domingo, 29 de maio de 2011

Festa dos Para-quedistas em Tancos 23 de Maio de 2011

Pela 1ª vez em 40 anos fui à festa dos Pára-quedistas em Tancos, a "minha casa" durante quase 4 anos. Era o Dia da Unidade que se comemora todos os anos no dia 23 de Maio, esta data consagra o dia em que foi criado o Corpo de Tropas Páraquedistas há precisamente 56 anos pelo então General (já falecido) Kauzla de Arriaga.
É uma festa que reúne ali milhares de camaradas pára-quedistas e seus familiares, onde as portas são abertas sem qualquer condições ou constrangimentos e onde de forma espectacular todas as actividades diárias ali exercidas nos são mostradas, conseguindo desta forma preencher um programa durante todo o dia que nos manteve permanentemente ocupados e extasiados com tudo o ue a nossa vista podia alcançar.
Como é óbvio foram os saltos de pára-que das que mais me impressionaram e também das coisas que mais gostei de ver. Como Veterano de Guerra aquilo que mais me tocou foi quando vi ali a desfilar à minha frente aqueles Combatentes Pára-quedistas totalmente equipados da cabeça aos pés com os rostos pintados e prontos para o combate. À memória veio-me a Guerra de África e aqueles 2 anos que palmilhei no triângulo Luanda, Leste e o Norte de Angola.
Pena mesmo foram  as minhas restrições, estava muito calor mas mesmo assim não resisti a fazer companhia aos meus amigos junto ao balcão de um certo bar das praças que há muitos anos não visitava, encostei e repeti.
Agora sei o que andei a "perder" durante 39 anos, para o ano é para repetir.


domingo, 22 de maio de 2011

Grande Prémio de Atletismo de Bucelas

Continuando a fazer aquilo que de momento me está reservado aos domingos ou fins de Semana no plano desportivo fui até Bucelas acompanhar o meu filho Hugo que foi participar em mais um Grande Prémio de Atletismo da A. R. de Vila de Rei.
Ao contrário do que é habitual quer o Secretariado quer o local de partidas e chegadas mudou-se para o centro de Bucelas. Foi uma feliz decisão e assim aquela Vila de Bucelas viu-se de repente envolvida por centenas de atletas que deram brilho ás suas ruas com um movimento constante de corridas nas suas principais artérias. Ganharam todos: a divulgação do Desporto e do Atletismo em particular, a animação decorrente do convívio entre todos os participantes e também o próprio comércio local sorriu com a oferta de um pouco de desafogo numa altura em que a crise os afecta, tal como a toda a sociedade portuguesa.
Contudo, a melhoria desta visibilidade da Corrida de Vila de Rei deslocada para o Centro de Bucelas arrasta consigo perigos diversos para os atletas e corredores: As partidas, chegadas e durante as corridas o trânsito processou-se normalmente, aqui e ali a GNR procurou sempre dar a melhor segurança para que nada de grave acontecesse e felizmente assim aconteceu, mas arrepia ver os atletas misturados no meio de automóveis enquanto corriam sem que fossem impedidos de o fazer. Este será um eterno problema para resolver já que não existem alternativas para o trânsito devido ao eixo rodoviário  existente naquele local, contudo é indespensável que se estudem alternativas enquanto decorrerem as diversas provas do calendário estabelecido, tais como: corte temporal enquanto decorre cada prova, aviso aos habituais automobilistas que por ali passam para não o fazeram nesta manhã desportiva ou passagem exclusiva e à vez pelo interior da Vila deixando a parte Central livre para o desenrolar das provas desportivas.
De lamentar também o erro no traçado da prova principal onde os atletas acabaram por percorrer menos 850 metros do que o previsto (10.000 m.) devido a uma incorreta trajectória da viatura que seguia na frente da corrida. Existiu frustação de alguns atletas que pretendiam testar o seu estado actual naquela distância tanto mais que a distância estava certificada pelos serviços da  Federação de Atletismo. Imperou a boa compreensão de todos para com a Organização para esta anomalia que sendo na estrada é sempre possível de acontecer.
Voltei a encontrar muitos amigos e fiquei satisfeito por voltar a visitar um local que me deixou gratas recordações quando jogava futebol, precisamente o campo do Bucelense onde à precisamente 45 anos ali joguei pela equipa da minha terra, Santa Iriense, e perdi naquele jogo o acesso à 1ª Divisão Destrital de Júniores.
Venceu a prova principal o José Gaspar com pouco menos de 30 minutos. O Hugo também fez um excelente registo, 34,36 m.
Aproveitei e tirei algumas fotos que podem ser vista no link que abaixo publico.
Fotos G.P.de Bucelas

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Grande Prémio de Atletismo de Vendas Novas

Desta vez sem prémios monetários, em Vendas Novas regressou-se novamente à corrida genuinamente popular. Os organizadores da prova souberam com grande dignidade preservar esta competição já com grande tradição em Portugal.
Na falta dos habituais craques, quenianos incluídos, deu-me enorme prazer ver alguns atletas de grande valor terem a sua oportunidade de mostrarem as suas potencialidades sem que seja na busca dos Euros.
Eu bem ouvia o Spiker a anunciar que estava na hora de chegar o primeiro atleta pois estava-se a atingir os 29 minutos, tempo que o vencedor do ano anterior tinha gasto para percorrer aqueles 10 kms, só que se esqueceu que este ano os primeiros planos, nacionais e estrangeiros que percorrem Seca e Meca à procura  de alguns míseros de Euros não estavam ali desta vez, mas sim outros que galhardamente sempre lá estiveram e nunca voltaram a cara à luta apesar da presença dos mais poderosos. Ganharia o Carlos Alves seguindo-se outros atletas que com a sua presença e empenho muito dignificaram a prova e os seus responsáveis.
Eu limitei-me mais uma vez a observar aquele mar de gente que teve oportunidade nesta grande jornada desportiva que conseguiu envolver todos os que de uma forma ou de outra quis participar, na pista e na estrada todos saíram de lá satisfeitos por mais um Domingo de desporto muito bem passado.
Seguiu-se o habitual convívio do pessoal amigo dos Amigos do Vale do Silêncio e da minha equipa familiar que nos ultimos tempos tenho acompanhado. Desta vez estivemos em Montemor o Novo.

