segunda-feira, 24 de maio de 2010

Geira Romana, a corrida que não pude fazer

A corrida ideal que eu tinha programado para mim este Ano acabou por se tornar num pesadêlo e tornou-se também na corrida mais curta que efectuei ao longo de 22 anos de corridas quando por ironia pretendia fazer a mais longa, 52kms.
Foi uma grande desilusão, tudo começou no Sábado quando um simples vaso sanguíneo rompeu em resultado de uma forte constipação que já durava há dois dias. Segui viagem na mesma mas a meio da tarde o nariz voltou a sangrar, já estava em Guimarâes, aí comecei a recear o pior.
No dia da Grande Corrida pelas 05,30h o nariz voltou a sangrar e só parou quando já ia no Autocarro que nos levou até Lóbios, Espanha. A partida foi dada depois de todas as formalidades habituais neste tipo de provas, só que a minha preocupação não era a corrida e a sua distância mas sim o nariz e até que ponto ele ia resistir, e o pior aconteceu logo ali a 200m da partida, o nariz cedeu novamente e vi logo que era o fim, prosseguir seria suicídio e foi com grande frustração que os vi prosseguir, o Mário Lima ainda se apercebeu da situação e logo lhe disse para ir embora porque eu ficava ali. Aceitei com resignação esta grande desilusão, afinal tinha cumprido todas as etapes para estar ali: Inscrição, treino, logística, picagem do ponto antes da parida, partilhado aquele "Avé Cézar" da praxe e finalmente a partida para ao fim de 200 metros desistir e desejar boa sorte aos que prosseguiram.
Regressei a Caldelas, local de chegada da Corrida, ainda a tempo de ver a partida da Susana em Autocarro para o seu local de partida a 15 kms de distância.
Passei pela Residêncial para me desequipar e ir esperar a Susana na chegada da sua prova e também dos heróis que vinham de Lóbios a 52 kms de distância, pois estavam lá o Daniel, meu genro, o Mário Lima, O António Almeida e ainda o Vitor Veloso, (aqueles mais chegados) por que havia lá muitos e muitos amigos.
Dirigi-me para um local a cerca de 1 km de distância e para isso tive de subir por entre um casario situado numa enorme encosta e esperei por eles num pinhal em pleno trilho da Geira preparado com a máquina fotográfica para registar o regresso de todos aqueles corajosos corredores a "casa". Foi a forma que escolhi para não passar por ali em vão e me recupensar pela situação.
A ansiedade era muito grande, e estava preocupado com o Daniel bem como com todos os amigos, estava muito calor e vento nem se sentia, mas só me restava aguardar.
50 minutos depois da partida começam a passar por mim os primeiros corredores da corrida dos 15 kms onde estava a Susana e parto ao seu encontro, ao mesmo tempo vou fotografando a passagem de todos os atletas. Levava uma garrafa com água para lhe dar pois pensei que já viesse um pouco aflita já que não levou qualquer abastecimento consigo e estava dependente dos apoios da organização e eles eram só 2. Fiquei muito feliz quando a vi aproximar-se, vinha em 2º lugar, e seguia logo atrás do Orlando Duarte que também vinha muito bem e tal como imaginara a água foi-lhe muito útil ali, prosseguiu e eu ali fiquei à espera dos heróis da Geira Romana.
Depois de 4h e mais 3 m desde que saíram de Lóbios passaram ali por mim os 2 primeiros atletas, aparentemente ainda bem, o 3º passaria um pouco depois com sinais visíveis de ter sofrido uma queda. Foi preciso esperar mais 45 minutos para ver passar o 4º classificado já muito desgastado, tal como todos os outros que vieram a seguir. Conforme iam passando fui fazendo a fóto, como lamento não me ter apercebido da passagem do Jorge Serrazina para ficar registado.
Mal sabia eu que iria assistir a situações quase dramáticas, e não fosse a Susana ir ao meu encontro e ajudar-me e muitos amigos teriam passado muito pior. De todos o que requereu mais atenção foi o Fernando Manuel, dorsal nº34, quando o vi já vinha a cambalear, mal tivemos tempo de o amparar, como tínhamos água depressa o refrescámos e ali ficou um pouco sentado ao pé de nós, tendo seguido a passo logo que vimos que já o podia fazer, no final disse-nos que os últimos metros já os fez a correr e que estava bem.
Eu ia-me estendendo até aos 2kms e ia incentivando todos e dando água enquanto tinha, depois fui vendo chegar a malta amiga, 1º o Vitor Veloso, depois o Daniel, meu Genro, que sentimento de alegria tive quando o vi aparecer numa curva após ter subido um pouco antes mais um "muro". O Mário Lima já me tinha telefonado a dizer que também tinha desistido devido a uma queda e em consequência ter sofrido uma rotura muscular, mas já estava em Caldelas.
Ainda fiquei por ali mais um tempo, vejo passar o Brito, o Tiago, o Magro, o Vitorino Coragem, até que chega o António Almeida vinha muito desgastado tal como todos os outros mas com total lucidez, fiquei muito contente de o ver assim, acompanhei-o até ao alto da última subida e ele seguiu correndo até à meta, faltava escassos 2 kms.
Vim depois andando até ao local de chegada, onde me aguardavam a Susana e o Daniel, eram 5 horas da tarde, fomos então almoçar, desde então o nariz já atacou mais 4 vezes, estava a ver se evitava uma ida ao médico mas estou a ver que será inevitável.
Tenho de voltar à Geira, aquele desafio é para vencer.



