segunda-feira, 12 de julho de 2010

Trilhos do Almonda, mais um exemplo a seguir.



O Trilho do Almonda em Torres Novas permitiu que fosse conhecer melhor uma Região que apesar de perto desconhecia quase na totalidade.
O próprio nome dado à Prova era outra curiosidade, a princípio desconhecia que era um Rio, (na Geografia que aprendi na escola não me lembro que constasse lá esse Rio e nesse tempo tínhamos de aprender muito bem todos esses pormenores), pelo seu caudal em Torres Novas, junto ás piscinas e toda aquela área muito bonita, pareceu-me que a sua origem provinha de muitas nascentes, mas não, a nascente é mesmo no Almonda e só tive pena de termos partido de lá para a competição e eu não ter visto a sua nascente, (ou então estava distraído) por certo a organização da prova para a próxima edição não se esquecerá deste pormenor. Depois também tinha a garantia que a 1ª Edição desta prova de Trilhos em Montanha iria ser uma excelente iniciativa ou não fosse ela organizada por um dos muitos apaixonados pelas provas de Montanha. O Aníbal Godinho conseguiu montar ali uma prova de sonho onde todos ficaram encantados com aquilo em que tiveram a oportunidade de participar. Voltei a encontrar ali antes da partida muitos amigos, alguns deles só os conheço das provas de Trilhos de Montanha, sinal de que com alguma regularidade tenho participado, e eles também, em algumas provas mais emblemáticas do nosso calendário neste tipo de competições.
Não admira pois que a cada realização ou a cada nova prova criada o sucesso esteja à partida assegurado, ali estavam todos eles, Aníbal Godinho, Carlos Fonseca, José Brito, José Moutinho, Vitor ferreira, Vitorino Coragem, outros amigos também ligados ao trilho dos Barris, dos Trilhos do Pastor, entre outros. Todos estavam ali para participar e para aprender mais sobre esta maravilhosa actividade de Corridas de Montanha.
E eu só tenho de aplaudir todos aqueles que têm a coragem de investir com os seus conhecimentos nestas provas que como todos sabem tem um elevedo grau de dificuldades na sua montagem, principalmente financeiro, humano e logístico.
Os Trilhos do Almonda, pelo menos aqueles que tive oportunidade de percorrer, e outros que ajudei agora a criar com a nossa passagem, são espectaculares, principalmente aquela subida íngreme a partir dos 6 kms iniciais, muito inclinada durante 2 kms bem aviados e bem difícil de fazer, valeu-nos ali as ótimas sombras que o arvoredo bem fechado nos proporcionava.
Já li como sugestão, que a partida da prova devia ser mais distanciada daquela 1ª subida, a mim pouco me incomoda pois dali ou de mais longe o meu ritmo é o mesmo e aquilo ali nem dá mesmo para correr, penso eu.
Acredito que chegados ao alto da Serra de Aire a vista à sua volta seja muito bonita, mas confesso que quando lá cheguei apenas soube apreciar aquela brisa de vento fresco que vinha do lado Norte da Serra, até ali era apenas calor e mais calor. Depois quando iniciamos a abertura de um novo trilho em direção ás antenas num terrenos muito irregular (a que dão o nome de alguma tecnicidade) também não temos mais olhos para outras coisas que não seja olhar para onde devemos colocar os pés com alguma segurança.
Todo o percurso é muito equilibrado e se não ouver os devidos cuidados pode existir em alguns locais alguma perigosidade, nomeadamente quedas. É notória a minha dificuldade em descer (a subir então é melhor nem falar) e a queda em determinada altura esteve para acontecer comigo, ainda nem sei como é que me safei daquilo, a agilidade que tenho hoje não é a mesma de à uns anos atrás, o que sei é que embalei por entre pedregulhos e mato e sem saber como consegui travar e evitar a queda, que há acontecer traria por certo sérias consequências. Retenho ainda a imagem do Pedro Pires com as mãos na cabeça que seguia atrás de mim e da Célia Azenha que seguia à frente e ao olhar para tràs também se assustou.
Um pouco mais à frente foi a Célia, uma raiz de árvore um pouco exposta e um tralho daqueles valentes, o que vale é que o chão ali era um pouco mole, ainda assim o bronze ficou um pouco riscado na zona dos joelhos e uma câmbria num gémeo que foi protamente resolvida. Pouco depois o Pedro chega-se a nós e diz que também deu um trambulhão no mesmo local. Provavelmente a cena repetiu-se também para outros, o que é muito desolador pois ali a gente já vem muito massacrados com as dificuldades inerentes à descida da Serra com todo aquele empedrado solto e irregular e por consequência uma dificuldade a acrescentar aquelas que ainda tínhamos pela frente.
Aqueles 10 kms finais foram infernais por causa do calor, o amigo José Pereira que é daquela Região e foi meu companheiro de viagem a partir de Santa Iria, já me tinha prevenido para este problema, ele que em tempos palmilhava toda aquela Região de bicicleta em busca de amores perdidos pelas serras ou de um cantinho que fosse na busca do pão de cada dia, e nesse tempo a canícula já era assim, é da montanha diz ele, é muito alta e tapa a passagem do vento fresco de Norte, eu acredito e o Aníbal antes da partida teve o cuidado de salientar isso e chamar a atenção para este pormenor do calor durante a prova.
O grande respeito pelos participantes e o conhecimento duma prova desta natureza feita em pleno Verão com temperaturas altíssimas fez com que a organização fosse posta à prova para salvaguardar a integridade física dos atletas e participantes nesta prova, e que dizer? alguns chamam-lhe 5***** eu chamo-lhe uma maravilha, nunca tinha tido um rol de abastecimentos ao nível deste, e já lá vão 23 anos, 6 no total e todos com água fresca e bastante fruta, onde sobressaía a melancia e outras frutas sempre bem fresquinhas. Foi uma grande ajuda, ainda assim levei comigo a Camelback e sempre que necessitava fui atestando ao longo do percurso nos abastecimentos, sempre com simpatia e amabilidade dos imensos colaboradores que ajudaram a engradecer esta bonita iniciativa.
Devo acrescentar que me caiu fundo o facto de à minha chegada, e provavelmente também dos outros, ter ali na linha de chegada o Aníbal Godinho a receber-me na sua qualidade de responsável máximo da prova a saudar a minha chegada e a inteirar-se se tudo tinha corrido bem, um gesto muito bonito que se saúda.
Para os 29,320kms gastei 4,09,52, pelas minhas contas.
O almoço convívio que se seguiu também foi muito original e simples, depois da barrigada da Serra e do calor o apetite também nunca é muito, duas sandes de carne assada e muita bebida para todos os gostos foi o suficiente para juntar os amigos durante mais alguns momentos, o António, o Veloso e famílias, o Luís Mota, de quem já tinha algumas saudades, e muitos outros que vamos encontrando aí um pouco por todo o lado.
A partir de agora as atenções estão só viradas para a Ultra Maratona da Areia Melídes/Tróia no próximo dia 1 de Agosto de 2010. Sei que ainda existem alguns com exitações, não participando nem sabe o que vai perder, no Ano passado também fui receoso, o que é natural, mas concluí e este Ano vou repetir, agora já com a experiência de a ter vivido.
Fotos de Pedro Caetano (Abutres)

terça-feira, 6 de julho de 2010

1ºs Trilhos do Almonda, 30 kms (11/7/2010)

Aí estão os trilhos do Almonda em torres Novas, vão ser 30 kms de pura Natureza que me darão muito prazer de fazer.
É já no próximo Domingo dia 11 de Julho.
Vai ser também um excelente treino para Melides, desde que não abuse.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

