segunda-feira, 28 de março de 2011

12 kms de Salvaterra

Algumas fotos obtidas na prova 12 kms de Salvaterra de Magos realizada no passado dia 27 de Março de 2011.
Estive presente para assistir e aproveitei para tirar algumas fotos, fiz a minha maratona a carregar no clik da máquina, nem me apercebi que bati o meu recorde nesta variante. Já que o registo foi grande aqui as deixo para a rapaziada poder observar e porque não ficar com uma recordação.
Fotos aui

quinta-feira, 24 de março de 2011

4º Encontro Bloguer, ainda vamos a tempo?

Sem ser no poleiro gostava de os voltar a ver ali à
 beirinha do Rio na Foz do  Zêzere no próximo
dia 23 de Abril 
Continuamos a guardar notícias do nosso Director de Constância. Alimento ainda a esperança da realização deste nosso 4º Encontro, para isso todos os bloguistas devem manter em aberto a data de 23 de Abril em aberto e disponíveis para estar presente em mais um Encontro.
A Inscrição é gratuita e acho como uma boa medida que comecemos  a fazer a inscrição para a prova.
Sobre o Almoço aguardamos notícias do Romão pois certamente ele estará a tratar das coisas em Constância.

domingo, 20 de março de 2011

Um livro cheio de recordações

Para minha surpresa fui hoje encontrar nas bancas o livro "A Minha Guerra", comemorativa dos 50 anos da Guerra em Angola.
Na capa e no seu interior fui encontrar publicada uma parte da minha Odisseia nesta Guerra vivida entre 1969 e 1972.
Trata-se de uma Edição da responsabilidade do Correio da Manhã que aglotinou uma parte dos depoimentos feitos pelos antigos combatentes, bem como a ilustração de muitas fotos que marcaram uma história na vida de muitos militares.
 Não será das coisas que mais me orgulhe, longe disso, mas que me marcou na minha juventude e em nada me envergonha ter feito aquele percurso ainda que forçado pelas circunstâncias vividas naquela altura e que se traduziam em "defender a Pátria".
Sem a intensão de o recomendar seja a quem for sempre direi que se trata de um testemunho extremamente importante não só para as actuais gerações como também para as gerações futuras. O preço é muito acessível, menos de 5€.
Uma das minhas fótos vem na capa do livro. É a foto do Pára.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Os sonhos impossíveis

Trilhos de Almourol 2010, agora só em 2012
Domingo dia 13 de Março, 07h levanto-me para me preparar para participar na Corrida das lezírias que estava há muito programada. 1º tinha que ir ter com o Daniel para tomarmos juntos o pequeno almoço e depois seguir para Vila franca.
Tinha passado mal a noite, quase sempre em claro, mas assim que pisei o chão verifiquei que a coisa estava mesmo mal, a indisposição acentuou-se e não tive outro remédio em comunicar ao meu Genro que eu estava incapaz de fazer fosse o que fosse e que desistia de ir fazer a corrida pois se nem sequer a viagem era capaz de suportar.
Domingo dia 13 de Março, 13,30h sigo o mais rápido que posso a caminho do Hospital, a situação era insuportável nem deu para esperar pelo Daniel como estava combinado.
Entrei no Curry Cabral ás 14h e só saí ontem dia 17/3 pelas 20h,  neste intervá-lo passaram-se muitas coisas difíceis de descrever mas que um dia faço questão de revelar.
O que importa agora é recuperar e voltar, contudo será um processo longo e angustiante para quem como eu gosta de correr e enfrentar sempre novos desafios, de me ver afastado daquilo que tanto gosto que é estar junto dos amigos e partilhar com eles o convívio e as fantásticas aventuras por este vasto Portugal.
Ficarão pelo caminho os sonhos de participar em algumas provas que tanto queria realizar este ano, tais como: Trilhos do Pastor, Trilhos de Almourol, Trilhos dos Barris, Geira Romana, Serra da Freita, Melides/Tróia, Noturna de Óbidos, etç. Muitas outras também ficam para trás mas neste momento nem sequer posso sonhar com uma recuperação que permita abreviar caminho, isto é como fazer a regeneração de órgãos vitais e começar de novo, sonhamos mas o sonho tem limites.

terça-feira, 8 de março de 2011

20 Kms de Cascais

À chegada, com o Tigre (ao fundo a marca oficial)
Mais uma prova de estrada, esta a comprovar que se vai tornando cada vez mais difícil para mim participar em competições de média e pequena distância desde que esta se efectui em asfalto. Em particular esta foi enfadonha e demasiado longa (para mim que devia repousar mais um pouco), apesar da sua beleza natural ali mesmo à beirinha do Oceano Atlântico.
Mais uma vez o Luís Miguel (o Tigre) deu-me uma mãozinha, apanhei-o ainda na fase de aquecimento, já ele tinha 10 kms de treino com vista aos 101 kms de Ronda já em Abril. Começámos com muita prudência e fomos encaixando o nosso andamento na casa dos 5,30m por km, aos 5kms passámos com 27m e aos 10kms com cerca de 55m. A partir daqui comecei a sentir os efeitos da falta de ritmo para esta distância, os pulmôes já não respondem ao esforço que lhe é pedido e vejo-me forçado a abrandar, as pernas vão perdendo força e procuro recuperar os índices de respiração aceitáveis para retomar o ritmo que trazia, entretanto o Tigre abala e conto não mais o ver até chegar à meta. Aproveito a passagem dos 13kms para ingerir um Gel que levava comigo, para isso ando um pouco em marcha mais rápida e bebo uns goles de água que levava comigo e sigo de novo a correr, agora com mais vigor depois desta pequena recuperação. Volto a apanhar o Tigre no abastecimento dos 15kms (penso que ele estaria à mnha espera), não me abasteço nem recebo água pois ainda tinha e não valia a pena estar a desperdiçar aquela água tão preciosa para os que vinham mais para trás.
O Hugo a chegar, com a sua excelente marca
Sigo agora na sua companhia mas a um ritmo muito lento, as dificuldades voltaram e chego mesmo a andar perto dos 17kms quando já se vislumbrava o cimo daquela longa mas acessível subida, foram cerca de 200m mas o suficiente para recuperar algumas forças, dos 18 para os 19kms tive de refrear de novo, aqui chega ao pé de nós o Manuel Fonseca que veio ao nosso encontro e ajudou a palmilhar aquele último km a um ritmo mais de acordo com o desnível do percurso existente naquele local.  Tal como em Alvados cortei a meta abraçado ao Luís Miguel, nem sei como lhe agradecer pois passei por fases difíceis e ele manteve-se ali sempre por perto, incentivando-me sempre que observava que eu não ia bem.
Cortámos a Meta com 1,54,55h. para os 20,130kms que o meu Garmin registou com uma média de 5,43m por km.
Em conclusão tenho de aceitar que as provas de estrada têm de ser feitas com muita prudência e nunca em ritmos acima daquilo que sou capaz de aguentar, fazer uma prova de 40kms em Montanha não é a mesma coisa que fazer 20kms ou mesmo uma Maratona em Estrada, a preparação tem de ser específica, o problema é que não há tempo para isso, ou por outra, não tenho dado espaço para que isso aconteça e o resultado é este que vou enfrentando que se traduz em cansaço acumulado sem interválos para recuperar.
Até aos Trilhos do Pastor vou tentar recuperar nas provas que se vão seguir até lá: Lezírias e Meia Maratona de Lisboa, correndo o risco desta última ficar por fazer se sentir que tenho mesmo de repousar mais um pouco.
Passagem na meta pouco antes dos 5 kms.
A minha Equipa Amigos do Vale do Silêncio esteve bem representada com um elevedo nº de atletas, tendo a maioria deles melhorado as suas marcas individuais.
A prova esteve muito bem organizada e com apoios aos atletas excelente, nomeadamente os 3 abastecimentos de água ao longo do percurso em quantidade suficiente, o que é sempre de registar.
Pena aquela falha no Computador do registo da chegada dos atletas que levou a que a distribuição dos prémios se atrasasse e as classificações finais não fossem divulgadas.
Ao Tigre o meu obrigado por mais uma vez ter tido a paciência de andar a rebocar-me, e à Isabel Fonseca e Hiolanda pela força que nos foram dando sempre que por elas íamos passando.
Uma referência também para o meu filhote Hugo Adelino que participou nesta prova fazendo a excelente marca de 1,19h.
Fótos da:
A.M.M.A.
Classificações aqui

terça-feira, 1 de março de 2011

Sicó, descida complicada

(Vídeos de J.Serrazina)