Fotos do Grande Prémio deVendas Novas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Meia Maratona de Setubal (Caras de esforço)

Curioso é verificar a cara de esforço de cada um quando se atingem os 20 kms de corida e quando a meta está ali a pouco mais de 1km.
Todos eles têm uma forma particular de se expressarem, mas todos apresentam grande empenhamento em concretizar o objectivo que é chegar. Uns com ambições pessoais em atingir metas traçadas, outros que apenas pretendem fazer a sua prova divertindo-se a correr, mas todos eles não deixam de ter as suas expressões bem vincadas no rosto, caraterista que a todos é comum. Estas fotos foram tiradas a todos em Setúbal quando ia decorrido o km 20, talvez agora possam ver como habitualmente se encontra o seu semblante quando vão em pleno esforço, coisa que habitualmente pouco nos preocupa quando ali vamos com a única ideia de chegar e concluir mais uma competição.
Posted by Picasa

domingo, 8 de maio de 2011

Setúbal, a corrida e o convívio no final


O pequenote era o único que já estava servido
 Hoje fui até Setubal, com a Equipa do Vale do Silêncio e na companhia do mais recente rebento da família e os seus pais, Susana e Daniel.
O Objectivo era assistir à corrida da Meia Maratona que decorreu hoje em Setúbal e depois juntar a rapaziada do grupo e almoçar por Setúbal. E assim aconteceu, o Daniel aproveitou e ainda fez um bom treino durante a corrida, eu por enquanto limito-me a assistir já que estou impossibilitado de o fazer até que o Hospital dicida mandar arranjar uma máquina que está avariada e me retirem o que cá colocaram. Enquanto isso não acontecer vou aparecendo aqui e ali vendo as corridas e os amigos aproveitando ao mesmo tempo para ir tirando umas fotos, pois trata-se de um passatempo que também gosto de ir fazendo.
Segue-se agora Vendas Novas e Ota.
Fotos da Meia Maratona de Setúbal 8 de Maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

Corrida Internacional 1º de Maio - Lisboa

Corrida comemorativa do Dia dos Trabalhadores 1º de Maio.
Decorreu esta mnhã em Lisboa a tradicional corrida do 1º de Maio com Organização da C.G.T.P. Intersindical Nacional com a participação de 1214 atletas.
Saíu vencedor Hermano Ferreira da Conforlimpa com o tempo de 47,08m. No escalão femenino venceu Clarisse Cruz do Sporting.
De assinalar a homenagem que a Organização da prova  dicidiu premiar os atletas Armando Aldegalega e Rita Borralho, antigos campeões nacionais e que muito deram ao Atletismo Nacional, são também dos atletas com mais tradições nesta comppetição, das amis antigas do país.

Classificações
Fotos da Corrida 1º de Maio

terça-feira, 26 de abril de 2011

Constância, G.P.Páscoa e IV Encontro Blogger.

Foi um Sábado com alguma agitação este dia 23 de Abril de 2011. Estava aprazado o IV Encontro Blogger para a Vila de Constância a coincidir com a realização do 24º G.P. da Páscoa. Na minha parte desportiva apenas podia contar com a participação na Caminhada que fazia parte do programa. Do meu grupo fazia parte à partida o Jorge Branco, a minha filha Susana e o meu neto David, o Daniel integrou a prova dos 10 kms.
Desde a partida o meu grupo ficou logo isolado na trazeira, era a primeira vez que eu e o meu neto iria participar numa prova de Caminhada e desde logo o David deu a entender que aquele não era o seu lugar começando desde logo a enfernizar a cabeça à mãe, não desistimos e a cerca de 400 metros da partida nova paragem, era tempo de ele abastecer e pouco depois prosseguimos para mais adiante parar de novo, desta vez para chegar ao fim da linha, tínhamos percorrido cerca 700 metros. Aqui nesta altura já estavam de regresso os primeiros classificados da prova de 10kms e eu ia tirando algumas fotos dentro do possível e sempre que o neto ia deixando, regressámos ao ponto de partida algo frustrados pois o Jorge tinha cumprido a sua palavra em fazer a Caminhada comigo e apenas conseguimos fazer 1.500 metros de um total de 6kms.
Ainda assim fizemos quetão de não cortar a linha de chegada antes dos primeiros caminhantes.
Seguiu-se o almoço convívio da rapaziada dos blogues e de alguns outros amigos convidados e acompanhantes que reuniu quase 6 dezenas de amigos.
Foi uma excelente jornada de convívio organizada pelo Nuno Romão onde todos se sentiram satisfeitos pela oportunidade concedida em estarem ali numa Vila tão bonita e acolhedora a celebrar as suas festas anuais.
Saiu-se dali com a promessa de novo Encontro em Condeixa-a-Nova e sob a responsabilidade do Fernando Fonseca que irá levar-nos desta vez a um treino/convívio numa região onde a Natureza ainda tem muito a nos mostrar nomeadamente Conimbriga e terras de Sicó.

