quarta-feira, 10 de março de 2010

Trilhos de Almourol ao vivo

Aqui ficam mais algumas fotos que eu e a Susana fomos tirando ao longo do percurso, algumas delas foram tiradas por outros amigos e que me foram enviadas.
Quem tiver paciência e alguns minutos disponíveis pode desfrutar agora aquilo que não tiveram oportunidade de observar.





segunda-feira, 8 de março de 2010

Trilhos de Almourol, para ficar na memória.

Descendo à Base da Barragem C.Bode
Há 22 anos atrás quando comecei a correr estava longe de imaginar (e provavelmente a grande maioria de nós) que chegaríamos a ter ao nosso dispôr as valiosíssimas competições que se vão disputando (ou usufruíndo) pelo nosso Portugal inteiro. Destes 22 anos dediquei 21 só praticamente a provas de estrada e apenas a partir de Maio do Ano passado, (Meia Maratona da Areia), comecei a percorrer outro caminho que não aquele.
Para eu aqui chegar muitos outros tiveram de
desbravar o caminho para tornar isso possível, organizações e atletas mais ousados estão sem dúvidas na linha da frente e tal como na Maratona haverá sempre alguém que dará o exemplo e procure incentivar os mais indecisos e temerários para caminhar a seu lado.
A estrada, sendo ainda um meio prevelegiado de adesão à maioria dos corredores e atletas, começa também em certa medida a entrar na desmotivação e saturação para muitos de nós levando-nos a procurar outras formas alternativas de continuar a correr aliando esse prazer à necessidade de ir resistindo à tendência de um certo conformismo de aos poucos cada um de nós ir ficando pelo caminho, não da vida mas desta coisa bonita que é sofrer correndo e que nos alimenta a vida.
Sicó foi na Semana passada ali juntinho a Condeixa a Nova e pensava eu que aqueles 30 kms tinham atingido um grau de dificuldade para mim que dificilmente existiria outra, (que eu fizesse) que a superasse em termos de dificuldade, puro engano, bastou participar no Trail Trilhos de Almourol de ontem, 07/03, para mudar radicalmente de opinião e ainda falta a Geira Romana, que estando no meu horizonte ainda não está totalmente encaixada. Para além desta nova realidade que é para mim este novo caminho é o facto de ter já conhecido alguns daqueles a quem eu chamo de heróis da aventura, aqueles e aquelas que palmilham trilhos e estradas, vales e montanhas ermanados num só objectivo, vencer mais um desafio e testar os seus próprios limites de resistência humana, não falarei em nomes (ontem estive com alguns), que me desculpem, mas têm de mim um respeito enorme e de grande admiração.

