado por um grupo de amigos espanhóis da Região de Salamanca e enviado pelo nosso amigo português João Hébil ali radicado que com eles se desloca com muita frequência à cidade do Porto para participar na Maratona do Porto. Aos espanhóis foi um prazer tê-los conhecido e ao João só lamento não termos tido tempo suficiente para repetir o que trilhámos pelas ruas do Porto no ano anterior. Agradeço ao João o envio do Vídeo, via Fernando Andrade, aguardando que a Edição de 2012 se repita e se reforcem os laços de forte amizade e solidariedade entre todos estes amigos.

Vídeo