Fotos do IV Encontro Blogger
Fotos do G.P.da Páscoa, Constância

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Milha Urbana de Moscavide

Ontem estive em Moscavide a convite do Organizador da Milha Urbana de Moscavide, o amigo Dinis Sousa.
Mais uma vez não corri, limitei-me a dar uma pequena ajuda na organização e sempre junto ao local das partidas e chegadas numa prova muito bem organizada e estruturada onde a disciplina horária foi ponto de honra. Esta Milha e na sequência de anos anteriores teve uma excelente participação de atletas de todos os escalões ectários, tendo no final sido premiados os 10 primeiros classificados por escalão.
De salientar que a disciplina imposta pelo calendário horário fez com que por volta das 12,15h. tivesse dado como concluída esta prova da Milha Urbana de Moscavido.
De lamentar apenas a falha de ligação do Computador à máquina Impressora que impediu os atletas de verificar a sua posição e respectivos tempos alcançados
Seguiu-se depois o almoço em que fui gentilmente convidado pelos meus amigos do Super Estrelas responsáveis máximos pela organização da prova.
Fotos aqui

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Constância, IV Encontro Blogger dia 23 de Abril de 2011

Falta pouco mais de uma Semana para a realização do IV Encontro Blogger de amigos lidados a blogues que têm no Atletismo a sua inspiração como meio saudável para o seu bem estar e também na ocupação dos seus tempos Livres.
Este Encontro realiza-se deste vez em Constância no próximo dia 23 de Abril de 2011. Fazem parte deste convívio todos aqueles que queiram aderir e que de alguma forma estejam ligados a blogues que versem fundamentalmente as corridas a pé, sejam em Pista, Estrada ou Montanha.
Devem para o efeito seguir as instruções divulgadas no Blogue existente para o efeito Corridas e Patuscadas e enviar a vossa adesão.
O programa é simples, de manhã participação no Grande Prémio da Páscoa (a inscrição é gratuita) e devem fazê-la directamente junto da Organização da prova, depois seguir-se-á o almoço convívio num conhecido Restaurante de Constância.
Não percam e venham fazer-nos companhia.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Raid de Barris, Palmela

No início a subida aos moínhos
Raid de Barris, Palmela, realizado no passado dia 10 de Abril na distância de 30 kms.
Eu estive lá na condição de visitante e observar no terreno a evolução de todos os atletas, aproveitei e tirei algumas fotos que podem ser vistas aqui pelos interessados.
Agradeço ao Paulo Mota e a todos os amigos das Lebres do Sado a boleia e o convívio que me permitiu ver em vários pontos da serra a passagem de todos os atletas e almoçar num ambiente de franca camaradagem entre todos os participantes,

Clicar aqui para ver algumas fotos do Raid de Barris de 10/4/2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia do Moínho, assim???

De velas enroladas, como que a convidar para que se lembram
dele
O dia nacional dos Moinhos teve ontem a sua comemoração e em muitos locais do país o Moínho teve com alguma dignidade algo a envolvê-los prestando-lhes a merecida homenagem pelo seu papel extremamente importante que desempenharam até aos dias de hoje na vida das pessoas e de imensas comunidades locais.
Entre nós Santa-Irienses também temos os nossos moínhos, alguns em estado de total ruína e abandono, mas em boa hora foi construído recentemente um em pleno Parque Urbano de Santa Iria da Azóia. E ele lá está para regalar os olhos a quem por diversos motivos visita este Parque.
Ontem a pretexto da sua comemoração nacional este Moínho foi envolvido por aquilo a que se devia chamar de festividades alusivas à efeméride e mais não passou de um acto pobre e despido de algum valor educativo. Desloquei-me lá para assistir ao que se anunciara previamente e também pela curiosidade de ver os figurantes que iriam dar corpo a tão sugestiva comemoração. E aquilo a que assisti foi de uma pobreza extrema, 3 diligentes funcionários alimentando um pequeno forno a lenha que por sua vez receberia pequenas broas de pão para destribuir pelos presentes consubstanciados por pequenos grupos de crianças que ali estavam devidamente enquadrados por responsáveis da área escolar. Debaixo de pequenas cabanas montadas para o efeito as crianças iam manipulando pequenos nacos de massa como que a preparar o pão que por ilusão serviria para mais tarde ingerirem, (É óbvio que este trabalho apenas serviu para explicar ás crianças como se fazia o pão e os ditos pedaços de massa nunca chegaram a entrar no forno), Esta foi a meu ver a única lição positiva dada ás crianças, o resto é lamentável, o enquadramento daquilo mais parecia um acampamento de nómadas (com o devido respeito) onde nem as crianças foram poupadas ás altas temperaturas que se faziam sentir naquele local, que obedientes e por não caberem todas debaixo dos abrigos ali estavam sentadas no chão sobre a relva, alinhadas e à espera dos desenvolvimentos seguintes.
O Moínho, razão maior das comemorações, ali estava ao lado  sem qualquer ligação ao que se estava a passar ali a escassos metros. Era suposto que o Moínho estivesse desfraldado, até estava uma ligeira brisa que permitiria o seu funcionamento, e desta forma fazer aquilo que é a sua função: rolar e moer os cereais que por sua vez dão lugar à feitura deste alimento tão precioso de todos nós que é o pão,  mas não, o pano teimava em estar enrolado aos seus mastros(?)  e alheio a tudo o resto. Se é para ensinar as crianças como é que se faz o pão era mais educativo levá-los a uma Fábrica de fazer pão, ali devia ensinar-se as crianças como funciona o Moínho e as suas funções que permitem o fabrico do pão, mas como se por uns míseros € não se colocou aquilo a funcionar? O Moinho serve para educar e também para evocar a história, mas aquele pelos vistos apenas serve para encher o olho e fundamentalmente para fazer publicidade a uma conhecida empresa nacional. Lamentável, saí de lá deprimido, por mim e por aquelas crianças que são facilmente manipuláveis. Responsáveis do Município? nem um lá vi e foi pena!  