TRILHOS DE ALMOUROL
Começo por saudar aquela grande equipa que é o CLAC por nos terem proporcionado a oportunidade de participar naquela excelente iniciativa que foi o Trail dos Trilhos de Almourol.
Viu-se desde a 1ª hora a preocupação para que tudo corresse bem, o Brito e a Otília estiveram à altura na condução de todo o evento e acompanhados de pessoas muito competentes,
Foz do Rio Nabão, ponte móvel
quer na logística quer ao longo do percurso nos foram apoiando minimizando assim as mazelas que a cada momento íamos sentindo.
Durante a Semana passada tinha recebido um "olhe que não, olhe que não" com uma intrigante sugestão "se não existem montanhas de 400m inventam-se" fiquei desconfiado mas confiante pois quem tinha trilhado Sicó certamente Almourol trilhado não deixaria de ficar.
A nossa equipa era composta por 4 elementos, mas era a minha filha Susana que mais me preocupava, tinha-lhe feito este desafio em tempos mas sabia que actualmente a forma não era a melhor para enfrentar este desafio, (o máximo que tinha feito até aqui foi até à Meia Maratona) mas foi corajosa e acompanhou-me.
Mesmo para quem está psicologicamente preparado para estes desafios não deixa de reposicionar o seu pensamento quando lhe dizem que a prova tinha mais 3kms que o inicialmente previsto, 35kms. (agora terminada a prova posso dizer que foram 40kms e mais uns pózinhos).
Não choveu, não fez frio, não fez sol, nem o vento quis aparecer, tudo a nosso favor. O Elísio Costa cedo abalou bem como o Mário Lima e fizeram bem pois eu e a Susana ficámos para trás e quando abordámos a 1ª subida aí a 500 metros já só tinhamos meia dúzia de atletas atrás de nós, foi aí que começámos a tirar fotografias que vão ficar na memória e registadas no album desta bonita prova.
Subida com inclinação acentuada
Ao mesmo tempo que ia decorrendo a prova e com as dificuldades a crescerem a cada metro eu e a Susana optámos por correr onde era mais acessível e andar onde o desgaste se tornava desnecessário, a localização dos abastecimentos, pelo menos até meio da prova eram suficientes, e com a ajuda dos meus pequenos bidons estava salvaguardada a nossa sobrevivência até lá.
Com umas pequenas paragens, para fótos e abastecimento na zona da Barragem de Castelo de Bode para apreciar aqueles gigantescos fluxos de água que saíam directamente para o Rio Zêzere, dando-lhe assim outra vida, chegámos a uma das zonas mais difíceis e técnicas onde correr era praticamente impossível, pelo menos para mim, eram troncos atravessados, buracos com água e lama, ziguezaguiar constante por entre arvoredo num cenário extraordinário que Natureza tem a bondade de conservar para regalo dos nossos olhos, pisar terrenos mesmo ao nivel do caudal do Rio onde tivemos a possibilidade de ver ali atracado um pequeno barco e que
noutras circunstâncias nos teria passado despercebido, passar por uma ponte móvel ali na foz do Rio Nabão foi outra das bonitas surpresas que tive e ajudou a amainar (esqueci por breves momentos) um certo sofrimento que já começava a sentir na parte moscular superior das pernas, ali estavam elementos da organização e os militares com uma balsa prontos para intervir caso fosse preciso, pois penso que aquilo ali e considerando a força das águas pode tornar-se perigoso.
Descida complicada para a Barragem
Pouco mais à frente, 20kms, estava o 1º abastecimento sólido com tudo pronto à nossa espera, um pouco antes saímos da estrada que vem de Constância e encontrámos uma autêntica parece com uma inclinação a rondar os 40%, tinha para aí 15m mas que a lama e pedras soltas dificultou imenso, pensei logo que era o preço a pagar para merecer o abastecimento que estava logo ali a seguir, tinha mesmo de subir e um sorridente fotógrafo lá estava no pico para registar a carantonha que cada um ia fazendo.
A partir de metade da prova o percurso melhorou um pouco, ou pelo menos o 3º terço, altura em que aos 22 kms disse à Susana para se ir embora, era perceptível que ela já ia a necessitar de soltar um pouco mais e o meu andamento já estava a ficar penoso para ela e assim foi, partiu e ainda lhe recomendei para ter em atenção as marcações nos percursos, no final vim a saber que duas ou três vezes teve pequenos enganos.
Quando cheguei à zona de Tancos é que percebi que o Castelo de Almourol tinha já ficado para trás, ainda olhei mas já era tarde, pouco depois encontro o abastecimento em Tancos, veio-me à memória o meu tempo de tropa, o Regimento de Paraquedistas ali perto e a linha do combóio que ali parava como o principal meio de transporte para nós.
Penoso foi o palmilhar aquele trilho ali ao lado da linha naquele constante serpentear da encosta, num sobe e desce onde nas zonas mais baixas sobressaíam rios de água e lama abrindo sulcos no estradão tornando mais penosa a nossa progressão. É aqui que começo a avistar o Mário Lima, já ia em forte quebra e eu fazia os possíveis para pensar que não estava pior que ele, um pouco mais à frente ia a Rosa Pratas.
Com a infatigável Otília aos 31,5kms
Depois de virarmos à direita e deixámos a linha e o Rio Tejo para trás começaram as grandes dificuldades, naquela zona já estamos para além dos 30 kms, a Rosa engana-se no caminho, corta à esquerda, o Mário que era o que estava mais perto apercebe-se e chama-a, ela não ouve é um pouco surda e levava os fhones nos ouvidos, o Mário já muito debelitado, (dor num ombro) e nas pernas também, corre, corre atrás dela, para não a deixar ali perdida e consegue trazê-la de volta à corrida, merece aqui um bravo, um bravo daqueles que o ajudaram a formar.
As dificuldades continuaram, umas atrás das outras, muros gigantescos uns atrás dos outros, eu já não conseguia descer a correr e a subir só andando, terreno plano era raro então que fazer? correr onde era mais acessivel.
Aos 31,5kms estava o último abastecimento, lá estava a Otília no apoio incansável, passei por ela em 4 locais diferentes, em todos eles foi de uma simpatia contagiante, daqueles que nos enche alma e ali estava ela mais uma vez, preocupada porque ali estava o 2º abastecimento sólido e quando lá chegámos as laranjas estavam inteiras e eu tive de agarrar uma, descascá-la e depois deitá-la abaixo, a Otília ainda procurou por uma faca mas não havia nda a fazer, de somenos importância.
A partir dali sigo sempre com a Rosa Pratas, o Mário continuava com dificuldades e foi-se ficando, a Rosa foi uma companhia importante pois as dificuldades já eram enormes e à vez lá fomos puchando um de cada vez, ainda tentei algumas vezes conversar, até para ver se a distância se ia eleminando com alguma distração, mas por mais alto que falasse ela não me ouvia, mesmo sem os fhones, e assim continuámos até ao final.
Almoço merecido dos Pára&Comando com a família Almeida, a Vitória estava atrás da câmara
Aos 37 kms saímos da Serra e atravessamos as primeiras casas, já via a meta ali a 1km, puro engano, 38!... 39!... 40!... e um nunca mais acabar, eu só já pensava era na Susana, fomos para lá a pensar em 35 e eu já ia nos 40kms. Um pouco antes atravessei um ribeiro de água quase gelada que dava pelos joelhos, que bem me soube, veio arrefecer e acalmar os pobres pés e retirou alguma lama que ainda vinha agarrada aos ténis.
Ouve ainda tempo para percorrer o trilho das gatas, aí com 500 metros de extensão para evitar que corressemos 100m em alcatrão antes de chegar à meta, bem pensado trilhos são trilhos.
Na recta final lá estava a Vitória, ainda não a tinha visto, e a Isabel no apoio e a registar a minha chegada, fiz questão de chegar ao lado da Rosa Pratas, trocámos um beijo de agradecimento mútuo e a partir dali comecei a curar as mazelas e a procurar a Susana e saber como ela estava, descobri-a depois de tomar banho, estava ali mesmo à porta à minha espera preocupada comigo, tinha abalado aos 22 kms e já tinha chegado à 40 minutos, numa lástima mas chegou.
Considerando em 50% o número de quedas durante toda a prova da nossa equipa (duas e éramos 4), presumo que o número de quedas em geral foi muito elevado, mas felizmente pareceu-me sem consequências de maior gravidade, esta situação é reveladora do grau de grande dificuldade que tivemos de enfrentar, felizmente fui um dos que se salvou de ir ao tapete, mas que andei lá perto lá isso andei.
Total acumulado altimetria de altitude: 1678 metros
Total acumulado altimetria de descida: 1788 metros
Total de distância oficial: 38kms
Total de distância (garmin) 40,130kms
Tempo gasto para fazer a prova: 5,34,48h. (recorde de tempo em corrida)
A próxima corrida é já no próximo Domingo em Vila Franca de Xira, nas Lezírias.
O próximo grande desafio: Maratona Carlos Lopes em 11 de Abril.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sicó, segue-se os Trilhos de Almourol

Aqui está o certificado com o resultado final de mais uma prova que me deu muito prazer em participar.
Apesar da sua dureza compensa alinhar em aventuras com a dimensão que estas provas apresentam, sendo a Natureza a maior das paixões que me fazem atrair e também o espírto de aventura que tem estado sempre presente em períodos cruciais da minha vida e cuja memória me leva até à adolescência.
E é para continuar.

