Um arreliador problema no pé direito surgido a meio da semana durante um treino esteve quase a impedir-me de participar na Meia Maratona da Nazaré. Com a paragem dos treinos até ao dia da prova e a ajuda de anti-inflamatórios consegui chegar ao local de partida sem dores e em condições de fazer a prova. Mas estava desconfiado que não iria terminar aquilo sem que surgissem as dores de novo. Por isso parti com muita prudência com o aviso vermelho que após a volta à Nazaré e quando passasse pelo 4º km se as dores voltassem era mesmo para desistir. Não desisti mas os sintomas ainda que ténuos permitiram ajuizar que poderia continuar com alguma segurança desde que não forçasse em demasia.
Foi desta forma e este sentimento que me envolveram do princípio ao fim na preparação da corrida e durante o seu desenrolar. A partir dos 5 kms como ainda me sentia bem comecei a correr com base na média dos 5,30m ao minuto tendo como referência as últimas provas desta distância que tenho feito recentemente. Fi-lo na companhia de mais 3 companheiros de equipa onde me mantide até cerca dos 11kms, e foi a partir daqui que comecei a sentir maiores dificuldades, por um lado o cansaço já ia chegando numa zona que subia ligeiramente e por outro os efeitos da Maratona do Porto da semana anterior já se sentiam ao nível de algumas dores musculares, por isso segui o meu ritmo por forma a não agravar ainda mais a situação. A partir daí corri isolado e sem companhia (aliás como gosto) por forma a evitar a pressão de manter ritmos mais elevados que nestas circunstâncias não me são nada favoráveis. Consegui amealhar algum tempo até ao retorna na povoação de Famalicão e como regresso mais favorável nos primeiros kms estava garantido em previsão que conseguiria entrar na meta na Nazaré abaixo das 2h de prova. Mas os problemas com o pé estavam para surgir e por volta dos 15 kms, (passei com 1,24h), a
planta do pé anuncia que a partir dali a coisa ia doer, procuro proteger aquela zona mas é dificil pois a parte da frente do pé tem de bater no chão e nem de lado dá para correr, então deixo-me ir com a convicção que a cada passo as coisas vão se agravando, mantenho mais ao menos o mesmo ritmo com o horizonte das 2 horas em mente. A chuva caía cada vez com mais intensidade, era ela que merecia agora a minha atenção, sempre gostei de correr à chuva, a estrada ia-se inundando e os pingos iam engrossando a cada passo que ia dando, o frio começava também a fazer a fazer das suas, o corpo ia arrafecendo e estava a tornar-se cada vez mais difícil arrastar o corpo até final. A subida da ponte no novo traçado aos 17kms veio em boa altura, permitiu reduzir o ritmo, que já ia lento, e obrigou a que em força os músculos tivessem de responder áquela longa subida melhorando desta forma o estado geral em que ia. Aproveitando a descida seguinte e a forte chuvada que teimava em cair pude de novo voltar ao ritmo que mais me interessava para no final concluir dentro do objectivo pretendido. Nesta altura já ignorava as dores no pé, não valia a pena, mas elas eram cada vez maiores e não era ali que me iriam impedir de chegar. Ao início da longa Avenida a chuva era cada vez mais intensa, agora mais do que nunca, eu levava um boné na cabeça mas sentia bem ela a bater, nas costas um pouco expostas ela batia com força e bem fria, nos passeios e debaixo das varandas as pessoas apoiavam ali o nosso esforço debaixo daquele vendaval que raras vezes tive oportunidade de enfrentar enquanto corria, mas por mais estranho que pareça eu estava a gostar. A meta fica lá ao fundo mas é uma eternidade para lá chegar, a estrada é um lago e não dá para escolher caminho vamos a direito até que chega o último pórtico que indica o final da prova, o José Magro alcança-me um pouco antes recuperado já das dificuldades finais que o atingiram na Maratona do Porto, o Parro chega um pouco depois com a sua companheira poucos segundos depois a mostrar a sua vontade que a Fernanda seja cada vez mais uma companheira activa no mundo das corridas a seu lado. Os meus companheiros iniciais de Clube, Fernando e Moga já tinham cortado a meta há 7 minutos revelando nesta altura uma boa condição física.
Concluí com a marca oficial de 2,00,10h. (O meu Garmin desta vez não pode ser referência para mim porque simplesmente não o desliguei!!!)
Seguiu-se uma boa jornada de convívio no Restaurante habitual, onde não faltou a companhia dos grandes Fernando Andrade e do Mário Lima.
Segue-se o Treino Noturno de S.João das Lampas na distância da Meia Maratona na próxima Sexta feira dia 18 de Novembro ás 21 horas. As incrições ainda não fecharam e são gretuitas. Todo o programa é de convívio e no final há churrascada.
Classificações e Diplomas