Trilhos de Sicó, a maldade

As fitas maldosamente trocadas em Sicó

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Trilhos Terras de Sicó


Um ano depois voltei a Terras/Serras de Sicó, ali nas redondezas do Concelho de Condeixa a Nova. Um Trail de 30 kms, extraordináriamente bem organizado pela Associação O Mundo da Corrida e com o apoio de diversas entidades da Região de entre as quais destaco a Câmara Municipal, os Bombeiros e os Escuteiros.
Fizeram-me companhia a partir de Santa Iria da Azóia, o Fernando Andrade, o Mário Lima e o Paulo Portugal, sendo que apenas o Paulo é membro da mesma Equipa que eu, Amigos do Vale do Silêncio.Partimos no Domingo bem cedo e duas horas depois já estávamos a chegar a Condeixa.
Voltei a encontrar muitos amigos por ali e fomos preparando a nossa participação nesta 2ª Edição dos Trilhos de Sicó, já tinha estado na 1ª Edição há um Ano e estava com curiosidade pois sabia que o percurso tinha sido alterado e tornara-se assim muito mais exigente, segundo diziam.
O Paulo era estreante neste tipo de provas em serras e montanhas e eu não me cansava de lhe dar alguns conselhos, deu para ver logo ali que a inesperiência era de facto muita, equipamente desadequado e muito limitado, valeu que o tempo estava excelente e a chuva já não caía há alguns dias.
Optei por levar apenas dois bidons pequenos de água à cintura, a organização assegurava abastecimentos a cada 5 kms. Ainda no pequeno aquecimento para a prova parti um dos 2 apoios (bastões) que pretendia levar para me auxiliar nas muitas e difíceis subidas que a prova iria ter, optei por disistir de levar o outro pois em nada me ira beneficiar.
Esta crónica é um pouco dedicada ao meu companheiro de equipa Paulo Portugal que por ser estreante neste tipo de provas quis sentir as dificuldades naturais por que passam os atletas e também pelo fascínio de historias passadas que ouviu pessoalmente contar das nossas divas da Ultra-Maratona, Célia Azenha e Glória Serrazina, e também na sua condição de Jornalista que um dia pretende escrever as odisseias das montanhas dos nossos atletas nesta variante e nada melhor do que começar desde já a vivê-las. 
Desde o início o Paulo prudentemente entendeu ficar comigo dada a sua inesperiência e valendo-se de alguns conselhos que lhe dei foi indo conforme as suas possibilidades, pareceu-me que ia sempre bem embora nas descidas fosse muito prudente dado a perigosidade de algumas delas. Optei por em algumas subidas mais manhosas por andar  por forma a não me afastar muito do objectivo final que seriam as 4 horas. Sempre que me afastava nas descidas o Paulo acabaria por me alcançar depois na parte mais plana e assim fomos progredindo até chegarmos ao abastecimento dos 20 kms . Até aqui tánhamos gasto duas horas exactas e estava tudo a correr bem para o objectivo final, foi aqui também que me despedi do Paulo, as suas dificuldades já se manifestavam há algum tempo e começavam a agravar-se, as câmbrias eram agora frequentes, disse-lhe que viesse com mais calma e não forçasse muito e parti para os últimos 10 kms que começavam logo ali com uma subida bem acentuada que nos levaria ao ponto mais alto do percurso a cerca de 600 metros de altitude. Até ali o percurso esteve sempre bem assinalado, situação que se manteve até final da prova, mas soube depois que por ali algures alguém tinha boicotado o trajecto ao retirar fitas e enganando os atletas a seguirem outros destinos prejudicando os primeiros que seguiam na frente, pararam e algum tempo depois reiniciarem a prova sem mais problemas. O Abútrico Pedro teve a simpatia de remarcar o percurso de novo nesse local e nós os mais atrasados pudemos passar sem que tivéssemos tido qualquer problema. Após sair dos 20 kms e quando já vou a meio da Montanha olho para baixo e vejo o Paulo sentado na berma do caminho e com 2 atletas que por ali vinham a prestarem-lhe auxílio, pensei que como estava perto do Abastecimento ele iria para lá e disistiria da prova, segui a pensar que o Mário Lima ainda vinha para trás e daria uma ajuda para ajudar a resolver aquele problema do Paulo. Também sabia que o Mário vinha em dificuldade, esteve doente com gripe e só há última é que dicidiu ir fazer a prova, manteve-se sempre perto de mim até cerca dos 20 kms.
A partir do alto da Serra começo a recuperar muitas posições, aproveito as descidas onde se podia correr sem forçar muito os joelhos, os trilhos muito estreitos é onde eu mais gosto de correr e eles não faltaram ali, tendo em menos de nada alcançado o último abastecimento dos 25kms, mesa bem composta de tudo mas eu apenas me lanço ás laranjas, aliás como fiz em todos os abastecimentos, e água deixando lá o queijo da Região e outras iguarias sem lhe tocar. Um pouco mais à frente alcanço o Carlos Coelho que seguia com alguma prudência, tinha caído um pouco antes e estava bem marcado, seguia envolto ainda na sua tristeza de durante a Semana ter perdido o seu pai, passei dei-lhe um estímulo e segui, agora na companhia de duas amigas que durante grande parte do percurso andaram por ali perto de mim.
Continuei e fui ultrapassndo outros atletas que já seguiam muito limitados devido a problemas musculares, retomava agora o caminho que tínhamos feito no início da prova ali junto ás ruínas de Conimbriga e ás portas de novo de Condeixa. Forço mais um pouco e sinto que ainda restam algumas reservas, de repente já começo a ver a meta e como é a descer acelero ainda mais e corto a meta conforme tinha prespectivado, abaixo das 4 horas.
Verifico que o Paulo e o Mário ainda não tinham chegado, sinal que não tínham desistido e que poderiam chegar a qualquer momento.
Já lá estava o Fernando Andrade e dirigimo-nos de imediato para o banho retemperador, desta vez com água bem quentinha.
 O Paulo chegou ao balneário quando eu já vinha a sair, fiquei satisfeito por o ver ali e por ter conseguido terminar a prova, notava-se que estava satisfeito, também por ter concluído mas estava igualmente muito queixoso com dores e câimbras musculares, o que se compreende.
Pouco depois chegou também o Mário Lima que prudentemente e face aos problemas gripais optou por fazer a partir de determinada altura uma corrida que permitisse chegar ao fim sem mais problemas de maior.Voltei de novo ao balneário numa altura em que o Paulo já se vestia mas ainda a tempo de o auxiliar a vestir algumas peças do vestuário, nomeadamente as meias e os sapatos já que as cãimbras não o deixavam chegar até lá.
Registei a distância de 29,500kms e um tempo de 3,58,44h. tendo o Paulo conseguido apesar de todos aqueles problemas o tempo de 4,18,07h.
Foi uma prova muito bonita de fazer, o traçado foi quase na sua totalidade alterado, excepto o início e o se final que se mantiveram. Considero-o mais de acordo com o gosto da maioria dos atletas onde por vezes andar por aqui e por ali ás voltinhas não será tão atractivo (a Laminha será uma excepção), confesso que gostei mais deste novo percurso e provavelmente para o ano teremos um ainda mais original  tantas são as opções que aquelas serras podem oferecer para perorrer.
O convívio final foi mais uma vez excepcional, desta vez cheguei a horas decentes para almoçar, juntámos o nosso grupo e na companhia do António Almeida e família podemos conversar e relaxar ali um pouco das incidências da prova e do que está para vir.
Nesta altura já o Paulo tinha recuperado e estava em condições de nos levar de volta até ao nosso local de chegada na Região de Lisboa, o que aconteceu por volta das 16,30h.
Segue-se os 20kms de Cascais já no próximo Domingo.