Domingo nos Trilhos de Almourol quero continuar a amealhar mais um Certificado de participação, é mais um desafio que me está a entusiasmar, até pelo traçado da prova tão do meu agrado, pois começa num local e acaba noutro e com um percurso que certamente agradará a todos pela paisagem que a Barragem nos transmite, pelas bonitas margens do Zêzere e a beleza que toda a zona do Tejo e Almourol nos vai oferecer.
A minha equipa (Pára&Comando) irá estar presente: A Susana (estreia-se neste tipo de provas e em distâncias acima da Meia Maratona), o Elísio Costa, o Mário Lima e eu.
Desejo a todos, atletas e Organização um excelente dia e que tudo decorra como todos ambicionem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Terras de Sicó, uma corrida diferente.


Terras de Sicó, em Condeixa a Nova foi a 2ª experiência que tive em provas denominadas de Trails, a 1ª tinha sido no Tail Noturno de Óbidos realizada em 8 de Agosto de 2009. Por curiosidade nem faltou ali o Jorge Serrazina, um dos responsáveis da prova de Óbidas, com que a abençoar-me nesta 2ª participação em provas deste género.
Cheguei no Sábado, depois de termos ultrapassado um agressivo temporal ali bem perto quando circulávamos pela A1, como estávamos avisados que íamos passar por esta instabelidade seguíamos com a maior prudência e felizmente tanto nós como os outros viajantes conseguimos sair daquilo sem qualquer problema, o Elísio Costa estava ali comigo juntamente com o Mário Lima, os três contituíamos a equipa do "Pára&Comando" que irá servir de identificação ao longo do Ano em algumas provas que vamos estar envolvidos. Será um "empréstimo" do CCD de Loures a esta modesta equipa, sem pôr em causa a fedelidade que lhe nutrimos nem a nossa participação na maioria das provas do Torneio de Loures e outras onde estaremos colectivamente.
Ficámos numa Residêncial (previamente marcada pelo Costa) bem perto do local onde estava instalada toda a logística de apoio ao Trail "Serras" de Sicó, como eu e o Mário, contando com a compreensão do Costa, queríamos ver o Jogo Leixões-Benfica procurámos, logo que levantámos os dorsais, encontrar local para jantar e não foi difícil, tendo todo o grupo no final do mesmo ficado com a impressão que as gentes daquela bonita terra sabem receber os seus visitantes, tal a maneira como fomos simpaticamente tratados.
Na Residêncial, após terminar o desafio de futebol pelas 23 h. dicidimos iniciar de imediato o merecido descanso, dormindo. Mas como todos sabem isto não se decreta, acontece, cada um tinha a sua cama e o 1º que adormecesse saía-lhe a sorte grande, todos os que ali estavam gostam de coser feijões em panela de alta pressão, e um de nós, que não eu, ao fim de 5 minutos já fervilhava alto e bom som a boa nova do sucesso e bom funcionamento da sua panela. Os 2 restantes ficaram de vigilância as duas primeiras horas seguintes à espera que a cosedura terminasse, mas foi por pouco tempo, o feijão era rijo de mais e o nosso subconsciente acabou por ceder a espaços bem curtos a um pouco de sossego, ainda que só pelas 8h. da manhã de Domingo se deu por concluída aquela infindável forma de imitar a alta pressão em voz rouca (para dentro e para fora) sem descanso quando fomos abruptamente acordados pelo despertador e quando estávamos finalmente a ter um pouco de paz.
O pequeno almoço foi-nos servido numa excelente Pastelaria, ali mesmo em frente à Cãmara Municipal, e não perdi a oportunidade de atestar bem pois sabia que pelo menos durante 4 horas ia estar a água, laranjas e bananas e que o almoço só seria absorvido lá pelas 15 horas, se chegasse a tempo, claro.
No Local da partida foi tempo de encontrar os amigos, os actuais e os virtuais se fosse possível, muitas caras conhecidas, dos blogues de Atletismo e também de amigos com quem vou fortalecendo laços de amizade e que de uma forma ou de outra estão ligados ao Fórum Mundo da Corrida e respectiva Associação, dos quais destaco, sem desprimor seja por quem for, do Eduardo Santos (Administrador) a Margarida, Carlos Fonseca e o José Magro.
O dia estava bonito mas foi arrefecendo até à hora de partida, a ponto de me obrigar a vestir uma t-shirt de manga comprida personalizada para me proteger, existia também alguma ansiedade, não só pela noite má dormida mas também pelo desgaste que eu já vou acomulando, nomeadamente pela Maratona de Sevilha que tinha feito há 15 dias.
Até ali tinha corrido tudo lindamente, a organização (muito profissional, e sem salário) tinha tudo planeado na perfeição, da entrega dos dorsais ás recomendações sobre como as coisas iam decorrer e passando também pela atenção que o Eduardo Santos nos dispensou no Sábado quando lá chegámos, augurava um dia de Domingo bem passado ali naquelas terras, vales e montanhas na presença de centenas de amigos e apaixonados por estas aventuras saudáveis.
A prova, como já foi relatado por alguns amigos, foi espectacular em termos de percurso mostrando a beleza de um local completamente estranho para mim, mais de 99% do percurso foi feito por estradões e carreiros de terra batida e pedras, algumas das quais com alguma dimensão e escorregadias a requerer sempre a maior atenção possível. Apesar dos avisos dados antes da partida para a perigosidade da situação ouve um ou outro que assentaram o trazeiro no chão, todavia sem qualquer consequência física.
Louvar aqui o extraordinário apoio que tivemos durante o percurso, abastecimentos em pontos cruciais e em quantidade, cuja média encontrava-se entre os 4 e os 5 kms. Mesas bem recheadas de água, em garrafas e também dispostas em copos, laranjas, bananas, queijos, sumos em alternativa e muita, muita simpatia por parte dos colaboradores e amigos do Mundo da Corrida que estiveram envolvidos e puseram de pé esta belíssima competição. Decerto muitos outros e muitas organizações a nível local também estiveram envolvidos e sem eles seria bem mais difícil pôr este edefício de pé.
A minha prova foi aquilo que eu já esperava, penosa, e agravou-se este sentimento a partir da altura em que começámos a subir... 100 metros mais à frente do local da partida.
Ainda assim consegui correr até ao 1º abastecimento que estava um pouco antes dos 5kms, raramente percorremos terreno plano, o encanto deste tipo de provas está exactamente aqui, subimos, subimos e nunca imaginamos o que está para além do ponto mais visível, daí a cautela ter de estar sempre presente. Aquele pequeno "rebuçado" inicial depressa se diluiu e as grandes dificuldades começaram a aparecer, logo a partir do 1º abastecimento o trilho levou-nos dos 140m de altitude para os 331m em apenas 2,5kms, por mim foram feitos a andar mas acredito que os homens da frente tivessem conseguido fazer aquilo sempre em passo de corrida, no alto desta montanha descemos novamente à cota 230m para de seguida voltar a subir para os 400m num percurso naturalmente acidentado na distância de 5kms. Aqui já estávamos sensivelmente a meio da prova, a Otília tinha chegado ao pé de mim perto dos 10 kms e por ali se manteve, ás vezes à frente, outras mais atrás, passa também o Nuno Cabeças por mim e mete-se comigo, vai ali um pouco mas depressa segue o seu caminho, um pouco antes tinha perdido a companhia do Elísio Costa e depois também do Mário Lima, fiquei mais confortável, assim não tinha de ir de afogadilhos e a fazer uma coisa que sabia me iria prejudicar lá mais para a frente
É a partir dos 15 kms que começam as maiores dificuldades para mim, o sobe e desce não tem fim (excepção feita aos 100m finais mas que ainda estavam muito longe) e começo a ter problemas nos joelhos com as constantes descinas com um grau de inclinação muito elevado e também com o piso irregular aos quais os meus pés não se conseguiram adaptar (talvez os ténis que usava não fossem os mais adequados, um eterno problema). Aos 16.3kms volto a descer aos 290 m para logo voltar a subir até aos 4o2m de altitude em apenas 1.700m. A partir daqui todas as subidas com alguma inclinação eram feitas a andar e logo que surgisse terreno mais favorável eu aproveitava para correr mais um pouco pois ainda me ia sentindo bem, as descidas eram feitas muito lentamente pois os joelhos já estavam a fraquejar bastante. Entretanto a Otília tinha ficado para trás sem eu me aperceber e voltou a apanhar-me no abastecimento dos 20kms. A partir daqui não mais nos separámos, (penso que por gentileza dela, o que muito lhe agradeço) talvez por consideração (não precisava) por aquilo que partilhámos no Trail Nocturno da Lagoa de Óbitos o Ano passado.
Apesar das marcações estarem bem visíveis numa ou noutra situação se não tivesse a companhia da Otília eu ter-me-ia perdido pelo menos duas vezes, sei que ouve corredores que tiveram pequenos erros, um deles foi o Nuno, mas de certeza que foi uma pequena desatenção que provocou os enganos.
A partir dos 20kms descemos da cota 347m para os 203m para um percurso de 3kms, mais suave que anteriormente mas ainda assim fazia-o muito lentamente, a Otília descia bem e eu depois voltava a alcançá-la na subida seguinte, e foi assim até final percorrendo nesta altura as encostas das serras onde se podia observar já a aproximação ao ponto de partida em Condeixa a Nova.
Fizemos o tempo de 3,49,52h. para a distância de 30,760kms, à média de 7,28m por km.
Na chegada tive o grato prazer de conhecer o António Bento (O Tartaruga), uma promessa que que me tinha feito e que fez questão de concretizar agora.
Dada a falta de adaptação a estes terrenos, no final não só os joelhos se queixavam, os pés começaram também a ter câimbras com muita frequência e algo dolorosas, apenas o banho retemperador e a feijoada que nos foi servida conseguiu que este problema fosse minimizado e depois resolvido. Agora está tudo bem.
Domingo que vem vou estar também nos Trilhos de Almourol, são 35kms mas a otília disse-me que aquilo era um pouco mais suave, fingi simpaticamente que acreditei, eu fui tropa ali junto ao traçado da prova e conheço aqueles terrenos, mas uma coisa eu sei, não existem ali serras com uma altura de 400m e onde se tem de subir e descer varias vezes.
Espero que Sicó se mantenha no Calendário de provas, se possível com o mesmo traçado, desta vez se algo não correu bem a responsabilidade é só minha e nada tenho a apontar seja a quem for.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sevilha ainda está fresquinha e não é para esquecer tão depressa, aqui deixo mais algumas recordações: O Vídeo da chegada e fótos na passagem à Meia Maratona e na entrada do Estádio Olímpico, já em plena pista.

