quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Meia Maratona de Marinha Grande (20 anos depois)


Com a família do Luís Mota.

20 anos depois voltei à Marinha Grande, então tinha feito a prova na companhia da Conceição Pereira, atleta que representou entre outros o Sporting e o Benfica. Estava ela a dar os primeiros passos em representação do Clube de Atletismo de Vale de Figueira, Clube de quem eu era Director e Treinador na altura. Dicidi fazer a prova com ela e tentar ajudar na disputa directa que ela ia fazer contra a Lucília Soares, que era só na altura uma das melhores atletas portuguesas no que diz respeito a provas de estrada e em pista. Aquilo foi tremendo durante toda a prova, seguimos sempre a cerca de 100 metros da Lucília e nunca conseguimos chegar até ela, acabando por vencer aquela Meia Maratona e nós ali tão perto. Concluímos com 1,16,30h e a Lucília 1,16h.
Passados estes 20 anos fui encontrar aquilo muito diferente, mas para melhor, o percurso deixou de ser monótono e os atletas acabam por passar na meta aos 11kms tornando aquilo mais agradável. O percurso também é totalmente plano (já o era) facilitando a vida a todos os atletas.
Para surpresa minha (ou talvez não) fui encontrar ali alguns amigos que também vão fazer a Maratona de Lisboa no próximo Domingo, o Luís Mota, a Célia Azenha e muitos outros.
Aproveitei o facto de a Célia andar à procura de um grupo que pudesse fazer a prova sem grande esforço tendo em conta que faltam apenas 3 dias para a Maratona e integrei-me desde o início neste grupo que tinha pelo menos 6 atletas e que pretendiam correr a 6m o km.
Ainda tinha bem presente as tremendas dificuldades respiratórias e a falta de força nas pernas que tinha passado na Arrábida há 3 dias e por isso parti com muita prudência tentando não pressionar em demasia os pulmões pois sabia que se voltasse a atingir os limites iria atravessar grandes dificuldades. Os primeiros kms até foram bastante rápidos para aquilo que pretendíamos, mas conforme a corrida se foi desenvolvendo fomos acertando o ritmo, tanto que aos 10kms já tínhamos recuperado 6m e a previsão já era chegar em cima das duas horas.
A 2ª parte da corrida foi feita apenas com a companhia da Célia, já acusava algum desgaste devido ao ritmo imposto no início da prova, mas o seu problema real é outro e de grande peso, esta Senhora que tive o previlégio de acompanhar hoje é Super/Ultramaratonista e já leva contabilizados até hoje, e só em provas efectuadas em 2010, cerca de 1.600 kms palmilhados entre Serras, Grandes Montanhas e muita Estrada, então dicidi ficar com ela até ao fim, por ela e por mim, assim tinha a garantia de me portar com algum juizo durante toda a corrida e até chegar ao final.
Terminei a prova com a marca de 1,57,25h, "a mesma que obtive no treino noturno de S.João das Lampas no passado dia 19 de Novembro". A distância no meu Garmin marcou 21,440kms.
O convívio final manteve-se inalterável, lá estava o almoço à nossa espera no final da prova, gratuito para todos os atletas e na base de 5€ de valor da inscrição, como é possível? perguntem à organização, pode ser que ainda consígamos baixar alguns valores na nossa praça e que ameaçam seriamente a sua viabilidade em consequência do abandono de muitos por dificuldades em acompanhar por motivos económicas. A Sopa da Pedra estava excelente e saí de lá com a convicção de voltar para o Ano, tanto mais que ainda fomos obsequiados com uma bonita t,shirt azul e outras ofertas que não deixou ninguém indiferente.
Daqui a 3 dias vai ser a dobrar mas a motivação é muito boa, o percurso da Maratona melhorou um pouco e espero acabar sem grande sofrimento, vamos a ver se consigo.

Praça Stefhens e Edifício da Cãmara Municipal
Classificações

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Grande Prémio da Arrábida, a prova do Moscatel


Já na parte final  (foto do Mundo da Corrida)

Foi a minha estreia no Grande Prémio da Arrábida, sempre ouvi falar no tal abastecimento famoso de moscatel e resolvi partir à procura desta originalidade rara e própria da Região. Também a simpática rapaziada das Lebres do Sado justificou a minha presença ali na sua prova depois de tantas aventuras passadas em conjunto aí pelos diversos cantos do nosso país numa ajuda comum e fraternal.
A prova em si tem as suas naturais dificuldades, nomeadamente o acesso ao alto de Palmela, nada a que já não esteja habituado quando toca a subir montanhas, o problema é que sinto já uma natural fadiga, (e das grandes), que ás primeiras dificuldades tenho de meter travão e recuperar um pouco antes que rebente de vez. Foi uma prova bonita tendo passado por locais que eu não conhecia, não vou enumerar pontos negativos porque não é esse o meu princípio, pelo menos quando diz respeito ás organizações de provas, a menos que sejam tão graves e deliberados. Mas tenho que fazer uma pergunta: O que é que levou a que os 6 primeiros classificados da geral em determinada altura da corrida se tivessem enganado no percurso?
Eles desportivamente aceitaram a situação mas era de todo evitável, penso eu, pois ninguém gosta de perder, nem a feijões.
Apesar das minhas debelidades ao longo da prova em resultado dos poucos kms que a prova tinha, a exigir ritmos mais elevados a que não estou habituado, tenho a convicção de lá voltar porque a Arrábida é um local muito bonito e a Organização (Lebres do Sado) tudo têm feito para manter aquela Região na agenda dos corredores e amantes da Natureza.
Estive acompanhado de mais 4 atletas do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, tendo feito a minha corrida, até onde pude na companhia do nosso Míster (e foi até ao Moscatel,claro) tendo chegado com 1,18,00h para os 12,850kms de distância.
Dia 1/12 vou até à Marinha Grande, (20 anos depois da minha melhor marca à Meia Maratona, 1,16,30h) será mais um treino para a Maratona de Domingo em Lisboa e com as devidas cautelas para que nenhum osso se aleige.

