segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Alqueva o Grande Lago. 25kms.

O Alqueva era de facto, para além da corrida de ontem, uma terra que sempre desejei conhecer porque ao longo dos anos sempre ouvi falar da construção da barragem e dos benefícios que traria para o futuro do Baixo Alentejo.
E não foi com surpresa que ao aproximar-me do Grande Lago vi pela 1ªvez o magnífico espectáculo que dá ao admirar a beleza daquele sítio. Com o enchimento da Barragem podemos agora apreciar um numeroso número de ilhotas que vão aparecendo por todo o lado, a juntar a isto é ver também algumas actividades de lazer nas suas margens, nomeadamente a actividade piscatória com numerosos adeptos a tentar a sua sorte ou simplemente uma forma de ocupação dos seus tempos livres.
Foi neste cenário lindíssimo que partimos dali numa odisseia de 25kms por estrada algo sinuosa por entre vales e cabêços que nos levaria até Portel e até ao seu Castelo mandado construir pelo Rei D.Dinis no já longínquo Ano de 1261. http://www.guiadacidade.pt/portugal/?G=monumentos.ver&artid=15784&distritoid=07.
Foi de facto uma prova espectacular, como eu esperava, com um grau de dificuldade elevado e com subidas com alguma inclinção e outras de falso plano que chegaram a atingir os 6 kms.
Numa passada sempre a condizer com a dificuldade do percurso segui sempre em passo de corrida até final da prova confirmando desta forma que poderei encarar a Maratona do Porto com alguma tranquilidade.
À partida estava lado a lado com o grande Fernando Andrade e um pouco mais à frente estava o CyberRuner Nuno Romão, mal foi dada a partida verificámos logo, eu e o Fernando, que o Nuno saltou logo para a dianteira isolando-se de imediato, soubemos no final que tinha ganho a prova com mais de 4 minutos de avanço em relação ao 2º classificado.
Quanto a mim e com os cuidados que tinha de ter face ao traçado da prova, limitei-me a ver a maior parte dos atletas a afastarem-se cada vez mais e com eles seguia também o Fernando Andrade, que fez uma excelente prova, plena de dificuldades é certo. mas a revelar que está em excelente momento e que a Maratona do Porto poderá ser feita com boa qualidade física e mental.
Parti levando apenas 3 pacotes de gel que fui tomando à medida que ia percorrendo as léguas a partir dos 10 kms e sempre junto aos abastecimentos que estavam sempre muito bem posicionados logo a seguir ás maiores dificuldades, permitindo assim uma melhor hidratação com líquidos e sólidos revelador de um bom conhecimento das necessidades básicas dos atletas no doseamente do seu esforço por parte da Organização do "Mundo da Corrida".
Obtive passagens muito interessantes para mim que revelam algumas regularidade no esforço:
(10kms 56,30m) (15kms 1,24,30h.) (20kms 1,53,26h.) (Meia Maratona 1,59h,) tendo terminado com 2,24,26h. Os 2 últimos kms foram muito penosos dentro de Portel.
Vou voltar, pois trata-se de uma prova muito bem organizada, e onde os atletas se sentem muito acarinhados, ou não fosse esta prova organizada por gente da corrida e com conhecimentos profundos da modalidade.
Manifesto aqui também um grande agradecimento ao Fernando Andrade pela companhia que me fez e dando-me boleia a partir da minha residência e com uma atenção muito especial durante todo o momento e também pela pachorra que teve em aturar-me durante toda a viagem.
Agora segue-se Ribafria (a confirmar), a caminho da Maratona do Porto.

sábado, 24 de outubro de 2009

Mariana Mota, Marcha em Loures.

Mesmo em estágio para a prova que amanhã (25/09) vou fazer ao Alqueva na distância de 25kms, não deixei de ir até Loures, a 12 kms daqui, para assistir e apoiar a minha querida amiga Mariana Mota que participava na 1ª prova oficial do calendário nacional de Marcha Atlética no seu escalão de Iniciada.
Era uma promessa que tinha feito de vê-la marchar, e tive sorte pois ela veio até quase à minha porta.
A Mariana, para além de boa corredora é também uma excelente marchadora e utiliza uma bonita técnica de Marcha, que a mim na

A Mariana em 1º plano
generalidade, me faz alguma confusão, mas que para ela é como se sentisse como peixe na água.
Ela fez uma prova muito bonita, (2kms) sempre no grupo da frente a revelar que de facto tem excelentes aptidões para esta modalidade desportiva, tendo ficado em terceiro lugar, mas que lhe soube a pouco, pois uma ligeira indisposição no final não a deixou dar mais luta ás suas rivais.
Ainda assim ela estava muito contente no final, e nós os seus apoiantes também, principalmente a mãe Susan que não parava quieta, compreende-se não é?
Eu gostei muito de estar lá, a ver e a conviver, desta vez só com 50% da família Mota, já que a outra metade estava em Almeirim nos 20Kms onde o Luís Mota mais uma vez fez uma excelente prova e onde o Luís Carlos se fez notar com uma fóto do pai muito bem tirada. Agora com aquele equipamento novo que ele tem de amarelo não sei até onde ele irá!!!
Nunca me tinha deslocado para ver uma prova de marcha e gostei do que vi e da disciplina que esta actividade desportiva tem em si.
Nas corridas não existem cartôes amarelos, ali também não, são umas placas numeradas que penalizam os que não cumprem as regras da marcha, e o que é interessante e bonito de ver é quando eles são admoestados não existe qualquer protesto, aceitam porque também sabem que vão a fazer a sua prova incorrectamente. Um bom exemplo para todos os outros desportos e em particular para o futebol.
Sempre que puder irei continuar a ver as provas de Marcha e em particular as da Mariana Mota pois pelo que observei, e sou um leigo, ela vai ser certamente uma futura campeã.