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terça-feira, 18 de maio de 2010

Meia Maratona da Areia, Costa da Caparica 16/7

Foi das Meias Maratonas que já fiz aquela em que me apresentei na linha de partida sem qualquer preocupação e sem a noção exacta que iria correr aquela distância. A minha atenção estava mais virada para o que vinha a seguir à corrida e não propriamente naquilo que iria fazer nas 2 horas seguintes.
Como tinha estado na edição do ano anterior e tinha também feito ali um treino há 15 dias atrás estava confiante que iríamos encontrar um piso de areia bem agradável de fazer. Puro engano, desde o início começámos a encontrar bastantes sulcos na areia, poças de água corrente e areia demasiado molhada e por vezes solta, era um serpentear constante na procura de do melhor piso, nos primeiros 3 kms ia na companhia do João Meixedo a um ritmo supersónico, 5,20m por km, verifiquei ali que estava a "travar" o João e disse-lhe para ir embora e tentar ainda apanhar o Vitor Dias que ia ali um pouco à nossa frente e assim abalou, parece-me que nunca o chegou a apanhar, (fartei-me de rir ontem ao ver um vídeo do Jorge Branco quando ele ia a chegar à meta o esforço que fez na tentativa de chegar primeiro que a Analice, não o conseguiu, e devo dizer para o tranquilizar que não é facil bater aquela mulher, eu já me resignei à muito. A partir da altura em que fiquei sozinho tranquilizei num ritmo mais a condizer comigo e com as minhas capacidades e lá fui indo na busca do melhor caminho pouco importando se já tinha os pés molhados ou não. De vez em quando soprava uma brisa de ar fresco vindo da esquerda ali na zona da Fonte da Telha quando ainda íamos a caminho do retorno, pensava eu que se viese acompanhado de um pouco de chuva vinha mesmo a calhar, mas o céu estava limpo e nada podíamos esperar dele. Os 2 kms finais antes do retorno foram tramados, forte enclinação da areia e rebentação das ondas mesmo junto aos nossos pés, o corredor estreitou e só por sorte é que conseguimos evitar o choque entre os que já vinham de regresso e aqueles que ainda corriam para lá, havia alternativa, era correr na areia solta mas ninguém se sentia capaz de correr fosse o que fosse num sítio daqueles, (imaginem Melides/Tróia nos primeiros 5/6kms que são exactamente assim), aproveitei o abastecimento nos dois sentidos aos 10kms na ida bebi água e comi fruta e no regresso comi apenas fruta, abstive-me na água, havia lá pouca e ainda faltavam muitos amigos passar por lá e eram aqueles que mais necessitavam (infelizmente nem todos pensaram assim e só espero que a água tivesse chegado para todos.
Após o retorno que bem soube apanhar com o fresquinho da brisa que começámos a apanhar pela frente, em alguns momentos era um vento forte mas eu não me importava, preferia isso a levar com o sol intenso que já se fazia sentir com alguma intensidade, eu já aproveitava todas as poças de água para refrescar os pés mas isso foi-me fatal, os pés começaram a ficar soltos dentro dos sapatos e daí até começarem a aparecer as bolhas foi um instante devido à fricção constante das partes mais sensíveis dos pés. Aos 15 kms voltei a parar para abastecer e que bem me soube aqueles pedaços de laranja e água, após retomar a corrida observa-se o local da meta ali tão perto do olhar e tão longe na distância a percorrer, o espaço à nossa frente continua só areal e em ligeira curva à esquerda, ia mentalmente calculando km a km pelos casebres (mal) espalhados ali por cima das Dunas, preferia isso do que olhar constatemente para o meu Garmin onde parecia que os kms nunca mais acabavam. Aos 20 kms uma boa surpresa e uma inovação em relação ao ano anterior, estava ali mais um abastecimento, em cheio, onde mais necessitamos para enfrentar aqueles terríveis metros finais até à meta, Também por isto e por esta sensibilidade demonstrada a Organização da prova provou que é conhecedora das incidências da corrida e do apoio e respeito que os atletas lhes merecem.
Na Meta mais uma agradável surpresa, a quase totalidade dos amigos Cyberuners que haviam chegado antes de mim estavam ali junto à linha à espera que chegasse, alguns já com uma "seca" de 45m, mas ali estavam eles e que alegria me deram, não era necessário mas encheu-me a alma, tanto que me fizeram rir de satisfação ao cortar o risco de chegada quando me apetecia era chorar por ter ali aquela malta toda à minha espera e conseguido ultrapassar mais este obstáculo tremendamente difícil já em grandes dificuldades.
O banho retemperador que se seguiu curou as feridas, só não curou mais uma enorme bolha no pé direito, mas estou convencido que atè à Geira isto irá ser debelado.
Outra surpresa me aguardava, o Mário Lima traz-me a notícia que eu tinha alcançado o 3º lugar no meu escalão, eu que nem sabia que o meu escalão tinha prémios, mas soube bem subir ao pódio, já perdi a memória em que isso aconteceu numa grande competição, ainda não vi mas se calhar também havia só 3!!!
Uma pequena referência à minha prestação:2,04,38 para os 21,200kms do percurso,"só" mais 14 minutos que a edição do Ano passado. uff.
Apenas um senão, é verdade que estava no regulamento que a destribuição dos prémios se faria a partir das 13,30h, mas não havia necessidade, 3 horas depois ainda vinham as classificações a conta-gotas. Numa prova já com estas dimensões e com tendências para crescer muito mais impôe-se mais celeridade. Isso foi notado e registado pelo responsável e Director da Prova Eduardo Santos que prometeu já para a próxima Edição um controlo electrónico por forma a que as coisas possam correr bem melhor. Esta excelente prova, única do nosso Calendário de corridas só tem a ganhar.
Fiquei muito contente pelo excelente comportamento da nossa equipa, onde todos sem excepção estiveram brilhantes. Ainda temos de recomendar ao nosso novo Administrador que registe esta patente antes que alguém se lembre e nos passe a perna, eheheh.
Até já para o almoço Convívio.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

III Encontro Blogger, já uma saudade.

Depois de acalmar um pouco e ter arrumado a casa (Corrida e Patuscadas) debruço-me agora sobre este meu espaço, afinal razão de ser, de ter passado por tanta azáfama nestes últimos dias.

O III Encontro Bloguer na Costa da Caparica realizado no passado Domingo dia 16 de Maio decorreu conforme o tínhamos idealizado (eu e o Fernando Andrade) tendo colhido aqui e ali algumas opiniões quer do António Almeida quer do Nuno Romão, contribuindo assim para o sucesso de mais uma iniciativa que deixou todos cheios de motivação e vontade de continuar. É por isso que afirmo que foi para mim e para este modesto Blogue um enorme prazer ter participado em mais uma edição destes maravilhosos convívios.