Ao longe o Míster a tentar e a conseguir a fuga

Eu, o Daniel, o Hernâni, o Fernando e o Vaz.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Grande Prémio da Mendiga 2010


Na partida e como sempre de peito feito

Dando cumprimento ao plano de provas traçado com a devida antecedência estive hoje na Mendiga acompanhado pelo staf de apoio familiar e cada um com a sua missão, a Susana para levar o "puto" a passear, o Daniel para competir e ajudar a nossa equipa "Amigos do Vale do Silêncio" a tentar conseguir um bom lugar na classificação colectiva juntamente com o Hernâni, o João Vaz e o João Inocêncio. Eu ia na missão de participar na variante de treino mais lento para compensar algum desgaste que ainda tinha da grande jornada de S.João das Lampas, da última Sexta Feira à noite.
Para isso contei com a ajuda mais uma vez da Susan Mota desde que foi dada a ordem de partida, não se pense que foi fácil já que os primeiros 5 kms foram feitos abaixo dos 5,30m, tal como no treino noturno nesta altura já começava a dizer para os meus sapatos que aquilo ia ser tramado, valeu-nos que nesta altura da prova já se está a subir e acalmámos. Nesta altura já levávamos a companhia do António Pinho que se juntou a nós logo após a partida e ali ficou até final da prova dando mostras de grande solidariedade pelo facto de a Susan a partir dos 8kms sentir algumas dificuldaes na articulação de um joelho e também de uma canelite que de volta e meia a apoquenta. Quando já íamos de peito aberto subindo até Serro Ventoso contra uma já forte ventania levámos também com uma tremenda enchurrada que até doía, no início até soube bem mas depressa nos fartámos daquilo, tal não era a quantidade.
No retorno mantivemos sempre o ritmo por forma a que a Susan não acusasse demasiado o esforço, aqui e ali ia refrescando a parte mais desconfortável de forma a que conseguisse chegar ao final. Perto dos 15kms ainda tivemos a visita do Luís Mota e também do Daniel que solidariamente vieram ao nosso encontro logo após terem terminado a sua prova.
Concluímos os 16,180kms em 1,35,28h. (média de 5,54m por km.). Para mim foi excelente pois precisava deste treino para acalmar um pouco da loucura da noite de Sexta.
Da minha equipa destaco os 4 elementos atrás citados por terem contribuído para uma boa classificação, face à boa valia das outras equipas não conseguimos o objectivo que era ficar nas 10 primeiras e por isso merecem o meu reconhecimento pelo seu esforço e dedicação. De destacar  as excelentes classificações obtidas pelo João Vaz: 10º da Geral Individual e 1º no escalão + de 40 anos e do João Inocêncio com um honroso 19º da Geral Individual e 4º no escalão + 40 anos, arrecadando cada um 2 troféus muito bonitos. O Vaz ainda conseguiu ganhar para a bucha, mas nem por isso comeu a dobrar!!!
Após o almoço (mais uma vez esteve excelente) foi feita a distribuição dos prémios. Aqui lamentávelmente caíu a maior nódoa desta magnífica prova, revolta-me que andem aí uns Caça Dotes, que apenas se interessam de algumas provas para lá irem caçar algum dinheiro e logo que se apanham com a massa na mão se estão nas tintas para quem com tanto esforço e dedicação tudo fez para os receber bem. Que total falta de respeito de dois atletas que no panorama nacional têm (ou deviam ter) especiais responsabilidades na promoção das boas práticas como exemplo para todos os outros e fundamentalmente para quem promove os eventos e que lhes possibilitam participar, e se for o caso, ganharem o justo prémio pelo seu esforço. Infelizmente hoje o Hermano Ferreira e o António Travassos (1º e 3º da Classificação geral) estiveram francamente mal, eu diria pessimamente mal, conseguiram que a organização lhes adiantasse o prémio monetário antes da Cerimónia e abalaram sem dar cavaco a ninguém. Foi uma tristeza ver aquele pódio com aqueles lugares vazios, ver ali altas personalidades do Concelho de Porto de Mós e do Destrito de Leiria, tais como: Representante do Governo Civil, Presidente da Cãmara, Presidente da Junta de Freguesia, representante da Santa Casa da Mesiricórdia e outros que pelo seu trabalho desenvolvido em favor das populações ali estavam como convidados e que se associaram a esta manifestação desportiva dando um alto crédito pelo trabalho desenvolvido pela Colectividade local.
Não deixarei de reprovar a própria organização ou quem tomou a iniciativa de conceder os prémios conquistados pelos referidos atletas fora do protocolo estabelecido através do Regulamento, transformando aquela cerimónia de consagração dos vencedores em algo que acabou por incomodar todos os que ali estavam presentes.
Este jesto lamentável dos dois referidos atletas acabou por ser justamente censurado pela Organização da Prova ali mesmo através do microfone, o que mereceu um forte aplauso em condenação pela atitude antidesportiva, quer do Hermano, quer do Travassos.
Não posso deixar de louvar também pelo seu comportamento correcto e de grande respeito pela Organização e por todos os atletas que ali estavam presentes o Alberto Chaiça, que tendo ficado em 2º na classificação da geral ali estava no pódio e no lugar que justamente tinha conquistado, mereceria que os seus colegas o honrassem com a sua presença ali a seu lado no pódio.
Daria um conselho a estes dois atletas, não apareçam ali mais, traíram uma vez e assim evitam trair 2ª vez.
A confusão do custume na partida

A Susana no seu passeio pedestre com o "puto"

A minha chegada com a Susan e a guarda de honra

Vista geral da almoçarada, venham cá para o Ano

Esta é a parte melhor, confesso que me lembrei do Parro

E como a vida continua e se possível limpa de alguns iluminados, estaremos no próximo Domingo no Grande Prémio da Arrábida a caminho da Maratona de Lisboa.   
Fotos de Susana


domingo, 21 de novembro de 2010

O Treino louco Noturno em S. J. das Lampas

De todo imprevisto, alinhei no dia 19/11 no Treino Noturno de S.J.das Lampas ao lado de tantos amigos, naquele que posso intitular como o mais fantástico que realizei até hoje.
Foram na totalidade percorridos 21,220kms, exactamente no mesmo percurso da Meia Maratona de S.João das Lampas.
Ainda estou para saber como é que eu acabei por alinhar à partida neste evento organizado pelo Fernando Andrade e fortemente patrocinado e apoiado pelo Fórum O Mundo da Corrida.