Classificações



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Trail de Alvados, ( Vídeo da TVI e mais fotos.)

Trail de Alvados, veja aqui o Vídeo da reportagem da TVI a partir do minuto 42.



Mais algumas fótos cedidas gentilmente por amigos.

Ainda perto do início e com os participantes na Caminhada por perto

Extraordinária subida até perto dos 600 metros de altimetria
Uma pausa para hidratar
Ia ali a meio e a pouco tempo de ir ao chão!!!
Na Fornea, um dos pontos mais bonitos e difíceis, com o Hernâni e o José Pereira, dos Amigos Vale Silêncio

Fotos de Luís Miguel e Paulo Sequeira

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Trilhos Castelejo 2011



Mais um filme da autoria do Jorge Serrazina aos 2 kms de prova , um autêntico poço.

Trilhos Castelejo 2011

Um excelente Vídeo realizado pelo Jorge Serrazina quando iniciou a mais espectacular descida deste excelente Trail, a descida da Fórnea.

Trail de Alvados, 20 de Fevereiro de 2011


O grande companheiro deste Trail, Luís Miguel
 50 anos depois voltei a Alvados e ás grutas vizinhas de Santo António, tinha então 12 anos e acompanhei os meus pais aquele local que desde então ficou gravado na minha memória. Desta vez não visitei as grutas de Alvados e Santo António situados ali na bonita Serra de Aire, o objectivo era correr o Trail de Alvados cuja realização se situava em torno da sua localização, mas levava no sentido reviver ali bem perto um passado bem longínquo onde a memória pouco ou nada já conseguia descortinar de concreto.
Desta vez tive a agradável companhia de 5 Amigos do Vale do Silêncio, 3 deles estreantes em provas de trail, o Fernando Jorge, o nosso manager, Hernâni Monteiro e o Filipe Ramalho que numa 1ª experiência fizeram com o José Pereira apenas a prova de 21 kms, o João Inocência acompanhou-nos como elemento de apoio e fez a cobertura fotográfica da nossa participação.
Eu tinha o objectivo de fazer a prova principal de 40 kms e foi com esse objectivo que me apresentei à partida, mas sabia que iria ser muito difícil para mim participar neste trail apenas uma Semana depois da Maratona de Sevilha. Apesar de tudo parti confiante e logo ali eu e o Luís Miguel (O Tigre) fizemos algo parecido como um pacto de fazer o Trail de forma calma e tranquíla controlando sempre os excessos em favor de evitar um desgaste desnecessário uma vez que ainda estávamos os 2 em recuperação de Sevilha.
Passando pelos participantes da Caminhada
O dia estava cinzento mas sem ameaçar chuva, excelente para a corrida pois não havia sol nem vento, devido à chuva dos últimos dias o solo estava encharcado de água e lama mas isso pouco importava aos trailianos pois quando foi dada a partida via-se nitidamente a satisfação que todos apresentavam quando começaram a competição.
Aos 2 kms apareceu o 1º grande obstáculo da prova, ( um pouco antes tinha chocado com o joelho direito num pedregulho em resultado de uma escorregadela, o resultado foram 3 buracos junto à rótula e um traumatismo cuja dor não mais passou até final), uma descida quase em rapel onde não faltou a corda para ajudar a vencer aquele difícil obstáculo, os mais corajosos que iam à frente nem se aperceberam da dificuldade que ali estava e em 3 saltos ultrapassaram aquilo em menos de nada, o pior foi quando começaram a chegar ali os mais receosos e logo começou a formar-se uma fila imensa que a passo de caracol lá se ia aproximando do obstáculo, eu que seguia com o Tigre na 3ª metade do pelotão ali fiquei perto de 10 minutos à espera da minha vez, lá chegado passei sem qualquer dificuldade.
Logo de seguida entramos na parte mais plana da prova atravessando um olival completamente submerso pela água que se acumulou devido à chuva dos últimos dias, era água e lama mas todos estavam preparados para enfrentar aquilo, como ia na frente dos meus colegas de Clube lembrei-me deles, principalmente dos estreantes como iriam reagir quando ali chegassem. Seguíamos agora na direção das Fórneas, nome dado a um sistema montanhoso cuja beleza do local vista do alta da Serra é coisa rara de se ver. Perto dos 13 kms dá-se a divisão dos atletas que estavam em competição,a distância mais curta (21kms) para a esquerda e os outros (40kms) para a direita, olhei para lá e vi uma Serra cuja subida quase se perdia de vista, creio que foi o ponto mais alto que alcançámos (perto dos 600m), eu e o Tigre atacámos aquilo com determinação
A Equipa dos Amigos do Vale do Silêncio, acompanhados do Abútrico Vitorino Coragem e do Vencedor do Trail e Tomarense Luís Mota.
e com os apoios que levávamos não tardou muito para começarmos a ver a beleza da paisagem que se espalhava cá em baixo á medida que íamos subindo, tirámos algumas fótos, (ò Miguel eu gostava de as ver) que podem testemunhar a grandeza daquele local. No alto estava mais um providencial abastecimento (foram 8 no total e sempre bem localizados) depois serpenteámos sempre o alto da Serra e descemos depois até encontrarmos o abastecimento dos 20kms, aqui aproveitei para comer laranja e alguns cubos de marmelada pois o estômago já dava sinais de alguma necessidade alimentar. O que se seguiu foi sempre um misto de sobe e desce com alguns espaços de recuperação onde se podia correr, o joelho doía-me e ainda não sabia os estragos que a queda tinha causado pois levava calça de licra e esta não deixava ver, mas como era possível correr nunca pensei em ficar pelo caminho. Quando descia mais uma das Serras de acesso aos 25 kms nova queda, agora  fora de costas, novo rasgão desta vez na nádega esquerda e uma nódoa no braço esquerdo, agora já estava um pouco mais equilibrado e já não mancava. O Luís Miguel manteve-se sempre fiel ao fazer-me companhia desde o início, ele é de outro campeonato e foi de grande humildade da sua parte partilhar a sua prova na minha companhia, tem no seu currículo provas de longa distância em Trail, Humillak 160kms, Monte Branco 166kms etç, entre outras, daí a minha satisfação de ele se encontrar ali a meu lado durante toda a prova.
A prova continuou sempre serpenteando e em sobe e desce, até que começamos a visualizar novamente a Povoação de Alvados, estávamos com 34 kms e