Muitos não puderam estar presentes por variadíssimas razões, mas para mim alguns deles estiveram sempre no meu pensamento e só desejo que na próxima oportunidade a vida de cada um e os seus compromissos não sejam um entrave à sua presença.
Que venha o próximo, o IV Encontro Blogger, (já tenho saudades do último) o testemunho já foi passado ao grande Nuno Romão que nos vai oferecer um lugar lindíssimo como é a Vila de Constância e as suas festas no dia 23 de Abril do próximo Ano. Tenho a certeza que vamos corresponder todos e conosco virão certamente muitos mais.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Meia Maratona de Setúbal 2010


Escolhi a Meia Maratona de Setubal como parte para a preparação do tremendo desafio que vai ser a Ultra Trail Geira Romana daqui a 15 dias, onde terei por companhia os Raiders, Mário Lima, O meu genro Daniel e a minha filha Susana em representação do Pára&Comando.

Depois de uma Semana um pouco atribulada em termos de saúde e com um treino na areia de 15 kms na véspera pensei que esta prova iria ser um pouco penosa e comentei com os meus companheiros de Clube que se fizesse as duas horas na prova já ficava satisfeito.

Assustei-me um pouco quando passei aos 3 kms com 14,45m e resolvi de imediato reduzir o ritmo, pois notava que esta pedalada não iria durar muito tempo, sem preocupações em consultar os tempos de passagem fui rolando até chegar ao ponto de retorno, 11,5kms, mal andei aí uns 100metros cruzo-me com o Luís Parro, com quem tinha estado no treino da areia no dia anterior, e decido esperar por ele, enquanto ele não chegava ainda ouve tempo de a sós levar com uma violenta trovoada que em certas alturas até doía, mas que soube muito bem lá isso soube.

Entretanto o Parro conseguiu chegar e seguimos os dois até quase ao fim, a cerca de 500 m. da meta mandou-me embora porque já vinha em manifesta dificuldade e pude observar que ainda m encontrava muito bem.

E o objectivo traçado quase que foi conseguido, para os 21,300km no meu registo consegui fazer 2,01,44h. O mais importante foi conseguido, sair dali sem qualquer mazela.
Esta Semana que vem e a outra vai ser praticamente de manutenção já que Domingo que vem tenho a Meia Maratona da Areia para fazer e dia 23 de Maio virá então a Geira Romana a realizar em plena Serra do Gerês na distância de 50 kms.
Fótos da A.M.M.A.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

ALARME!!! MUITA ATENÇÃO

Muita atenção amigos, alguem se apoderou da minha password do hotmail e anda por aí a pedir dinheiro em meu nome, já recebi dois avisos de amigos que estranharam este pedido e contactaram comigo alertando-me para o problema. Esses Emails são falsos e foram enviados por alguém que quer exturquir dinheiro a qualquer preço.
Peço a todos que eleminem e não enviem mais emails para a conta que que têm registado em nome de quimabelha e passem a contactar-me para o novo que criei: joaquimdadelino@hotmail.com
Desculpem este incómodo.
J.Adelino

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Coirrida do 1º de Maio da CGTP Intersindical Nacional


Uma Corrida como sempre muito bem organizada, a comemorar desde a 1ª Edição o dia Mundial do Trabalhador e não do trabalho como alguns saudosistas teimam em querer chamar. Já perdi o conto mas sei que em todas as participações o número de atletas é sempre muito elevado e o percurso normalmente pouco varia de um ano para o outro, tornando mais fácil a gestão de esforço de cada um.

A Avenida Almirante Reis é sempre o osso mais duro de roer com os quase 2 kms de subida até chegar ao "Arieiro", lembrar-me eu que à apenas 15 dias desci aquela Avenida também em Competição (Corrida do Metro), que diferença!!!
Tal como as restantes, esta prova era para fazer também sem me desgastar muito pois devido aos treinos bem lentos que tenho feito torna incompatível conciliar os pulmões com a boa condição física dos membros inferiores se quizer imprimir um andamento superior ao que me é permitido, assim é deixar rolar dentro dos limites razoáveis e acabar com algum conforto se possível. E foi isso que aconteceu, aproveitei a descida do Saldanha até aos Restauradores para rolar mais rápido recuperando assim da lentidão em que vinha, a 2º parte da corrida, mais difícil, mantive o mesmo tempo gasto que na 1ª parte e cheguei um pouco cansado mas ainda bem confortável nas pernas, a condizer com a análiso que fiz anteriormente.

A Marca conseguida 1,21,33 (não oficial), média de 5,20km, para os 15,310kms no meu Garmin foi sem dúvida a pior que já fiz mas mesmo assim considero-a excelente considerando as circunstâncias actuais.
Após a chegada começaram algumas reações negativas no meu organismo resultantes da corrida que se foram acentuando ao longo do dia, tendo mesmo passado pela assitência médica, por se tratar de um problema já conhecido e que de vez em quando tende em chatiar, rapidamente fui medicado e as melhoras têm-se acentuado, o que não me livra de estar agora inativo durante alguns dias.

Agradeço aos amigos que tiveram conhecimento as mensagens e os contactos que tiveram a amabilidade de me enviar.

Gostei imenso de encontrar novamente tantos amigos nesta prova, muitos deles vão estar na Meia da Areia e também no III Encontro Blogger que vamos efectuar no próximo dia 16 de Maio.

Quero deixar aqui os parabéns à minha rapaziada familiar (parece-me justo) pelas boas corridas que fizeram: o Hugo fez 57m e uns pózinhos, a Susana 1,04m e o Daniel 1,09m. (e eu cada vez mais longe deles, eheheheh.
Domingo quero estar na Meia de Setúbal, vamos ver se é possível.
Obridado à Isabel pelas fotos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Abril, a Revolução e a Corrida sempre presente

O ideal da Revolução do 25 de Abril de 1974 levou-me hoje até à Calhandriz, simpática Povoação e Freguesia do Concelho de Vila Franca de Xira. O Clube Recreativo local organizou uma corrida a pretesto das Comemorações do 25 de Abril na distância de 10 kms.

Sabia antecipadamente que a prova não seria nada fácil pois conhecia bem o local e aquilo só podia dar montanha.

Há uns anos atrás parte daquela Povoação foi arrastada encosta abaixo levando casas e outros bens a invadir propriedades visinhas situadas um pouco mais abaixo, ainda hoje existem vestígios dessa tragédia que felizmente não provocou vítimas.

E hoje ela lá estava, bonita e com as suas gentes a recebernos simpaticamente. O dia estava bonito e solarento mas rapidamente percebemos qua a adesão a esta prova não iria ser muito significativo, apesar de tudo via ir chegando aos poucos alguns atletas amigos e outros bem conhecidos, o Hermano, o Travassos, o Carlos Lopes (bloguista), o Raúl e toda a rapaziada dos Amigos do Vale de Silêncio onde me incluía. Os primeiros por morarem por ali perto participaram na variante de treino deixando a parte competitiva para os outros.