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Trilhos de Almourol 2011

Partida de Aldeia do Mato
Realizou-se hoje, 3/4/2011,  a espectacular prova de Trail, Os Trilhos de Almourol, debaixo de uma brisa bem fresca acabando por ser bem benéfica para os trailers da prova dos 40 kms. Apenas os mais atrasados acabaram por apanhar algum sol bem escaldante a partir das 5 horas de prova.
Para além desta realizou-se ainda uma prova de 21kms e uma Caminhada que contentou todos os que dicidiram passar este excelente dia de Domingo a praticar Desporto nesta bonita localidade do Entroncamento.
Estive lá, não para correr mas para assistir de perto ao desenrolar da competição, fui convidado pelo José Brito para acompanhá-lo na preparação da Partida em Aldeia do Mato  na margem da Barragem de Castelo de Bode e depois no decorrer da prova a observar a progressão dos atletas, principalmente dos primeiros classificados. Foi uma nova experiência para mim viver um pouco por dentro (superficial) esta excelente máquina humana do CLAC e outros amigos que preparou e levou a efeito esta bonita prova, quase toda ela disputada em caminhos e trilhos de terra batida. Excelente.
É verdade que esta 2ª Edição foi muito mais exigente do que a que se realizou o ano passado e por isso para quem repetiu tornou-se mais atractiva embora a sua dureza fizesse mossa a quase todos os participantes à passagem dos kms 17 e 18.
Assisti à passagem de todos eles no km 19 onde era visível o seu esforço estampado no rosto depois de saírem daquele "inferno" de subidas de 40% de inclinação e muito os admirei e a todos não faltou o meu incentivo.
Aproveitei e tirei algumas fotos, algumas têm pouca qualidade mas a constante mobilidade provocava também em mim um certo cansaço que na hora de clicar as coisas não saíssem tão bem como gostaria, ainda assim dicidi partilhá-las com todos.

Classificação dos Trilhos de Almourol

quinta-feira, 31 de março de 2011

As notícias que nos entristecem

Ninguém espera por notícias tão tristes quando elas nos entram pela porta a dentro, esta deixou-me perplexo, ontem ao abrir o Jornal deparo-me com a notícia da morte de José Leão, Presidente eleito da Junta de Fraguesia de Savavém e meu colega na Cãmara Municipal de Loures, ele enqunto Adjunto da Presidência e eu com funções na Autarquia cuja ligação era muito estreita à sua actividade.
Sempre reconheci nele uma grande amabilidade e respeito para com todos e foi com essa impressão que fiquei dele desde que me reformei, há 3 anos, até aos dias de hoje.
Era Pai do Vereador da C.M.Loures Ricardo Leão.
A última vez que estive com ele foi em Sacavém durante a realização do Grande Prémio da Cooperativa a Sacavenense, recorda-se agora aquele momento em que ele se associou à homenagem que foi prestada pela Cooperativa ao grande campeão Fernando Mamede, arrepia só de pensar que isto aconteceu à menos de 3 meses.
Retenho dele a sua amizade e a sua simpatia. Até um dia amigo José Leão.

segunda-feira, 28 de março de 2011

12 kms de Salvaterra

Algumas fotos obtidas na prova 12 kms de Salvaterra de Magos realizada no passado dia 27 de Março de 2011.
Estive presente para assistir e aproveitei para tirar algumas fotos, fiz a minha maratona a carregar no clik da máquina, nem me apercebi que bati o meu recorde nesta variante. Já que o registo foi grande aqui as deixo para a rapaziada poder observar e porque não ficar com uma recordação.
Fotos aui

quinta-feira, 24 de março de 2011

4º Encontro Bloguer, ainda vamos a tempo?

Sem ser no poleiro gostava de os voltar a ver ali à
 beirinha do Rio na Foz do  Zêzere no próximo
dia 23 de Abril 
Continuamos a guardar notícias do nosso Director de Constância. Alimento ainda a esperança da realização deste nosso 4º Encontro, para isso todos os bloguistas devem manter em aberto a data de 23 de Abril em aberto e disponíveis para estar presente em mais um Encontro.
A Inscrição é gratuita e acho como uma boa medida que comecemos  a fazer a inscrição para a prova.
Sobre o Almoço aguardamos notícias do Romão pois certamente ele estará a tratar das coisas em Constância.

domingo, 20 de março de 2011

Um livro cheio de recordações

Para minha surpresa fui hoje encontrar nas bancas o livro "A Minha Guerra", comemorativa dos 50 anos da Guerra em Angola.
Na capa e no seu interior fui encontrar publicada uma parte da minha Odisseia nesta Guerra vivida entre 1969 e 1972.
Trata-se de uma Edição da responsabilidade do Correio da Manhã que aglotinou uma parte dos depoimentos feitos pelos antigos combatentes, bem como a ilustração de muitas fotos que marcaram uma história na vida de muitos militares.
 Não será das coisas que mais me orgulhe, longe disso, mas que me marcou na minha juventude e em nada me envergonha ter feito aquele percurso ainda que forçado pelas circunstâncias vividas naquela altura e que se traduziam em "defender a Pátria".
Sem a intensão de o recomendar seja a quem for sempre direi que se trata de um testemunho extremamente importante não só para as actuais gerações como também para as gerações futuras. O preço é muito acessível, menos de 5€.
Uma das minhas fótos vem na capa do livro. É a foto do Pára.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Os sonhos impossíveis