Fotos de Isabel Almeida

Depois de ter participado e viver aquele ambiente tão abrangente de amizade e convívio tenho a agradecer ao Luís Miguel por ter espicaçado à última hora o Pára&Comando e ao Luís Parro que pela tardinha não se esqueceu do tlim tlim de que não estava dispensado. Face à "pressão" e ao "carinho" de última hora enchi-me de coragem e fui, esquecendo que 36 horas depois tinha, e tenho, outra prova na Mendiga na distância de 16,5kms.
Estaria hoje arrependido se não fosse, é verdade que a parte difícil foi o treino mas o resto que envolveu este são convívio acabou por compensar uma noite onde não faltou quase nada.
Fomos 29 para a estrada cumprindo o horário estipulado, um pouco desordenados mas bem assinalados com coletes luminosos, a maioria deles oferecidos pela organização, ocupando no início pelo menos uma das faixas de rodagem, a autoridade não foi requesitada e conforme os kms iam passando também fomos desciplinando aquilo.  É claro que esta "disciplina" foi fruto da diferença de valores dos treinantes que a partir dos 5 kms trataram de se fazer à vidinha, começando aí a natural seleção da qualidade presente. De louvar o companheirismo de todos até então mas todos sabemos que mesmo a treinar não se pode exigir a ninguéma que acompanhe os mais lentos durante um percurso de 21kms, e um treino é sempre um treino onde cada um procura tirar algum proveito desse esforço. As dificuldades maiores começaram aos 5kms e a minha tendência foi ir ficando para trás, pois eu era de longe aquele que menos capacidades tinha no meio daquele grupo e se não queria ficar irremediavelmente para trás tinha que gerir muito bem aquilo que ia a fazer.
Aos 8 kms olho para trás e já não vejo ninguém atrás de mim, estava tramado, ali mesmo à minha frente seguia o último grupo, de entre eles seguia o Fernando Andrade, que louve-se a sua atitude, nunca abandonou à sua sorte o último dos amigos que estavam naquela aventura, juntei-me ao grupo e consegui recuperar algumas forças pois estávamos numa zona onde é possível recarregar algumas energias.
Aos 12 kms não deixei passar a oportunidade e visitei novamente o tanque das lavadeiras, afastei os limos para o lado e vai banho, desta vez com as mãos pois o boné tinha ficado a secar, que bem soube pois não estava frio e a humidade estava muito elevada, foi o suficiente para baixar um pouco a temperatura do corpo pelo menos até onde a água chegou.
Falhei o abastecimento dos 15 kms, ele estava lá mas como tinha bebido água aos 13kms achei que não precisava e segui com relativa facilidade mas com a noção de que estava a competir e não a treinar. Nas pequenas subidas que antecedem os 18kms não forçava e deixava o grupo em que vinha e mais à frente tentava sempre recuperar, até que no final da subida dos 18 kms me deu um trek de tal maneira que fui obrigado a parar, primeiro, dificuldades de respiração e depois total ausência de forças que me obrigaram a parar, vómitos sem nada sair, e continuei a andar, o Fernado que vinha a fechar ficou ali comigo e ficámos os dois cá para trás já a uma distância considerável. Depois de andar um pouco tudo voltou ao normal, agora com uma nova reação positiva, que estranhei pois já tínhamos percorrido 18kms. e encetámos a recuperação até áquele grupo que ia à nossa frente. Aos 20 kms já estamos todos juntos e formámos aquele grupo final até chegarmos à meta no local do custume. 21,220kms para o tempo final de 2,05,29h, apenas 43 segundos a mais do que tinha feito em Setembro na Meia Maratona.
O resto da jornada foi excelente, banho de água fria (soube bem) pouco depois da meia noite, pela 1h da manhã já estava de volta da água-pé, do frango assado e de todas as iguarias postas à nossa disposição.
No final deu-se a inversão dos papéis de todos os actores, éramos nós os convidados, que devíamos agradecer ao Fernando Andrade e ao Clube Recreativo de S.joão das Lampas a oportunidade que nos deram de participar naquela extraordinária jornada de confraternização e amizade que teve na corrida o seu principal objectivo.
Obrigado a todos pala camaradagem.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ANTES QUE SEJA TARDE


ANTES QUE SEJA TARDE

Amigo,

tu que choras uma angústia qualquer

e falas de coisas mansas como o luar

e paradas

como as águas de um lago adormecido,


Não acredito

acorda!

Deixa de vez

as margens do regato solitário

onde te miras

como se fosses a tua namorada.

Abandona o jardim sem flores

desse país inventado

onde tu és o único habitante.

Deixa os desejos sem rumo

de barco ao deus-dará

e esse ar de renúncia

às coisas do mundo.
Eu nem quero acordar


Acorda, amigo,

liberta-te dessa paz podre de milagre

que existe

apenas na tua imaginação.

Abre os olhos e olha,


abre os braços e luta!

Amigo,

antes da morte vir

nasce de vez para a vida.



 Manuel da Fonseca





segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Meia Maratona da Nazaré 2010


Início da Meia Maratona
 Pelo 3º ano consecutivo (em 36 Edições da prova) estive na Nazaré a participar na sua Meia Maratona. A ideia era, e foi, recuperar da Maratona do Porto realizada no fim de Semana passada no dia 7 de Novembro.
Para isso contei com a ajuda do Mário Lima, pelo menos até ao retorno aos 12,5kms, e o resto estive por minha conta já que ele a partir dali não me quis dar mais confiança!!!
Mas a ideia era correr ao lado de outros amigos e de forma mais lenta, de entre eles estavam a Ana Pereira, o António, ambos do Clube de Sargentos da Armada, do José Magro, de entre outros, só que procurei e não os vi.