O meu clã com a Susan e a Mariana Mota

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Meia Maratona do Porto e II Meiting Bloguer

A Meia Maratona e o II Encontro bloguer realizado no Porto, foi mais um marco importante nesta caminhada de vida que se vai preenchendo, não de improviso, mas de passos saídos da imensa mola activa que nos cativa para uma cada vez maior proximidade entre todos aqueles que têm acima de tudo o gosto de partilhar e disponibilizar a sua amizade e convivência, trilhando caminhos que são comuns a todos e por causas a que a todos enobrece.
Os amigos são assim, simples, solidários e a quem se presta simpatia, eu já conhecia o Miguel Paiva e tive agora o prazer de conhecer o João Meixedo, confesso que tinha um desejo enorme de o conhecer, ri muitas vezes (e vou continuar a rir) graças aos seus comentários sempre brincalhões e aos quais nem sempre estamos à altura de responder e se o fazemos corremos sempre o risco de não acertar no alvo, eu tenho tido sorte. Qualquer deles ficam no coração deste "Velho blogueiro" pela forma como trataram todos os participantes deste Encontro e em particular a minha pessoa e os meus familiares. A oferta que me fizeram do Cartaz que simbolizou o II Encontro Bloguer é bem o exemplo disso e vou guardá-lo com o simbolismo que ele merece.
A todos os amigos que passei a conhecer foi um enorme prazer para mim conviver com eles, bem como a todos os outros que já conhecia, espero que a partir de agora o convívio possa ser mais frequente, quer na nossa visita aí pelo Norte, quer na vossa aqui pela Região de Lisboa, pese embora a sempre "difícil" travessia da 2ª Circular (nos dois sentidos, claro).
Sobre a nossa participação na Meia Maratona do Porto quero realçar que foi a 1ª vez que corri no Norte e em particular no Porto e gostei imenso pois tive oportunidade de rever amigos, conhecer outros e conhecer também um pouco mais a Cidade do Porto.
Saímos no Sábado e chegámos ao local do levantamento do kit ás 17,30h. Foi difícil encontrar local para estacionar o automóvel, coisa que já prevíamos antes de lá chegar, e de imediato fomos em busca da nossa "banca" e ela lá estava, emprestada é certo mas estava e logo dei de caras com o Meixedo, inconfundível, um grande abraço selou logo ali a admiração que eu já nutria por ele.
Após o levantamento do kit outra missão tinha pela frente, decobrir ali a Tatiana Gorsky, Tati para os amigos, atleta brasileira do Triatlo que se encontra a frequentar o curso de Educação Física na Universidade do Porto. Sabendo eu da sua presença em Portugal estabeleci previamente contacto com ela facilitando esse encontro, e foi com enorme prazer que a descobrimos tendo a minha filha Susana feito a abordagem confirmando-se ali a sua presença.
Foi com muita satisfação que convivemos ali um pouco e foi mesmo pouco porque tínhamos que ir procurar local para pernoitar e os nossos conhecimentos do Porto estavam quase a zero.
A Tati aproveitou esta oportunidade e fez uma reportagem que irá sair na Revista Contra-Relógio lá do Brasil. Espero que tenha sucesso.
Tivemos muita pena de não termos ficado na fóto do nosso Clube Ciber Runers no início da corrida, pois um contratempo de última hora impediu-nos de estarmos a horas para o efeito, mas compensámos mais tarde e trazemos recordações com todos.
Encontrei já na partida os manos Pedro e Nuno Sebastião, amigos de longa data e também blogueiros, que partilham também conosco o gosto pela corrida e pela escrita disponibilizando para todos nós o seu dia dia das aventuras e desventuras desta coisa que são as corridas. Um dia participarão conosco aí em mais um encontro de blogueres, desta vez esteve quase pois estiveram bem perto.
Porque me sentia bem parti com a Susana e o Daniel, mas bem cedo percebi que tinha que ter cuidado com o ritmo que pretendia impôr, o Daniel foi fugindo aos poucos e eu fui ficando com a Susana, aos 3 kms ia a um ritmo de 4,45 ao km e tive de despertar para a realidade, aquele não era o meu ritmo e fiquei mais resguardado recorrendo ao bom senso de continuar a correr pelo prazer e deixar de lado os números mais atraentes que a mim pouco ou nada influenciam.
Ainda assim deu para concluir que aquele início mais rápido veio prejudicar a parte final, pois para além do calor que se fazia sentir ainda nos faltou um abastecimento de água entre os 15 e os 20 kms que daria uma boa ajuda, ele esteve lá mas quando passei já tinha acabado. Para a próxima tenho de ir mais depressa.
Terminei a prova com o tempo de 1,51,12h. (é o que marcava o cronómetro da chegada, tendo sido o Daniel o melhor do clã, 1,36h, a Susana terminou com o tempo de 1,40h.
Este tempo que realizei permite pensar que a Maratona do Porto que irei fazer dia 8 de Novembro poderá ser feita com alguma calma e sem pensar em qualquer marca, contudo sempre apontarei que pelo menos a organização sempre irá estar à minha espera até ao limite das 4,30h.
No regresso podemos contar com a companhia sempre agradável da Ana Pereira, que nos ajudou a ultrapassar a barreira sempre difícil da distância dos 300kms que medeiam entre Lisboa e o Porto.
Segue-se a corrida do Alqueva no dia 25/10 na distância de 25 kms, (sempre a caminho da Maratona).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CORRIDA DE SESIMBRA

Participei hoje pela 1ª vez nesta tradicional corrida em Sesimbra . Já lá tinha estado nos dois últimos anos mas para assistir e ainda não tinha tido oportunidade para a fazer a correr por motivos físicos.E só hoje me apercebi que afinal, apesar da sua localização e beleza do local, ela temas suas dificuldades próprias.
A ida ao farol (que se vê na imagem) torna a prova muito bonita, tanto mais que durante cerca de 1,5km estamos envolvidos de um azul clarinho do mar que quase não apetece sair de lá.
COM UM ILUSTRE BEM CONHECIDO>>>>>>>>>
Estava um dia muito bom para correr, sem sol mas um pouco abafado e onde a humidade se fez sentir fortemente.
A prova teve uma boa participação de atletas e onde deu para verificar que alguns deles aproveitaram esta prova para descomprimir um pouco da sua participação na Meia Maratona de Lisboa que ontem se realizou naPonte Vasco da Gama, e foram muitos.
Fui acompanhado do Hugo (39m.) e do Daniel (46m.) e tive o grato prazer de encontrar novamente muitos amigos, Mário Lima e António Almeida com as suas esposas, José Magro A Ana Pereira ainda a vi de relance, mas se ela ia desejando que aquilo acabasse depressa (penso eu) eu também não ia melhor e assim nem deu para um incentivozinho que nestas alturas cai sempre bem.
Ainda assim consegui fazer 53,05 m. (oficial). Com a segunda metade da prova a sofrer uma quebra de 4m em relação à primeira. Portanto aquém do que esperava.
Mas penso que é natural esta situação pois os treinos longos que já estou a fazer retira-me a possibilidade de correr para tempos baixos e se forçar isto abafa e então é que não dá mesmo nada.
A seguir temos a Meia Maratona da Sportzone do Porto e o 2º Encontro Bloguer aqui