Aqui prevaleceu a boa condição física do Raúl Caetano que venceu, tendo o Rui Pacheco ficado com a 2ª posição. Todos se queixaram da dureza do percurso com altemetria acumulada de subida em 307m e descida em 329m, quer a subir quer a descer as rampas eram bem acentuadas, que no entanto foram atenuadas para aqueles que ali foram, não para competir mas sim para desfrutar de uma boa corrida sem esforço de maior e apreciar a beleza daquele local, tanto nas localidades, que íamos atravessando, afectas à Freguesia como também nas estradas bem estreitas que serpenteavam aquelas Serras em redor de Calhandriz.

Fiz a corrida acompanhado dos amigos Fernando Silva e do Emílio na cauda do pelotão, a dificuldade do percurso recomendava muita prudência e até aos 5kms conseguimos ir juntos, aqui e ali eu tive de andar face ás dificuldades de algumas subidas, mas a partir dos 5kms onde estava o abastecimento líquido consegui correr mais folgadamente, foi aí que os motores começaram a aquecer e a surtir efeito o resultado de muitas provas que recentemente tenho feito de longa distância .

Até à meta segui com o Fernando pois o Emílio claudicou a partir dos 5 kms e cheguei muito confortável pois não me interessava sair dali com mazelas porque o que vem aí não é para brincadeiras.

Ainda assim levei 1,00,17h para perfazer os 9,830kms.

Nesta prova fui acompanhado pela equipa familiar, o Hugo, a Susana, o Daniel e eu, todos com o mesmo objectivo, participar nas comemorações do 25 de Abril e como pretexto juntarmo-nos num almoço convívio que decorreu ali bem perto, em Mato da Cruz.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Corrida do Metropolitano de Lisboa.


Esta prova do Metropolitano de Lisboa não fazia parte da minha agenda de provas e só à ultima hora (no Sábado) é que consegui arranjar uma vaga por infurtúnio de um atleta amigo. Contei depois com a boa vontade dos amigos da Xistarca que logo regularizaram a inscrição para o meu nome e escalão.
Mas as viagens para as provas têm andado um pouco cinzentas, no Domingo anterior estragaram-me o carro, ontem na 2ª Circular junto ao Quartel Ralis, passámos por um acidente dramático com uma vítima mortal, alguns de nós ficaram um pouco impressionados e para quem vai divertir-se não é nada agradável assistir áquilo.
Este início de história sobre a prova do Metro não começa bem e ainda não acabou, tinha acabado de passar no Arieiro e quando já descia rumo à Alameda surge, não sei de onde, à minha frente um automóvel desgorvernado em plena Avenida, atravessa-se e vai espetar-se contra uma das árvores que está plantada no separador central da Avenida, por pouco eu e mais alguns que ali íamos a correr não fomos apanhados, o próprio polícia que ali estava a regular o trânsito por pouco não foi apanhado também, alguém logo ali alvitrou que o homem estava perdido de bêbado, segui o meu caminho e o sugeito ficou com o carro estragado e entregue à polícia, a sorte ali protegeu-nos.
Foi um regresso mais a sério à estrada depois de andar nos últimos tempos pelos campos e serras de alguns locais lindíssimos do nosso país.
Não foi fácil e quem anda por trilhos e raides já sabe que não rende muito no asfalto, existe força mas isso é incompatível com um ritmo mais aceitável que pretendemos imprimir, a máquina, isto é, os pulmões não conseguem acompanhar aquilo que lhes é exigido, e eles é que têm razão.
Foi uma prova que fiz com bastante à vontade, sempre confortável mas com o pé no acelarador e atento à resposta que ia obtendo do meu pobre esqueleto. Aos 10kms passei com 51m e achei que ia demasiado depressa mas como ia a descer a Av.Almirante Reis deixei-me ir, um pouco antes já o Manuel Azevedo me tinha passado e andei ali um pouco ombro a ombro com o Carlos Coelho, até que numa pequena subida fui embora e ele ficou lá, foi pena porque até ao final fiz a prova "sozinho" e isolado.
Sei hoje que 5 credênciados atletas (2º grupo da frente) se enganaram no percurso, foi uma pena e é incrível como foi possível se terem enganado, mesmo em frente onde cortaram à direita estava a placa dos 12 kms, um pouco mais de atenção e teriam visto o caminho certo. Saúdo o seu comportamento no final não criando problemas à organização. Não fosse o grande respeito que tenho por eles recomendava-lhes que fizessem um pequeno estágio em provas de trailes ou raides para aprenderem alguma orientação. Não levem isto muito a sério.
Achei também estranho aquele dançar cruzado no retorno junto a Santa Apolónia, como foi possível aquilo acontecer? ir no corredor da esquerda e de repente termos de passar para a direita e após o retorno termos de novo voltar para o corredor da esquerda é de loucos. É que estavam ali elementos da organização e onde existia também um controle Chip e podiam muito bem ter deslindado e corrigido aquilo, mas não, iam-se divertindo a rir da sua própria incapacidade enquanto os atletas tiveram de fazer uma ginástica tremenda para não se atropelarem uns aos outros e ninguém sair magoado daquela triste situação.
Devido ás obras na zona do Terreiro do Paço foi penoso atravessar aquela zona no Campo das Cebolas na ida para Santa Apolónia, (é claro que a chuva também não ajudou), mas parece-me que a organização podia ter melhorado o percurso pois existiam ali alternativas, bastava irmos pelo percurso que fizemos no regresso.
De resto tudo impecável, há muitos anos que não fazia esta prova, ali encontrei mais uma vez muitos amigos e que por serem tantos os saúdo mais uma vez. As lembranças que me ofereceram no final dentro de uma mochila bem verdinha foram excelentes e também justificou um pouco a razão de termos no início dado quase uma volta ao Alvaláxia e conhecer um determinado túnel, que eu não conhecia, que pela sua extensão quase eleminava a eficácia do meu Garmin, mas lá conseguiu passar e registar tudo sem problemas.
Consegui fazer a prova em 1,17,41 (1,17,55 oficial) para os 15,260kms registados no meu Garmin a uma média de 5,05m por km.
Quem me dera nas serras trilhos e campos andar assim...
As longas distâncias acalmam até final de Abril, em Maio irão começar novamente de forma progressiva, 1º de Maio, Meia Maratona da Areia e depois a Geira Romana. vai ser um fartote.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Raid Vale de Barris, Arrábida