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Venho de t-shirt vermelha e boné amarelo e um pouco encoberto

Entrada no Estádio Olímpico com as pernas tingidas de vermelho

À passagem da Meia Maratona, ainda vendia frescura


O Costa (de amarelo) excelente companheiro da Maratona



A chegada do Elísio Costa à meta, parece que ainda fresquinho.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Légua do Infantado, uma gota de água!



Já se torna complicado correr provas pequenas, 5 kms (uma légua) cansa mais do que correr uma Maratona, sim porque correr uma Maratona não cansa, existe sim um desgaste físico permanente que nos vai diminuindo conforme a corrida se vai aproximando do fim. Esta Prova no Infantado, ali ás portas de Loures, na distância da Légua estava no Calendário do Troféu Corrida das Colectividades do Concelho de Loures, Época de 2010.
Uma Semana após a Maratona de Sevilha pouco havia a esperar de mim, ainda assim aproveitei para após o primeiro km colocar mais velocidade no andamento, rapidamente percebi que o organismo tem dificuldade em acompanhar aquilo que os membros inferiores ainda são capazes de fazer, mas segui nos limites os restantes 5 kms da prova.

No final o meu Garmin assinalava 5,110kms para uma marca de 25m e a média a assinalar os 4,56m por km. (A Maratona tinha sido feita a 5,34m a média por km.)

Por aqui se pode aferir com segurança que as provas pequenas não são nada favoráveis a corredores como eu, idade avançada e sem ritmo, mas encaro isto com normalidade, se fosse ao contrário então teria razões para me preocupar, assim direi que venham provas daquelas complicadas que é onde me sinto mais à vontade.

A minha rapaziada que me acompanhou portou-se toda bem, com destaque para a Susana que me surpreendeu com a sua vitória no sector femenino e com uma marca a rondar os 18m não fora os 110 metros que a prova tinha a mais, começa a adquirir a boa forma e este resultado é bastante animador.