domingo, 27 de setembro de 2009

A Seca e a Esperança

Nestes dias chamados de reflexão, (para alguns), porque de há muito tempo a esta parte que a minha reflexão é permanente, procuro, tal como a natureza é jenuína desde que não interfíramos com ela, contribuir para que a esperança não se desvaneça dos corações daqueles a quem à vida tudo dá, esperando receber em troca a paz, saúde, tranquilidade e bem estar.
Estamos em pleno Outono, Estação do Ano que tráz habitualmente associado consigo mais vida e esperança, terminando assim com o flagêlo de uma seca que já perdura há demasiado tempo, repondo desse modo todo o explendor verdejante dos campos e nas mentes. Já vão tardando os novos pingos, muitos pingos se desejam de modo a que seja possível voltar a aparecer o verde bem verdinho da esperança, que tal como nos campos é um bem que nesta altura vai rareando. Após a eclusão "sazonal" voltaremos a ter ao nosso redor o resultado do fruto que à terra a natureza deitou (bom ou mau) e a esperança voltará a sorrir, ou não, tal como a terra verdejante que ali junto aos nossos pés dará vida...à vida.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os sonhos vão-se realizando

Com umas breves palavras de satisfação pelo sucesso da cerimónia do casamento da minha filha Susana no passado dia 19 de Setembro de 2009






A pausa que se segue até dia 30 de Setembro servirá também para retemperar algumas forças, penso eu, quando regressarem logo se verá.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Com Muitas Felicidades Para a SUSANA e DANIEL

No Próximo Sábado dia 19 de Setembro de 2009 sentir-me-ei um homem feliz e um pai realizado por ter a felicidade de ver e assistir ao Casamento do meu 2º e último filho.

O Hugo já o tinha feito à 10 anos e já me deu 2 maravilhosos netos, um com 9 anos e outro já a caminho dos 9 meses de vida.

Agora foi a Susana que dicidiu casar e trilhar uma vida a dois com o Daniel.

Será uma cerimónia simples onde participarão alguns familiares e amigos mais chegados, seguido de uma festa que se prolongará pela tarde e noite nesse dia.

Nesta hora de grande significado para a minha filha e pela alegria e orgulho que sempre senti por ela só lhe posso desejara ela e ao Daniel uma vida cheia de saúde e felicidade e também muito amor. Ao som de bonita música

domingo, 13 de setembro de 2009

Meia Maratona de S.João das Lampas

É sempre uma satisfação enorme voltar todos (ou quase todos os anos, perdi-lhe o conto) a S.João das Lampas e correr a sua Meia Maratona. Desde as primeiras edições, com a distância de 20kms, e também logo a partir da 1ª edição com o traçado actual, têm sido ano após ano romaria quase obrigatória. Em todas as edições quase nem se dá por ela, chegamos e partimos, prontos e motivados a voltar no ano seguinte. A perfeição não existe nem pode ser exigida a ninguém, mas este encanto de tudo sabermos o que fazer à chegada e também o que fazer antes e depois da partida só é possível quando na sua preparação e realização estão homens, e também mulheres, muito profissionais (no sentido desportivo de fazer as coisas com saber e respeito por quem os visita).
É uma prova magnífica em luta permanente com um calendário sempre desfarorável, ainda assim mantendo uma forte presença de atletas, na sua maioria fiéis participantes, mas a merecer maior adesão dadas as excelentes condições oferecidas pela organização da prova.
A edição deste ano esteve mais uma vez excelente, em tudo, uma ligeira alteração no traçado veio melhorar a qualidade do piso em Odrinhas, os abastecimentos como sempre estavam muito bem situados e a condizer com o final de cada légua e o controlo de tempos a ser feito em sistema electrónico.



Eu, o António e o Vitor perto dos 13kms (fóto de Isabel)

O tempo que se fez sentir (céu quase sempre encoberto) esteve excelente e ajudou imenso o esforço de todos os atletas e aquela brisa de frente no final veio mesmo a calhar (se calhar até nem estava nenhuma brisa, eu é que andei mais depressa, estranhamente estava bem).
Fiz a prova desde o início com o António Almeida e o seu cunhado, o Vitor. O Vitor era estreante nesta distância da Meia Maratona (e logo nesta) e portou-se lindamente e com a particularidade de em muitos momentos ir a perguntar se nos sentíamos bem..!
A minha chegada à meta (fóto de Isabel)
Não resisti mais uma vez à passagem junto dos tanques de lavagem de roupa ao km 12, de tomar mais um banho servindo-me para o efeito do meu boné, não estava sol mas o clima estava abafado e a temperatura do corpo já era elevada, e que bem me soube. Desta vez não aproveitei muito bem os chuveiros postos à nossa disposição espalhados durante todo o percurso devido à companhia que levava, pois sabia, se o fizesse, que ia prejudicar o ritmo sempre certinho que conseguimos empreender desde o início.
C. Alves, Vitor, J.Adelino, F. Andrade, A. Almeida e Luís Mota