Neste fim de Semana foram cncluídos os 4 Raids/Trails que me propuz fazer no espaço de 1 mês e meio (Sicó 30 kms, Almourol 40 kms, Pastores 28 kms e Barris, Arrábida 30 kms), pelo meio ainda ficaram as Lezírias e a Meia Maratona de Lisboa. Mas ontem era dia da Maratona do Carlos Lopes, estava nos meus planos a minha presença, mas dadas as circunstâncias virei todas as minhas atenções para o Raid dos Barris, ali nas encostas da Arrábida, que surgiu como alternativa ao aborto que foi aquela anunciada Maratona.Completei ontem o Circuito
Em boa hora assim dicidi, pois estive perante uma das melhores provas em que participei (a qualidade deste tipo de provas não pára de aumentar, surpreendente) que teve como rosto principal a nossa amiga Dina, responsável da área do Atletismo dasLebres do Sado, e a quem muito agradeço a simpatia em todo o processo da nossa participação (Pára&Comando).
Um Raid pela Montanha, não muito exigente, com alguns pontos bem difíceis de transpôr mas que deu uma ideia de quanto é bonita aquela região.
O calor esteve acima daquilo que é normal e veio dificultar e muito o nosso desempenho, pois tratava-se de uma prova onde teríamos de ser totalmente autónomos, sem qualquer apoio ou abastecimentos, a organização apenas se limitou a controlar por duas vezes a nossa passagem durante a competição. O traçado esteve muito bem marcado, ainda assim o Costa, meu colega de equipa, conseguiu perder-se mas retomou e ainda conseguiu chegar e acompanhar-me durante algum tempo até que as pernas lhe disseram que aquilo era de mais!!! depois seguiu mais devagar até à meta.
Tinha comprado uma mochila onde poderia transportar 1,5L. de água, mas como não me entendi com aquilo voltei a tirá-la e equipei-me com o cinto e dois bidons pequenos com água, que no conjunto nem chegada a 2,5dl de água, muito pouco para 30 kms. Fiquei mais tranquilo quando o Spiker de serviço informou que iríamos encontrar uma fonte de água natural entre os 5 e os 10 kms, (estava aos 7kms). Neste local parei e bebi e refresquei-me, soube-me tão bem, fez-me confusão não ver os outros a parar e fazer o mesmo, mas adiante, até aos 15 kms consegui encontrar mais 3 pontos de água nascente e em todos eles aproveitei para me idratar bem e renovar a água que levava, nos últimos 15 kms apenas pude contar com os 2 pequenos bidons que tiveram de ser bem geridos pois não sabia se iríamos encontrar mais alguma nascente, é curioso que na Serra virada a Setúbal não existem (pelo menos não as vi) nascentes de água e na costa virada a Azeitão pelo menos abasteci-me em 4, (coisas da ciência?) quando cheguei à meta em Vale de Barris ainda consegui que meio bidon ficasse intacto!
Dos 4 Raids o que me deixou mais mossa foi sem dúvida Almourol, o de ontem para além do natural desgaste provocado pelos kms não provocou mazelas como os anteriores, dores musculares e câimbrias desta vez estiveram ausentes, ainda assim não me livrei de uma bolha bem vermelha num dos pés e uma canela ferida atingida por um pau lançado pelo outro pé, enfim coisas inesplicáveis, no fim uma visita aos nossos amigos bombeiros que simpaticamente me desinfectaram aquilo.
No final registei: 30,460kms para uma marca final de 3, 36,28h. (Daniel, 3,04,10h.) (Mário Lima, 3,34h.) (Elísio Costa, 3,49,57h.).
Felizmente vamos encontrando muitos amigos nestas provas, que provavelmente como eu, já se vão sentindo um pouco saturados pelas corridas no asfalto, lá estava o António Almeida e o Vitor Veloso e família, e muitos outros autênticos craques desta variante da corrida: Jorge Serrazina, Célia Azenha, Manuel Azevedo, Analice Silva (na véspera tinha feito os 100kms de Mérida!!), José Magro etç.
Uma palavra para os meus companheiros do Pára&Comando, Daniel, Mário e o Costa, todos estiveram muito bem e à altura deste desafio, estaremos juntos novamente quando partirmos de Espanha dia 23 de Maio a caminho de Portugal, A Geira Romana.

sábado, 3 de abril de 2010

Grande Prémio da Páscoa, Constância

Já em tempos escolhi para este fim de semana participar no Grande Prémio da Páscoa em Constância, da responsabilidade da Edilidade Local.
O fundo propósito era, e foi, participar em mais uma homenagem de Solidariedade à nossa amiga Ana Paula Pinto pela perda da sua filha Margaret, era também o ideal para "arrefecer" um pouco a cavalgada a que tenho sujeito todo o meu esqueleto nos últimos tempos. Na semana anterior tinha feito os Trilhos do Pastor (28kms) e na semana que vem tenho mais 30kms na Arrábida e nada melhor do que meter esta prova de 10kms de puro rolar ali na bonita Vila de Constância.
O Mário Lima e o Daniel, (meu genro) acompanharam-me nesta deslocação em representação do CCDLoures e como já vem sendo habitual naquela região mais uma vez andei perdido antes de lá chegar, ainda asim deu para voltar a visitar Tancos e passar junto à Porta de Armas do Regimento dos Paraquedistas, revivendo tempos que ali vivi com mais de 40 anos.
A minha corrida apenas teve uma história, partir e chegar ao lado da Paula, era ali o meu lugar e para isso a competição era totalmente secundária, como era indeferente qualquer preocupação com o lugar ou marca que viesse a alcançar no final.
Foram muitos os amigos que disseram presentes nesta homenagem, muitos deles abdicaram das camisolas dos seus clubes e utilizaram as t-shirts da homenageada, Margaret.
Ao cortar o risco de chegada ao lado da Paula Pinto, Ana Pereira, Orlando Duarte e um amigo do Clube de Sargentos (que me perdoe mas não sei o seu nome), todos de mão dada, com quem fiz toda a prova não pude evitar alguma emoção por poder estar ali e contribuir modestamente para um são convívio entre todos, aqui entram todos, na homenagem e no convívio, o António Almeida e Vitor Veloso e famílias, o Luís Mota e família, o Carlos Lopes, o Carlos Coelho, o Luís Miguel e tantos outros.
A exemplo do ano passado acabámos por almoçar no mesmo local ali mesmo junto ao Rio Zezere e ainda deu para uma visita ao recinto das festas da Vila, nomeadamente as lojas de Artesanato onde existia de tudo um pouco. A Vila de Constância estava muito bonita, (vejam as Fotos).
O Daniel desta vez foi a sério mas ficou a 4m do seu melhor (38m) mas as limitações para se fazer melhor são muitas, aguardemos melhores dias.
Domingo que vem, em representação do Pára&Comando e na companhia do Mário Lima e do Elísio Costa vamos aos Trilhos do Barril na Arrábida, vamos ver como corre.
Fotos aqui