O Comando e o Pára inseparáveis

Também chegámos atrasados, o nosso "GPS" levou-nos de Loures até ás Caldas da Rainha para aí então entrarmos na A8!!!!!!!!!!! e por isso tivemos muito pouco tempo para preparar a partida e pôr tudo em ordem.
Ainda assim encontrei quase toda a rapaziada amiga que esteve comigo no Porto, tendo escolhido a Nazaré para acalmar um pouco os ânimos até que a Maratona de Lisboa não chega.
A Susana e o Daniel acompanharam-me nesta prova, ela a matar saudades daquela animação e aproveitar para passear um pouco ali à beira mar (em Janeiro vai ser mãe), ele que aproveitou o fim de Semana prolongado para fazer mais uma corrida juntamente com um bom número de colegas que representaram o nosso Clube, O Vale do Silêncio.
 Parti com muitas cautelas com o Mário e íamos olhando para trás a ver se vinha o grupo que eu procurava (também não sabia se estavam para a frente), os primeiros 5 kms foram ultrapassados com esse pensamento mas a partir dali fomos aumentando gradualmente o andamento e começámos a ultrapassar atletas, alguns deles bem conhecidos e que também estavam na ressaca do Porto. No lado contrário começaram a vir os atletas que já tinham feito o retorno e naquele ponto onde eu ia, 10kms, já levava 5kms de atraso, nada de especial considerando as naturais diferenças. O Luís Mota tinha-me afiançado que hoje era mesmo para descansar, acreditam? e lá vinha ele muito bem classificado na geral, ele não se poupa mesmo, felizmente tudo lhe correu bem mas acho que ele tem de se moderar um pouco se quiser chegar a Lisboa em condições de melhorar ou aproximar-se da sua melhor marca na Maratona.
Almoço convívio
Muitos outros amigos se foram cruzando comigo até que ouço a Ana Pereira a incentivar-me do outro lado da estrada, afinal ela vinha para trás, como eu já ia sozinho e com algum avanço deste grupo segui num andamento agora mais forte na tentativa de ainda aproveitar uma possível quebra do Comando, passo pelo Rui, namorado da Ana e saúdo-o satisfeito por o ver ali e pensar que a sua luta contra o tabaco acabará por sair vencedora e sigo. Aos 15 kms falta água no abastecimento, só havia esponjas e vi muita gente a apanhar garrafas do chão para beber alguns restos. Foi uma pena esta mancha, ali estava o abastecimento conjunto dos 10 e dos 15kms. a organização tem de repensar e resolver este problema, é verdade que muitos atletas levavam em grande parte duas garrafas cada e não pensaram nos que vinham atrás, à falta da sensibilidade de alguns tem de responder a organização com alguma disciplina.
Escaldado como eu já estou levei desde o início os meus 2 cantis e aquela falha no abastecimento não me afectou porque tinha ainda alguma água tendo mais à frente, aos 16kms, abastecido num chafariz que estava ali à beira da estrada. Ainda ofereci alguma a alguns que eu via que estavam mais aflitos.
Enquanto corria à procura da meta ia olhando ao longe mas do Mário nada, e resignei-me, ainda não era hoje mas sentia-me bem e segui sempre num andamento mais forte na tentativa de mesmo assim chegar dentro das duas horas de prova. O vento estava mais forte e ameaçava chover, é assim que eu gosto de correr, cada vez que nos aproximávamos mais daquela Avenida imensa da Nazaré o vento ia castigando cada vez mais, mas eu ia a gostar pois tornava o ar mais fresco, ajudava a respirar melhor enquanto o corpo se ia sentindo também bem mais fresquinho.
Aos 20 kms vi que iria para uma marca abaixo das duas horas, tinha 1,51h. o suficiente para acabar dentro dos planos possíveis e mais uma vez sem mazelas que pusessem em causa as provas programadas que se seguem.
 Terminei com 1,57,07 para os 21,290kms.??? 1005º da geral, média de 5,30m. (A organização creditou-me com 1,57,55h.
 Aproveitámos no final para nos juntarmos num almoço convívio num dos muitos restaurantes existentes na Nazaré e ao mesmo tempo aproveitar para que cada um podesse pôr a conversa em dia.
Segue-se a prova da Mendiga já no próximo dia 21 de Novembro. (A caminho de Lisboa)
Classificações

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

7ª Maratona do Porto, (A minha 8ª Maratona)


Completei no Porto a 8ª Maratona em estrada no passado dia 7 de Novembro de 2010, a 4ª no último ano, depois de um interregno de 16 anos. Devo confessar que me emocionei quando ao virar aquela curva à esquerda vi a poucos metros aquela passadeira vermelha que me esperava para os momentos finais de mais uma odisseia que estava prestes a concluir, mas consegui controlar-me a tempo e rejubilar pelo facto de ali ter chegado sem mazelas e em boas condições físicas para além das naturais consequências normais que advêm do elevado esforço a que sujeitamos todo o nosso organismo em toda a sua amplitude.
Não foi uma prova fácil, nunca é quando se trata de uma Maratona, e ela diverge de indivíduo para indivíduo mesmo que o trajecto de ano para ano seja o mesmo, basta que qualquer um discore um pouco a necessária preparação, ou o mais aproximado possível, para que as coisas descambem para a dificuldade precoce e o inevitável sofrimento crescente conforme o número de kms forem aumentando a caminho do seu final.
Penso que foi neste quadro que me situei e vivi durante toda a prova, tinha como ambição (embora relativa) de me aproximar da marca do ano passado a rondar as 4 horas, e tinha a convicção que poderia consegui-la, apesar de à 15 dias andar envolvido no combate a uma pequena dor logo acima dos gémeos da perna esquerda, tendo por causa disso evitado excessos que numa situação normal nunca aconteceria.
Quem pode ficar incensível ver alguém "impedido" de fazer aquilo que gosta?
Um grande abraço de solidariedade, António
Quando parti tive o cuidado de avançar com prudência pois o aquecimento tinha sido muito deficiente e estava algum frio, ainda por cima a poucos metros situava-se a subida mais complicada de toda a corrida, não porque fosse difícil mas porque era a 1ª e tinha uma forte inclinação. Mas depressa esqueci essas cautelas, na Av. da Boavista ultrapassei pelo ritmo que levava rapaziada amiga aproveitando aquela longa descida, mas sabia que mais à frente iria dar-se a inversão destas posições, a Otília chega-se a mim e consigo ir ali um pouco a par dela, mas foi sol de pouca dura, em menos de nada desapareceu da minha vista (ela progrediu muito nos últimos tempos) e eu já não consigo acompanhá-la. Aos 10 kms tinha 53m de tempo de prova, demasiado rápido, mas aceitável pelo facto de ter beneficiado das descidas que o percurso tinha até ali, e foi ali que comecei a sentir o aparecimento de pequenas dores nos calcanhares, atribuí isso ás descidas onde os calcanhares estão sujeitos a um esforço maior, e não me enganei pois um pouco mais à frente deixei de sentir qualquer dor.
Quando entrei na Ponte D. Luís, cerca dos 17 kms, já o Luís Mota estava a cruzar comigo vindo da Afurada, já me levava 8kms de avanço. Aqui ainda eu me sentia bem e ia dentro dos objectivos secretamente ambicionados, mas aquela volta de ir à Afurada e voltar é tramada, torna-se monótona e não fora o incentivo que vamos recebendo e devolvendo aos amigos que por nós se vão cruzando e aquilo custaria certamente muito pior. Após a passagem da Ponte da Arrábida encontro o António Almeida ali no passeio a apoiar-nos juntamente com a sua família, não estranhei ali a sua presença, pois sabia da existência de um arreliador problema que o impediu de participar na Maratona, ainda assim fiquei muito feliz por os encontrar ali. Um pouco mais à frente era o retorno e onde estava situado o controlo da passagem da Meia Maratona, 1,58h. já vinha em quebra (2 m) a mais do que o ano passado e tinha perdido alguns minutos que trazia de caução desde a 1ªdezena de kms. Aos 25kms percebi que chegar ao final ia ser um autêntico tormento, aproveitei o abastecimento de água e fruta para andar um pouco e fazer aquela pequena subida da Ponte D.Luís tendo logo de imediato retomado a corrida, do lado de lá vinha já o Vitor Veloso, o Filipe Fidalgo e um pouco mais atrás o Fernando Andrade, de entre outros, que grande corrida eles vinham a fazer, nomeadamente o Vitor e o Filipe que estavam a fazer a sua estreia na Maratona. Sorri para eles e deixei os incentivos necessários nestas ocasiões e segui já a caminho da Ponte do Freixo (retorno) penosamente sem dar a perceber das dificuldades que já sentia. Antes do Freixo vejo passar a Dina em boa companhia no seu passinho sempre certo e bem disciplinado e eu apenas me limitei a segui-la com o olhar e com pena de não a acompanhar. No retorno, cerca dos 18 kms vejo aproximar-se já o grupo que tinha ultrapassado lá mais atrás (de entre eles estava o Parro) e não tardou que em pouco tempo se colassem e se fossem embora, eu seguia conforme podia e resistia a todo o momento da vontade de começar a andar, desciplinei a minha corrida, correr entre abastecimentos e andar enquanto idratava e comia alguma coisa, a partir dos 35 kms as coisas complicaram-se, os rins e as cólicas nos intestinos queriam pregar-me a partida, resisti e aos 37,5kms tomei o último Gel que levava, as coisas melhoraram um pouco andando ali um pouco aproveitando uma pequena subida e estrada de paralelos que ali existia. A partir dali eu sabia que ia chegar, correndo devagar era aquilo que eu era capaz de fazer, fazia muito vento naquela zona mas como o meu ritmo também era lento o fresco da forte aragem até me ajudava a levar o enorme peso que já sentia em todo o corpo e que as pobres pernas tinham já à muito tempo dificuldade em suportar. Quando cheguei aos 40kms em Matosinhos aproveitei o último abastecimento para recuperar um pouco e parti com a convicção que só pararia depois de atravessar a meta da Maratona, nem a subida da Av. da Boavista me amedrontou, penoso foi quando avistei os painéis de chegada e puxar pelas últimas reservas que tinha para conseguir lá chegar, apesar de poucos os aplausos são um grande apoio e foi assim que cortei a meta, num misto de grande satisfação e emoção por ainda ser capaz de fazer e completar uma Maratona.
Marca final: (no meu Garmin) 4,22,59h. para os 42,710kms??? (4,23,35 oficial)
Há 20 anos fiz a 1ª e a emoção continua a dominar tal como nessa altura, assim espero continuar.
Aos amigos que comigo confraternizaram neste fim de Semana no Porto, muito obrigado.
Uma palavra final de parabéns para a runporto na pessoa do seu responsável máximo Jorge Teixeira, que mesmo sofrendo de descriminação em relação a outros vai desenvolvendo e progredindo a corrida em Portugal com grande sucesso, tendo como exemplo esta extraordinária prova da Maratona, edição de 2010, que a todos nos deixa encantados.
Classificações