Trilhos de Almourol 2010, agora só em 2012
Domingo dia 13 de Março, 07h levanto-me para me preparar para participar na Corrida das lezírias que estava há muito programada. 1º tinha que ir ter com o Daniel para tomarmos juntos o pequeno almoço e depois seguir para Vila franca.
Tinha passado mal a noite, quase sempre em claro, mas assim que pisei o chão verifiquei que a coisa estava mesmo mal, a indisposição acentuou-se e não tive outro remédio em comunicar ao meu Genro que eu estava incapaz de fazer fosse o que fosse e que desistia de ir fazer a corrida pois se nem sequer a viagem era capaz de suportar.
Domingo dia 13 de Março, 13,30h sigo o mais rápido que posso a caminho do Hospital, a situação era insuportável nem deu para esperar pelo Daniel como estava combinado.
Entrei no Curry Cabral ás 14h e só saí ontem dia 17/3 pelas 20h,  neste intervá-lo passaram-se muitas coisas difíceis de descrever mas que um dia faço questão de revelar.
O que importa agora é recuperar e voltar, contudo será um processo longo e angustiante para quem como eu gosta de correr e enfrentar sempre novos desafios, de me ver afastado daquilo que tanto gosto que é estar junto dos amigos e partilhar com eles o convívio e as fantásticas aventuras por este vasto Portugal.
Ficarão pelo caminho os sonhos de participar em algumas provas que tanto queria realizar este ano, tais como: Trilhos do Pastor, Trilhos de Almourol, Trilhos dos Barris, Geira Romana, Serra da Freita, Melides/Tróia, Noturna de Óbidos, etç. Muitas outras também ficam para trás mas neste momento nem sequer posso sonhar com uma recuperação que permita abreviar caminho, isto é como fazer a regeneração de órgãos vitais e começar de novo, sonhamos mas o sonho tem limites.

terça-feira, 8 de março de 2011

20 Kms de Cascais

À chegada, com o Tigre (ao fundo a marca oficial)
Mais uma prova de estrada, esta a comprovar que se vai tornando cada vez mais difícil para mim participar em competições de média e pequena distância desde que esta se efectui em asfalto. Em particular esta foi enfadonha e demasiado longa (para mim que devia repousar mais um pouco), apesar da sua beleza natural ali mesmo à beirinha do Oceano Atlântico.
Mais uma vez o Luís Miguel (o Tigre) deu-me uma mãozinha, apanhei-o ainda na fase de aquecimento, já ele tinha 10 kms de treino com vista aos 101 kms de Ronda já em Abril. Começámos com muita prudência e fomos encaixando o nosso andamento na casa dos 5,30m por km, aos 5kms passámos com 27m e aos 10kms com cerca de 55m. A partir daqui comecei a sentir os efeitos da falta de ritmo para esta distância, os pulmôes já não respondem ao esforço que lhe é pedido e vejo-me forçado a abrandar, as pernas vão perdendo força e procuro recuperar os índices de respiração aceitáveis para retomar o ritmo que trazia, entretanto o Tigre abala e conto não mais o ver até chegar à meta. Aproveito a passagem dos 13kms para ingerir um Gel que levava comigo, para isso ando um pouco em marcha mais rápida e bebo uns goles de água que levava comigo e sigo de novo a correr, agora com mais vigor depois desta pequena recuperação. Volto a apanhar o Tigre no abastecimento dos 15kms (penso que ele estaria à mnha espera), não me abasteço nem recebo água pois ainda tinha e não valia a pena estar a desperdiçar aquela água tão preciosa para os que vinham mais para trás.
O Hugo a chegar, com a sua excelente marca
Sigo agora na sua companhia mas a um ritmo muito lento, as dificuldades voltaram e chego mesmo a andar perto dos 17kms quando já se vislumbrava o cimo daquela longa mas acessível subida, foram cerca de 200m mas o suficiente para recuperar algumas forças, dos 18 para os 19kms tive de refrear de novo, aqui chega ao pé de nós o Manuel Fonseca que veio ao nosso encontro e ajudou a palmilhar aquele último km a um ritmo mais de acordo com o desnível do percurso existente naquele local.  Tal como em Alvados cortei a meta abraçado ao Luís Miguel, nem sei como lhe agradecer pois passei por fases difíceis e ele manteve-se ali sempre por perto, incentivando-me sempre que observava que eu não ia bem.
Cortámos a Meta com 1,54,55h. para os 20,130kms que o meu Garmin registou com uma média de 5,43m por km.
Em conclusão tenho de aceitar que as provas de estrada têm de ser feitas com muita prudência e nunca em ritmos acima daquilo que sou capaz de aguentar, fazer uma prova de 40kms em Montanha não é a mesma coisa que fazer 20kms ou mesmo uma Maratona em Estrada, a preparação tem de ser específica, o problema é que não há tempo para isso, ou por outra, não tenho dado espaço para que isso aconteça e o resultado é este que vou enfrentando que se traduz em cansaço acumulado sem interválos para recuperar.
Até aos Trilhos do Pastor vou tentar recuperar nas provas que se vão seguir até lá: Lezírias e Meia Maratona de Lisboa, correndo o risco desta última ficar por fazer se sentir que tenho mesmo de repousar mais um pouco.
Passagem na meta pouco antes dos 5 kms.
A minha Equipa Amigos do Vale do Silêncio esteve bem representada com um elevedo nº de atletas, tendo a maioria deles melhorado as suas marcas individuais.
A prova esteve muito bem organizada e com apoios aos atletas excelente, nomeadamente os 3 abastecimentos de água ao longo do percurso em quantidade suficiente, o que é sempre de registar.
Pena aquela falha no Computador do registo da chegada dos atletas que levou a que a distribuição dos prémios se atrasasse e as classificações finais não fossem divulgadas.
Ao Tigre o meu obrigado por mais uma vez ter tido a paciência de andar a rebocar-me, e à Isabel Fonseca e Hiolanda pela força que nos foram dando sempre que por elas íamos passando.
Uma referência também para o meu filhote Hugo Adelino que participou nesta prova fazendo a excelente marca de 1,19h.
Fótos da:
A.M.M.A.
Classificações aqui

terça-feira, 1 de março de 2011

Sicó, descida complicada

(Vídeos de J.Serrazina)