O António por volta dos 16 kms abalou, já estava previsto, e eu fiquei com o Vitor até aos 19 kms, altura em que me deu um vaipe e fui atrás do António, por obra do acaso ele pensou o mesmo e eu não consegui este intento, o Vitor chegou logo a seguir.
A marca conseguida, não sendo um objectivo, até nem foi muito ruim, 1,53,36h, menos 17m que o ano passado.
A minha outra paixão também lá esteve
Com esta prova dei início à preparação da Maratona do Porto que irei fazer em Novembro .
Muitos amigos da blogosfera estiveram presentes, conheci o José Alberto ou melhor, ele conheceu-me e meteu-se comigo (efeitos de eu meter muita fóto e ele não), o Carlos Alves, Luís Mota, excelente 5º lugar vet.1, António Almeida, José Magro, parabéns pelo 5º lugar no seu escalão, Fernando Andrade, com tarefas de direcção da prova, e muitos outros que agora não me lembro.
Provas, agora só em 5 de Outubro em Sesimbra e é capaz de incluir uma sessão de pesca à linha.
No próximo fim de Semana as provas serão outras, no Sábado com a Susana e restante família e no Domingo com a 2ª família, a dos Pára-quedistas em Almeirim.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Corrida da Festa do Avante

Com a Susana a cumprir os "serviços mínimos", quer nos treinos quer nas provas, por motivos prioritários e muito importantes da sua vida, cumpri hoje na sua companhia mais uma competição, a Corrida da Festa do Avante na distância de 9.800 metros.
Como cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém saímos quase na cauda do pelotão e como é óbvio primeiro que começássemos a correr foi o cabo dos trabalhos. Também não ficámos muitos incomodados porque a idéia era mesmo essa, ir com calma, ela pelas razões apontadas e eu porque ainda ando a encher o caneco de coragem para iniciar a nova época com novos desafios (incluídos) que preencham a minha vontade de continuar a conhecer... o desconhecido.
Ainda assim fizémos 49,34m, tendo feito nos primeiros 5km 26m exactos.
O Hugo e o Daniel também participaram na Corrida da Festa e por indicação técnica visaram o seu comportamento na casa dos 39m. mostrando que ainda a escassos dias do início da nova época já se encontram a um nível muito aceitável.
Aproveitámos ainda para rever a família do António, desta vez bem ampliada, e o Carlos Lopes (o magrinho) que mais uma vez lá estava a incentivar-nos para o acompanharmos na sua odisseia no próximo Sábado, vamos a ver.
Aproveitando o Diploma que dava direito à entrada gratuita na Festa do Avante, e depois de um retemperador banho que nos custou 2€ cada no campo pelado de treinos do Amora, entrámos no recinto da Festa acabando por fazer-mos uma visita quase geral, aproveitando também para logo ali procurarmos um local para almoçar, o que não foi difícil de encontrar.
Devido ao forte calor e ao cansaço que já sentíamos a meio da tarde regressámos a casa com a certeza que a Edição seguinte merecerá sempre a nossa presença e atenção.
Segue-se agora a Meia Maratona de S. João das Lampas.
Aqui

domingo, 30 de agosto de 2009

No Coração de Lisboa, Os Trilhos de Monsanto/09

Eu bem andava desconfiado, as últimas noites mal dormidas tinham que ter um motivo pois chegava a dormir e ao mesmo tempo pensava na corrida dos trilhos de Monsanto e acordava assim. A corrida, afinal com o seu grau de dificuldade dava razão ao que o meu subconsciente me dizia em surdina, nada de especial é verdade mas alertava.

No coração de Lisboa em plena mata do Monsanto foi montada esta excelente prova em cujos trilhos existentes percorremos quase 12 kms. Foi difícil a prova, com permanente sobe e desce e um grau de dificuldade assinalável que nas subidas mais acentuadas e compridas não pratiquei outro andamento que não fosse a andar. Só a boa vontade não chega e depois ainda ando nesta fase a passo de caracol depois de um final de época um pouco atribulado com os trailes.

É curioso eu residir na Região de Lisboa há 55 anos e desconhecer por completo os trilhos da Serra de Monsanto por onde eu hoje andei, provavelmente irei lá voltar e não apenas na próxima edição.

O inicío da prova atrasou um pouco devido ás necessárias formalidades de controlo dos atletas antes da partida, o calor já estava sofocando em demasia e eu hesitava entre levar ou não levar auto-abastecimento, depois de informado que existia abastecimento optei por não o levar. Mas depressa me arrependi, o calor aumentou e muito e nem as sombras do arvoredo atenuava a canícola, os trilhos, poeirentos deixados no ar pela passagem dos atletas complicaram mais as coisas, as gargantas foram secando e foi com grande alívio que cerca dos 4 kms encontrámos o 1º abastecimento, o 2º e último estava perto dos 8 kms.

Fiz praticamente toda a prova com o amigo Fernando Avelino, colega dos treinos, que por se encontrar em início de época sentiu algumas dificuldades, ainda assim fez questão de me acompanhar e eu de chegar ao mesmo tempo com ele à meta.
Um pormenor importante ou talvez nem tanto, foi necessário 1,20h. para conseguirmos concluir aquilo, uf.

Também soube bem encontrar perto dos 10 kms de prova uma comitiva de apoiantes de amigos dos treinos que por ali andavam a treinar, de entre os quais destaco o meu filho Hugo, foi num local onde as dificuldades já começavam a aligeirar, ainda assim soube bem.

Foi também uma oportunidade para rever alguns amigos, destaco a família Mota, o Fábio Pio, José Magro, Esmeraldo, João Gomes, José Pereira, etç.
Para a Semana temos a Corrida do Avante.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Um dia diferente - A Pêra Rocha