Registo Garmin dos locais de passagem neste Trail

 novamente num dos pontos mais altos da Serra, dali até à meta era quase sempre a descer mas para mim continuava a ser um calvário sempre que enfrentava uma nova descida, os joelhos, principalmente aquele que estava ferido, doíam a cada passada mas forçosamente tinha de ignorar, tínhamos passado todos os controlos dentro do tempo limite imposto pela organização e não era agora que ía deixar cair o esforço dispendido e com a meta ali tão perto. Lançámo-nos Serra abaixo correndo onde era possível até chegar a Alvados, aqui ainda fizemos nova incursão na mata até chegámos finalmente ao asfalto a cerca de 1 km da meta, ali, estava o amigo José pereira que nos acompanhou e guiou até à meta. Aqui e em reconhecimento pela grande ajuda cortei a meta abraçado ao Tigre e grande amigo Luís Miguel.
Cortámos a linha de Meta com chip,  com o tempo de 6,47h, a 13m do limite imposto pela organização, para a distância de 39,970kms. Sem sombra de dúvida esta prova de Trail entra no lote daquelas mais espectaculares que já fiz, em dureza mas também em beleza no que diz respeito à Natureza.
A organização esteve impecável ao longo de todo o percurso ajudando sempre a encaminhar os atletas em pontos que poderiam ser mais difíceis em termos de segurança.O percurso todo ele bem marcado e assinalado, cheguei a comentar com o Miguel que era impossível alguém enganarse ali, pelos vistos enganei-me pois ouve alguns que trocaram os 41 pelos 21 voltando para o lado errado.
Apesar de chegar tarde ainda havia almoço reservado para mim, o que é sempre agradável.
Pena foi mesmo o banho que não consegui tomar, a água não estava fria, estava gelada e naquelas condições em que já vinha nem pensar em chuveiro, limitando-me a refrescar os gémeos e a lavar as partes mais acessíveis!!!
Pela sua excelência e pela Organização, se puder para o Ano voltarei.
Fotos Mundo da Corrida 


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

27ª Maratona de Sevilha, 13 de Fevereiro de 2011

Sevilha 2011 e a 10ª Maratona já está feita. É talvez das mais planas e "fáceis" de fazer, mas onde tarda em aparecer um tempo canhão para o vencedor, desta vez foi dentro da casa dos 2, 09h, tendo como vencedor mais uma vez um atleta do Quénia.
3.800 atletas cortaram a meta nesta Maratona, o que dá uma imagem excelente de vitalidade desta prova, com tendência para continuar a crescer fruto da excelência da sua organização e do apoio que os atletas constantemente recebem durante todo o evento, de Sábado até à sua conclusão no Domingo.
Este ano voltei lá, desta vez acompanhado pelo meu colega de Equipa Joaquim Gomes, apadrinhei a sua estreia na Maratona num acto que é de louvar, e a dizer a quem ainda anda exitante que nunca é tarde, nem cedo, para enfrentar a prova rainha da estrada que é a Maratona. Ele foi lá sem receios e intelegentemente fez uma prova espectacular, treinou e delineou a sua estratégia, o resto foram os conselhos que recebeu de amigos, a sua já madura idade (63 anos) aliado também à sua experiência como corredor já com algum passado ajudaram bastante.
Este início de Ano para mim tem sido passado com alguma torbulência em termos de saúde, situação que tenho ultrapassado com alguma dificuldade, contudo na hora de partir para as provas que fazem parte do calendário tenho-me apresentado ás vezes não nas melhores condições mas o suficiente para salvaguardar qualquer recaída menos agradável.
A Maratona de Sevilha foi feita sem qualquer treino específico para ela, valendo-me algumas provas recentemente realizadas para dar alguns kms e também um pouco de força.
Quando parti sabia que aquilo mais cedo ou mais tarde ia ser doloroso e não me enganei, aos 10kms ia com 56m tendo atingido metade da prova com duas horas, aqui já era notório para mim que a segunda metade da Maratona iria ser de grande sacrifício, reduzi o ritmo por incapacidade de prosseguir da mesma forma. Aos 26 kms sou ultrapassado pelo meu colega de equipa Joaquim Gomes, nestes últimos 5kms tinha já recuperado os 3m que tinha de atraso em relação a meio da prova, chegou e seguiu, passado pouco tempo perdi-o de vista, como ainda faltava muito tempo alertei-o para isso mas ele respondeu-me que se sentia bem e prosseguiu.
Aproveitando todos os abastecimentos (a cada 2,5kms) prossegui cada vez com mais dificuldades, aos 30 kms tomo o 2º Gel que levava, aproveito para andar um pouco enquanto me hidratava (gesto que fiz 6 vezes ao longo da prova e sempre junto aos abastecimentos), isto permitiu-me recuperar um pouco as forças e enfrentar os kms que se seguiam. A partir dos 35 kms apesar das minhas dificuldades fui ultrapassando sempre muitos atletas que em princípio já estariam bem piores do que eu, uns andavam e outros seguiam já numa marcha muito lenta. Aos 38 kms sou ultrapassado por um atleta marchador, que até nem era de grande valia, mas o suficiente para ter juizo e não me meter atrás dele.
Ao chegar aos 40kms apercebo-me que tinha esgotado o tempo que fizera no ano antarior nesta Maratona, estava com 3,57h e ainda faltavam 2kms, tomo mais um Gel e ando para aí mais uns 100m e volto a partir, agora cada vez mais lento, mas sentia ao mesmo tempo uma satisfação enorme pois já ladeava o Estádio Olímpico e abeirava-me a pouco e pouco da entrada que dava acesso à pista onde terminaria mais esta Maratona.
Terminei com 4,13,25h, (16 minutos nos útimos 2,200 km !!!!!) e mais 16 m que no ano anterior.
Na zona mista ainda lá estava o Joaquim Gomes, assim que o vi concluí logo que aquilo tinha corrido bem para ele e dei-lhe um abraço que ele me pediu já bastante emocionado por ter concluído, e bem, a sua primeira Maratona, em 4,01h.
O suor e a expressão do desgaste também me ajudaram a esconder a minha emoção por ainda conseguir concluir tamanho desafio.
A dureza da Maratona e tudo o que nós vivemos e sofremos para a concluir é um fascínio tremendo que nos conduz por fases que jamais imaginamos suportar, é por isso que ela é mágica e a transformei na minha prova favorita, enquanto for capaz.
Terminei os 42,470kms em 4, 13,28h, à média de 5,58m por km. (Já ando perto dos 6m/km)
Direi que o resto que rodeou a prova e este Fim de Semana foi fantástico. Se puder para o Ano vou voltar.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