Trilhos de Sicó, a maldade

As fitas maldosamente trocadas em Sicó

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Trilhos Terras de Sicó


Um ano depois voltei a Terras/Serras de Sicó, ali nas redondezas do Concelho de Condeixa a Nova. Um Trail de 30 kms, extraordináriamente bem organizado pela Associação O Mundo da Corrida e com o apoio de diversas entidades da Região de entre as quais destaco a Câmara Municipal, os Bombeiros e os Escuteiros.
Fizeram-me companhia a partir de Santa Iria da Azóia, o Fernando Andrade, o Mário Lima e o Paulo Portugal, sendo que apenas o Paulo é membro da mesma Equipa que eu, Amigos do Vale do Silêncio.Partimos no Domingo bem cedo e duas horas depois já estávamos a chegar a Condeixa.
Voltei a encontrar muitos amigos por ali e fomos preparando a nossa participação nesta 2ª Edição dos Trilhos de Sicó, já tinha estado na 1ª Edição há um Ano e estava com curiosidade pois sabia que o percurso tinha sido alterado e tornara-se assim muito mais exigente, segundo diziam.
O Paulo era estreante neste tipo de provas em serras e montanhas e eu não me cansava de lhe dar alguns conselhos, deu para ver logo ali que a inesperiência era de facto muita, equipamente desadequado e muito limitado, valeu que o tempo estava excelente e a chuva já não caía há alguns dias.
Optei por levar apenas dois bidons pequenos de água à cintura, a organização assegurava abastecimentos a cada 5 kms. Ainda no pequeno aquecimento para a prova parti um dos 2 apoios (bastões) que pretendia levar para me auxiliar nas muitas e difíceis subidas que a prova iria ter, optei por disistir de levar o outro pois em nada me ira beneficiar.
Esta crónica é um pouco dedicada ao meu companheiro de equipa Paulo Portugal que por ser estreante neste tipo de provas quis sentir as dificuldades naturais por que passam os atletas e também pelo fascínio de historias passadas que ouviu pessoalmente contar das nossas divas da Ultra-Maratona, Célia Azenha e Glória Serrazina, e também na sua condição de Jornalista que um dia pretende escrever as odisseias das montanhas dos nossos atletas nesta variante e nada melhor do que começar desde já a vivê-las. 
Desde o início o Paulo prudentemente entendeu ficar comigo dada a sua inesperiência e valendo-se de alguns conselhos que lhe dei foi indo conforme as suas possibilidades, pareceu-me que ia sempre bem embora nas descidas fosse muito prudente dado a perigosidade de algumas delas. Optei por em algumas subidas mais manhosas por andar  por forma a não me afastar muito do objectivo final que seriam as 4 horas. Sempre que me afastava nas descidas o Paulo acabaria por me alcançar depois na parte mais plana e assim fomos progredindo até chegarmos ao abastecimento dos 20 kms . Até aqui tánhamos gasto duas horas exactas e estava tudo a correr bem para o objectivo final, foi aqui também que me despedi do Paulo, as suas dificuldades já se manifestavam há algum tempo e começavam a agravar-se, as câmbrias eram agora frequentes, disse-lhe que viesse com mais calma e não forçasse muito e parti para os últimos 10 kms que começavam logo ali com uma subida bem acentuada que nos levaria ao ponto mais alto do percurso a cerca de 600 metros de altitude. Até ali o percurso esteve sempre bem assinalado, situação que se manteve até final da prova, mas soube depois que por ali algures alguém tinha boicotado o trajecto ao retirar fitas e enganando os atletas a seguirem outros destinos prejudicando os primeiros que seguiam na frente, pararam e algum tempo depois reiniciarem a prova sem mais problemas. O Abútrico Pedro teve a simpatia de remarcar o percurso de novo nesse local e nós os mais atrasados pudemos passar sem que tivéssemos tido qualquer problema. Após sair dos 20 kms e quando já vou a meio da Montanha olho para baixo e vejo o Paulo sentado na berma do caminho e com 2 atletas que por ali vinham a prestarem-lhe auxílio, pensei que como estava perto do Abastecimento ele iria para lá e disistiria da prova, segui a pensar que o Mário Lima ainda vinha para trás e daria uma ajuda para ajudar a resolver aquele problema do Paulo. Também sabia que o Mário vinha em dificuldade, esteve doente com gripe e só há última é que dicidiu ir fazer a prova, manteve-se sempre perto de mim até cerca dos 20 kms.
A partir do alto da Serra começo a recuperar muitas posições, aproveito as descidas onde se podia correr sem forçar muito os joelhos, os trilhos muito estreitos é onde eu mais gosto de correr e eles não faltaram ali, tendo em menos de nada alcançado o último abastecimento dos 25kms, mesa bem composta de tudo mas eu apenas me lanço ás laranjas, aliás como fiz em todos os abastecimentos, e água deixando lá o queijo da Região e outras iguarias sem lhe tocar. Um pouco mais à frente alcanço o Carlos Coelho que seguia com alguma prudência, tinha caído um pouco antes e estava bem marcado, seguia envolto ainda na sua tristeza de durante a Semana ter perdido o seu pai, passei dei-lhe um estímulo e segui, agora na companhia de duas amigas que durante grande parte do percurso andaram por ali perto de mim.
Continuei e fui ultrapassndo outros atletas que já seguiam muito limitados devido a problemas musculares, retomava agora o caminho que tínhamos feito no início da prova ali junto ás ruínas de Conimbriga e ás portas de novo de Condeixa. Forço mais um pouco e sinto que ainda restam algumas reservas, de repente já começo a ver a meta e como é a descer acelero ainda mais e corto a meta conforme tinha prespectivado, abaixo das 4 horas.
Verifico que o Paulo e o Mário ainda não tinham chegado, sinal que não tínham desistido e que poderiam chegar a qualquer momento.
Já lá estava o Fernando Andrade e dirigimo-nos de imediato para o banho retemperador, desta vez com água bem quentinha.
 O Paulo chegou ao balneário quando eu já vinha a sair, fiquei satisfeito por o ver ali e por ter conseguido terminar a prova, notava-se que estava satisfeito, também por ter concluído mas estava igualmente muito queixoso com dores e câimbras musculares, o que se compreende.
Pouco depois chegou também o Mário Lima que prudentemente e face aos problemas gripais optou por fazer a partir de determinada altura uma corrida que permitisse chegar ao fim sem mais problemas de maior.Voltei de novo ao balneário numa altura em que o Paulo já se vestia mas ainda a tempo de o auxiliar a vestir algumas peças do vestuário, nomeadamente as meias e os sapatos já que as cãimbras não o deixavam chegar até lá.
Registei a distância de 29,500kms e um tempo de 3,58,44h. tendo o Paulo conseguido apesar de todos aqueles problemas o tempo de 4,18,07h.
Foi uma prova muito bonita de fazer, o traçado foi quase na sua totalidade alterado, excepto o início e o se final que se mantiveram. Considero-o mais de acordo com o gosto da maioria dos atletas onde por vezes andar por aqui e por ali ás voltinhas não será tão atractivo (a Laminha será uma excepção), confesso que gostei mais deste novo percurso e provavelmente para o ano teremos um ainda mais original  tantas são as opções que aquelas serras podem oferecer para perorrer.
O convívio final foi mais uma vez excepcional, desta vez cheguei a horas decentes para almoçar, juntámos o nosso grupo e na companhia do António Almeida e família podemos conversar e relaxar ali um pouco das incidências da prova e do que está para vir.
Nesta altura já o Paulo tinha recuperado e estava em condições de nos levar de volta até ao nosso local de chegada na Região de Lisboa, o que aconteceu por volta das 16,30h.
Segue-se os 20kms de Cascais já no próximo Domingo.