Corrida da Santa Casa da Mesiricórdia, Lisboa 4/7/2010


A Corrida da Santa Casa no último Domingo em Lisboa serviu para voltar ao asfalto e ás distâncias mais "pequenas", serviu também para rever muitos amigos que há muito tempo não via. Só na Sexta Feira soube que estava inscrito pelos Amigos do Vale Silêncio e não regeitei o convite.
Contudo tinha ainda de fazer um treino na véspera de 30 Kms na Caparica na companhia de alguns amigos. Face ás dificuldades no areal (aquela Costa cada vez está pior) e devido à maré cheia a 1ª parte do treino foi um tormento e decidi fazer apenas os 20 kms, com o regresso a correr descalço.
Na Corrida da Santa Casa para além de encontrar muitos amigos dicidi, ju
ntamente com o Carlos Coelho, fazermos a prova com muita prudência devido à forte carga que tínhamos metido na Costa no dia anterior. Tínhamos também um contra, o forte calor também começava a ameaçar-nos conforme se veio a provar a partir o meio da prova, felizmente a organização dicidiu colocar vários abastecimentos ao longo do percurso amenizando assim a canícula que se abateu sobre nós.
Como eu previa o ritmo que consegui colocar na corrida foi aquele que eu sabia que não conseguiria superar (média de 5,30h.), se quizesse forçar abafava logo. Devido ás provas que tenho feito o ritmo é muito baixo e nos treinos nada tenho feito para alterar isso.
Senti-me sempre bem, e era esse o objectivo, até dá para perdoar aquele sprint final do Carlos Coelho que me surpreendeu quando eu procurava a Susana para me tirar a respectiva foto, e foi por pouco que ficava de fora.
Parabéns à Organização em todos os aspectos, boas ofertas para todos e excelente apoio aos atletas.
Que pena aquela fila no final para receber o prémio de presença debaixo de uma temperatura asfixiante, um aspecto a melhorar.
Acabei por fazer os 9,820km. do percurso em 54,06m.
Ver aqui algumas fótos de Lisboa

Ver aqui algumas fóto da Serra da Freita de 27/7/2010s

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ultra Trail Serra da Freita, Um sonho adiado?


Dia 27 de Junho, eram 5 horas da manhâ no Marujal, ali mesmo à porta do Parque de Campismo quando foi dada a partida da Ultra Trail da Serra da Freita na distância de 70 kms.
Eram cerca de 180 participantes e o ambiente era excelente entre todos onde era manifesto a boa disposição e o incentivo que era trocado entre os amigos.
Tinha feito a viagem na véspera com o Fernando Andrade mas a noite foi penosa pois por falta de alojamento tive de descansar dentro da viatura até ás 3 horas da manhâ, altura em que comecei a preparar as coisas para ás 5h. me apresentar no local de partida.
Partimos de uma altitude de 909 metros ainda noite e com os frontais acesos pois a noite estava a findar mas a escuridão ainda era muito intensa, levava bastante abastecimento líquido e sólido para me precaver e fazer face ás cerca de 15 horas (previsão) que iria ter pela frente. Tínhamos também a indicação que o Sol iria estar fortíssimo, principalmente quando nos encontrássemos já em plena Serra.
Aos 6 kms atingimos a cota de 1035 metros de altitude, quase sempre em corrida mais lenta ou andando onde as subidas eram de maior inclinação, a partir daqui foi sempre a descer até chegarmos à cota mínima de altitude em toda a prova (250 metros), nem sempre se podia correr nesta longa descida, a vista era deslumbrante e o trilho por onde seguíamos também era muito perigoso a merecer grande atenção. É assim que chegamos ao Rio com 17 kms percorridos e onde o calor já era muito incómodo, aproveitei para logo ali me refrescar e beber água, que por sinal até estava muito fresquinha, até ali tinha partilhado quase sempre da companhia da Otília e a partir dali quase sempre com o Fernando Andrade. Percorri 3 kms por dentro e pela orla do Rio num traçado muito técnico onde permanentemente subíamos e descíamos pedras e pedregulhos e por pequenos carreiros muito traiçoeiros que levou muita gente a cair ao Rio com consequências físicas para alguns deles (ver relatos no Fórum O Mundo da Corrida). Eu caí lá duas vezes mas sem qualquer consequência, a sorte estava comigo. Ali neste local começava já a pressão para atingirmos o primeiro controlo de tempo de passagem que estava aos 20 kms em 4 horas, creio que todos os que partiram conseguiram ultrapassar aquele 1º controlo.
Ainda no Rio aproveitei para tirar algumas fotos e conviver com alguns amigos que dicidiram ali mesmo tomar banho num local de passagem obrigatória com água a chegar ao umbigo, como sempre a Analice viu-se em apuros para passar aquilo, aqui foi o F.Andrade que lhe valeu.
No controlo dos 20 kms tinha 3,30h de prova, procurei a assistência dos Bombeiros, trazia os pés numa lástima pela travessia do Rio, bolhas nos dois pés e algum mal estar do traumatismo que tinha no pé direito devido ao "futebol", foi uma paragem de mais ou menos 20 minutos onde fui muito bem tratado pelo bombeiro que me assistiu. Sem o saber ainda a corrida praticamente acabava ali, começava o verdadeiro Trail, já tinha perdido a companhia da Otília ainda no Rio e o Fernando estava para trás, logo de seguida subimos até aos 750 metros com 26,5kms de prova, nesta altura o Fernando alcançou-me e fizemos uma pequena pausa para comer e beber alguns líquidos, como estava muito calor depressa arranquei, encosta abaixo até alcançar o 2º abastecimento líquido aos 30,5 kms, para fazer estes últimos 10 kms precisei de 2,40h e tinha já um acumulado de 6,10h de prova quando ainda restavam 9 kms par atingir o próximo controlo, este já a eleminar se chegasse para além das 9h. de prova.
No abastecimento dos 30 kms conto novamente com a companhia do Fernando Andrade que chega bastante desgastado , eu próprio também não estava melhor, ouve ali um amigo que nos deu um pouco de sal refinado que nos fez reactivar novamente os índeces de motivação para prosseguir, segui com o Fernando prontos para enfrentar mais uma montanha que estava logo ali à nossa frente que até doía a vista só de olhar lá para cima, dali conseguíamos ver alguns atletas que já iam lá no cimo, pareciam formigas, mas a nossa motivação ainda estava em alta, antes de começar a subir ainda descemos mais um pouco ao longo de mais um Rio de água quase cristalina onde o Fernando aproveitou para se refrescar mais um pouco, eu segui e comecei a subir aquela montanha sem saber como é que o iria conseguir, (em 1.800m. subimos dos 600m para os 1.100m. de altitude), o Sol estava escaldante, de frente para nós enquanto subíamos, não havia trilhos, o percurso era balizado por pequenas fitas que nos íam guiando, por vezes era um pé à frente e outro atrás, as forças já eram poucas, os pés escaldavam e doíam, é nesta fase que recebo uma chamada providêncial da minha filha Susana, eu quase que não podia falar tal era o cansaço, mas foi um grande estímulo pois estava quase a chegar ao cumee deu para descansar um pouco, entretanto olho para trás e vejo o Fernando a aproximar-se de mim, sinal que a moral está de novo em cima, atrás dele perde-se um vale imenso quase a perder de vista, pouco depois chego à estrada que nos levará até ás Eólicas, ponto mais alto da Serra. Antes de lá chegar ainda conseguimos correr cerca de 1km (já estávamos com saudades) mas foi penoso ter de fazê-lo pois o limite de tempo para chegar a mais um controlo de eleminação estava aos 40kms e só "tínhamos" 45 minutos para fazer os restantes 2,5kms. Mas a surpresa estava para vir, quando pensávamos que a meta estava ali num percurso acessível eis-nos atirados para o triho dos Íncas, que não era mais do que descer novamente a mesma Serra que tínhamos subido e depois circular a Serra por um caminho espectacular mas cheio de obstáculos, mato rasteiro que nos deixou as pernas arrasadas, caminhar em cima de lages, em alguns locais à beira de precepícios até que surge a povoação e o consequente controlo e abastecimento. Aqueles 2,5kms foram percorridos em 1,15h, chegámos com o controlo encerrado à cerca de 30 minutos. Acabava ali o sonho de atingir o objectivo que sonhava. Antes de lá chegar já tinha dicidido com o Fernando que não iríamos prosseguir, aquilo não está acessivel a qualquer um, a limitação de tempos de passagem em cada etapa elimina à partida qualquer veleidade de voltar a tentar, a menos que os prazos sejam alargados. Para mim acabou-se.
A recuperação foi boa e não ficaram mazelas, sinal de que era possível ultrapassar aquilo se a pressão não fosse tão grande.
Parabéns a todos os que conseguirem concluir esta duríssima prova e áqueles que tudo fizeram para o conseguir e por qualquer motivo não o conseguiram.
Uma palavra também de grande contentamento por a Organização ter ponderado e aceite que todos os atletas que chegaram à meta fossem classificados. Foi um passo muito importante para para o futuro da prova, de louvar a atitude.
Agora vou fazer o Almonda, de 30 kms, ali em Torres Novas daqui a 15 dias para levantar um pouco a moral, pois não podemos esquecer que Melides está aí daqui a 1 Mês.