G.P.de Grândola

Já com Melides/Tróia no pensamento fui juntamente com a minha Equipa Amigos do Vale do Silêncio participar em mais uma prova, desta vez em Estrada e Terra batida, na distância de 10 kms.
Aproveitámos e organizámos após a competição um pic-nic ali bem na orla da Cidade onde não faltou um excelente gralhado com febras e entremeada bem como o chouriço de porco preto que o Inocêncio se lembrou de levar.
Na competição estivemos em bom plano com uma equipa de bons valores tendo conseguido a 5ª posição na geral por equipas, destacando-se o Pedro Arsénio, J.Inocêncio, Luís Santos, Paulo Póvoa e o benjmim da equipa Tiago Silva. Todos os outros cumpriram e ainda tiveram de se chegar à frente para atear o fogo e preparar o almoço para os nossos craques.
Foi uma excelente jornada de confraternização a correr e a comer a deixar água no bico a todos os que lá estiveram, (16 a correr e 13 a encher), os outros que estiveram ausentes vão dizer que tiveram pena de não terem ido, blá, blá, blá, mas agora jé é tarde, para a próxima aproveitem.
Da minha parte a prova acabou por se revelar desgastante, 10 kms não são a minha distância preferida, ao fim do 3km já ia com dificuldades respiratórias pelo facto de pretender impôr um ritmo que já não tenho, 15m nos 3 primeiros kms via-se bem que ia acima das minhas possibilidades, optei então por abrandar um pouco e adaptar a respiração ao esforço que ia a fazer, ao 4º km já quase com 21m e aos 7kms já ia nos 37m. Vi logo que iria cair para os 53m quando terminasse a prova, mas para isso tinha de manter nos limites a minha corrida, aproveitei a parte da terra batida para acelarar um pouco pois tinha levado os ténis de montanha e aquilo era favorável, ganhava e também perdia algumas posições, nomeadamente de atletas do meu escalão, mas isso era irrelevante pois nunca vivi em sobressalto derivado a esse pormenor. A 440m da meta lá estava o ruidoso grupo dos Amigos que após terem cortado a meta vieram em sentido contrário e deram ali uma forcinha bem jeitosa para ultrapassar aqueles últimos metros.
Cheguei com 52,48m para os 9,970kms que a prova tinha (A Organização atribuiu-me 53,12) pois não existia leitura de Chip à partida.
Apesar de tudo creio ter conseguido melhorar o ritmo de corrida em 10 kms pois o ritmo médio desta prova cifrou-se nos 5,18m por km.
Para a Semana é a Maratona de Sevilha que tenho de enfrentar, sem entrar em detalhes já ficava satisfeito se conseguisse concluir aquilo em 4,10h. Depois veremos.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Grande Prémio Fim da Europa

Ás 7 horas da manhã já estava a estacionar o automóvel na Azóia, foi ali porque o acesso ao Cabo da Roca já estava fechado.
O objectivo era fazer o percurso em marcha lenta até Sintra utilizando o mesmo percurso da prova que teria início ás 10h em Sintra.
A preparação para a Maratona de Sevilha tem estado muito deficiente devido à forte constipação que não me larga desde o princípio do ano, aliado a outros problemas já crónicos a preparação tem estado muito atrasada, por isso ter optado por fazer a ida e volta em ritmo de treino e conforme as capacidades fisicas o permitissem.
Ás 7,10h parti Serra acima deixando Azóia para trás ainda noite e um frio de gelar, valeu que o vento era quase nulo, ao contrário do que normalmente acontece. Serra acima o frio foi-se mantendo mas quando atingi o cume da Serra já o Sol aparecia envergonhado lá no horizonte, mas foi o suficienta para a temperatura subir um pouco e começasse de novo a sentir as mãos, que estavam desprotegidas, e assim se mantiveram até chegar ao Palácio da Pena. A partir daqui e até chegar a Sintra, local de partida da prova, voltei de novo a gelar mas como o Sol já batia com alguma intensidade depressa aqueci depois de mudar de roupa e me preparar para integrar a na prova.
Até ali já tinha percorrido 14kms e subido a um dos pontos mais altos da Serra, agora era recuperar um pouco dos joelhos já que a descida da Rampa da Pena deixa qualquer um bastante traumatizado.
Após tomar o pequeno almoço!!! fui procurar os amigos pois ainda me restava cerca de ums hora, e particularmente queria encontrar um sugeitinho que se dizia, e parece que ainda diz, ser o campeão dos defensores da "verdade desportiva", algo me dizia que a cobardia acabaria por vencer tão valente rapaz e senhor da única verdade que conhece, a sua e não admitindo qualquer outra, como Pilatos.
Ás 10h. foi dada a partida para o Cabo da Roca e assim tinha dado o início a mais uma Edição do G.P.Fim da Europa.
Mantive durante toda a prova o ritmo que mais me convinha, o treino era de 31kms e ainda faltava mais 17kms.  Foi ver abalar aquela mola humana Serra acima e eu a ficar cá para trás gerindo as forças para conseguir fazer o resto do trajecto de forma confortável e sem grandes sacrifícios. Levava na mente, não a última subida aos 10kms mas sim a descida final de 5kms que se iniciava aos 11kms de prova devido à situação já precária dos meus joelhos.
Mas os receios afinal tinham pouco fundamento já que lá chegado aquilo não foi tão tormentoso como pensei, a comparação com a Rampa da Pena tem pouco a ver, embora seja mais prolongada é menos penosa de fazer.
Concluí aqueles16,610kms do Grande Prémio em 1,42,39h à média de 6,11 m por km.
De Azóia até Sintra percorri 14,340kms em 1,51,54h. à média de 7,48 m por km.
No total 31kms para 3,33h.
Espero que Sevilha me fique agora um pouco mais suave depois de ter feito este tipo de treino, já a queimar é certo, mas que tinha a obrigação de fazer.
Agora até Domingo em Grândola.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

E o David chegouuuuuuuuuu.

glitters

Numa noite longa, fria e bem chuvosa, e num dia bem soalheiro a meio da tarde o David chegou, valente a plenos pulmôes a fazer recordar que temos ali mais uma "fera" a fazer sombra mais cedo ou mais tarde aos seus pais, Daniel e Susana.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Trilho dos Abutres e a Serra da Lousã

Gratas recordações me deixou esta excelente Prova de Montanha na Serra da Lousã. Eu que  já conto com mais de 6 Décadas de vida ainda não tinha tido o prazer de conhecer aquela maravilha da Natureza, gostaria de lá voltar sem ser para participar no próximo Trail, vi algumas estradas de asfalto mas não sei se têm acesso a zonas que me deixaram deslumbrado, também não sei se o acesso a estes locais é permitido a qualquer pessoa que queira visitar aquilo. O que sei é que esta bonita "doença" dos trails e corridas de Montanha têm provocado em mim a necessidade de continuar a conhecer o nosso Portugal que de outra forma não seria possível. Agora foram os Abutres e a Lousã, amanhã será Alvados na Serra de Aires e Candeeiros, depois a Geira e o Gerês, seguindo-se Trotamontes e a Freita, não esquecendo as que já conheço de edições do Ano passado.

À CHEGADA A MIRANDA DO CORVO

Visite também o fórum O Mundo da Corrida e encontrará lá muita informação desta prova e de outras.  Fórum O Mundo da Corrida

domingo, 23 de janeiro de 2011

1ª Traildos Abutres, Miranda do Corvo

Prova de Montanha (Serra da Lousã) na distância de 33 kms. Esta prova em 1ª Edição, da responsabilidade do simpático Grupo de amigos Os Abutres, de Miranda do Corvo.