Um dia dedicado a coisas novas, recebi um convite na Quinta-Feira dia 20/8 do nosso amigo e atleta José Pereira para me juntar à sua equipa de fim de Semana para apanhar PÊRA ROCHA na sua propriedade ali perto do Cadaval, nem exitei pois já me tinha comprometido em tempos e nunca tinha conseguido acertar com a data das colheitas nos anos anteriores. Desta vez deu tudo certo ele ligou e 2 dias depois lá estava eu logo bem cedinho, ás 8h. da manhã como mandam os bons custumes.
Confeço que desconhecia por completo como se apanham pêras, mas aquilo tem a sua técnica pois se fossem mal apanhadas elas sofreriam logo ali uma pequena desvalorização, pelo que havia que ter todo o cuidado para que a apanha decorresse dentro da melhor qualidade.
Esteve um dia muito bonito mas com algum calor, no tempo e na companhia, pois todos os companheiros presentes eram amigos e também atletas o que motivou uma excelente jornada de convívio que faço questão de repetir em próximas ocasiões.
Para além de um excelente almoço oferecido aos presentes nesta jornada, fomos ainda obsequiados no final do dia com um excelente grelhado de entremeada e de febras, acompanhado de um bom lote de vinho dali da propriedade. Antes de vir embora ainda podemos fazer uma visita ao pereiral e colher uma boa quantidade daquela pêra que irá acompanhar-nos nas próximas semanas à nossa mesa. É uma ocasião única, porque aquela pêra não chega ás nossas mesas, porque toda a produção daquela pêra, e daquela região, vai toda para Exportação. Aquela que comemos aqui e que se vende nos Supermercados não tem nada a ver com aquilo que vai para fora das fronteiras, é refugo e de má qualidade, é a verdade e lamento estar a dizê-lo. Assim, os produtores vêm-se recompensados com recurso à Exportação, por aqui os consumidores pagam caro aquilo que não presta, e mesmo assim, com os intermediários a "comerem" a maior fatia deixando aos produtores algumas miseráveis migalhas. Estas idas ao campo ensina-nos muitas coisas, se puderem eu recomendo.
Até aos Trilhos de Monsanto

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

8º Trilhos de Monsanto, uma nova aventura.


Estou inscrito e vou participar na 8ª Edição Trilhos de Monsanto a realizar em Lisboa na bonita mata de Monsanto no próximo dia 30 de Agosto.

Trata-se de uma prova integrada no Circuito Nacional de Montanha e vai ser a minha estreia neste tipo de provas e tem a distância de 11.750 metros.

Como é óbvio vai ser uma prova onde não farei grande esforço porque ainda estou naquela fase de recuperação das mazelas deixadas pelos Trailes recentemente realizados.

Já estão 39 atletas inscritos e espero que a participação seja bem maior, haverá também uma caminhada de 6kms no mesmo ambiente.

Esta prova servirá como pequeno aparitivo para as corridas do Avante dia 6 de Setembro e S.João das Lampas dia 12 de Setembro.

domingo, 16 de agosto de 2009

7ª Légua de Vialonga, prova popular.


Numa espécie de "faça férias cá dentro" a 5ª Légua de Vialonga veio mesmo a calhar e em boa altura da época já que neste momento me encontro no chamado descanso activo, isto é, treinando e participando em provas com o mínimo de esforço. Esta prova, realizada no Sábado dia 15 de Agosto, tinha ainda o aliciante de a Organização, da responsabilidade do Clube Os patuscos e com o forte apoio da Junta de freguesia de Vialonga, ter oferecido um almoço a todos os participantes num pinhal muito bonito que existe ali nas redondezas onde se realizou a prova.
Todos os companheiros diários de treino correram pela mesma equipa, Amigos do Vale do Silêncio, todos eles com apenas uma Semana de treinos, mesmo assim a Susana, com algum esforço ainda se destacou alcançando a 2ª posição no sector femenino. Todos os outros correram, participando na festa, sem qualquer intuito competitivo.
Após alguns treinos no Parque Urbano de Santa Iria, que fica ali a escassos 5 kms, a Ana Pereira também participou nesta prova, já que mora ali a poucos metros do local onde se realizou a prova. Com o devido respeito, optei por fazer a minha prova na sua companhia e orientei-me pelo seu andamento que acabou por ser excelente servindo muito bem os objectivos que pretendia.
Mesmo assim ainda conseguimos marcar 29,50m e com direito a medalha. ( O GPS marcou mais 450 metros para além da Légua anunciada, coisa menor.)

Agora segue-se a Corrida da Festa do Avante e de seguida S.João das Lampas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A História que ficou do Trail Noturno da Lagoa de Óbidos

NUM SORRISO DE SATISFAÇÃO À CHEGADA

Antes da partida do Trail fui encontrando os amigos aqui da blogosfera e outros que sabia iriam estar presentes e alguns deles tinham estado comigo no recente Trail Melides/Tróia, dos quais destaco o Fernando Andrade, Jorge Pereira, Analice Silva, Célia Azenha e outros que desconheço o nome, desde logo tranquilizei por ver que a opção de eu participar em mais esta aventura não tinha nada de extraordinário desde que salvaguardasse os limites que eu sabia ir estar sujeito.
Foi ali perto do sinal de partida que dicidi fazer a prova em companhia da Otília, tendo como apoio principal o Daniel, já que o José Brito tinha dicidido arriscar mais um pouco procurando alcançar uma marca que pensava estar ao seu alcance. Eu sabia que a companhia da Otília iria ser benéfica para mim pois ela já tinha a experiência do Trail das Geiras de 45kms e que iria ser dicisivo lá mais para a frente quando os kms e as horas já estivessem bem carregados.

Dadas as caraterísticas da competição (noturna) e porque a Lua Cheia pouco ajudou (encontrava-se a Leste e a baixa altitude) tivemos de usar a iluminação dos frontais, auxílio precioso mesmo que tivesse causado algum desconforto no início mas que ao longo da corrida se foi tornando num objecto praticamente insensível.