Serra da Freita, O Valor Das Coisas


"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram mas na intensidade com que acontecem". (Fernando Pessoa)

Foi esta a palavra de ordem escolhida pela Organização para apresentação da prova, foi este o espírito que me levou à Serra da Freita no dia 27 de Junho para disputar uma competição de sonho , viver uma aventura sem pressões e com a intensidade possível pelo empenho de cada um.
Esta extraordinária aventura tornou-se dramática para a maioria dos participantes, cerca de dois terços não concuíram a prova, (eu incuído) e dos que terminaram cerca de um terço chegou fora do controlo, não tendo por isso sido classificados.
É verdade que todos nós conhecíamos o Regulamento, distância total, postos de controlo e tempos de passagem entre cada um deles. Isso todos nós sabíamos e foi naturalmente fácil escrever isso tudo no papel, agora aquilo que a gente não sabia era a dimensão pavorosa do percurso que em nada daquilo podia encaixar nas metas obrigatórias traçadas pela organização técnica da Prova.
No breifing da véspera todos foram aconselhados a serem moderados e gerirem bem o seu esforço porque se assim não fosse aos 40 kms a tendência era para a desistência por quem lá passase ou chegasse. Atitude louvável em termos de aconselhamento e o orador e responsável técnico (José Moutinho) nem sequer escondeu a dureza da prova e ingenuamente todos, alegremente, acreditámos que era possível ultrapassar aquilo.
Transposto tudo isto para o terreno foi fácil de concluir (que a partir dos 20 kms de prova) ninguém conseguiria atingir os seus objectivos traçados, nem aqueles que a própria Organização tinha planificado como projeção, quer para os primeiros classificados quer para os restantes participantes.
A pressão dos tempos de passagem tirou beleza à prova, nem estou a balizar por mim, mas para muitos que eu sei que se prepararam muito bem para esta competição. Todos começaram com prudência porque era a 1ª vez que a prova tinha 70 kms e cerca de metade da prova tinha um traçado novo que era do desconhecimento da quase totalidade dos participantes, rapidamente nos apercebemos que o controlo de passagem era apertado a partir dos 20 Kms e foi a partir daqui que o prazer da corrida acabou e foi substituído pelo pesadêlo de não se conseguir chegar ao próximo controlo a tempo de não ver barrado a sua passagem. Esta dura realidade muito poucos estavam à espera, com o avolumar das dificuldes gastaram-se energias desnecessárias para se ir conseguindo passar em todos os crivos de controlo com consequências dramáticas para alguns na parte final da prova.
A Organização técnica da prova tem de admitir (o que é difícil) que ouve um erro grave de avaliação entre a planificação e a realidade no terreno, a dureza do percurso, (discutível),
justificava uma abertura maior de espaço entre cada controlo por forma a que todos tivessem oportunidade de participar e concluir.
A previsão da Organização para a chegada dos 1ºs eram as 7, 15h. e só próximo das 9 horas de competição é que chegaram os dois primeiros (Alcino e Carlos Sá) e mesmo assim feitos em "fanicos", os seguintes foram chegando com intervalos muito prolongados, mais de um terço tinha desistido ou chegado fora do controlo logo aos 40 kms, 5 horas para fazer 20kms foi manifestamente exigente para quem só nesta fase tinha que ultrapassa três montanhas a roçar em média os 1000 metros, a alguns deles faltou-lhes a coragem e a força para continuarem, aos outros foi impossível chegar ali e prosseguir pois tinham ultrapassado o limite de tempo permitido.
A saga das desistências prosseguiu mais à frente nos 50, nos 60 e 65 kms. Aqueles que iam conseguindo ultrapassar os filtros arrastavam-se galhardamente e com alguma heroicidade para conseguirem concluir, (mesmo que dramaticamente soubessem que iriam chegar para além do limite de tempo permitido pela organização). A crueza e a violência da desclassificação de todos os que chegaram para além das 15 horas é um atentado demasiado cruel à dignidade de cada um deles que sofreu a bom sofrer para vencer aquela dura batalha. A Organização Técnica da prova devia estar orgulhosa de tais feitos de gente tão abnegada.
E era tão simples resolver isto e só por teimosia é que se manteve esta mancha que considero de muito grave, bastava acrescentar ás 15h regulamentares o tempo gasto pelos 1ºs entre as previsões iniciais e aquele efectivamente gasto (1,45h) e ninguém era desclassificado e a prova mereceria nota positiva por todos os que lá estiveram.
Se querem um prova de Elite então digam-no e aparecerá sempre alguém que tenha por objectivo treinar para competições a valer fora do nosso país, no máximo 10 a 20 pessoas, manter este modêlo é matar a esperança de muitos atletas que tinham nesta prova a oportunidade de irem evoluíndo nesta variante da corrida e assim vêm frustradas de forma inglória as suas ilusões.
Que prazer tem uma organização que vê chegar e classificar menos de um terço dos seus participantes? Alguém fica contente com isto? e os patrocinadores?
A Ultra da Serra da Freita é das coisas mais bonitas e bem organizadas que eu já vi, o empenho e a dedicação do principal responsável (José Moutinho), sem esquecer os seus colaboradores e patrocinadores, foi inescedível e louvável, ele, o homem não merecia o desfecho que aquilo teve, honra seja feita ao Moutinho desportista, não fugiu e enfrentou a torbulência com dignidade na defesa dos seus pontos de vista, as consequências para o futuro da prova por certo serão muito ameaçadoras e provocará uma fractura difícil de sarar se entretanto não ouver a coragem de corrigir alguma coisa que ainda seja possível, e aqui o Moutinho tem a última palavra e acção.

Continua... a minha história

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Freita é para vencer.


Esta cena que me foi enviada pelo Jorge Branco (a quem agradeço) a satirizar a minha célebre queda da cama abaixo teve o condão de me deixar com um ar alegre e a lembrar-me que aquele ar de Árabe tem a ver com a proximidade de mais uma edição do Raid Melides/Tróia, tendo também o requinte de nem o Livro Melíadas de Fernando Andrade se esquecer.
Não sei se evitei o golo ou não, o que não consegui evitar foi o trambulhão e tem sido o cabo dos trabalhos para conseguir recuperar isto a tempo de alinhar na partida daquela que considero para mim a corrida de sonho: A Serra da Freita. Eu vou estar na partida, não tenham dúvidas, estou confiante que vou aguentar a dor devido ao traumatismo que sofri. A Reixida agravou isto um pouco mas esta Semana as coisas melhoraram um pouco, treinos nem vê-los. É partir e ir vencendo os obstáculos conforme forem aparecendo, atingindo o último pique (Mizarelos) sei que a meta estará por ali perto.
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"Que Nunca Por Vencidos se Conheçam"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Trilhos Loucos de Reixida, É este o Caminho


O convite surgiu do Vitor Ferreira, grande trailiano, organizador e colaborador exemplar deste tipo de provas e numa Semana dicidi participar nos Trilhos Loucos de Reichida, ali para os lados de Leiria.