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Maratona do Porto (a 3 dias)

Faltam 3 dias para a Maratona do Porto, Edição de 2010. É a 2º Maratona de estrada que vou tentar fazer este Ano, a 1ª foi em Sevilha no já longínquo dia 14 de Fevereiro, concluída com êxito.
A preparação feita não foi específica para esta Maratona, ela surge com naturalidade por efeito de alguns treinos e também provas com alguma dimensão em kms, tal como: Meia Maratona de S.J. das Lampas, Raid do Alqueva, M.M. da Moita, 20kms de Almeirim, de entre outras de menor dimensão. Penso que é o suficiente para enfrentar estes 42,190kms na Cidade do Porto.
É o regresso a uma prova que gostei imenso, foi também esta prova que me permitiu conhecer melhor o Porto, nomeadamente todo o trajecto que a prova tem, sem esquecer também que foi ali que conheci alguns amigos e reencontrei outros e pelos quais nutro grande amizade.

Esta é a Altimetria que a prova tem (segundo a organização), bastante favorável.


Altimetria e a sua localização (dados da organização)


A minha prestação em 2009

Como eu já não corro na busca de melhores marcas procurando apenas chegar sem mazelas de maior, vou mesmo assim tentar que a diferença da marca deste ano não "fuja" muito da do ano passado. Para isso também irá contribuir o tempo que fará, para mim preferia um pouco de chuva e alguma frescura, seria o ideal. Vamos a ver. Para todos os que lá estiverem nesta aventura desejo a melhor sorte.

domingo, 31 de outubro de 2010

Grande Prémio de Ribafria, Benedita



Depois de no fim de Semana passado ter carregado bem no "acelarador" era agora a altura de "assentar" um pouco, foi assim que encarei a Prova de hoje na Ribafria.
Levei 2 k. ás costas, muita gente estranhou, Camelbek? mas eu tinha as minhas razões, para alguns era o início dos treinos para a Freita, para outros era um encolher de ombros, mas a verdade é que aquela "carga" tinha um destino ali a 1,5km e tinha de lá chegar intacta. E chegou, para isso tive a preocupação de logo no início procurar companhia que assegurasse que caso não fosse capaz de cumprir a missão me levasse a encomenda até ao destino, a Susan foi a escolhida, e que companhia... foi até
lá, durante toda a corrida e também durante o repasto quando regressámos e por lá passámos.
Esta prova tinha a forte componente deste convívio em plena prova por volta dos 11kms.e não o regateámos, eu e a Susan chegámos lá com 1,02h. depois de parar o cronómetro, comprimentar os amigos na pessoa do Sr. José de Sousa atirámo-nos ao petisco, antes pedi para conhecer pessoalmente a simpática menina Daniela Sousa, filha do Sr José, pois tive o previlégio de já ter trocado algumas mensagens no facebook, nomeadamente focando precisamente este encontro, e ela apareceu, sujeitando-se ainda assim a trocar um beijinho de afecto comigo, apesar do meu aspecto naquele momento não ser o mais apropriado. Pouco depois apar
eceu o Daniel e o Luís Mota que depois de cortarem a meta foram ao nosso encontro e acabaram por participar conosco naquele pequeno convívio.
Não sei ao certo quanto tempo estive ali, recebi uma prenda do Sr. José (uma t,shirt e um galhardete da J.Freguesia e dos Bombeiros da Benedita), retomei a prova, liguei o cronómetro e terminámos com o tempo de 1,10h. ainda a tempo de chegarmos à frente do último participante da corrida. Assim acabámos por não prejudicar ninguém nem atrasar o final da prova.
Pelo trabalho e empenho de toda a organização, ( foram impecáveis), merecia que estivessem muitos mais atletas presentes, talvez pelo mau tempo, talvez pelas muitas provas que se realizaram um pouco por to
do o país, talvez porque os prémios fossem pobres para alguns (t,shirt de boa qualidade para todos e bonitos troféus) e que estão habituados em muitos casos em "facturar", e como isso aqui não aconteceu!!! mas aquilo que eu sei é que os ausentes nem sabem o que perderam, (atenção, carinho e para selar tudo isto um excelente almoço foi servido a todos os participantes onde nada faltou).
Aproveitei este 2º convívio para conversar um pouco com uma das nossas melhores Ultramaratonistas, Glória Serrazina, pois ainda não tinha tido essa oportunidade e como ela surgiu nem pensei duas vezes, e que histórias ela tem para contar e fiquei com pena de só ficar pela rama, mas outras oportunidades surgirão.
Para a Semana temos finalmente a Maratona do Porto pela frente, estou confiante embora uma pequena dor nos gémeos na perna esquerda me ande a apoquentar já à alguns dias.

