Boa jornada esta da Moita, corrida e convívio familiar.
A Meia Maratona da Moita, como todas as outras da mesma dimensão nesta altura da época serve para encher em número de kms com o objectivo de chegar à Maratona do Porto na melhor condição possível em termos físicos, ainda não sei se é a melhor opção pois muitas competições, (em tão pouco tempo), com quilometragem a rondar os 20kms ou mais também deixa algum desgaste, o que para a minha idade não abona a meu favor. Mas também sei que não tenho alternativa, pois se também quero estar lá estes passos têm que ser dados.
E a Moita veio dar-me alguma tranquilidade, sem forçar nada deixei-me ir rolando sem grande esforço, 5,30m ao km nos primeiros 10kms, na segunda metade ouve uma pequena quebra que considero normal pois o percurso sofre um pequeno agravamento de dificuldades refletindo-se naturalmente na média final alcançada (5.36m). o curioso é que foi nesta parte final que me senti melhor, tendo inclusivé ultrapassado muita "concorrência" que sentia ali dificuldades acrescidas na sua progressão, (2kms de subida suave).
O dia estava excelente e a espaços difícil, devido ao calor intenso que se fazia sentir sempre que o sol abrasador fazia a sua aparição, desta vez levei abastecimento extra, gel e água, para evitar os erros que tinha feito no Trail do Alqueva na semana passada.
Incrivelmente consegui o objecto para esta corrida que era de duas horas, (Tempo do meu Garmin, 2,00,29 para os 21,320kms do percurso, média de 5,36m km).
Os abastecimentos estavam nos pontos certos, aliás como em todas as edições, em quantidades suficientes e só é pena e ao mesmo tempo desolador observar tanta embalagem vazia de água espalhada ao longo das estradas em todo o percurso da prova, as organizações das provas de estrada têm também elas de começar a consciencializar os atletas que nelas participam da necessidade de acabar com este flagêlo, basta um alerta nos regulamentos e espalhar alguns contentores no km seguinte aos abastecimentos e anula-se ou reduz em muito aquele degradante aspecto que sendo mau para a própria Natureza também o é para a população que localmente se vê de repente invadida por tal poluição e falta de respeito.
Do mesmo modo quase que me atrevia a pedir desculpas a quem se viu prejudicado na sua vida quotidiana e sem o saber viu alterado os hábitos naturais do seu dia a dia. Estou a lembrar-me de uma Senhora vestida de preto que seguia a pé da Moita para o Rosário (3kms) porque durante a corrida foi totalmente cortado o trânsito automóvel e o Autocarro que serve aquela zona não podia circular, a Sra. levava 2 sacos de compras e uns sapatos com um tacão de média altura, corria e praguejava, aproximei-me e na brincadeira disse-lhe que se usasse uns ténis facilitava-lhe a vida, ela aceitou o repto e respondeu-me: "faltou-me a camioneta e tenho de ir fazer o almoço, estou muito zangada com vocês", perante isto só pude responder: olhe isto é só uma vez por ano e amanhã isto volta tudo ao normal, e ela continuou praguejando, remoento a sua mais que razão, quanto a mim segui o meu caminho pensativo tendo voltado a assistir à mesma cena no caminho entre o Rosário e Sarilhos, mas aqui já não me atrevi a meter conversa porque sabia já o que me esperava, de facto aquela passagem por Rosário é muito bonito para nós que corremos mas lá que prejudica muita gente lá isso prejudica.
À tarde fiquei pela Moita, almocei em casa de familiares e foi lá que comecei a recuperação para o que aí vem a seguir, a maioria vai dizendo que é até à Maratona do Porto, eu direi que é até à Maratona de Lisboa, assim as pernas e a ausência de lesões me ajudem.
Foto de Luís Carlos
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