Foi a prova ideal para quem tem na agenda a Ultra da Serra da Freita no próximo dia 27 de Junho e foram tantos aqueles que lá estiveram. Para os mais experientes e em especial aqueles que já conhecem a Freita estes Trilhos da Reixida são uma miniatura daquilo que vamos encontrar, mas mesmo assim não me conseguiram "atemorizar".
(Incrível, havia ali muito peixe)

O que me atemoriza, isso sim é a lesão no pé que ficou daquele conturbado "jogo" de futebol e que tarda em entrar nos eixos.

Na Reixida as dores eram ainda intensas e limitou-me bastante mas consegui concluir dentro dos planos que esperava, mas no final as dores eram dolorosas.

Depois de 5 dias parado esta prova veio na altura ideal e teve tudo o que desejamos numa competição deste tipo, traçado em pleno rio, escalada espectacular, descidas vertiginosas, subidas com grande grau de inclinação e prolongadas, trilhos, estradões, carreiros e também a falta deles, vistas espectaculares, grande apoio no terreno por elementos da
(O vencedor da Prova ao centro (TrotaMontes) organização, 4 abastecimentos de água, e um traçado geral muito bem deleneado e bem marcado (tão bem marcado que ainda assim ouve alguém que cometeu a proeza de se enganar), em que estavas a pensar Carlos?, enfim, não vou elogiar mais porque ainda corro o risco de estragar a prova, pois certamente que a Organização da Prova ainda não esgotou todas as potencialides que aquela região tem para continuar a apostar nesta maravilhosa competição, e que segundo já li a 2ª Edição já está dicidida, e eu certamente voltarei lá outra vez.
O José Moutinho faltou à chamada, certamente está a ultimar a sua Freita mas não se esqueceu de enviar um dos seus Corsários para vencer a Prova, na falta do seu nome (confesso que lhe perguntei o nome mas varreu-se), compenso-o publicando uma fóto sua que tirei antes do inìcio
(José Pereira, colega de Clube, 2º Clas. + de 60 anos.) da prova, pois o Serrazina vaticinou a sua vitória e não se enganou.

Eu e o amigo José Pereira representámos os Amigos do Vale de Silêncio tendo o Zé conseguido alcançar a 2ª posição no escalão mais de 60 anos.

Para os 15.900m fiz o tempo de 2,36,22h.

Segue-se a Serra da Freita já no próximo Domingo na distância de 70 kms, mentiria se dissesse que não estou apreensivo, mas retenho os conselhos que o Moutinho me deu em Lóbios logo após a minha desistência da Geira que me disse que ali é a mentalização, a auto disciplina e a boa gestão das suas capacidades físicas que vencerão aquela batalha.
Já sei que vou contar com mais um adversário, o pé, mas vou ter de ignorá-lo se quiser terminar.
No início ainda havia esta preocupação
Mais fotos aqui

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Digno de Frankenstein.


VIAGEM PELAS TREVAS, SERÁ POSSÍVEL?
COMO É QUE SE PODE EXPLICAR UM ACTO DE "VIOLÊNCIA" DOMÉSTICA E APARECER COM UM TRAUMATISMO NUM PÉ SEM SABER COMO?
(Vou tentar explicar)
Pois é, eu também não acreditava bastou a ocorrência de 2 episódios em dois cenários idênticos para concluir que o subconsciente funciona sem nós o podermos controlar.
Vem isto a propósito de uma cena que me atirou para o "estaleiro" sem eu saber como e sem me poder defender.
Mas vamos à questão da "violência" doméstica: Há coisa de 1 mês andava a treinar sozinho, como acontece na maioria dos casos, sou assaltado por dois bandidos que me cercam à frente e atrás não me deixando qualquer saída, eu fiquei sem reagir e tentava perceber o que estava a acontecer, de repente olho e vejo um muro à minha direita e salto lá para cima e tento escapar, logo um dos bandidos também salta e não tenho outro remédio senão lutar com ele ali mesmo em cima do muro, e eis que quando já o dominava e tentava empurrá-lo para baixo ouço a minha mulher gritar a meu lado que estava quase a cair da cama abaixo porque eu estava a empurrá-la com os joelhos e com as mãos, pouco faltou para o trambulhão. Depois de serenados os "ânimos" expliquei-lhe que estava a sonhar e contei-lhe os pormenores, ainda nos rimos apesar do embaraço.
Não ligaria a este episódio se isto ficasse por aqui e começa a ser preocupante para mim a repetição desta cena mas com outro condimento.
Na 3ªfeira dia 15 estava a jogar à bola na posição de Médio e a minha função era marcar o adversário que actuava naquela zona e pelo seu lado esquerdo, numa das jogadas do adversário sigo o jogador que tinha que marcar e consigo acompanhá-lo numa primeira fase mas ele insistiu ainda mais rápido e eu tive de redobrar o esforço para o acompanhar e eis que de repente dou comigo estelado no chão, tinha caído da cama abaixo, aquele esforço adicional fez-me rebolar na cama para a minha esquerda até que caí de chapão de naris para baixo. Isto tem tanto de ridículo como de estúpido e não fora ter ficado com um forte traumatismo nó pé direito e pensava que tinha sido apenas um sonho, acabou por o ser e deixou consequências.
Apesar do incómodo ainda tive vontade de rir com a situação criada, chamei a minha mulher e contei-lhe, lamentou-se de não estar ali para me segurar.
Nestes dias mais próximos já procuro mais o sofá, por ser mais baixo e ter um tapete que amortece melhor as quedas.
O resultado que fica é um pé inchado, inflamado e negro que tem sido tratado com gêlo e Voltaren e as rótulas dos joelhos a ficarem em mau estado.
Apesar da queda (o para-quedas ali também não fazia nada) espero não perder os Trilhos Loucos da Reixida no próximo dia 20 e a Ultra Trail Serra da Freita no dia 27 deste mês.
Isto há cada uma, o que virá a seguir?

terça-feira, 15 de junho de 2010

Um amigo Campeão, Grande Tiago


Um justo prémio para um jóvem de apenas 18 anos que tanto tem trabalhado na sua valorização profissional e não tem descurado a sua actividade física e desportiva.
O seu empenho na sua disciplinana de eleição Orientação em BTT e os excelentes resultados a nível Nacional não podiam ser ignorados pela respectiva Federação do Sector e eis que o seu sonho se realiza, uma chamada à Selecção para representar Portugal. Este facto deixa orgulhosos todos quantos com ele treinam diariamente e verificam o seu esforço para atingir um objectivo muito para além da sua própria ambição. Ao Tiago e ao seu pai (seu e também nosso treinador) os meus parabéns por este merecido prémio e que sirva para que a motivação seja cada dia mais forte e novos sonhos se possam concretizar.

Eis uma passagem que o Tiago escreveu no seu Blogue:
Abri o mail e li a frase com que qualquer jovem sonha em qualquer que seja a modalidade que pratique.
"Vimos por este meio proceder à divulgação da lista de atleta convocados para representar Portugal nos Campeonatos do Mundo de Seniores e de Juniores de Orientação em BTT, a decorrer em Montalegre, de 9 a 18 de Julho próximo." e em anexo o oficio!