Fotos

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Corrida do Tejo 2010



Inesperadamente, ou talvez não, acabei por ir fazer a Corrida do Tejo, não contava em estar presente e também não fazia parte do meu calendário de provas a realizar. A razão era simples, tinha os 20 kms de Almeirim na véspera e estava de todo arredada a epótese de alinhar à partida nesta competição à beira do Tejo. De facto estava com pena de não a fazer pois nas últimas edições participei sempre mas Almeirim desta vez estava no caminho.
Mas surgiu a oportunidade com a cedência do Dorsal de um colega da Equipa (João Portugal) e porque não estava em causa a conquista de qualquer lugar no seu Escalão que desse lugar a prémio aceitei e participei. Almeirim não me deixara qualquer mazela e estava convicto que aquilo me ia correr bem pois apenas pretendia correr confortável e recuperar do dia anterior. Outro aspecto é que eu também não queria perder aquele espectáculo que é correr no meio de tamanha muitidão e a moldura que os nossos olhos podem contemplar.
Como não tinha pulseira de acesso aos vips não me restou outra opção do que me resguardar junto do moderador da corrida dos + de 60m que estava situado já no último quarteirão daquela multidão imensa, alíás era ess
e o meu objectivo, desde que me deixassem correr.
As pulseiras são uma boa opção para facilitar a vida aos atletas melhor preparados na sua condição física, mas infelizmente aquilo é uma "santa" mentira, salvaguarde-se a boa intenção da organização mas continuamos a ter uma gritante falta de ética desportiva, a 500m da partida já encontrei muito boa gente a andar e algumas delas com evidentes dificuldades em prosseguir.
A grande largura e extensão da Avenida onde está instalado o início da corrida permite que todos os atletas mal passem a linha de partida iniciam logo a sua corrida, lenta é certo mas corre-se, permitindo assim fazer o necessário aquecimento à posterióri antes de impôr a si mesmo andamentos mais exigentes.
Confesso que pensava que aquilo me ia correr melhor, embora tivesse o objectivo de apenas participar e recuperar do dia anterior, dei comigo em dificuldades em algumas fazes do percurso, não porque fosse rápido mas porque me falavam as forças nas pernas, principalmente nas subidas, ainda assim ia dando para prosseguir pois sabia que estes 10kms são coisa pouca para me amedrontar.
Aos 7 kms, após aquela longa mas acessível subida, parei por breves segundos para me idratar e tomar um Gel, ferramenta
s estas que faço questão de me acompanharem sempre, independentementa da distância que as provas possam ter. (Alqueva serviu-me de lição)
E a diferença fez-se logo notar pois de seguida apanha-se a descida para S.Amaro e até à chegada pude correr com mais vitalidade e enfrentar com ânimo redobrado aquela subida final que nos levaria até ao fim da corrida.
Estranhei a parte final após a concluão da prova, a ausência de bancas de apoio com produtos sólidos e líquidos (devem ter acabado antes de eu chegar) ou então efeitos da crise, que são de todo compreensíveis.
Cheguei atrás de 5.152 amigos da corrida e à frente de 4.109.
Precisei de 58,25m (tempo chip) para percorrer aqueles 10,110kms (Garmin).
Para a Semana vou até à Ribafria, Benedita onde mais uma vez conto divertir-me imenso.

Ver resultados aqui

Vídeo (de Maneta Pereira)

sábado, 23 de outubro de 2010

20 Kms de Almeirim



Hoje fui conhecer a "nova" da Corrida dos 20 kms de Almeirim. Fiquei surpreendido, há bastantes anos que já não ia lá e o percurso que fui encontrar era totalmente estranho para mim, não sei há quantos anos tem este traçado, aquilo que sei é que o achei menos enfadonho que aquele que existia anteriormente que nos levava estrada fora sem fim à vista e depois fazíamos o regresso até um não mais chegar. Aquela 1ª volta dentro de Almeirim na distância de 5 kms também foi novidade para mim e gostei imenso de a fazer, mas não estava à espera, e assim foram "cortados" mais 5kms naquelas estradas de perder de vista.
Foi também um regresso, se a memória não me falha, à Estrada que liga até Alpiarça e até à sua bonita Barragem, que eu também não conhecia. Era este o percurso que eu percorri quando lá estive pela 1ª vez, vínhamos depois apanhar a Estrada que vinha de Santarém e terminávamos no mesmo local em Almeirim. Penso que se abandonou este traçado original devido ás cheias que quase todos os anos inundava aquele local, mas foi uma pena pois um prova torna-se bastante monótona quando temos de ir e vir pelo mesmo percurso.
Agora encontrei as coisas melhores neste meu regresso, até a Sopa da Pedra foi uma agradável novidade e que saborosa ela estava, servida num amplo espaço onde todos se poderam sentir à vontade, e o que é mais importante sem confusões. Eu já gostava muito desta prova e só por outros compromissos é que eu estive ausente em edições anteriores, mas espero no futuro não mais faltar por várias razões: Uma prova muito bonita, muito bem organizada, bons abastecimentos de água, gente de apoio muito simpática e a recepção final, um saco com bonitas recordações e o convívio final entre todos e em especial dos amigos que tiveram oportunidade de confraternizar em redor das mesas enquanto saboreavam a excelente Sopa da Pedra e o bom vinho da Regíão, de entre muitas qualidades de bebidas.
Da Corrida tenho a dizer que fiquei muito satisfeito e foi um bom teste para a Maratona do Porto, Tinha falado ao Daniel, meu Genro, que desta vez não correu mas fez-me amavelmente companhia nesta deslocação, que me podia esperar pela 1,45h a 1,50h, e assim foi pois acabei por realizar 1,47,17h para os 20,160kms no meu Garmin com uma média de 5,19m por km.
Para esta melhoria de média muito contribuiu o regresso, quando ainda faltavam 7,5kms para a meta, como havia disponibilidade física aproveitei e foi um regalo ir ultrapassando tantos atletas que no regresso já sentiam maiores dificuldades, coisa rara em mim pois normalmente sou eu que estou naquele estado, para isso também muito contribuiu os amigos que com tantos incentivos só podia dar naquilo, uma excelente prova e a acreditar que a Maratona do Porto poderá correr melhor do que aquilo que eu estava a pensar. Vamos a ver.
Uma palavra final para os amigos, foram tantos os que me falaram durante a corrida, não vou poder dizer todos mas realço alguns das Lebres do Sado, do Narciso, do Parro, que fazia ele ali?, do Mota e Susan, A.Almeida e família, (que alegria qundo vi a Vitória a correr para mim para um grande abraço) do V.Veloso e família, o Venâncio, Mário Lima, o Carlos Coelho (perdeu o cartão para a Sopa, oh Carlos), o Romão e tantos outros, que me desculpem!
Vou tentar mais logo fazer a Corrida do Tejo, se arranjar dorsal estou lá batido.
Segue-se para a semana a Corrida da Ribafria, estou ansioso pois vou voltar a encontrar aquele grande número de amigos que tão simpaticamente nos aplaude (no km11) quando por lá passamos, e eu espero poder retribuir quando por lá passar na 2ª parte da corrida quando viermos de regresso.
Fotos do Daniel e de amigos