Fiz a viagem no próprio dia da prova (22/1) valendo-me do meu GPS, (assim tenho a garantia de não voltar a perder-me), a prova tinha início ás 9,30h. e tinha de percorrer 200 kms para lá chegar.
É verdade que não precisava de chegar tão cedo (7h.) mas é assim que eu gosto, estar a coberto de qualquer contratempo.
As inscrições tinham esgotado há muito e entre os presentes encontrei lá muitos amigos, augurando um Ano em cheio, de trailers. Agora que durante todo o Ano a oferta é cada vez maior, bem diversificada e para todos os gostos.
Esta dinâmica de provas de Montanha, cross, trailers e provas na Areia vai de certeza retirar muitos atletas do Asfalto já que a saturação começa a apoderar-se de um número cada vez maior de atletas. E o que se passou hoje é bem o exemplo dessa realidade.
A partida foi dada ás 9,30h, todos tinham de ser portadores de material obrigtório: Apito,manta de sobrevivência, Corta-Vento,Telemóvel e Camelbak.
Parti bem recheado de peso onde sobressaía 1,5l de água e uma bolsa com as restantes coisas onde incluía 3 gels e marmelada.
Saímos de Miranda do Corvo em direção à Serra da Lousã, antes de lá chegar passámos por várias povoações mas sempre num meio rural onde os trilhos na generalidade eram um autêntico lamaçal que nos obrigava a um constante ziguezague.
Aos 5 kms ouve "carneirada", o grupo que seguia à minha frente não respeitou as marcações e "levou" todos os que iam atrás, (eu incluído e era o último) num caminho diferente tendo apenas dado conta do erro cerca de 700 metros mais à frente, voltámos atrás até encontrar o camino certo, fizemos ali um 1,5kms a mais sem necessidade!!!) outro dilema se colocou para mim e para o Carlos Coelho quando encontrámos de novo as fitas, era para a esquerda? era para a direita? depois de alguma exitação apanhámos o rumo certo. Um km mais à frente quando já seguia na cauda do pelotão com o Carlos Coelho dei um valente trambulhão de frente, uma tranca de pinheiro ficou entre as pernas e a queda foi inevitável, mas correu bem e fiquei apenas com um pequeno arranhão na mão esquerda.
Um pouco mais à frente começamos a avistar o Moutinho, fazemos um pequeno forcing até colarmos e ficamos um pouco com ele com a intenção de o levar conosco, mas não conseguimos, queixava-se das costas e abordava alguns obstáculos com muito cuidado, então dicidimos seguir até ao 1º abastecimento que estava mesmo ali aos 8 kms. A mesa estava bem composta de abastecimentos, sólidos e líquidos com muita variedade mas como se sabe o cansaço quando jé é algum a comida não é tragável com facilidade, pelo menos para mim, mas mesmo assim ainda atestei um pouco.
A partir daqui começámos então o "ataque" à Serra, e que Serra, com as subidas cada vez mais a pique e onde as dificuldades de progressão eram agora muito difíceis, em plena ascenção começo ligeiramente a fastar-me do Carlos Coelho rompendo assim  a estratégia inicial de seguirmos juntos, mas vi que ele vinha com mais prudência e eu só queria era chegar lá ao alto (faltavam 9 kms) dicidi seguir de forma isolada, como ele vinha acompanhado com uma nossa amiga fiquei mais tranquilo, em pouco tempo perdi-os de vista.
Subíamos ao longo de um Ribeiro de água cristalina onde as pequenas cascatas eram frequentes e de uma beleza extraordinária, ora seguíamos pela esquerda ora seguíamos pela direita num serpentear constante, a inclinação era elevada onde quase só se podia caminhar em bicos de pés, as câmbrias no peito dos pés começaram a aparecer tornando doloroso a progressão, caminhando também lateralmente as solas dos ténis já batiam nos tornozêlos. Mas aquilo era para se fazer e quem se mete nestas aventuras sabe que pode enfrentar o pior e eu apesar de tudo estava a adorar aquilo.
As pedras, grandes e pequenas, que íamos pisando também oferecem os seus perigos e foi numa tentativa de subir uma pequena enseada de pedras escorregadias que levei uma espécie de cornada mesmo no alto da cabeça, como aquilo é uma zona de Veados ainda pensei que fossa algum depois de levar com um segundo coice, afinal era um tronco que estava ali mesmo à mão e que providencilamente nos ajudaria a transpôr aquele obstáculo, como eu levava um chapéu tipo Safari se fosse de cabeça baixa nada veria para além de onde colocamos os pés, acabei com uma pequena contusão na cabeça que depressa estancou. Nunca mais me lembrei daquilo.
Depois de ter ultrapassado o primeiro pique de Montanha a 770 metros de altitude e desço até a um magnífico Lago de rara beleza num percurso de estradão com cerca de 2 kms que aproveito para recuperar um pouco as pernas do esforço anterior.
Passa-se o pontão da Barragem e continuamos a subir por trilhos bastante técnicos serpenteando a Ribeira das Mestrinhas onde as águas continuavam puras e cristalinas ali mesmo a rasar os nossos pés não perdendo eu oportunidade de ir bebendo sempre que ela estava mais acessível, aqui situa-se o Parque Natural das Mestrinhas, local onde os animais selvagens se sentem no seu habitat natural. Logo de seguida estava o 2º abastecimento, farto como o primeiro. 2 dedos de conversa e sigo, agora para a parte mais difícil até aos 930 metros de altitude, subidas bem íngremes e com pouca vegetação devido à aridez que consantemente assola aquele ponto da Serra, penso eu que seja por isso. Quando atingimos uma área totalmente despida de vegetação no sopé do topo da Montanha começámos a levar com a forte ventania que vinha de... Norte?  aliada ás baixas temperaturas existentes foi difícil ultrapassar aquele descampado até chegar ás Eólicas que estavam no ponto mais alto da Serra. Seguíamos agora subindo por um estradão de acesso ás pistas de Downhil, (Centro de BTT) e encontro o Vitorino Coragem responsável máximo da prova e coroado Padrinho nesta 1ª Edição (a Madrinha foi a simpática Analice Silva). Mas que estava ele ali a fazer? creio que quis partilhar conosco aquela fase mais agreste da prova, esse foi o sentimento com que fiquei e revela o grande espírito de solidariedade existente entre todos nós. Acompanhou-me até ao ponto mais alto em amena cavaqueira ajudando-me a vencer a última dificuldade no que diz respeito a subidas, e informa-me que ali o termómetro marcava 2 graus negativos.
Dali até à meta são 15 kms, 10 deles com descidas muito técnicas (dificuldade maior), mal começo a descer apanho um novo grupo de 5 elementos e passo para a frente mas não tardou nada a sair disparado depois de ter tropeçado numa pedra, consegui travar e evitar a queda que esteve iminente mas senti logo ali uma pequena câimbra na coxa esquerda, reduzo até passar aquele desconforto.
Um pouco mais à frente novo trambulhão, agora de costas, o suficienta para a perna agarrar de novo, ando um pouco fazendo alguns alongamentos e prossigo com mais cautelas.
Por volta dos 23kms a descida continuava muito inclinada e o trilho muito estreito estava sempre húmido devido à àgua e à condensação provocada pelo arvoredo e... novo trambulhão, outra vez de costas e fui de patins até que parei, mas vi logo que a perna voltou a agarrar e tive de voltar a fazer os mesmos exercícios agora mais demorados até à recuperação, para trás já tinha ultrapassado alguns atletas com o mesmo problema. Sigo e pouco depois numa pequena subida é a perna direita que também agarra, achei estranho ou talvez não, era no mesmo sítio mas agora eram as duas pernas, agora com o novo problema estava mais equilibrado.
Andei até me sentir confortável novamente com a preocupação de correr sem forçar muito e foi assim que cheguei à Aldeia de Espinho ali mesmo ao fundo da Serra, creio que os problemas físicos também  estão ligados a uma deficiente preparação e à longa descida muito técnica que obrigou a chegar aos limites da resistência, estávamos agora com 29 kms de prova e a condizer com o 3º e último abastecimento. Ali a recepção foi excelente, sabe bem ouvir aqueles aplausos, quer do pessoal de apoio quer de muita gente que por ali estava, uma pequena paragem e parto para vencer aqueles kms finais até Miranda do Corvo.
A receber-nos estavam os elementos da organização num ambiente festivo e com um grupo de tambores bem ruidoso que nos encheu de satisfação.
Foi feliz a Organização dos Abutres pelo traçado que nos ofereceu neste 1º Trail por si organizado, está ali aquilo que é a paixão divina da Natureza e que qualquer um de nós aspira em viver. A qualidade e a quantidade está acima da média daquilo que ambicionamos encontrar e eu sinto muito satisfeito por ter tido a oportunidade de lá estar.
Em plena Serra numa das Aldeias (penso que em Gondramar) que cruzámos um Bombeiro virou-se para mim e perguntou-me: se eu era o Joaquim Adelino, eu vinha em passo de corrida e respondi que sim, então dei-a lá cunprimentos à sua Filha Susana que é minha colega lá nos Sapadores de Lisboa, eu como sou de boa educação disse, sim senhor será entregue e segui, mas logo uma dúvida me assaltou, como é que eu vou explicar à Susana se não sei o nome do colega que estava ali? Uns kms mais à frente encontro mais um grupo de bombeiros e comento com eles a situação, aproveito bebo uma mini que eles simpaticamente me ofereceram e desvendam-me a minha dúvida,  tratava-se do Sapador Rui Mendes, ou Mateus? e aqui fica o recado pois sei que a Susana ao ler esta crónica por certo vai receber a mensagem.
A caminho do Quartel dos Bombeiros para o almoço o Luís Mota fez-me companhia (ele já tinha almoçado e foi levar-me até lá) foi então que ele me informa que tinha vencido o Trail, custou-me a acreditar, pois sabia que estava ali gente especialista da Montanha e dos melhores que cá temos. Fiquei com uma satisfação enorme pois tratou-se de um grande feito e confidenciou-me que gostaria de ter ali a sua família a vê-lo chegar e a aplaudi-lo. A organização da prova tinha previsto um tempo de chegada do vencedor perto das 3,30h e ele concluiu aquilo em 2,52h. incrível.
Aos favoritos de algumas provas eu deixo um conselho, não se fiem muito ao julgar quem parte no início das provas que aquilo é só fugachada e julgarem que pouco depois quebram e nunca mais se encontram, as coisas não são bem assim porque em qualquer altura pode aparecer um melhor preparado e desconhecido que resista a qualquer tentativa de perseguição. Ficou o aviso. O de ontem é um homem da estrada e já com alguma experiência no Trail e contem com ele.
Concluí o Trail com 5,40,28h. para a distância de 33, 430kms. à média de 10,11minutos  por km.
Para o Ano vou voltar e penso que a prova ainda pode crescer mais um pouco e dar lugar a muitos atletas que desta vez não puderam estar presentes.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Treino Noturno na Costa da Caparica (Treino Lunar, Lua Nova)