Classificações



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Trail de Alvados, ( Vídeo da TVI e mais fotos.)

Trail de Alvados, veja aqui o Vídeo da reportagem da TVI a partir do minuto 42.



Mais algumas fótos cedidas gentilmente por amigos.

Ainda perto do início e com os participantes na Caminhada por perto

Extraordinária subida até perto dos 600 metros de altimetria
Uma pausa para hidratar
Ia ali a meio e a pouco tempo de ir ao chão!!!
Na Fornea, um dos pontos mais bonitos e difíceis, com o Hernâni e o José Pereira, dos Amigos Vale Silêncio

Fotos de Luís Miguel e Paulo Sequeira

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Trilhos Castelejo 2011



Mais um filme da autoria do Jorge Serrazina aos 2 kms de prova , um autêntico poço.

Trilhos Castelejo 2011

Um excelente Vídeo realizado pelo Jorge Serrazina quando iniciou a mais espectacular descida deste excelente Trail, a descida da Fórnea.

Trail de Alvados, 20 de Fevereiro de 2011


O grande companheiro deste Trail, Luís Miguel
 50 anos depois voltei a Alvados e ás grutas vizinhas de Santo António, tinha então 12 anos e acompanhei os meus pais aquele local que desde então ficou gravado na minha memória. Desta vez não visitei as grutas de Alvados e Santo António situados ali na bonita Serra de Aire, o objectivo era correr o Trail de Alvados cuja realização se situava em torno da sua localização, mas levava no sentido reviver ali bem perto um passado bem longínquo onde a memória pouco ou nada já conseguia descortinar de concreto.
Desta vez tive a agradável companhia de 5 Amigos do Vale do Silêncio, 3 deles estreantes em provas de trail, o Fernando Jorge, o nosso manager, Hernâni Monteiro e o Filipe Ramalho que numa 1ª experiência fizeram com o José Pereira apenas a prova de 21 kms, o João Inocência acompanhou-nos como elemento de apoio e fez a cobertura fotográfica da nossa participação.
Eu tinha o objectivo de fazer a prova principal de 40 kms e foi com esse objectivo que me apresentei à partida, mas sabia que iria ser muito difícil para mim participar neste trail apenas uma Semana depois da Maratona de Sevilha. Apesar de tudo parti confiante e logo ali eu e o Luís Miguel (O Tigre) fizemos algo parecido como um pacto de fazer o Trail de forma calma e tranquíla controlando sempre os excessos em favor de evitar um desgaste desnecessário uma vez que ainda estávamos os 2 em recuperação de Sevilha.
Passando pelos participantes da Caminhada
O dia estava cinzento mas sem ameaçar chuva, excelente para a corrida pois não havia sol nem vento, devido à chuva dos últimos dias o solo estava encharcado de água e lama mas isso pouco importava aos trailianos pois quando foi dada a partida via-se nitidamente a satisfação que todos apresentavam quando começaram a competição.
Aos 2 kms apareceu o 1º grande obstáculo da prova, ( um pouco antes tinha chocado com o joelho direito num pedregulho em resultado de uma escorregadela, o resultado foram 3 buracos junto à rótula e um traumatismo cuja dor não mais passou até final), uma descida quase em rapel onde não faltou a corda para ajudar a vencer aquele difícil obstáculo, os mais corajosos que iam à frente nem se aperceberam da dificuldade que ali estava e em 3 saltos ultrapassaram aquilo em menos de nada, o pior foi quando começaram a chegar ali os mais receosos e logo começou a formar-se uma fila imensa que a passo de caracol lá se ia aproximando do obstáculo, eu que seguia com o Tigre na 3ª metade do pelotão ali fiquei perto de 10 minutos à espera da minha vez, lá chegado passei sem qualquer dificuldade.
Logo de seguida entramos na parte mais plana da prova atravessando um olival completamente submerso pela água que se acumulou devido à chuva dos últimos dias, era água e lama mas todos estavam preparados para enfrentar aquilo, como ia na frente dos meus colegas de Clube lembrei-me deles, principalmente dos estreantes como iriam reagir quando ali chegassem. Seguíamos agora na direção das Fórneas, nome dado a um sistema montanhoso cuja beleza do local vista do alta da Serra é coisa rara de se ver. Perto dos 13 kms dá-se a divisão dos atletas que estavam em competição,a distância mais curta (21kms) para a esquerda e os outros (40kms) para a direita, olhei para lá e vi uma Serra cuja subida quase se perdia de vista, creio que foi o ponto mais alto que alcançámos (perto dos 600m), eu e o Tigre atacámos aquilo com determinação