Segue-se agora as Terras de Sicó na distância de 30 kms já no próximo dia 28 de Fevereiro, onde a Equipa Pára&Comando estará representada pelo Eurico Charneca, Elísio Costa, Mário LIma e eu próprio. São atletas
emprestados pelo CCD de Loures para esta prova.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pára&Comando, Obrigado Mário



O nosso amigo Mário Lima tem destas coisas, no seu blogue fez-me uma surpresa que deveras me emocionou.
Não posso de maneira nenhuma deixar passar esta oportunidade para salientar aquilo que eu já referira à algum tempo, ele andou um pouco escondido destas andanças e sob a capa de um mouro ao mesmo tempo que ia criando bagagem e conteúdo para quando se apresentasse aqui ás tropas blogueiras trazer algo de novo para que os nossos Generais o acolhessem como um bom soldado. O certo é que o Mário dicidiu, talvez inspirado nesta metáfora, brindar-me e a ele também,com uma homenagem que me sensibilizou imenso a ponto, devo confessá-lo, de me emocionar.
A guerra de Angola em que estivemos envolvidos foi marcante e onde corremos de facto risco de vida, e não é necessário muito para quebrarmos quando isto nos aparece assim pela porta a dentro.
Convido a quem ainda não viu esta expectacular postagem do Mário Lima no seu Blogue hojecorroeu que o visitem e se apercebam o porquê de este amigo desde que chegou não pára de criar simpatias e amizades.
Desculpa amigo Mário a clonagem que tive de fazer mas acho que merecias manter-te à mesma altura do que eu, mesmo separados apenas por algumas palavras.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Maratona de Sevilha



Sevilha confirmou mais uma vez o que é a arte de bem receber, rigorosos é certo, mas onde as coisas se desenvolvem sem que praticamente tenhamos de perguntar seja o que for. Somos guiados numa sequência impessionante desde que entramos naquele imponente Estádio Olímpico até nos apresentar-mos na linha de partida passando por todas as fases de preparação: WC, vestir equipamento adequado à corrida, entrega de sacos para o banho à chegada, aquecimento, tudo dentro das naves do Estádio e falamos de mais de 3 mil maratonistas.
Já na véspera tinhamos sido obsequiados com um almoço de Pasta Party como é habitual em grandes eventos (excepção feita à Maratona de Lisboa na Edição de 2009, inacreditável) num espaço gigantesco situado na Isla Mágica (Ilha Mágica) antigo espaço que serviu de palco à Grande Esposição de Sevilha em 1992.
Por isso só posso estar satisfeito por ao fim de 6 deslocações a Sevilha para correr continuar a elogiar a forma sempre profissional como em todos os eventos os espanhóis se esforçam para que nada falte aos corredores.
A manhã de Domingo estava fria, dizem que 2 graus positivos, mas eu praticamente não o sentia provavelmente por estar um pouco ansioso a aguardar que fosse dado o tiro de partida. Estive sempre acompanhado, desde o aquecimento, pelo meu colega de equipa Elísio Costa e fizemos questão de fazer a prova juntos até onde isso fosse possível. Antes da partida procurámos o marcador das 4 horas que era antes da partida um dos objectivos possíveis para a minha prova. Com a confusão da partida depressa ficámos para trás pois o túnel de saída dos atletas é bastante estreito e só a poder de um ritmo bastante forte conseguimos recuperar e chegar junto do marcador das 4h. era fácil de identificá-lo pois levava um balão bem lá no alto. Ficámos por ali até por volta dos 5 kms iniciais, como os encontrões iam-se sucedendo eu e o Costa fomos um pouco mais para a frente e comecámos a rolar a uma cadência entre os 5 e os 5,15 ao km e afastámo-nos do Marcador. Aos 10 kms passei com 53,37 e sentia-me muito bem e a companhia do Costa era excelente pois de km a km eu ia vendo a regularidade dos tempos, depois, também tivémos ótimos abastecimentos a cada 2,5kms. Os 15kms foram ultrapassados com 1,20,10h. com um ritmo idêntico e ainda bem confortável, do Costa nem um queixume, seguimos e em breve chegámos à Meia Maratona com 1,54h. (tempo oficial 1,56h.), encontráva-me com uma margem de 6´que me iriam servir de almofada lá mais para a parte final quando as dificuldades maiores começassem a dificultar-me a tarefa. Aos 30kms passei com 2,41,14h. sentindo já algumas dificuldades e rolava já à média de 5´30 km e foi a partir daqui que o Costa começa a sentir-se melhor e vai avançando na companhia de outro atleta que entretanto se juntara a nós, mas consegui manter o ritmo e segui sempre com eles na minha visão, sinal de que conseguia manter, também eu, o ritmo. A partir dos 20 e a cada 10kms tive o cuidado de ingerir um gel sempre que encontrava o abastecimento de água respectivo, neste campo pode-se dizer que a organização podia estar melhor, apenas colocou pedaços de laranja à nossa disposição, mesmo assim não lhe toquei, faltou ali uma banana, e um cubo de mermelada em alternativa para que muitos dos atletas podessem retemperar algumas forças.
Aos 35kms já rolava a 5,45m e as pernas começavam a reagir e o frio começa a fazer-se sentir, pois já seguíamos numa zona junto ao Rio onde a protecção das casas pouco se faz sentir, ainda assim passei com 3,10,14h. Nesta altura já não dispensamos nenhum abastecimento líquido, a água estava gelada nas garrafas, mas mesmo assim foi de uma ajuda preciosa e ela estava ali em cada lance de 2,5kms. 40ks, chegado ali já nada nos impede de cortarmos a meta e o Estádio ali estava imponente à nossa espera, 3,40,51h. marcava o meu Garmin e os 6´era agora o que demorava fazer cada km. Desde o início que a distância oficial marcada a cada km não correspondia com a minha e no final viria a traduzir-se em mais 530 metros, e não fui o único a verificar isto.
Quando o meu Garmin marcou os 42,190kms tinha 3,54,23h tendo cortado a meta com 3,57,34 (oficial ) com a média final de 5,36 final, correspondendo este tempo aos tais 530m a mais.
A Chegada à pista do Estádio Olímpico é espectacular, estava pouca gente e certo, mas terminar uma Maratona naquele local recompensa-nos do sacrifício que tivemos de enfrentar para chegar ali, (citando o amigo Capela que me enviou uma mensagem enaltecendo aquele momento).
Ouve muitas coisas boas e menos boas que se passaram, prefiro salientar as boas, as outras é para não esquecer e para não repetir.
Voltarei a Sevilha.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Caminho de Sevilha