segunda-feira, 29 de março de 2010

Trilhos do Pastor


Em dia de Ramos que melhor presente do que participar numa prova destas tendo como ingrediente principal a própria natureza? Foi preciso esperar 1 Ano para satisfazer a curiosidade com que fiquei depois de o meu amigo José Pereira (Cofundador do Clube de Veteranos Serra De Aire e organizador da prova) ter participado na 1ª Edição em 2009. Este Ano lá estava ele novamente, para ajudar os amigos naorganização da prova, mas mal ele sabia que tinha à sua espera um equipamento do Clube e facilmente o convenceram a participar na prova, foi 3º classificado no escalão +60 anos e com amarca de 3,11h. Agradeço-lhe aqui a atenção que me dispensou e o apoio dado com os conselhos indispensáveis antes do início da competição.
O dia começou algo atribulado pois só por volta da meia-noite é que me lembrei que tinha de adiantar a hora no relógio e escusado será dizer que quase não fechei olho, ás 4 horas já o despertador me estava a dizer para me levantar, tão cedo? É verdade, tinha prometido a minha mulher no dia anterior trazer-lhe um ramo de oliveira para ela fazer um raminho a condizer com o dia que se comemorava e então antes de partir para S.Mamede fui à procura da Oliveira adequada, que por acaso aqui não existe falta, como não sabia que tamanho era feito o ramo quase que deixava a oliveira depenada, bem estranhei o espanto da minha mulher mas como já estava com pressa nem ouvi os seus comentários e saí rumo aos Trilhos do Pastor.
Grutas de Moeda
Cheguei ás 6,30h. ainda noite cerrada e não via quem quer que fosse por ali, ainda dei uma volta pelo Centro da Aldeia antes de estacionar e nada, pensei que a prova podia ser noutro local com o mesmo nome mas fiquei esperançado porque em frente ao edifício da Junta de Freguesia as grades já colocadas e a propaganda expressa indiciavam que ali iria ocorrer algum evento desportivo.
Fiquei mais descansado quando vi estacionar ao meu lado o amigo Carlos Coelho, era o 3º a chegar e a partir dali começou então a romaria habitual, conhecidos e desconhecidos, eram aos magotes a chegar até se criar o ambiente natural próprio destas coisas das corridas e a saudável convivência entre todos.
Apesar de o Secretariado ter dado início ás operações já depois das 7,30h. à hora de partida estava tudo em ordem e foi assim que ás 9h. iniciámos uma prova que passa ser para mim uma das melhores em que já participei, em tudo: pontualidade na partida, excelente critério nos locais a visitar, globalidade do percurso deixando margem suficiente para recuperação perante locais mais difíceis de ultrapassar, excelente marcação em toda a prova, abastecimentos muito bem situados (3 até aos 20kms e mais 3 para os 8kms finais, que coincidiu numa altura em que a temperatura subiu bastante), segurança em todos os cruzamentos sempre que tínhamos de atravessar estradas com algum movimento automóvel, e muita simpatia por parte de todos da organização.
Calçada típica em Pia de Urso
A minha prova era desde o início uma incógnica pois nunca sabemos aquilo que nos espera quando a fazemos pela 1ª vez, e depois de ter feito os Trilhos de Almourol nada melhor do que a prudência desde o início.
Entrámos quase de imediato na mata e cedo verifiquei que o terreno plano dos primeiros kms iriam ajudar muito a reduzir o tempo final, embora soubesse que as grandes dificuldades estariam reservadas lá mais para a frente, a 1ª hora foi completada com 1, 06h e sentia-me muito bem, antes passámos por sítios lindíssimos e destaco aqui as grutas de Moedas aos 2,200 kms da partida e por trilhos em muito estado até que chegámos ao ponto mais alto do percurso, 499 metros (na zona de partida a altitude era de 383 metros) onde estava o 1º abastecimento, dali a vista era magnífica, edratei-me e aproveitei para abastecer os pequenos bidons que transporto até que chegasse ao próximo abastecimento, raramente corri acompanhado, aqui e ali tive a companhia de alguns amigos de ocasião e também durante largos periodos andei ao lado do Nuno Cabeça até que o vi partir e nunca mais o alcancei. Foi agradável ter tido por companhia uma amiga, que não conhecia, e que depois de trocarmos algumas palavras conhecemos um pouco um do outro, teve a simpática expressão de eu já ter idade para ser seu pai, tem 32 anos, a idade dos meus filhos e que há 3 anos atrás andava encharcada em tabaco e agora vende saúde e já com provas realizadas de grande respeito, tal como a Geira Romana, como fiquei satisfeito por conhecer tamanha história, até que ...
Reguengo do Fetal,se não fossem as cordas...
Quando descia uma ravina que só de olhar lá para baixo metia respeito e a única maneira de descer aquilo era serpenteando, o evitável aconteceu, uma queda, andei a treinar em Sicó e em Almourol e de pouco serviu, pouco antes tinha visto um amigo a cair no mesmo local e quando lá cheguei já ia avisado mas aquilo não deixou epótese, caí para trás e fui escorregando uns 2 metros até chegar ao estradão onde estavam os bombeiros de prevenção, como me viram levantar e seguir nem foi necessário a sua intervenção, 1 km mais à frente (20kms e 2,18,h. de prova) estava o 3º abastecimento e o único onde existia muitos ingredientes comestíveis, em Reguengo do Fetal. Aproveitei porque logo de seguida ia encontrar e tinha de o ultrapassar o ponto mais crítico de todo o percurso, uma subida a pique durante quase 2 kms onde uma parte foi feita quase de gatas. É nesta íngreme subida que encontramos o Buraco Roto, que coisa estranha este buraco feito em plena rocha com uma extensão de cerca de 20 metros, dali avista-se cá em baixo Reguengo do Fetal, uma imagem de grande respeito dada a amplitude vertical daquilo que tinha acabado de subir. Um pouco mais à frente outra maravilha tinha de ultrapassar, a descida de uma ravina de grande amplitude onde não faltaram as cordas e uma ponte em madeira que nos auxiliou até conseguirmos chegar lá abaixo, felizmente tudo se ultrapassou com tranquilidade, embora, soube depois, alguns participantes por sofrerem de fobia ás alturas tiveram algumas dificuldades em tranpôr aqueles obstáculos.
Dali até à meta ainda encontrámos algumas dificuldades de menor dimensão e a opção de a organização reforçar o abastecimento aos atletas a cada 2 kms foi extraordinária, o calor apertava e o desgaste já era muito, quando descia aquela ravina perto dos 22,500kms havia ali alguém que me dizia que o 1º já ali tinha passado há 50m, ri-me naturalmente, pois sabia que a diferença seria bem maior. Nesta altura o meu receio era que os 28 kms anunciados não se esticassem mais do que isso, os pés já custavam a suportar as batidas no chão e estranhamente as dores nas pernas estavam ausentes desta vez, penso que o enchugo que levei em Almourol ajudou a que fizesse esta prova mais confortavelmente.
Quando cheguei à povoação de S.Mamede, local da meta, fiquei admirado, apareceu-me de repente do nada, foram muitos kms dentro da mata e sair dela com a meta praticamente com a meta à vista é muito compensador.
Cheguei com 3,33,46h, tendo efectuado os últimos 8kms em 1,15h. Ufff.
O banho que se seguiu foi muito agradável, algo distante (500m) para aquecer, com água temperada a frio como convém, eu gostei.
O almoço, havia os pessimistas do ano passado e com alguma razão, diga-se, foi excelente e só não foi melhor porque o arroz já estava um pouco empapado, mas aí a culpa é minha, o 1º a chegar à meta fêlo perto das duas horas de prova e por isso começou a comer 1,30h antes de mim, não há arroz que resista tanto tempo à espera de ser comido. hehehe. Valeu ali para animar o Fernando Andrade, o Carlos Coelho, o António Almeida e família e muitos outros amigos que apesar das diferenças à chegada conseguimos juntar-nos para o devido repasto.
Agora segue-se Constância e já com uma perna na Arrábida.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Meia Maratona de Lisboa, mais um sucesso.