Todos nós sonhamos um dia representar o nosso país independente da competição, e claro eu não fujo à excepção.
Desde pequeno que sempre ouvi as muitas histórias do meu Pai ou da minha Madrinha. Pois ambos já tiveram esta oportunidade.
E agora é a minha vez de lhes poder contar eu uma pequena história que será a minha participação nos campeonatos do mundo.
Se antes já treinava com empenho e dedicação agora treino a dobrar :)
Agradeço o apoio que muitos me deram e claro ao treinador :)
Veja o resto no seu blogue

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ota, Corrida do Mirante e a minha infância



Esta deslocação a Ota para participar na Corrida do Mirante foi muito mais sentimental do que o simples prazer de participar nesta competição, foi uma prova de Montamha e até podia apenas estar a pensar na Serra da Freita, mas nao, era a Freita e muito mais, este muito mais é um estigma sentimental pelo facto de eu ser natural daquela Região, nascido e criado até aos 6 anos de idade. Retenho desse tempo aquilo que não desejo a ninguém, necessidades e mais necessidades e onde a solidariedade humana ainda fazia algum sentido quando se tratava de auxiliar o próximo. Descalços e famintos era assim o dia a dia da maioria dos rapazes e raparigas daquele tempo sem que os pais pudessem fazer alguma coisa para pôr fim a tanta miséria, a Guerra tinha terminado à poucos anos mas ali nunca chegaram os benefícios por ela ter acabado, a sopa era feita de cardos quando não havia mais nada disponível e a carne ou peixe raramente chegavam à mesa, a Escola ficava a 5kms e não havia qualquer transporte. Lembro-me de ver na tenra idade ali perto da porta da minha pequena casa as buldosers do Exército em manobras mais parecendo um teatro de Guerra, de aviões militares a caírem (pelo menos2) já que ali fica o enfiamento da Base da Ota. Do meu Batizado ali na Ota com apenas 3 anos numa Quinta enorme ( na minha condição de minorca assim parecia), propriedade de uma Família muito rica com ligações a Dom Vasco e raízes à Monarquia, que periodicamente arrebanhava os miúdos das redondezas faziam uma festa no seu Salão principal e onde éramos batizados, seguindo-se depois um beberete onde era servido um Caldo Verde e sumos.
Foi esta vivência que revivi ali em Ota no passado Domingo, Ota não se transformou muito ao longo destes anos, a Base Aérea ali instalada ajudou a dar-lhe alguma projecção mas os traços essenciais estão lá todos, voltei agora e tive a felicidade de ver coisas que desconhecia, principalmente todo o cenário da Serra de Ota que serviu de base a esta magnífica prova e que dá pelo nome de Corrida do Mirante.
É uma Terra pequena mas que tem lá, ou teve, alguém com responsabilidades de gerir aquele espaço tendo sabido criar um lugar onde as pessoas podem usufruir de boas condições de lazer numa zona protegida onde a Natureza, por aquilo que tive oportunidade de ver, oferece excelentes condições para quem pretenda por ali passar alguns momentos de puro prazer.
Vou voltar lá, com mais tempo para correr e para visitar aqueles campos.
Dos meus amigos de então não conheço nenhum mas sei que eles andam por ali, familiares ainda restam alguns mas as dificuldades da vida obrigou-nos à separação, ainda nos vamos encontrando, infelizmente só quando algum de nós vai ficando pelo caminho!!!
Durante a Corrida a Ana Pereira e o Rui bem me diziam para seguir mas era ali que eu queria ir, devagar e acompanhado de 2 bons amigos, ao mesmo tempo que revivia tempos por ali passados, de vez em quando adiantava-me um pouco, por descuido diga-se, embrenhado nesses pensamentos que vinham e por lá ficaram.
Terminámos a prova com apenas 3 participantes mais atrás, qualquer de nós pouco se importou com isso, foi assim desde o início mas tivemos sempre o mesmo apoio e carinho que foi dado aos primeiros onde a Organização tinha assistência aos atletas, locais lindíssimos em ambiente de Selva com carreiros completamente cobertos de arvoredo e mato como eu tanto gosto.
Pouca importância tem mas aqui fica o registo da prova: 11,190kms para 1,37,34h.
Prossegue o caminho até à Freita, hoje foram 32 kms em 4h pelo Monte Serves, Cabêço da Rosa, e Serra de Covanas, a vida está difícil.
Fotos de: A.M.M.A. e de: Luís Santos

sábado, 5 de junho de 2010

Caminhos do Tejo (Um punhado de heróis)

Esta madrugada (entre as 0horas e as 02horas) desloquei-me à Granja, perto de Vialonga para ver e apoiar a passagem dos participantes na corrida Caminhos do Tejo na distância de 145 kms.

E fui lá pelo respeito que todos me merecem por se atreverem a tal ousadia, tinham saído do Parque das Nações à Meia Noite e passaram ali por mim (o primeiro) cerca de uma hora depois e já com 12 kms de prova.

Apesar da pouca participação (15) que ali passaram notei que iria ser extremamente complicado para a Organização da corrida (O Mundo da Corrida) dada a grande dispersão que já havia entre atletas, dispersão essa que se iria agravar considerando a longa distância a percorrer.

De entre alguns amigos que lá iam destaco a Analice Silva e o Luís miguel, conhecidos ultramaratonistas, que tal como os outros se aventuraram em mais uma Edição desta prova que tem tudo para se tornar numa clássica das corridas em Portugal.

Na altura em que escrevo este têxto provavelmente muitos deles ainda não chegaram ao seu destino (Fátima) utilizando os chamados Caminhos de Fátima percorrido em asfalto e terra batida, desconhecendo também como é que as coisas se desenrolaram até ao momento, pelo que assisti durante a sua passagem onde eu estava todos iam animados excepto um atleta, que desconheço o nome e que seguia na cauda com o Tigre que se queixava de um joelho e estava apreensivo pois à apenas uma Semana tinha feito também uma prova de 89kms!!!

Tirei alguma fotos mas aquilo saíu uma desgraça, por ser de noite o flach demora mais tempo a disparar e alguns atletas passaram sem que eu os registasse, salvaram-se mesmo assim alguns.
Mais fótos.
http://picasaweb.google.pt/quimabelha/CaminhosDoTejo562010#