Eis a Maratona de Sevilha a dois dias de distância, confesso que estou expectante e não ansioso pois vai ser a 7ª Maratona que vou fazer e a 1ª que faço fora das estradas do nosso Portugal.
A última foi há 2 meses em Lisboa e a antepenúltima há 3 meses.
Pelos treinos efectuados não posso avaliar como as coisas vão correr, no entanto considero que foram os suficientes para que faça uma prova tranquila e aproximar-me da marca que obtive no Porto em Novembro do ano de 2009, +-4h.
Mas este, tal como em outros eventos, é sempre um objectivo secundário, a prova será sempre comandada conforme o seu desenvolvimento e a forma como o organismo for reagindo, nada mais.
Conheço Sevilha pelas 5 Meias Maratonas que já lá fiz, é uma Cidade muito bonita e a Maratona desta Cidade estava objectivamente no meu pensamento, até porque o próprio traçado faz-nos percorrer em alguns locais que desconheço por completo e tem o aliciante de raramente termos de passar pelo mesmo local, (excepção feita aos primeiros e últimos kms).
Vou acompanhado de muitos amigos, alguns daqui da blogosfera: Brito e Otília, António Almeida, Luís Mota, Fernando Andrade e muitos outros, será sempre um estímulo enorme estar e correr na sua companhia.
Aproveito esta oportunidade para agradecer a todos os amigos que já me enviaram mensagens de sorte e boa corrida, não vou nomear nomes porque de certeza que me ia esquecer de alguém, a todos o meu obrigado acompanhado de um forte abraço.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Grândola, a caminho de Sevilha



Estou de regresso após um ligeiro colapso aqui do meu sistema de comunicação, numa altura em que o meu pensamento já está bem longe daqui, em Sevilha.
Como habitualmente faço em todas as corridas em que participo deixo ficar aqui um pequeno testemunho da minha participação na Corrida José Afonso em Grândola no passado dia 7 de Fevereiro.
Era uma prova para ser encarada com tranquilidade pois visava colocar um pouco mais de ritmo por se tratar de uma prova pequena,(10kms)contrariando assim a tendência dos treinos que tem rondado a média dos 6´ o km.
Pode-se considerar que consegui esse objectivo, embora com alguma dificuldade, e não fosse a ajuda de 2 amigos, o Pedro Ferreira até metade da corrida e do António Caçador até final, teria sido bem mais FOTO CEDIDA POR VITOR VELOSO difícil.
O tempo final no meu cronómetro foi de 49,36 para uma distância de 10.150 metros com a média de 4,56m ao km. (Confesso que pensava já não conseguir baixar a barreira dos 5´km.
Ficou ainda a companhia dos amigos e também da Susana que desta vez conseguiu arranjar ali uma folgazinha tendo deixado ficar o seu mais que tudo que por motivos profisionais não nos pode acompanhar.
No Cruzamento, assim se chamava o Restaurante, não consegui fugir à tentação da comida regional e especialidade da casa, Pézinhos de porco com grão e estavam uma delícia, pena foi que alguns dos pézinhos já eram de adulto, mas deu para compensar devido à qualidade e sabor. Aquilo é paragem obrigatória.
Quero destacar aqui o excelente comportamento dos meus Amigos do Vale do Silêncio que obtiveram um excelente 2º lugar por equipas classificando os seus 5 melhores atletas entre os 32 e os 36 minutos para a distância já referida, 10.150m.
Agora fico com o pensamento no próximo fim de Semana onde irei ter a companhia de muitos e bons amigos, a Maratona de Sevilha irá marcar a minha primeira experiência nesta distância fora de Portugal e pelo que sei o apoio que nos é dado ao longo do percurso é extraordinário, eu conto com isso para conseguir chegar ao final ou não fossem os espanhóis do melhor que há no apoio aos corredores, sejam eles os primeiros ou os últimos a passar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Humildemente agradecido


Hoje não resisti e porque quero partilhar com mais amigos o convite que o Amigo Vitor Dias Correr por Prazer me fez para partilhar com todos a história de como eu apareci neste blogue vindo das trevas, fazendo lembrar os já imensos cabelos brancos que me acompanham e bem.
E porque gostamos que falem de nós, também é verdade que existe a necessidade que cada um de nós se "confesse" um pouco para que todos de uma forma desinteressada saiba os caminhos trilhados para chegar até aqui. Foi-me dado algum tempo para o fazer, mas antes que a ansiedade se apoderasse de mim na hora seguinte despachei meia dúzia de linhas testemunhando a historia deste blogue, Pára que não pára.
Visitem este Site do Correr por Prazer e adicionem nos vossos correios electrónicos e assim receberão com regularidade textos actualizados sobre vários temas de muito interesse para os corredores.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sintra, Corrida Fim da Europa


Um ano depois regressei ao Fim da Europa, o cenário era o mesmo, frio, chuva e vento que cortava, a beleza natural da Serra de Sintra continua lá e sempre convidativa, as personagens que fazem a festa mais uma vez disseram presente, agora em muito maior número, de resto pouco mais mudou, as subidas têm tanto de beleza como de dificuldade acrescida, a descida final tem tanto de facilitismo como de traiçoeira, O Pavilhão e a chegada continua a ser apenas para os mais fortes, aos outros (retardatários a partir da 1,25h.) fica apenas um saboroso cházinho, porque se continua a pactuar com a desvorgonha de alguns para quem a ganância não tem limites.
A Susana chegou 7 m antes de mim tirou 2 biscoitos, comeu um e esperou que eu chegasse para me oferecer o outro. Até aqui nada de novo, repetiu-se tudo o que acontecera em 2009, basta ver a fóto que o Nuno Romão publicou no seu blogue e está tudo dito.
Sobre a corrida não me posso queixar, mais um ano passou e isso revela-se sempre fatal, este ano levei mais 4m para fazer a mesma distância mas poderão haver outros factores que jogaram contra mim, constipado há duas semanas, correr com sapatos novos e ainda por cima de montanha, só de loucos, mas é isso mesmo que eu demonstrei, a dada altura nas descidas tinha de enrolar os dedos porque já não cabiam nos sapatos, as unhas mais uma vez mudaram de côr.
Fiz grande parte do percurso com a Otília Leal, principalmente até meio da prova, depois mais adiante fiquei muito satisfeito por a ver afastar-se aos poucos, o que revela que se encontra muito bem preparada, ainda alimentei esperanças de voltar à sua companhia na descida final (5kms) mas o raio dos sapatos e das unhas... não deixaram.
Concluí a prova com 1,33,53 (não oficial) na distância fiável do meu Garmin de 16,540kms.
Voltou a ser um prazer enorme reencontrar ali tantos amigos da blogosfera e não só, não vou destacar nenhum porque de certeza absuluta eu iria sempre esquecer algum e isso eu não quero.
Agora venha Grândola dia 7 de Fevereiro e logo de seguida a Maratona de Sevilha a 14 de Fevereiro.
Fótos da A.M.M.A.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sacavém Homenageia Armando Aldegalega