Estar 1,15h. em sentido a aguardar pelo tiro de partida a uma distância aproximada de 150 metros foi de facto mais difícil do que percorrer aqueles 21,095kms da Meia Maratone de Lisboa. Valeu que tive por ali a rapaziada amiga por perto, a começar pelo meu filho Hugo e outros que costumam efectuar os treinos diários comigo.
O Fernando Andrade estava por ali também com quem estive à cavaqueira durante grande parte do tempo, o Luís Mota e a Susan também lai estavam, embora um pouco mais à distância, o Manuel Azevedo, O Luís Miguel (Tigre) e tantos outros. Bem víamos ali mesmo à nossa frente os "Vips" num vai vem constante no aquecimento e a prepararem-se para a partida e nós ali emprancheirados, à míngua por um pequeno espaço onde podessemos ás vezes mudar o pé sem termos o receio de depois de o levantar quando o voltássemos a colocar já lá estivesse outro a ocupar o lugar. Foi uma eternidade, mas todos sabíamos que isso ia acontecer ou então cada um optava por sair comodamente da traseira do pelotão e deixa-se ir, dicidi assim e tive que aguentar.
Quando foi dada a partida estávamos aí a 100 metros do pórtico da largada, e os primeiros metros foram dolorosos, para mim aquilo não foi correr foi saltitar, pois tinha os músculos completamente presos, mas fui obrigado a correr porque estava na frente ou então era "esmagado" por aquela avanche de gente que vinha logo atrás.
Mesmo assim não perdi tempo nas ultrapassagens a alguns "Vips" que saíram lá da frente (alguns já a andar) e fui indo confortavelmente no meu ritmo que entendi melhor para os meus objectivos. Aos 2,5kms quando ia por cima da 24 de Julho já o grupo da frente que tinha saído de Algés ia a chegar ao Viaduto de Alcãntara, um pouco mais à frente olho para baixo e já vejo o meu filho Hugo já perto do final da descida em Alcantara. Perto dos 5,5kms passa já em sentido contrário o Tadesse, já vinha a chegar perto do km 12, sózinho e via-se pelo ritmo que levava que estava disposto a estolhaçar o Recorde do Mundo, mas eu naquela altura só pensava em manter um ritmo confortável que me permitisse pouco desgaste pois estou numa fase de muitas provas e a maioria delas é composta por muitos kms.
Aproveitei todos os abastecimentos que me foram aparecendo, o dia estava muito bonito e com bastante calor, a humidade era bastante elevada e eu derretia com tanto suor, os óculos embaciavam com tanta humidade, foi uma má opção tê-los levado e ainda por cima esquecime-me de levar a fita que ajudaria a impedir a concentração do suor ali junto aos olhos. Mas não havia nada a fazer e ia seguindo, aos 15kms já ia com 1,22h. e vi no lado contrário o Hugo a entrar para os metros finais, ia com cara de grande esforço, pois ultimamente tem tido alguns problemas físicos que o têm impedido de treinar com mais afinco, mas vi logo que ia fazer uma boa marca e parece-me que bateu o seu recorde pessoal, eu ainda tinha de fazer mais 6 kms para terminar e neste vai vem ainda tive oportunidade de me cruzar com muita rapaziada amiga que já vinha para a meta, vejo António Henriques, do meu Clube, quase a passo, ia desfalecendo um pouco mais atrás, e que bem que ele vinha, vejo o Nuno Sebastião a andar, ainda lhe dei um incentivo mas nem deve ter ouvido, ia certamente muito frustrado e envolto nos seus pensamentos e outros que reciprocamente íamos saudando e incentivando. Por volta dos 17kms sou ultrapassado pelo nosso Míster, ele ainda me convida para ir com ele, mas achei mais sensato ficar no meu passo que continuava a ser muito bom e confortável, perto dos 19 kms sou apanhado pela mancha vermelha da Mission Possible, do futuro viajante do Espaço, Sr Ferreira, aproveito e colo-me na sua rectaguarda, necessariamente tive de aumentar o ritmo naqueles 2 kms finais mas como ia bem acabei por terminar dentro do objecto que tinha pensado, isto é sem cansaço e sem sofrimento, a marca era pouco relevante, mesmo assim ainda fiz 1,58,38 (não oficial) para os 21,260kms (não oficial) que o meu garmin registou.
Uma chamada de atenção apenas, aquela confusão final depois da chegada, primeiro a imensa gente que permanece no local da devolução dos chips após a chegada e depois a dificuldade em sair do local após receber o prémio final. Penso que aquilo pode ser melhorado, ontem devido ao calor a pressão foi ainda maior e torna-se perigoso manter as coisas assim.
Foi um previlégio estar numa corrida onde foram batidos 2 recordes do Mundo.
Penso que sucedemos ao previlégio que o nosso amigo José Xaviar já havia presenciado em Haia na Holanda em 2007.
Terminada mais esta missão a seguinte está já aí, os Trilhos do Pastor são já no próximo fim de Semana na distância de 30 kms. Vamos a ver como decorre a recuperação até lá.