Entre tantos amigos, o Azul não engana

Foi mais uma noite espectacular a juntar a tantas outras que se têm efectuado ultimamente, S.João das Lampas, Monsanto, Parque da Paz, e agora nas bonitas praias da Costa da Caparica.
A noite do dia 19 de Janeiro foi escolhida pelo Paulo Pires por ser de maré baixa e também por ser dia de Lua Nova, responderam à chamada cerca de uma meia centena de atletas e mais alguns acompanhantes. O objectivo foi fazer um treino conjunto e no final fazer um pequeno convívio. Estava alguma neblina, ou eram os meus olhos que estavam um pouco ofuscados, quase todos levavam a luz frontal embora a Lua Cheia desse uma boa ajuda pois se quesessemos podíamos dispensar a luz artificial que cada um levava. Eu optei por levar e acender e talvez fosse isso que provocava dificuldades na visão por causa da neblina que se fazia sentir. Podíamos estendermo-nos por 40 minutos e depois voltar, dos mais rápidos aos mais lentos, para no final chegarmos todos quase ao mesmo tempo.
A areia estava excelente, nunca a tinha visto assim e mais parecia uma auto-estrada, sem um mínimo buraco ou poça de água. Todos ficaram satisfeitos.
No final fomos para o Restaurante MarPuro gentilmente cedido pelo Responsável Sr. Helder respondendo a um pedido que lhe enviámos via Email a quem agradecemos a ambilidade de nos receber sem qualquer compromisso monetário da nossa parte para além do consumo que naturalmente cada um teve necessidade.
E foi ali que a petiscada teve lugar, um pouco de tudo conforme a imaginação de cada um, a conversa em dia e abalámos cada um para seu lado por volta das 23,30h.
Voltaremos lá, estejam atentos ao Fórum O Mundo da Corrida pois é lá que está toda a informação de futuros eventos, ali na Costa da Caparica ou noutro lugar qualquer.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Cross da Laminha, Cumeira, Juncal


Convívio final com almoço

Começou a minha época do Trail em 2011. Para iniciar nada melhor do que uma prova pequena (11,480kms) mas de algum grau de dificuldade realizada numa Várzea mas com algumas elevações do terreno provocando permanentemente um sobe e desce que mal dava para recuperar as forças e a respiração.
Como não choveu nestes últimos dias o piso estava mole mas em excelentes condições para correr, o próprio circuito desenhado levou-nos a percorrer a totalidade da prova num espaço pequeno onde eram constantes os ziguezagues, grande parte deles à distância de 1 a 2 metros(ver foto anexa).
Dadas as particularidades da prova esta estava muito bem sinalizada e parece-me que foi a 1ª vez que tive conhecimento que ninguém se perdeu, também me parece que não era possível isso acontecer ali pois dada a proximidade dos 1ºs e dos últimos era bem audível a conversa e a "paródia" que grande parte do pessoal transformou aquela prova.
Como já era esperado senti algumas dificuldades até meio da prova face a alguma dureza que a prova continha, (escalada e carreiros muito estreitos que obrigavam a parar e caminhar em longas filas) mas depois de sair daquela zona mais complicada já podemos correr, embora sempre limitados onde raramente se encontrou uma recta com mais de 10 metros.
O labirinto onde se efectuou a prova
Existiram muitas quedas devido à lama, rochas e pedras escorregadiças, mas felizmente ninguém se aleijou seriamente, eu escapei a este flagêlo pois estava avisado e não facilitei em lugares considerados mais perigosos. Neste aspecto a Organização esteve muito bem ao sinalizar todos os locais considerados de algum risco comalguns metros de antecedência.
No final tive a oportunidade de dar os parabéns ao Vitor Ferreira pela excelência desta prova. Percebo agora porque é que a prova não comporta um número maior de atletas, o percurso fica saturado de atletas e chega-se a perder entre os 5 e os 10 minutos nas filas para se atravessar algumas zonas críticas. Mas é pena pois ficaram muitos atletas de fora porque o número de inscrições permitido esgotou muito rapidamente.
O convívio final foi muito bom, estavam lá a nata dos nossos melhores atletas da Montanha e do Trail, tendo vencido a prova o Alcino Serras, um dos melhores e de nível Internacional, logo seguido do Albino Daniel.
Eu completei a prova em 1,40,41h. para os 11,480kms. à média de 8,46m por km.
Porque gostei imenso vou voltar e lembrem-se, não deixem para o fim a vossa inscrição porque correm o risco de continuar de fora, e é uma pena.