Ele não precisa de apresentações, é uma figura ímpar do Atletismo Nacional e que continua a encantar-nos todos os fins de Semana pelos 4 cantos de Portugal. Ele não se ficou apenas com o Estatuto de Atleta Olímpico, continuou até aos dias de hoje a fazer aquilo que sempre gostou de fazer, correr. Cruzar com ele aí em qualquer lugar leva o nosso pensamento e a memória a calcarrear muitos e muitos anos atrás quando o víamos em plena pista e também na estrada a lutar por objectivos que sabia estarem ao seu alcance, como também não regateava esforços para ajudar os colegas em tarefas bem enquadradas pela sua equipa, o Sporting.
Nos dias de hoje, já com 72 anos, para além de a sua saúde e bem estar ainda lhe permitirem correr a um bom nível, partilha também os conhecimentos que foi adquirindo ao longo dos anos como técnico do seu Clube de sempre desde 1956, ajudando a criar os talentos que o seu Clube tem gerado.
A minha filha Susana foi uma das suas atletas e à qual dispensou sempre muita atenção e carinho, ainda hoje perduram muitos traços de amizade que jamais se esquecerão.
Foi com grande satisfação e prazer que no Domingo dia 10/01/2010 assisti a mais uma simples homenagem a este Homem , de H grande, concedida pela Direcção da Cooperativa a Sacavenense, na presença do Presidente da Associação de Atletismo de Lisboa Dr. Marcel de Almeida e de 2 Vereadores da Cãmara Municipal de Loures, João P. Domingues e Ricardo Leão.
O Armando é mesmo assim, simples e modesto para com todos e ao fim de tantas e mais uma homenagem , não consegue resistir a alguma emoção por estes gestos que lhe concedem. Eu também fiquei comovido por ver tanta simplicidade no seu agradecimento que as próprias palavras ao saírem trémulas deixaram transparecer a alegria por ter sido alvo deste gesto tão bonito.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sacavém, com o pensamento em Sevilha.

Este Domingo, dia 10 de Janeiro quando saí de casa ás 07,30h estava mais preocupado com a invernia instalada do que com o treino que ia fazer de 1,45h. a partir das 08h e logo de seguida a Corrida da Cooperativa de Sacavém que teria início ás 10,30h.
Sob os viadutos do IC2 junto ao Rio Trancão pensei seriamente se deveria dar início ao treino que estava planeado, eram 08h e estava exitante porque o frio, o vento e a chuva eram de tal forma agrassivos que tive para desistir. À chuva liguei o GPS e enquanto não foi descoberto o competente Satélite ali me mantive pois nem debaixo das pontes me safava, foram 3m intermináveis e já todo encharcado e a tremer de frio pois o endumentária que tinha vestido nem era o mais apropriado para aquelas condições climatéricas, dei início ao treino. Cometi ainda a improdência de levar os óculos naquelas condições, pois passado pouco tempo já estava a precisar de um limpa pára-brisas, ainda assim teve alguma utilidade pois sem eles de pouco me serve levar o GPS como ajuda ao treino que ia realizar.
Com a agressevidade do mau tempo e a correr junto ao Rio Tejo a partir do Trancão depressa me refugiei pelo interior do Parque das Nações amenizando assim as dificuldades que ia sentindo.
No regresso ao ponto de partida depois de ter chegado ao Beato as coisas melhoraram bastante pois o vento já aparecia pelas costas mas lateralmente e assim consegui uma melhor prestação no regresso apesar de ainda estar muito frio e chuva.
No final contabilizei 16kms para um total de 1,44h.

Corrida de Aniversário da Cooperativa A Sacavenense

Mal terminei o treino, todo engadanhado, meti mãos à obra ali mesmo dentro carro (acho que este comportamente é comum a todos) e mudei toda a vestimenta e calçado a fim de me apresentar no local de partida (ainda a 2kms) devidamente apresentável, faltavam ainda 45m. Neste momento passam a Susana e o Daniel por ali e ainda lhes digo para levantarem o meu dorsal, pareceu-me que apesar de estarem dentro da viatura o frio que estava também os incomodava.
Na hora da partida a chuva fez uma pausa mas o frio era ainda muito intenso, a partida foi retardada e as dificuldades agravaram-se, veio a justificação, a estrada a 100m tinha muito óleo devido a um acidente e os bombeiros estavam a colocar lá pó branco para evitar possíveis problemas devido a quedas, atitude louvável que agradecemos apesar do frio sentido.
Miguel Quaresma, vencedor da prova
Devido ao treino estava bastante desgastado e com dores na coxa esquerda, ainda assim "encostei-me" enquanto pude ao nosso míster Fernando seguindo com ele desde o início e até ao final da prova, não sem antes em alguns traços do percurso com maiores dificuldades ele avançar e depois simpaticamente voltar para trás e rebocar-me até à dificuldade seguinte.
Terminámos os 5.790 metros em 30,30m.
Gostei do novo traçado da prova, não sabia que conseguiriam arranjar um percurso de pelo 3kms, quase planos, dentro de Sacavém num total de quase 6kms. É um bonito traçado, descobri uma parte de Sacavém que ainda não conhecia e depois gostei também de fazer todo o percurso da prova, pois em edições anteriores devido à minha "Idade" só me deixavam correr 2.800m, um desperdício.
Lamentável a falta de água no final, fui o último a receber uma garrafa, todos os outros que vinham atrás e provavelmente eram aqueles que mais precisavam ficaram atónicos com a falta daquele precioso líquido, uma situação lamentável e sem justificação.
Incompreensível também o critério de atribuição de t-shits, eu já não cheguei a tempo de receber uma, desconheço se o regulamento era restritivo, agora o que não pode acontecer é que depois de acabar a prova apareceu por lá (ainda no final do funil) uma caixa de t-shirts (todas XXL !!!) que foi destribuída a granel gerando-se ali grande confusão. A Sra. que estava lá, voluntariamente, a fazer aquele serviço a dada altura "passou-se" e gritava por tudo e por nada, não dignificando a Instituição que ali representava, quando devia era calmamente enfrentar a situação e não contribuir para o azedume que se verificou. De certeza que ela aprendeu alguma coisa e no futuro trate as pessoas com mais dignidade, eu espero que assim aconteça ou então não deverá ser colocada num lugar tão sensível como aquele onde os atletas que chegam precisam é de carinho e não de agressividade.
À parte a falta de água (grave) a organização esteve excelente, nem a morosidade da destribuição dos prémios e a exiguidade do espaço diminui a sua eficácia, percurso excelente, segurança dos atletas em todo o percurso, com um local de partidas e chegadas excelente.
Fiquei também muito sensibilizado e comovido com a Homenagem que a Cooperativa a Sacavenense concedeu ao nosso querido amigo Armando Aldegalega no final da Cerimónia.
A este assunto voltarei em breve.