A Equipa dos Amigos do Vale do Silêncio, acompanhados do Abútrico Vitorino Coragem e do Vencedor do Trail e Tomarense Luís Mota.
e com os apoios que levávamos não tardou muito para começarmos a ver a beleza da paisagem que se espalhava cá em baixo á medida que íamos subindo, tirámos algumas fótos, (ò Miguel eu gostava de as ver) que podem testemunhar a grandeza daquele local. No alto estava mais um providencial abastecimento (foram 8 no total e sempre bem localizados) depois serpenteámos sempre o alto da Serra e descemos depois até encontrarmos o abastecimento dos 20kms, aqui aproveitei para comer laranja e alguns cubos de marmelada pois o estômago já dava sinais de alguma necessidade alimentar. O que se seguiu foi sempre um misto de sobe e desce com alguns espaços de recuperação onde se podia correr, o joelho doía-me e ainda não sabia os estragos que a queda tinha causado pois levava calça de licra e esta não deixava ver, mas como era possível correr nunca pensei em ficar pelo caminho. Quando descia mais uma das Serras de acesso aos 25 kms nova queda, agora  fora de costas, novo rasgão desta vez na nádega esquerda e uma nódoa no braço esquerdo, agora já estava um pouco mais equilibrado e já não mancava. O Luís Miguel manteve-se sempre fiel ao fazer-me companhia desde o início, ele é de outro campeonato e foi de grande humildade da sua parte partilhar a sua prova na minha companhia, tem no seu currículo provas de longa distância em Trail, Humillak 160kms, Monte Branco 166kms etç, entre outras, daí a minha satisfação de ele se encontrar ali a meu lado durante toda a prova.
A prova continuou sempre serpenteando e em sobe e desce, até que começamos a visualizar novamente a Povoação de Alvados, estávamos com 34 kms e

Registo Garmin dos locais de passagem neste Trail

 novamente num dos pontos mais altos da Serra, dali até à meta era quase sempre a descer mas para mim continuava a ser um calvário sempre que enfrentava uma nova descida, os joelhos, principalmente aquele que estava ferido, doíam a cada passada mas forçosamente tinha de ignorar, tínhamos passado todos os controlos dentro do tempo limite imposto pela organização e não era agora que ía deixar cair o esforço dispendido e com a meta ali tão perto. Lançámo-nos Serra abaixo correndo onde era possível até chegar a Alvados, aqui ainda fizemos nova incursão na mata até chegámos finalmente ao asfalto a cerca de 1 km da meta, ali, estava o amigo José pereira que nos acompanhou e guiou até à meta. Aqui e em reconhecimento pela grande ajuda cortei a meta abraçado ao Tigre e grande amigo Luís Miguel.
Cortámos a linha de Meta com chip,  com o tempo de 6,47h, a 13m do limite imposto pela organização, para a distância de 39,970kms. Sem sombra de dúvida esta prova de Trail entra no lote daquelas mais espectaculares que já fiz, em dureza mas também em beleza no que diz respeito à Natureza.
A organização esteve impecável ao longo de todo o percurso ajudando sempre a encaminhar os atletas em pontos que poderiam ser mais difíceis em termos de segurança.O percurso todo ele bem marcado e assinalado, cheguei a comentar com o Miguel que era impossível alguém enganarse ali, pelos vistos enganei-me pois ouve alguns que trocaram os 41 pelos 21 voltando para o lado errado.
Apesar de chegar tarde ainda havia almoço reservado para mim, o que é sempre agradável.
Pena foi mesmo o banho que não consegui tomar, a água não estava fria, estava gelada e naquelas condições em que já vinha nem pensar em chuveiro, limitando-me a refrescar os gémeos e a lavar as partes mais acessíveis!!!
Pela sua excelência e pela Organização, se puder para o Ano voltarei.
Fotos Mundo da Corrida