A partida foi dada mesmo em frente à porta do Cemitério local (penso que para espantar os maus espíritos), logo ali falhei o início da cronometragem no meu relógio mas como o Daniel tinha tido esse cuidado não me preocupei, seguimos logo por uma estrada de terra batida até cerca de 500 metros à frente onde começámos a encontrar a primeira dificuldade, uma longa descida em escadaria, que eu preferi fazer a andar, para não começar desde logo a massacrar os músculos. Um km mais à frente virámos para a direita num trilho que nos levaria pouco depois até à escalada de um monte que não deu epóteses à nossa boa vontade, subimo-lo a andar, embora ouvesse outros que teimavam em correr ali, a sua progressão não era superior à nossa.
Ultrapassada aquela dificuldade seguimos então por caminhos e trilhos espectaculares, o Daniel sentia-se como peixe na água, eu e a Otília já íamos com uma passada bem económica por forma a que o desgaste se desse lá mais para a frente, entretanto somos apanhados e ultrapassados pela nossa amiga e ultramaratonista Analice Silva que através de uma curta conversa nos disse que se sentia muito bem e seguiu. Passado pouco tempo fomos encontrá-la amparada a dois amigos que a auxiliaram, tinha caído de forma muito desemparada e queixava-se da zona do frontal, rapidamente verificamos que não ficaram mazelas e deu também para ver que do seu frontal irradiava uma luz muito ténua (razão pela qual deverá ter ocorrido a queda) e insuficiente para este tipo de competição, depois seguimos todos juntos até ao 1º abastecimento que estava aos 10kms.

Os 11 kms que se seguiram foram feitos ao longo do rio Arelho e da Lagoa de Óbidos, percurso totalmente plano, sempre em terra batida, que de certeza os atletas mais competitivos não deixaram de aproveitar para melhorar a sua média de corrida já que para trás tinham ficado alguns troços onde a corrida era dificultada, nós optámos por seguir o nosso ritmo pois desconhecíamos por completo o que nos esperava lá mais para a frente. Foi neste percurso (antes dos 21 kms) que cruzámos com os participantes da Caminhada e por volta dos 18 kms cruzámo-nos com a Susana e a Mariana que vinham muito bem, nós nem tanto, excepto o Daniel que continuava em boa forma e a apreciar cada momento de corrida, aproveitámos e tiramos umas fótos para recordar aquele momento, tanto mais que a Susana iria fazer anos nesta madrugada e a celebração estava reservada para a nossa chegada.

No 2º abastecimento por volta dos 21kms esteve a primeira e única decepção desta maravilhosa organização, falta de água, tinha acabado disseram, em alternativa bebemos chá que não sendo a mesma coisa soube muito bem. Aqui o Daniel, que continuava cheio de energia optou por seguir sozinho e tentar fazer o resto da prova a um ritmo superior e que pensava estar ao seu alcance e lá foi. Fiquei com a Otília e seguimos agora para a parte mais difícil, percebo agora porque é que o 3º abastecimento estava 4kms mais à frente, enfrentámos logo a partir dali o areal da praia da Foz do Arelho vindo-me logo à memória o pesadêlo dos primeiros kms ainda em Melides, não foi preciso muito tempo por optarmos por atravessar aquele traçado a andar, pouco depois enfrentamos a 1ª duna que é feita com a ajuda das mãos sobre os joelhos e assim sucessivamente nas outras que se seguiram, quando ia a meio dou comigo deitado na areia, algo desagradável visto que o equipamento ia bastante molhado de tanto suor que normalmente irradia de mim, a Otília vinha atrás nem se apercebeu e quando lhe disse foi um fartote, logo de seguida ouço gritar lá do alto da duna, era o Daniel, optara por esperar por nós dadas as dificuldades no percurso que ele estava a observar, estava no local onde já muitos atletas se tinham enganado no percurso, e (sei agora que o Fernando também andou ali feito barata tonta), preocupado conosco dicidiu esperar por nós e seguirmos juntos.
Como o percurso continuava muito técnico, carreiros quase invisíveis com raízes e muita areia num sobe desce constante íamos aproveitando para a espaços raros correr um pouco, e foi assim que sem saber como dei comigo a rebolar mais uma vez na areia, desta vez não havia ponta por onde se pegasse, era areia por todo o lado, quem ali ia comigo achou muita graça aquilo, o Daniel então desfez-se a rir depois de ver que eu ficara sem mazelas e disfarçado de ave penada, tanta era a areia que me cobria.

Conseguimos atravessar aquele calvário e chegar ao 3º abastecimento líquido e sólido que estava situado nos 24 kms. Apesar de já ir muito fatigado e com fortes dores musculares ainda me deu vontade de rir, aquele era o local onde nos era sugerido pela organização através do Slaid de divulgação da prova onde existiria o abastecimento e também o local onde deveríamos retirar a areia dos sapatos, olhei para mim e comecei a rir, a areia dos sapatos era fácil de tirar então e a outra ? aquela que eu transportava por todo o corpo? ainda indaguei se não haveria por ali algum Lago onde pudesse ver-me livre daquele estorvo, mas nada e então resignei-me, limitando-me a saciar a sede e alguma fome que já sentia. Nesta altura a Otília continuava a sentir-se relativamente bem e o Daniel surpreendentemente continuava como se nada se tivesse passado até ali, este estado de espírito dele deu-me a mim e certamente também à Otília maior alento já que ele não tinha qualquer experiência de corridas para além da Meia-Maratona.
Seguimos passados cerca de 10 minutos de descanso e se julgávamos que o pior já estava ultrapassado bem depressa nos resignámos à evidència das dificuldades que iríamos encontrar, após a longa subida que foi ultrapassada em passo de corrida fomos encontrar um troço impróprio mesmo para andar, quer a descer quer a subir fizémos todo aquele percurso a andar e mesmo assim, principalmente a descer, eu mal conseguia suster as dores que sentia nos músculos superiores das duas pernas, valeu-me ali também a presença da Otília, que eu sabia que ia com alguns problemas mas que nem um ai deitou cá para fora, então eu tive de fazer-me de "herói" e seguir o caminho que os meus companheiros de aventura me estavam a mostrar.
Aquele tormento acabou por volta dos 29 kms e a partir daí entrámos novamente no terreno plano, sempre em passo de corrida, que nos levaria até ás muralhas de Óbidos. Aos 33kms estava o último abastecimento onde parámos mais alguns minutos a saciar a sede e onde os simpáticos amigos que lá estavam nos informaram que "só" faltavam cerca de 6 kms para acabar. Quando reatámos a corrida, é que verifiquei o estado em que estavam as minhas pernas, foi aqui que relacionei o esforço dispendido à duas semanas no Trail Melides/Tróia e as dificuldades que estava a sentir, mas estava ali para concluir mais esta aventura e não haveria nada que me o impedisse e assim fui gerindo a corrida até chegar à base da Muralha, mesmo junto à Estação do Caminho de Ferro, modéstia à parte, conforme víamos a aproximação à meta eu ia-me sentindo orgulhoso pela minha corrida e pela companhia que levava, a Otília bravamente e sem queixumes ia ali ao pé de mim e isso bastava para que eu não vassilasse e o Daniel seguia como sempre a cerca de 5 metros à nossa frente a orientar-nos o caminho e a dar a força e estímulo necessários para que prosseguissemos até final.