Mais fotos aqui
Classificação Geral aqui

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Corrida do Bicentenário das Linhas de Torres



A Edição da corrida comemorativa do Bicentenário das Linhas de Torres realizada no dia 17 de Outubro que ligou Sobral de Monte Agraço a Torres Vedras foi mais um êxito a juntar a muitos outros que a Autarquia de Torres Vedras leva a efeito no plano Desportivo.
A juntar a este sucesso está naturalmente a Xistarca que no plano organizativo esteve mais uma vez excelente.
A corrida do Bicentenário contou com 194 atletas chegados à meta, podemos considerar que foram poucos, mas se calhar a organização também não pretenderia reunir ali um pelotão muito volumoso já que a intenção era mesmo comemorar esta data histórica.
Com transporte dos atletas até ao local de partida a Autarquia deu uma excelente ajuda na resolução deste problema mas este dado não chegou ao conhecimento dos atletas pelos canais normais de informação, tendo desta forma muitos deles levado as viaturas para o Sobral e depois tiveram por diversos meios de os recuperar no final da prova.
Por sorte (eu e o Daniel) obtivemos a informação na véspera num contacto estabelecido com a Xistarca e fomos directos a Torres Vedras até ao local de concentração.
Na ida para o local de partida o insólito aconteceu, a cerca de 5kms encontrámos uma cancela dos Caminhos de Ferro fechada e com a sinalização a funcionar, esperámos e esperámos, até que comecei a ver os automóveis a contornar as cancelas e a passar, curioso o motorista da Cãmara foi ao local, (estávamos a 100 metros) e foi observar o que se passava e disseram-lhe que aquilo estava avariado!!! e por isso estavam a passar. O seu grau de responsabilidade revelou-se logo ali quando nos disse que também estaria disposto a passar desde que atravessassemos a linha a pé, e assim fizemos, tranquilamente e com todo o cuidado. A linha tem ali duas curvas, uma em cada lado bem próximas e o perigo podia ser eminente mas o descernimento do motorista e a colaboração de todos ajudou a que tudo acabasse em bem e podemos então seguir viagem.
Partimos para a nossa prova de 15kms logo após a passagem da prova oficial, era aquela que concentrava naturalmente todas as atenções da Organização e populares, e porque não também dos atletas presentes nesta corrida do Bicentenário que ali estavam? Exactamente 4 minutos depois saímos nós numa correria louca já que descemos cerca de 2 kms sem encontrar qualquer dificuldades. Mas quem desce muito também sabe que logo a seguir vai apanhar subida pela certa, e ela surgiu logo a seguir a Dois Portos, 2 kms a subir até Caixaria, a meio estava o 1º abastecimento que aproveitei para encher um pequeno cantil pois mais à frente estava com intenções de tomar um Gel e não sabia se os abastecimentos estariam em locais adequados para o efeito. Tinha feito a esta fase da corrida com o Carlos Coelho mas para o final da descida escapei um pouco pois sentia-me bem e é nas descidas que eu habitualmente fraquejo sempre, como disse, no 1º abastecimento bebi e enchi o cantil, parei para conseguir fazer esta operação rápida e logo segui, o Carlos esteve quase a chegar novamente mas como não olhei para trás segui e ele nunca mais conseguiu colar. Depois de Caixaria encontrámos mais uma longa descida até perto de Runa, lembrei-me do Xavier e da Esposa, como eles devem conhecer bem estes caminhos, uma Terra muito bonita e com gentes muito acolhedoras, foram muitos os aplausos e as palavras de incentivo, coisa rara, no entanto esta Terra tão bonita bem merecia uma placa de identificação bem visível para os seus visitantes e não aquela que lá está, pequena e em muito mau estado dificultando a sua leitura para quem não a conhece.
Quando voltámos a passar pela tal cancela já estava a funcionar como deve ser e desta vez já pudemos passar com total segurança.
A partir do último abastecimento foi o cabo dos trabalhos, principalmente pelos 17 kms, o trânsito conseguiu invadir a estrada, esta ainda por cima era estreita e tinha viaturas a circular nos 2 sentidos, fiquei "entalado", junto a um motar da Polícia, atrás de um camião e acossado por outro e ali permaneci quase 1km sem poder ultrapassar e a levar com os gazes queimados daquele monstro, um pouco mais à frente viramos finalmente à esquerda numa estrada que nos levava até Torres e sem mais confusões.
O último km (à boa maneira do Jorge) foi feito totalmente dentro da Cidade de Torres Vedras passando sempre pela zona mais nobre desta bonita Cidade acabando no Parque Central onde estava instalada a meta final.
O Daniel já me esperava, tinha feito uma prova muito interessante face à sua condição física actual (algum atraso na sua preparação) conseguiu a marca de 1,09h controlando sempre nos limites o seu esforço.
Como sempre faço corri confortavelmente sem nunca atingir o limite de esforço, só assim conseguirei alcançar o objectivo de chegar à Maratona do Porto em condições de a realizar e se possível sem sofrimento.
Nesta Prova precisei de 1,21,08h para percorrer os 15,110kms com a média de 5,22m por km.
No próximo Sábado estarei em Almeirim para percorrer os 20 kms, ali sei que vou encontrar novamente muitos amigos, o que é sempre muito agradável.
O que é as Linhas de Torres?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meia Maratona da Moita