domingo, 10 de janeiro de 2010

SACAVÉM - O 26º Torneio de Loures (Breve Apreciação)

Com o Amigo Gravito (Director da Prova)
Dupla jornada a de hoje, coisa que nunca tinha feito no mesmo dia, e depois na ressaca não sei se voltarei a repetir a gracinha.
A prova de hoje em Sacavém, organizada pela Cooperativa a Sacavenense foi a 1ª corrida do troféu Corrida Das colectividades do Concelho de Loures, Edição 2010, este ano amputado de 3 provas em relação ao ano passado, de entre as quais o Loures Cross que era habitualmente realizado em Janeiro/Fevereiro todos os anos da responsabilidade do Município de Loures em parceria com a Associação de Atletismo de Lisboa, consumando-se assim o abandono total do Município na organização directa de competições pois há uns anos atrás já deixara cair, (por menos) as 3 Léguas de Loures, prova muito apreciada por todos os que gostam da corrida.
Fiquei surpreso quando cheguei ao local e verifiquei existir uma grande adesão a esta prova, por duas razões: O frio intenso que se fazia sentir e fundamentalmente pela alteração ao Regulamento do Troféu no que diz respeito à atribuição dos prémios finais aos atletas mais bem classificados e ás melhores equipas.
Friamente analizando, compreende-se o motivo face ás dificuldades sentidas a nível financeiro, mas com esta medida salvou-se a continuidade deste Troféu que já vai na sua 26ª Edição e que tem sido o motor do desenvolvimento do Atletismo no nosso Concelho. É verdade que esta decisão assumida pela área do Desporto da Cãmara Municipal de Loures não é do agrado de uns quantos que pelas suas boas qualidades atléticas aproveitavam esta competição para ganhar mais algum dinheiro.
Pois bem, chegou a altura de testar se no futuro existem candidatos ás 10 medalhas que pelo novo Regulamento do Torneio são atribuídas por escalão ectário em cada prova. Sacavém não serve de exemplo, daí a minha surpresa, ou talvez não, é que havia dinheiro em disputa para os 3 primeiros classificados em cada escalão, (prova principal) e então lá estavam novamente as trutas, sempre os mesmos, (na sua totalidade, quase todos de fora do Concelho), e vão voltar, pois estão no seu direito, porque o chamariz do dinheiro ainda vai continuar a funcionar até ao final deste Torneio.
O que lamento, e vai acontecer, é que algumas organizações de provas cá no nosso burgo sem capacidade financeira irão fazer um esforço tremendo para colocar as suas provas de pé e no fim apareçam meia dúzia de fiéis participantes tornando desolador as ruas desertas e reservadas para o efeito e as gentes que pelo seu trabalho realizado irão sentir na pele a desolação pela indeferença.
Oxalá que me engane mas estamos na presença de 3 categorias, não de provas, mas organizações de 1ª, de 2ª e de 3ª, umas têm dinheiro e outras não, estas saiem claramente desfavorecidas, não há dinheiro e a ausência vai-se sentir fortemente porque a medalha não substitui o dinheiro.
Este dilema não existia nas edições anteriores, para alcançar o prémio monetário no final o atleta teria que participar em quase todas as provas para pontuar no seu escalão ectário, agora não, ninguém vem disputr um Torneio para no fim ser premiado com um Diploma!!! Até na pontuação por equipas se perdeu o total interesse, até aqui as primeiras 15 equipas eram premiadas com um Prémio monetário consuante a sua classificação, agora é só premiada a 1ª Equipa que vencer o Troféu com uma Taça de duvidosa qualidade e valor!!!
Como se pode verificar a motivação será praticamente nula para se "lutar"por esses objectivos. Com a agravante e desoladora decisão de se pôr termo, sem apelo nem agravo, ao Torneio Atleta Jóvem que trazia sempre grande animação através da miudagem ás estradas e localidades do nosso Concelho.
Que incentivo terão agora os nossos jóvens? Esta decisão teria sido bem pensada? Parece-me que não e compromete seriamente o futuro desta modalidade no nosso Concelho
Como disse atrás, é preferível a solução que foi encontrada (salvaguardando a necessidade de urgentemente reactivar a Edição juvenil do Trofèu) do que aquela que se prespectivava, acabar pura e simplesmente com este bonito projecto que já dura há um quarto de século.
Será apesar de tudo um Torneio de 2010 onde será reposta alguma justiça no plano desportivo aos amantes da modalidade que correm pelo prazer de correr e que a competividade natural dos mais "fortes" por vezes os impediam até de receber como simples recordação, uma também simples t-shirt.
Amanhã volto para falar do meu treino, seguido da corrida em Sacavém.