Quando finalmente chegámos à Estação faltava ainda o pesadêlo da escadaria que nos levaria até lá acima ás muralhas onde estava instalada a meta, procurei subir ao lado das escadas em madeira por uma pequena nesga que havia ao lado para evitar males maiores ás minhas tão massacradas pernas. Chegados ao alto tinha uma boa recepção, toda a família e alguns amigos que nos ajudaram a percorrer aqueles metros finais até encontrarmos aquela mágica porta que nos permitiu terminar logo ali tão maravilhosa aventura.

O Luís Mota e o Brito ali estavam a receber-nos de braços abertos secundado pela Susan e os seus maravilhosos filhos. O Luís que já tinha terminado a sua prova à quase duas horas e o Brito acerca de quase meis hora, ali estavam, não se tendo esquecido destes amigos que dentro das suas limitações também ali foram capazes de chegar, e que bem soube esta recepção.

Aquele pequeno percalço da falta de água no primeiro abastecimento (coincidiu com o abastecimento da Caminhada) não mancha esta extraordinária prova nem os responsáveis por ela, por ser uma prova não competitiva para a maioria dos participantes irei estar na próxima edição, pois o meu espírito de aventura e o gosto pela corrida faz com que estes eventos estejam sempre marcados na minha agenda, até poder.

Ás 5 horas da manhã em pleno Largo de acesso ás muralhas e ao interior de Óbidos juntámos a família e os amigos Brito e a Otília, o Luís Mota, a Susan e os seus folhotes Mariana e Luís Carlos que fizeram o favor de aguardar para cantar os Parabéns por mais um aniversário da Susana.
Foi um gesto muito bonito que a todos agradecemos.
Em breve deixarei aqui um slaid com algumas fótos deste inesquecível dia.

Trail Noturno da Baía de Óbidos

Óbidos, uma terra tão bonita que eu nunca tinha visitado, ofereceu-nos uma espectacular prova de aventura e resistência em plena noite de Lua Nova a condizer com a curiosidade e também alguma ansiedade, por todos quantos queriam participar nesta 1ª Edição Noturna do Trail da Lagoa de Óbidos.
Depois do Trail de Melides/Tróia de há duas semanas, a minha participação nesta prova correspondeu mais a um desafio ás minhas próprias capacidades físicas, não tanto na procura de resultados, mas sim para verificar o nível a que me poderei expôr no futuro próximo já que está no meu pensamento fazer uma ou duas maratonas até final do ano.
Aproveitando a oportunidade desta visita pude conhecer a Vila/Fortaleza de Óbidos, fui mais cedo e levei a minha esposa , o Daniel e a Susana, que tinham como objectivo fazer a Caminhada, mas como a tarefa à noite iria ser bem dura optámos por andar pouco e reservar as forças para a Noite, assim ainda deu para descansar um pouco num café e ver o Benfica a bater-se com o que há de melhor no futebol na Europa e a não deixar ficar mal aquilo que se vai fazendo por cá.
O Daniel à última hora dicidiu participar no Trail e fazer-me companhia, achei logo aquilo uma pequena loucura, mas ele estava bastante determinado e a mim até me dava jeito, pois o percurso para além de muito duro (entre os 21 e os 29 kms) era também muito técnico, e o pior é que ele tinha apenas uma semana de treinos e um treino maior de apenas 40 minutos. Dicidiu e estava dicidido.
O pessoal da Caminhada saíu pelas 22,30h. em autocarros para junto da Lagoa de Óbidos, pois era ali num percurso muito bonito e bem arranjado que iria decorrer os 12 kms que estavam determinados para eles. A Mariana e a Susana iam muito confiantes e também muito bem protegidas pois fazia algum vento e estava um pouco de frio, tendo-se feito acompanhar de um frontal e uma lanterna para ajudar a ver melhor o caminho.
Os corajosos atletas do Trail concentraram-se ás 23h para o controlo de partida tendo-se depois deslocado em passo de corrida para a saída da muralha onde foi de imediato dada a partida...
Continua.......

sábado, 1 de agosto de 2009

TRAIL NOTURNO DE ÓBIDOS (AVENTURA)

Pensei, pensei e não resisti. Dia 08 de Agosto (próximo Sábado) vou tentar concluir o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos, trata-se segundo parece, da 1ª Edição numa distância de 39 kms e feita totalmente em ambiente noturno a partir da meia-noite.
Creio que deverá ser uma prova onde me vou divertir, até porque atravessará zonas de todo o terreno: asfalto, areia, terra batida, terreno inclinado e plano. É um dos terrenos que prefiro para correr, a única diferença é mesmo correr à noite. Para isso vou agora procurar a melhor forma de ver melhor à noite, já sei que vai haver lua nova mas será certamente insuficiente, nada que não se resolva até porque nesta fase não tenho de me preocupar muito com os treinos, pois ainda estou na fase de descompressão da Ultra Melides/Tróia bastando fazer apenasalguns treinos de manutenção.
É com satisfação que sei que vou lá encontrar o Brito e a Otília e basta-me, se for capaz, seguir-lhes o rasto e aproveitar as suas lanternas se entretanto eu não resolver o problema.
O nosso companheiro de treino e Ultramaratonista Esmeraldo Pereira, nosso vizinho aqui de S.João da Talha também vai estar presente, sendo também uma boa opção de companhia, se eu for capaz, claro.