terça-feira, 16 de março de 2010

36 anos a magia da vida


É verdade, neste dia nem o 112 lhe valeu, foi há 36 anos que me vi de aflitos, isto é, a minha mulher, mas tive de ser eu a resolver o problema e só tive tempo de agarrar no velhinho amigo a gasolina e pôr-me a caminho o mais rápido possível da Maternidade Alfredo da Costa.
Com a pressa nem reparei que quase não tinha gasolina e o inevitável aconteceu, na 2ª Circular junto à Rotunda do Relógio o carro parou e eu com a mulher aflita, não a podia abandonar e a única solução que encontrei foi o de empurrar a viatura até ás bombas que estão mesmo ali ao lado da Rotunda, era já noite no dia 15 de Março daquele ano e tive de me arranjar sozinho.
Consegui com muito esforço, ainda era jóvem e forte, resolver o problema e ainda cheguei a tempo de entregar em boas mãos o destino da mulher e desta bela criança.
No dia seguinte nascia, e que trabalhão deu à sua mãe. Nesta data, para o Hugo e para a Mãe vão os meus sentidos parabéns por poder recordar e comemorar mais este momento de incontida alegria e satisfação.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Lezírias, só faltaram os toiros.

Praça de toiros de Vila Franca

Correr em Vila Franca de Xira na já famosa Corrida das Lezírias constitui sempre um bem estar enorme porque nos sentimos num ambiente diferente daquilo a que estamos habituados por se realizar num espaço entre a Cidade e o Campo. Trata-se de um percurso muito bonito e efectuado em total segurança, quer para os primeiros quer para os últimos, onde não falta um misto de alcatrão, empedrado, estradões terra batida, onde não faltam os remendos de pedra solta, e por último aqueles excelentes kms percorridos à beira do Rio Tejo na sua margem esquerda na direção a Lisboa.
Foi uma prova escolhida para a necessária descompressão depois de ter efectuado no último mês 118kms (só em competições) e numa fase curta de recuperação, ali encontrei muitos amigos que têm sido companheiros em algumas das Odisseias em

A minha chegada

que tenho andado envolvido ultimamente, amigos do Mundo da Corrida, onde destaco o Luís Miguel (O Tigre), o Esmeraldo, o Mário Lima, o Costa, O A.Almeida, o Vitor Veloso, o Luís Mota e outros. A chegada do Hugo

Tive o prazer de ver ali também a correr ao meu lado o Miguel Paiva, que surpresa de última hora, e que gostei de voltar a reencontrá-lo, a Ana

A passagem da Susana aos 4,5kms

Pereira, que me confirmou a deslocação a Constância onde faremos mais uma homenagem à Margaret alinhando na partida ao lado de sua mãe, no próximo dia 3 de Abril, esteve ali também o Carlos Lopes, os filhotes Hugo e Susana, com a Susana a surpreender-me com o seu 3º lugar na geral femenina depois de ter passado um Semana a curar as mazelas A passagem do Daniel aos 4,5kms

deixadas pelos Trilhos de Almourol. Oportunidade também de rever os meus amigos da minha equipa do CCDLoures de quem eu já andava arredado há algum tempo.
Alinharam à partida cerca de 1.300 atletas tornando-se bastante difícil de início esboçar a tentativa de correr um pouco mais depressa a partir do meio

Miguel Paiva, Eu, Vitor Veloso, Carlos Lopes e António Almeida

do pelotão devido ás ruas estreitas e empedradas dentro da Cidade, para mim não constituiu problema e servia-me muito bem, já na Ponte onde todo o espaço estava reservado para nós podemos então estendermo-nos mais um bocado, é aqui que sou ultrapassado pelo Tigre e por um amigo destas loucuras saudáveis, um pouco mais à frente aproveitando a descida embalo e deixo-me ir nesse ritmo, entre os 5 e os 5,15m km. É bonito de se ver em vários pontos do percurso a figura do Campino montado no seu cavalo saudando a nossa passagem segurando a sua enorme vara, ferramenta essencial na lide e condução dos toiros naquela imensidão da Lezíria. Pena mesmo foi não ver os toiros, por se encontrarem numa zona mais afastada do percurso que nos deram a percorrer.
Senti-me sempre bem durante a corrida, na Semana anterior também tinha feito os Trilhos de Almourol na distância de 40kms e as mazelas, embora mais ligeiras do que a Susana também causaram alguma mossa mas deu para chegar, embora com algum cansaço mas ainda com alguma força nas pernas.
Terminei os 14,890kms em 1,18,55h. (não oficial) com uma média de 5,17m por km.
Segue-se já no próximo fim de Semana a Meia Maratona de Lisboa na Ponte 25 de Abril.

Mais fotos aqui Da autoria da Isabel Almeida e também da A.M.M.A.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Trilhos de Almourol ao vivo

Aqui ficam mais algumas fotos que eu e a Susana fomos tirando ao longo do percurso, algumas delas foram tiradas por outros amigos e que me foram enviadas.
Quem tiver paciência e alguns minutos disponíveis pode desfrutar agora aquilo que não tiveram oportunidade de observar.