Boa jornada esta da Moita, corrida e convívio familiar.
A Meia Maratona da Moita, como todas as outras da mesma dimensão nesta altura da época serve para encher em número de kms com o objectivo de chegar à Maratona do Porto na melhor condição possível em termos físicos, ainda não sei se é a melhor opção pois muitas competições, (em tão pouco tempo), com quilometragem a rondar os 20kms ou mais também deixa algum desgaste, o que para a minha idade não abona a meu favor. Mas também sei que não tenho alternativa, pois se também quero estar lá estes passos têm que ser dados.
E a Moita veio dar-me alguma tranquilidade, sem forçar nada deixei-me ir rolando sem grande esforço, 5,30m ao km nos primeiros 10kms, na segunda metade ouve uma pequena quebra que considero normal pois o percurso sofre um pequeno agravamento de dificuldades refletindo-se naturalmente na média final alcançada (5.36m). o curioso é que foi nesta parte final que me senti melhor, tendo inclusivé ultrapassado muita "concorrência" que sentia ali dificuldades acrescidas na sua progressão, (2kms de subida suave).
O dia estava excelente e a espaços difícil, devido ao calor intenso que se fazia sentir sempre que o sol abrasador fazia a sua aparição, desta vez levei abastecimento extra, gel e água, para evitar os erros que tinha feito no Trail do Alqueva na semana passada.
Incrivelmente consegui o objecto para esta corrida que era de duas horas, (Tempo do meu Garmin, 2,00,29 para os 21,320kms do percurso, média de 5,36m km).
Os abastecimentos estavam nos pontos certos, aliás como em todas as edições, em quantidades suficientes e só é pena e ao mesmo tempo desolador observar tanta embalagem vazia de água espalhada ao longo das estradas em todo o percurso da prova, as organizações das provas de estrada têm também elas de começar a consciencializar os atletas que nelas participam da necessidade de acabar com este flagêlo, basta um alerta nos regulamentos e espalhar alguns contentores no km seguinte aos abastecimentos e anula-se ou reduz em muito aquele degradante aspecto que sendo mau para a própria Natureza também o é para a população que localmente se vê de repente invadida por tal poluição e falta de respeito.
Do mesmo modo quase que me atrevia a pedir desculpas a quem se viu prejudicado na sua vida quotidiana e sem o saber viu alterado os hábitos naturais do seu dia a dia. Estou a lembrar-me de uma Senhora vestida de preto que seguia a pé da Moita para o Rosário (3kms) porque durante a corrida foi totalmente cortado o trânsito automóvel e o Autocarro que serve aquela zona não podia circular, a Sra. levava 2 sacos de compras e uns sapatos com um tacão de média altura, corria e praguejava, aproximei-me e na brincadeira disse-lhe que se usasse uns ténis facilitava-lhe a vida, ela aceitou o repto e respondeu-me: "faltou-me a camioneta e tenho de ir fazer o almoço, estou muito zangada com vocês", perante isto só pude responder: olhe isto é só uma vez por ano e amanhã isto volta tudo ao normal, e ela continuou praguejando, remoento a sua mais que razão, quanto a mim segui o meu caminho pensativo tendo voltado a assistir à mesma cena no caminho entre o Rosário e Sarilhos, mas aqui já não me atrevi a meter conversa porque sabia já o que me esperava, de facto aquela passagem por Rosário é muito bonito para nós que corremos mas lá que prejudica muita gente lá isso prejudica.
À tarde fiquei pela Moita, almocei em casa de familiares e foi lá que comecei a recuperação para o que aí vem a seguir, a maioria vai dizendo que é até à Maratona do Porto, eu direi que é até à Maratona de Lisboa, assim as pernas e a ausência de lesões me ajudem.
Foto de Luís Carlos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

I Trail Terras do Grande Lago em Alqueva


Abro esta minha postagem com um cumprimento muito especial ao Luís Mota pela sua brilante vitória neste 1º Trail de Terras do Grande Lago que se chama Alqueva.
Da mesma forma um grande abraço ao meu colega de Equipa (Amigos do Vale do Silêncio) e amigo João Vaz pelo seu excelente 3º Lugar da classificação da geral individual.
Deixo aqui também os parabéns pelo excelente trabalho realizado pela equipa do Mundo da Corrida que idealizou e realizou esta excelente competição.
Foi uma excelente jornada onde tudo de bom se conjugou, a Natureza, a corrida (competitiva e lúdica) e fundamentalmente o convívio entre todos, amigos e conhecidos. Aliás estas competições têm este condão, a amizade e a solidariedade, e isto deve-se ao grande respeito que todos nutrem uns pelos outros e pela coragem de uns tantos que teimam em estar junto daqueles que admiram e viverem as suas proprias dificuldades para se sentirem também realizados.
É neste quadro que eu me situo, por isso sentir as naturais dificuldades, cada vez maiores, desta minha ousadia. Adorei a prova, principalmente aqueles primeiros 15 kms ao longo da Barragem do Alqueva, mas a partir da Amieira quando penetrámos no Alentejo profundo aí começaram de facto as maiores dificuldades a condizer com a irregularidade do percurso num constante sobe e desce de dificuldade baixa mas que ao longo de 21 kms deixa mossa em qualquer um.
Momentaneamente andei perdido, exactamente no mesmo local que foi fatal para o João Vaz que seguia na frente e isolado, mas depressa retomei ao descobrir outros atletas num trilho diferente e não muit longe. A partir dos 25 kms começou o meu calvário, ao contrário do que é habitual não levei pinga de água comigo e a ajudar à minha imprudência os abastecimentos (suficientes) estavam colocados em desconfirmidade com o desenrolar da corrida, (isto também se deve em parte à inacessibilidade do terreno, o que se compreende) mas a falha foi minha, a partir dos 25kms o organismo começou a ter necessidades ás quais eu não tinha acautelado em devido tempo, valeu-me ali ainda ter um gel e uns cubos de marmelada que ajudaram a atenuar as queixinhas dos rins e também das pernas. Os últimos kms foram feitos muito lentos, ora andando ora correndo um pouco, a partir do último abastecimento, a 2,5kms da chegada, animei um pouco e comecei de novo a correr, o Mário seguia um pouco mais à frente e avisou-me da sua presença, deve ter-se ressentido muito na parte final, mas não consegui chegar até a ele, aliás, ele ainda beneficiou na parte final da ajuda de um diligente polícia que lhe indicou o caminho quando ele já tinha perdido o norte para onde devia ir, e assim se "esgotou" a minha última chance de reduzir o meu défice em relação a ele, por apenas 100m. Consolou-me o grande abraço que trocámos quando lá cheguei, à meta.
Vou voltar, nem tudo foi perfeito mas pequenos arranjos podem melhorar esta bonita prova, melhor sinalização, pelo menos mais visível (pois a Organização tem de contar que nestas provas aparece sempre quem tenha pouca ou nenhuma experiência e a confusão é fácil de instalar, mesmo aos mais experientes isso acontece), os abastecimentos apesar de suficientes estavam pouco uniformes na distência entre si (o 1º estava aos 9 kms quando deveria estar aos 6kms.
A melhorar também todo o processo do almôço, demasiado lento a acrescentar ao demasiado tardiamento do seu início, o que se compreende dado o grande desfazamento entre os primeiros chegados e os últimos. A rever talvez para mais cedo a hora da partida das diferentes provas.
Nunca é demais realçar o convívio habitual da rapaziada amiga no final e durante a refeição, desta vez reforçado pelo nosso campeão luís Mota, título que ele merece inteiramente.
"Fotos de Isabel Almeida"