segunda-feira, 31 de maio de 2010

13 Kms do Guincho, Prova de Montanha.


Os 13 kms do Guincho ficou assinalada como a 2ª prova do Circuito de Montanha que fiz, a 1ª foi na Edição anterior nos trilhos de Monsanto em Lisboa, como se vê sempre bem perto da porta.
Não se poderá dizer que uma prova de montanha tenha que ser necessáriamente sempre a subir, esta pelo menos não o foi, excepção feita entre o km 9 e 10 onde encontrámos um verdadeiro muro e que imagino, nem os primeiros classificados o conseguiram ultrapassar a correr. Esta prova bem podia estar no circuito das provas consideradas de Trail dada a diversidade de caminhos, ou a falta deles, que tivemos de enfrentar. Em contra ponto diria que a Serra de Sicó, essa sim, bem poderia ser apelidada de prova de média montanha dado o constante sobe e desce por veredas, estradões e alguns trilhos em nada fica atrás em termos de dificuldade e beleza das paisagens.
Os 13 kms do Guincho, tal como as que se seguem, são encaradas por mim como preparação e adaptação à grande Serra da Freita que vem aí dia 27 de Junho próximo e por isso aproveitei para meter um pouco mais de ritmo onde o percurso o permitiria.
Foi assim que aconteceu logo desde a partida, pois até à Praia do Guincho o percurso era quase tudo a descer e em alguns casos um pouco técnico, no areal, onde chegamos por volta dos 5kms a progressão foi penosa e aí andei um pouco porque a correr o ritmo era praticamente o mesmo, mal chegámos à arriba já foi possível correr outra vez, embora em terreno muito irregular e em permanente zigue-zague. Foi aqui que duas vezes torci o pé, 1º o esquerdo sem qualquer consequência, logo pouco depois foi a vez do pé direito, aqui ia-me espalhando e a custo consegui evitar ir ao chão, apesar da dor que ficou no tornozelo, que não era muito intensa, consegui prosseguir a correr numa zona ainda acessível ainda que ligeiramente a subir e já virada à montanha. Quando lá chegámos +- ao km9 estava um abastecimento muito oportuno que nos ajudou a recuperar algumas forças e aproveitei para tomar um gel e prossegui, mas era impossível correr ali, caminhei sempre com as mãos em cima dos joelhos tentando desta forma auxiliar os membros inferiores até chegar ao alto daquela encosta, o que foi conseguido com grandes dificuldades, ainda pensei que iríamos subir até ao alto da Serra mas não, ficámo-nos pelo meio e fiquei com pena de não ir até lá ao cimo. A partir dos 10 kms começou a descida por entre a mata num cenário muito bonito e verdejante onde não faltou sequer a existência de um Ribeiro com água pura e que aproveitei para me refrescar, desci numa passada muito larga mas a dor no pé incomodava e tinha de ter cuidado pois o caminho existente era em terra batida e com muitos buracos e pedra solta. O último km já foi feito na aldeia em piso de pedra e quase sempre a descer tenho terminado com o ritmo abaixo dos 4m.
Desta vez, ao contrário da Semana anterior, consegui correr e o Mário Lima conseguiu andar, ou caminhar que vai dar ao mesmo, activando esta dupla aquilo que tinha sido interrompido na Geira e esperamos não ter de repetir durante muito tempo.
Encontrei ali muitos amigos da estrada e da montanha, alguns destes a levarem muito a sério a preparação e a adaptação à Ultra Trail da Serra da Freita e aproveitaram esta "pequena" etapa para um pequeno treino.
Para os "13 kms do Guincho" (12,120Kms no meu Garmin) fiz o tempo de 1,23,34h. tendo sido o 7º + de 60 anos.
Segue-se no mesmo sentido e no próximo Domingo estarei na Ota perto de Alenquer, (Terra do grande amigo Imigrante José Xavier), na Corrida do Mirante, curiosamente a escassos 5 kms também da aldeia que me viu nascer.
Fotos cedidas pelo amigo Fábio

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Geira Romana, a corrida que não pude fazer

A corrida ideal que eu tinha programado para mim este Ano acabou por se tornar num pesadêlo e tornou-se também na corrida mais curta que efectuei ao longo de 22 anos de corridas quando por ironia pretendia fazer a mais longa, 52kms.
Foi uma grande desilusão, tudo começou no Sábado quando um simples vaso sanguíneo rompeu em resultado de uma forte constipação que já durava há dois dias. Segui viagem na mesma mas a meio da tarde o nariz voltou a sangrar, já estava em Guimarâes, aí comecei a recear o pior.
No dia da Grande Corrida pelas 05,30h o nariz voltou a sangrar e só parou quando já ia no Autocarro que nos levou até Lóbios, Espanha. A partida foi dada depois de todas as formalidades habituais neste tipo de provas, só que a minha preocupação não era a corrida e a sua distância mas sim o nariz e até que ponto ele ia resistir, e o pior aconteceu logo ali a 200m da partida, o nariz cedeu novamente e vi logo que era o fim, prosseguir seria suicídio e foi com grande frustração que os vi prosseguir, o Mário Lima ainda se apercebeu da situação e logo lhe disse para ir embora porque eu ficava ali. Aceitei com resignação esta grande desilusão, afinal tinha cumprido todas as etapes para estar ali: Inscrição, treino, logística, picagem do ponto antes da parida, partilhado aquele "Avé Cézar" da praxe e finalmente a partida para ao fim de 200 metros desistir e desejar boa sorte aos que prosseguiram.
Regressei a Caldelas, local de chegada da Corrida, ainda a tempo de ver a partida da Susana em Autocarro para o seu local de partida a 15 kms de distância.
Passei pela Residêncial para me desequipar e ir esperar a Susana na chegada da sua prova e também dos heróis que vinham de Lóbios a 52 kms de distância, pois estavam lá o Daniel, meu genro, o Mário Lima, O António Almeida e ainda o Vitor Veloso, (aqueles mais chegados) por que havia lá muitos e muitos amigos.
Dirigi-me para um local a cerca de 1 km de distância e para isso tive de subir por entre um casario situado numa enorme encosta e esperei por eles num pinhal em pleno trilho da Geira preparado com a máquina fotográfica para registar o regresso de todos aqueles corajosos corredores a "casa". Foi a forma que escolhi para não passar por ali em vão e me recupensar pela situação.
A ansiedade era muito grande, e estava preocupado com o Daniel bem como com todos os amigos, estava muito calor e vento nem se sentia, mas só me restava aguardar.
50 minutos depois da partida começam a passar por mim os primeiros corredores da corrida dos 15 kms onde estava a Susana e parto ao seu encontro, ao mesmo tempo vou fotografando a passagem de todos os atletas. Levava uma garrafa com água para lhe dar pois pensei que já viesse um pouco aflita já que não levou qualquer abastecimento consigo e estava dependente dos apoios da organização e eles eram só 2. Fiquei muito feliz quando a vi aproximar-se, vinha em 2º lugar, e seguia logo atrás do Orlando Duarte que também vinha muito bem e tal como imaginara a água foi-lhe muito útil ali, prosseguiu e eu ali fiquei à espera dos heróis da Geira Romana.
Depois de 4h e mais 3 m desde que saíram de Lóbios passaram ali por mim os 2 primeiros atletas, aparentemente ainda bem, o 3º passaria um pouco depois com sinais visíveis de ter sofrido uma queda. Foi preciso esperar mais 45 minutos para ver passar o 4º classificado já muito desgastado, tal como todos os outros que vieram a seguir. Conforme iam passando fui fazendo a fóto, como lamento não me ter apercebido da passagem do Jorge Serrazina para ficar registado.
Mal sabia eu que iria assistir a situações quase dramáticas, e não fosse a Susana ir ao meu encontro e ajudar-me e muitos amigos teriam passado muito pior. De todos o que requereu mais atenção foi o Fernando Manuel, dorsal nº34, quando o vi já vinha a cambalear, mal tivemos tempo de o amparar, como tínhamos água depressa o refrescámos e ali ficou um pouco sentado ao pé de nós, tendo seguido a passo logo que vimos que já o podia fazer, no final disse-nos que os últimos metros já os fez a correr e que estava bem.
Eu ia-me estendendo até aos 2kms e ia incentivando todos e dando água enquanto tinha, depois fui vendo chegar a malta amiga, 1º o Vitor Veloso, depois o Daniel, meu Genro, que sentimento de alegria tive quando o vi aparecer numa curva após ter subido um pouco antes mais um "muro". O Mário Lima já me tinha telefonado a dizer que também tinha desistido devido a uma queda e em consequência ter sofrido uma rotura muscular, mas já estava em Caldelas.
Ainda fiquei por ali mais um tempo, vejo passar o Brito, o Tiago, o Magro, o Vitorino Coragem, até que chega o António Almeida vinha muito desgastado tal como todos os outros mas com total lucidez, fiquei muito contente de o ver assim, acompanhei-o até ao alto da última subida e ele seguiu correndo até à meta, faltava escassos 2 kms.
Vim depois andando até ao local de chegada, onde me aguardavam a Susana e o Daniel, eram 5 horas da tarde, fomos então almoçar, desde então o nariz já atacou mais 4 vezes, estava a ver se evitava uma ida ao médico mas estou a ver que será inevitável.
Tenho de voltar à Geira, aquele desafio é para vencer.