Algumas fotos do Convívio

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

XIª Corrida do Centenário da Cooperativa A Sacavenense

Realizou-se no passado dia 9 de Janeiro de 2010  mais uma grande competição desportiva em Atletismo integrado em mais uma Edição da Corrida das Colecividdes do Concelho de Loures.
A prova integrou todos os escalões, agora com uma novidade, foi introduzida mais uma competiçãoa que deram o nome de Milha Urbana para os escalões mais jóvens e veteranas e também para os Veteranos com mais de 60 anos. Esta Milha Urbana agora realizada anula e substitui a habitual que normalmente é realizada na 1ª Semana de Junho de cada Ano. (Fica a informação que em Junho não existirá a Milha de Sacavém).
Foi grande a participação do número de atletas, principalmente na prova principal na distâmcia de 6,600 kms.
No final ouviram-se algumas opiniões ácerca da dureza da prova, nomeadamente o 3º terço com 3 subidas a requerer grande esforço por parte dos atletas. Mas no final a satisfação dos atletas por no aspecto organizativo as coisas terem corrido muito bem.
O mesmo já não se poderá dizer na cerimónia de destribuição de prémios, demasiados erros nas classificações que levou ao arrastamente por demasiado tempo a consagração dos atletas premiados e à adiar para mais tarde (para quando?) a destribuição dos prémios por equipas.
A Equipa dos Amigos do Vale do Silêncio esteve presente com um numeroso lote de atletas, uns aproveitaram para fazer um treino um pouco mais rápido ajudando outros que por sua vez testavam as suas actuais condições físicas.
Eu desta vez limitei-me a assistir à prova e fiz o papel de fotógrafo enquanto ia incentivando os amigos em prova.

Abaixo segue o link de acesso ás fotos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

POR ONDE ANDEI EM 2010 !!!

Resumo detalhado da actividade sobre a minha Corrida durante o Ano de 2010 onde foram batidos, sem qualquer dúvida, todos os meus recordes em quilómetros percorridos e em provas disputadas no mesmo Ano.
Para isso muito contribuiu as cerca de 10 provas disputadas com distância a rondar os 30 kms. Destas destacam-se as 6 provas realizadas com a quilometragem superior a 40 kms.

Total de kms acumulados em 2010 (Treinos e Provas), 2.562 Kms.
Total de horas gastas acumuladas em 2010 (Treinos e provas, 295,38 horas.
Total de provas realizadas em 2010 (Janeiro a Dezembro), 44 provas
Total de kms realizados em provas em 2010 (Janeiro a Dezembro), 870,885 kms. 

Adenda: Neste quadro falta os 20 km Almeirim (P. de Estrada. em 23/10/2010, 20,160 kms 1,47,17 h.
e a Meia  Maratona da Marinha Grande (Prova de estrada, em 01/12/2010, 21,450 km, 1,57,24 h.)

A todos os amigos o meu agradecimento pelo excelente convívio que me proporcionaram em todas as provas e em todo o lado por onde passei e pelo carinho que sempre me dispensaram.
Aos organizadores das provas em que eu tive a oportunidade de participar também o meu obrigado por me terem dado a oportunidade de lá ter corrido, ao mesmo tempo que os encorajo a manterem sempre bem vivo este espírito empreendedor que nos permite manter uma actividade bem saudável como é a Corrida.
O Ano de 2011 já chegou e com ele novos desafios vão aparecer, que a juntar aos que deixaram marca em 2010 teremos pela certa 2011 cheio de aventuras e de enorme adrenalina.

sábado, 1 de janeiro de 2011

S.Silvestre dos Olivais e S.Silvestre da Amadora a 30 e a 31 de Dezembro 2010.


Contra o que estava previsto acabei por alinhar à partida na S.Silvestre da Amadora depois de na véspera ter concluído a dos Olivais.

S.SILVESTRE DA AMADORA 31/12/2010
Inscrevi-me à última hora, já tinha saudades desta prova pelo facto de ser única no que diz respeito ao apoio que recebemos durante toda a corrida de milhares de pessoas que vêm para a rua assistir a esta grande prova. Ao longo dos anos tem sido sempre assim, nem o facto de ela deixar de se realizar ás 21 horas tirou público da rua, e para os atletas é um regalo correr no meio de um ambiente tão acolhedor. Não há outra igual em Portugal e só espero que com a alteração da data da S.Silvestre de Lisboa para o último dia do Ano nao venha tirar brilho a esta prova que soube conquistar o seu lugar ao longo de tantos anos.
A minha prestação foi deprimente, eu já sabia o que ia encontrar pois as dificuldades seriam quase iguais ao que encontrei na véspera nos Olivais, mas eu estava ali era para correr e não pensar muito no percurso e fiz o que por norma faço sempre, correr isolado e sem a pressão de ter de acompanhar alguém ou algum grupo. A subida até ao Casal da Mina é sempre penosa mas desde que seja bem controlada chgamos lá sem grande desgaste, o mesmo já não poderei dizer da subida dos Comandos, não sei o sucedeu, quando cheguei ao alto de repente faltou tudo, descontrolo da respiração e total falta de forças nas pernas, tive mesmo de  andar um pouco para recuperar da súbita fadiga, mas a partir dali até ao final nunca mais fui o mesmo, sempre que forçava um pouco mesmo nas descidas tinha de pôr travão senão entrava novamente em descontrolo.
Então deixei-me ir conforme as possibilidades pois só queria era chegar à meta sem problemas e ir embora porque  a família já me esperava na Moita para o jantar e noite de fim de ano.
O percurso tinha pelo meu Garmin 10,170kms e gastei 55,07 minutos para o percorrer.
Agora é hora de balanço do que foi feito em 2010, os dias que se seguem é uma espécie de repetição do que foi o início do ano que agora terminou, o meu Calendário já disponível não me vai tornar a vida fácil mas com calma e bom senso tudo se há-de arranjar.
A próxima prova será em Sacavém dia 9 de Janeiro, Programa quem nunca a fez ezperimente e aos outros eu convido a participar.

S.SILVESTRE DOS OLIVAIS 30/12 2010

Quase toda a Equipa dos Amigos do Vale do Silêncio esteve presente na S.Silvestre dos Olivais, é uma prova que faço há longos anos e que por norma encerra o ano no que diz respeito a corridas, a noite estava chuvosa e fria mas para sorte de todos, principalmente para a organização, não chuveu mais durante todo o espaço que decorreu entre a corrida e o desarmar da "tenda". Curiosamente até o frio praticamente desapareceu e todos puderam fazer a sua corrida de forma confortável. Muitos atletas à partida para satisfação da organização que anunciava através do animador que provavelmente se iria bater o recorde de presenças, curiosamente no ano, que segundo ouvi no local será a última a ser organizada pela Junta de Freguesia dos Olivais!!!
Pela dureza da prova, pelo menos para mim, mandava a prudência que fosse com calma pois são este tipo de provas que descordena todo o meu sistema de resistência, exactamente pelo facto de os ritmos alterarem muito em tão pouco tempo, ora se sobe ora se desce, mas ali subimos bem mais do que descemos.
Resisti quanto pude ali ao lado do nosso Míster, mas quando começou a última subida em Moscavide tive de me render à evidência e seguir no meu passo mais confortável.
No final ainda tive a companhia de 3 dos nossos craques que vieram ao nosso encontro depois de terminarem a sua prova, de entre eles estava o Tiago, filho do Míster, que tudo fez para eu colar novamente ao Pai, mas como a diferença era já muita ficou apenas a intenção. E depois também não podia esquecer que no dia seguinte tinha outra dose igual.
Para os 10,130kms gastei o tempo de 56,32minutos.
Gostei do Kit que ofereceram a todos os atletas: uma mochila, uma t,shirt, um cachecol vermelho e uma medalha alusiva à prova.
Se esta prova desaparecer do Calendário ficarei com muito pena, pois aprendi a gostar dela, não só pela localização onde ela se efectua, foi ali no jardim do Vale do Silêncio que nasceu e se desenvolveu o nosso Clube, mas também pela oportunidade de encontro com muitos amigos.
Fotos de A.M.M.A.- veja aqui