Tal como em Melides partirei apenas para chegar, com o prazer de ter corrido esta excelente prova finalizando-a sem mazelas de maior.
Depois ainda estou a pensar em descançar alguns dias!!!
http://trailnocturnodalagoadeobidos.blogspot.com/

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Um Apoio Especial e Inesperado


Numa prova do nível de dificuldades, como o RAID Melides/Tróia, para além do nível de exigência e do rigor que envolve toda a sua preparação é também fundamental o factor psicológico, pois sem ele considero que não é possível vencer um desafio daqueles.
Por isso considero com elevado valor o apoio que recebi, antes e depois, pois contribuíram com a sua quota parte para vencer este desafio que pensava já não ser capaz de alcançar.
Sem desprimor para ninguém (pois a todos agradeço) não posso deixar de destacar um apoio inesperado que recebi no próprio dia e já no local de partida da nossa querida Vitória, aquela princesinha do António Almeida, um TREVO COM DEDICATÓRIA DE BOA SORTE PARA A PROVA, fiquei muito sensibilizado e não podia deixar de simbolizar através dela todos os amigos
que de uma forma ou outra não deixaram de dar um empurrãozinho.
Com a Susana e o Daniel ao fundo sobre a minha esquerda a ver a minha chegada com natural ansiedade.
Clique em cima.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ultra Maratona Melides/Tróia


Depois da última curva na areia observo a 1km a baliza da chegada, tinha deixado para trás 42 kms, mas aquele último km foi muito penoso e difícil, areia muito solta num plano muito inclinado e ainda por cima com as forças completamente esgotadas. Valeu-me ali a companhia do Daniel, que mesmo sem treinos, me foi esperar perto dos 37 kms.

Mas para chegar ali outro tormento tive de suportar, os primeiros 5 kms foram percorridos junto à rebentação das ondas devido à forte inclinação do areal e ao facto da areia estar seca e muito solta tornando muito difícil a progressão, optei por correr junto à agua enfrentando a permanente rebentação das ondas que por vezes me provocavam o próprio desequelíbrio ao ser atingido pelas vagas que chegaram por vezes à altura dos joelhos, agravado ainda pelo permanente sobe e desce que naquela zona junto ao mar tivemos de enfrentar. Mesmo assim os pés enterravam na areia embora com menor intensidade, felismente aquele duro traçado começou a melhorar a pouco e pouco e permitiu uma ligeira recuperação, os rins deixaram de me doer e as pernas começaram a responder melhor.

Um pouco mais à frente começo a avistar um grupo de 4 companheiros de aventura de entre os quais ia o querido amigo Fernando Andrade, lentamente aproximei-me deles tendo o Fernando apresentado os seus amigos e aproveitado para tirar ali mesmo umas fótos, depois segui com o meu andamento até ao 1º abastecimento que estava ao km 28,5. Aí fiz uma pausa no andamento, andei um pouco aproveitando para me hidratar tendo reatado a corrida pouco depois. Por volta dos 35 kms volto a encontrar o Fernando com um dos amigos, já em grandes dificuldades, ainda tento que viesse mas logo me disse que já não dava mais, então segui com o amigo mais alguns kms que me disse que queria concluir antes das 5 h. de prova. Entretanto o Daniel aparece em bom ritmo vindo da meta para me acompanhar naqueles últimos kms. que ele sabia serem bem duros.

Naquela ponta final ainda andei por duas vezes por breves momentos, para me hidratar e foi assim que de repente visualizo numa das muitas curvas a baliza de chegada, mas eu sabia que aquele km final ia custar tanto como os 42 que tinham ficado para trás todos juntos. Já perto do final vejo a Susana a correr ao meu encontro preocupada porque eu vinha a cambalear, mas este cambalear era mais provocado pela inclinação e a areia solta do que pelo cansaço que eu já à muito transportava. O acesso à meta com uma pequena enclinação fi-lo a andar e só o forte apoio e carinho dos presentes permitiram que ainda arranjasse forças para percorrer os últimos 50 metros em passo de corrida.

Nos últimos kms tive a ameça permanente de câmbrias na zona dos gémeos mas consegui concluir controlando a situação, mas foi difícil depois de concluir a prova, tendo inclusivo de receber assistência dos socorristas quando a Susana verificou que eu não conseguia resolver o problema.

Estou certo que esta penosidade final ter a ver com aquele troço inicial onde fomos chamados a um esforço tremendo para sair dali.

Entretanto foram chegando o Fernando Andrade e o António Almeida, aparentemente com melhor aspecto do eu, ambos merecem a minha admiração pois aventuraram se a fazer este desafio sem que tivessem feito uma preparação adequada para esta competição.

Durante o percurso íamos tendo em algumas praias o apoio do Daniel, da Susana, e da família do António Almeida, da Isabel e da Vitória. Como não era permitido darem-nos qualquer abastecimento iam incentivando e sabendo da nossa condição física.

Após a chegada a organização foi extremamente atenciosa para todos os que iam terminando a prova, demonstrando um grande respeito pelo esforço que todos acabaram por passar, o rigor imposto a todos de auto-abastecimento foi compensado no final, não nos faltou nada, fruta diversa, água, sumo, assistência médica, e carinho, muito carinho demonstrado por quantos estiveram por detrás desta excelente organização.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ultra Maratona, nova aventura ao fim de 15 anos.

AS MARATONAS ESTÃO DE VOLTA

Melides/Tróia aí está. Ao fim de quase 4 meses de preparação possível, um pouco descordenado é certo mas que considero suficientes, enquadrando também com algumas provas de pequena dimensão por forma a que me permitisse manter um certo ritmo competitivo contrariando a tendência que ao longo deste tempo específico não era possível só com os treinos, lentos, como é evidente.
A 3 dias da prova confesso a existência de alguma ansiedade, mas controlada, já que tenho a noção de ter feito o suficiente para enfrentar "aquilo" com tranquilidade.

Agradeço a todos os amigos que me enviaram mensagens de apoio e encorajamento, pessoalmente e através da blogosfera. Podem crer que me lembrarei de todos durante o percurso, pois faço questão de através desta corrida homenagear simbolicamente todos aqueles que tiveram a coragem de enfrentar desafios iguais, e ás vezes bem superiores.

A minha meta é partir e chegar, é percorrer aquele espaço representado nas fótos tiradas pela nos
sa querida amiga Ana Pereira.