Ver fotos aqui
e aqui

terça-feira, 18 de maio de 2010

Meia Maratona da Areia, Costa da Caparica 16/7

Foi das Meias Maratonas que já fiz aquela em que me apresentei na linha de partida sem qualquer preocupação e sem a noção exacta que iria correr aquela distância. A minha atenção estava mais virada para o que vinha a seguir à corrida e não propriamente naquilo que iria fazer nas 2 horas seguintes.
Como tinha estado na edição do ano anterior e tinha também feito ali um treino há 15 dias atrás estava confiante que iríamos encontrar um piso de areia bem agradável de fazer. Puro engano, desde o início começámos a encontrar bastantes sulcos na areia, poças de água corrente e areia demasiado molhada e por vezes solta, era um serpentear constante na procura de do melhor piso, nos primeiros 3 kms ia na companhia do João Meixedo a um ritmo supersónico, 5,20m por km, verifiquei ali que estava a "travar" o João e disse-lhe para ir embora e tentar ainda apanhar o Vitor Dias que ia ali um pouco à nossa frente e assim abalou, parece-me que nunca o chegou a apanhar, (fartei-me de rir ontem ao ver um vídeo do Jorge Branco quando ele ia a chegar à meta o esforço que fez na tentativa de chegar primeiro que a Analice, não o conseguiu, e devo dizer para o tranquilizar que não é facil bater aquela mulher, eu já me resignei à muito. A partir da altura em que fiquei sozinho tranquilizei num ritmo mais a condizer comigo e com as minhas capacidades e lá fui indo na busca do melhor caminho pouco importando se já tinha os pés molhados ou não. De vez em quando soprava uma brisa de ar fresco vindo da esquerda ali na zona da Fonte da Telha quando ainda íamos a caminho do retorno, pensava eu que se viese acompanhado de um pouco de chuva vinha mesmo a calhar, mas o céu estava limpo e nada podíamos esperar dele. Os 2 kms finais antes do retorno foram tramados, forte enclinação da areia e rebentação das ondas mesmo junto aos nossos pés, o corredor estreitou e só por sorte é que conseguimos evitar o choque entre os que já vinham de regresso e aqueles que ainda corriam para lá, havia alternativa, era correr na areia solta mas ninguém se sentia capaz de correr fosse o que fosse num sítio daqueles, (imaginem Melides/Tróia nos primeiros 5/6kms que são exactamente assim), aproveitei o abastecimento nos dois sentidos aos 10kms na ida bebi água e comi fruta e no regresso comi apenas fruta, abstive-me na água, havia lá pouca e ainda faltavam muitos amigos passar por lá e eram aqueles que mais necessitavam (infelizmente nem todos pensaram assim e só espero que a água tivesse chegado para todos.
Após o retorno que bem soube apanhar com o fresquinho da brisa que começámos a apanhar pela frente, em alguns momentos era um vento forte mas eu não me importava, preferia isso a levar com o sol intenso que já se fazia sentir com alguma intensidade, eu já aproveitava todas as poças de água para refrescar os pés mas isso foi-me fatal, os pés começaram a ficar soltos dentro dos sapatos e daí até começarem a aparecer as bolhas foi um instante devido à fricção constante das partes mais sensíveis dos pés. Aos 15 kms voltei a parar para abastecer e que bem me soube aqueles pedaços de laranja e água, após retomar a corrida observa-se o local da meta ali tão perto do olhar e tão longe na distância a percorrer, o espaço à nossa frente continua só areal e em ligeira curva à esquerda, ia mentalmente calculando km a km pelos casebres (mal) espalhados ali por cima das Dunas, preferia isso do que olhar constatemente para o meu Garmin onde parecia que os kms nunca mais acabavam. Aos 20 kms uma boa surpresa e uma inovação em relação ao ano anterior, estava ali mais um abastecimento, em cheio, onde mais necessitamos para enfrentar aqueles terríveis metros finais até à meta, Também por isto e por esta sensibilidade demonstrada a Organização da prova provou que é conhecedora das incidências da corrida e do apoio e respeito que os atletas lhes merecem.
Na Meta mais uma agradável surpresa, a quase totalidade dos amigos Cyberuners que haviam chegado antes de mim estavam ali junto à linha à espera que chegasse, alguns já com uma "seca" de 45m, mas ali estavam eles e que alegria me deram, não era necessário mas encheu-me a alma, tanto que me fizeram rir de satisfação ao cortar o risco de chegada quando me apetecia era chorar por ter ali aquela malta toda à minha espera e conseguido ultrapassar mais este obstáculo tremendamente difícil já em grandes dificuldades.
O banho retemperador que se seguiu curou as feridas, só não curou mais uma enorme bolha no pé direito, mas estou convencido que atè à Geira isto irá ser debelado.
Outra surpresa me aguardava, o Mário Lima traz-me a notícia que eu tinha alcançado o 3º lugar no meu escalão, eu que nem sabia que o meu escalão tinha prémios, mas soube bem subir ao pódio, já perdi a memória em que isso aconteceu numa grande competição, ainda não vi mas se calhar também havia só 3!!!
Uma pequena referência à minha prestação:2,04,38 para os 21,200kms do percurso,"só" mais 14 minutos que a edição do Ano passado. uff.
Apenas um senão, é verdade que estava no regulamento que a destribuição dos prémios se faria a partir das 13,30h, mas não havia necessidade, 3 horas depois ainda vinham as classificações a conta-gotas. Numa prova já com estas dimensões e com tendências para crescer muito mais impôe-se mais celeridade. Isso foi notado e registado pelo responsável e Director da Prova Eduardo Santos que prometeu já para a próxima Edição um controlo electrónico por forma a que as coisas possam correr bem melhor. Esta excelente prova, única do nosso Calendário de corridas só tem a ganhar.
Fiquei muito contente pelo excelente comportamento da nossa equipa, onde todos sem excepção estiveram brilhantes. Ainda temos de recomendar ao nosso novo Administrador que registe esta patente antes que alguém se lembre e nos passe a perna, eheheh.
Até já para o almoço Convívio.
Ver mais fotos aqui

segunda-feira, 17 de maio de 2010

III Encontro Blogger, já uma saudade.

Depois de acalmar um pouco e ter arrumado a casa (Corrida e Patuscadas) debruço-me agora sobre este meu espaço, afinal razão de ser, de ter passado por tanta azáfama nestes últimos dias.

O III Encontro Bloguer na Costa da Caparica realizado no passado Domingo dia 16 de Maio decorreu conforme o tínhamos idealizado (eu e o Fernando Andrade) tendo colhido aqui e ali algumas opiniões quer do António Almeida quer do Nuno Romão, contribuindo assim para o sucesso de mais uma iniciativa que deixou todos cheios de motivação e vontade de continuar. É por isso que afirmo que foi para mim e para este modesto Blogue um enorme prazer ter participado em mais uma edição destes maravilhosos convívios.

Muitos não puderam estar presentes por variadíssimas razões, mas para mim alguns deles estiveram sempre no meu pensamento e só desejo que na próxima oportunidade a vida de cada um e os seus compromissos não sejam um entrave à sua presença.
Que venha o próximo, o IV Encontro Blogger, (já tenho saudades do último) o testemunho já foi passado ao grande Nuno Romão que nos vai oferecer um lugar lindíssimo como é a Vila de Constância e as suas festas no dia 23 de Abril do próximo Ano. Tenho a certeza que vamos corresponder todos e conosco virão certamente muitos mais.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Meia Maratona de Setúbal 2010


Escolhi a Meia Maratona de Setubal como parte para a preparação do tremendo desafio que vai ser a Ultra Trail Geira Romana daqui a 15 dias, onde terei por companhia os Raiders, Mário Lima, O meu genro Daniel e a minha filha Susana em representação do Pára&Comando.

Depois de uma Semana um pouco atribulada em termos de saúde e com um treino na areia de 15 kms na véspera pensei que esta prova iria ser um pouco penosa e comentei com os meus companheiros de Clube que se fizesse as duas horas na prova já ficava satisfeito.

Assustei-me um pouco quando passei aos 3 kms com 14,45m e resolvi de imediato reduzir o ritmo, pois notava que esta pedalada não iria durar muito tempo, sem preocupações em consultar os tempos de passagem fui rolando até chegar ao ponto de retorno, 11,5kms, mal andei aí uns 100metros cruzo-me com o Luís Parro, com quem tinha estado no treino da areia no dia anterior, e decido esperar por ele, enquanto ele não chegava ainda ouve tempo de a sós levar com uma violenta trovoada que em certas alturas até doía, mas que soube muito bem lá isso soube.

Entretanto o Parro conseguiu chegar e seguimos os dois até quase ao fim, a cerca de 500 m. da meta mandou-me embora porque já vinha em manifesta dificuldade e pude observar que ainda m encontrava muito bem.

E o objectivo traçado quase que foi conseguido, para os 21,300km no meu registo consegui fazer 2,01,44h. O mais importante foi conseguido, sair dali sem qualquer mazela.
Esta Semana que vem e a outra vai ser praticamente de manutenção já que Domingo que vem tenho a Meia Maratona da Areia para fazer e dia 23 de Maio virá então a Geira Romana a realizar em plena Serra do Gerês na distância de 50 kms.
Fótos da A.M.M.A.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

ALARME!!! MUITA ATENÇÃO

Muita atenção amigos, alguem se apoderou da minha password do hotmail e anda por aí a pedir dinheiro em meu nome, já recebi dois avisos de amigos que estranharam este pedido e contactaram comigo alertando-me para o problema. Esses Emails são falsos e foram enviados por alguém que quer exturquir dinheiro a qualquer preço.
Peço a todos que eleminem e não enviem mais emails para a conta que que têm registado em nome de quimabelha e passem a contactar-me para o novo que criei: joaquimdadelino@hotmail.com
Desculpem este incómodo.
J.Adelino

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Coirrida do 1º de Maio da CGTP Intersindical Nacional


Uma Corrida como sempre muito bem organizada, a comemorar desde a 1ª Edição o dia Mundial do Trabalhador e não do trabalho como alguns saudosistas teimam em querer chamar. Já perdi o conto mas sei que em todas as participações o número de atletas é sempre muito elevado e o percurso normalmente pouco varia de um ano para o outro, tornando mais fácil a gestão de esforço de cada um.

A Avenida Almirante Reis é sempre o osso mais duro de roer com os quase 2 kms de subida até chegar ao "Arieiro", lembrar-me eu que à apenas 15 dias desci aquela Avenida também em Competição (Corrida do Metro), que diferença!!!
Tal como as restantes, esta prova era para fazer também sem me desgastar muito pois devido aos treinos bem lentos que tenho feito torna incompatível conciliar os pulmões com a boa condição física dos membros inferiores se quizer imprimir um andamento superior ao que me é permitido, assim é deixar rolar dentro dos limites razoáveis e acabar com algum conforto se possível. E foi isso que aconteceu, aproveitei a descida do Saldanha até aos Restauradores para rolar mais rápido recuperando assim da lentidão em que vinha, a 2º parte da corrida, mais difícil, mantive o mesmo tempo gasto que na 1ª parte e cheguei um pouco cansado mas ainda bem confortável nas pernas, a condizer com a análiso que fiz anteriormente.

A Marca conseguida 1,21,33 (não oficial), média de 5,20km, para os 15,310kms no meu Garmin foi sem dúvida a pior que já fiz mas mesmo assim considero-a excelente considerando as circunstâncias actuais.
Após a chegada começaram algumas reações negativas no meu organismo resultantes da corrida que se foram acentuando ao longo do dia, tendo mesmo passado pela assitência médica, por se tratar de um problema já conhecido e que de vez em quando tende em chatiar, rapidamente fui medicado e as melhoras têm-se acentuado, o que não me livra de estar agora inativo durante alguns dias.

Agradeço aos amigos que tiveram conhecimento as mensagens e os contactos que tiveram a amabilidade de me enviar.

Gostei imenso de encontrar novamente tantos amigos nesta prova, muitos deles vão estar na Meia da Areia e também no III Encontro Blogger que vamos efectuar no próximo dia 16 de Maio.

Quero deixar aqui os parabéns à minha rapaziada familiar (parece-me justo) pelas boas corridas que fizeram: o Hugo fez 57m e uns pózinhos, a Susana 1,04m e o Daniel 1,09m. (e eu cada vez mais longe deles, eheheheh.
Domingo quero estar na Meia de Setúbal, vamos ver se é possível.
Obridado à Isabel pelas fotos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Abril, a Revolução e a Corrida sempre presente

O ideal da Revolução do 25 de Abril de 1974 levou-me hoje até à Calhandriz, simpática Povoação e Freguesia do Concelho de Vila Franca de Xira. O Clube Recreativo local organizou uma corrida a pretesto das Comemorações do 25 de Abril na distância de 10 kms.

Sabia antecipadamente que a prova não seria nada fácil pois conhecia bem o local e aquilo só podia dar montanha.

Há uns anos atrás parte daquela Povoação foi arrastada encosta abaixo levando casas e outros bens a invadir propriedades visinhas situadas um pouco mais abaixo, ainda hoje existem vestígios dessa tragédia que felizmente não provocou vítimas.

E hoje ela lá estava, bonita e com as suas gentes a recebernos simpaticamente. O dia estava bonito e solarento mas rapidamente percebemos qua a adesão a esta prova não iria ser muito significativo, apesar de tudo via ir chegando aos poucos alguns atletas amigos e outros bem conhecidos, o Hermano, o Travassos, o Carlos Lopes (bloguista), o Raúl e toda a rapaziada dos Amigos do Vale de Silêncio onde me incluía. Os primeiros por morarem por ali perto participaram na variante de treino deixando a parte competitiva para os outros.

Aqui prevaleceu a boa condição física do Raúl Caetano que venceu, tendo o Rui Pacheco ficado com a 2ª posição. Todos se queixaram da dureza do percurso com altemetria acumulada de subida em 307m e descida em 329m, quer a subir quer a descer as rampas eram bem acentuadas, que no entanto foram atenuadas para aqueles que ali foram, não para competir mas sim para desfrutar de uma boa corrida sem esforço de maior e apreciar a beleza daquele local, tanto nas localidades, que íamos atravessando, afectas à Freguesia como também nas estradas bem estreitas que serpenteavam aquelas Serras em redor de Calhandriz.

Fiz a corrida acompanhado dos amigos Fernando Silva e do Emílio na cauda do pelotão, a dificuldade do percurso recomendava muita prudência e até aos 5kms conseguimos ir juntos, aqui e ali eu tive de andar face ás dificuldades de algumas subidas, mas a partir dos 5kms onde estava o abastecimento líquido consegui correr mais folgadamente, foi aí que os motores começaram a aquecer e a surtir efeito o resultado de muitas provas que recentemente tenho feito de longa distância .

Até à meta segui com o Fernando pois o Emílio claudicou a partir dos 5 kms e cheguei muito confortável pois não me interessava sair dali com mazelas porque o que vem aí não é para brincadeiras.

Ainda assim levei 1,00,17h para perfazer os 9,830kms.

Nesta prova fui acompanhado pela equipa familiar, o Hugo, a Susana, o Daniel e eu, todos com o mesmo objectivo, participar nas comemorações do 25 de Abril e como pretexto juntarmo-nos num almoço convívio que decorreu ali bem perto, em Mato da Cruz.