Ainda a sofrer os efeitos da Meia Maratona de Lisboa, sentei-me um pouco frente ao portátil tentando rabiscar umas palavras que correspondam ao que observei hoje em Lisboa no decorrer da prova e também o meu comportamento durante o percurso.
À espera da partida, Daniel, Joaquim Adelino e Hugo
O dia amanheceu com alguma neblina e a frescura que se fez sentir veio dar uma outra disposição aos atletas com vista a alcançar bons tempos e melhores marcas.
E foi neste ambiente que eu, o Daniel e o Hugo ( desta vez sem a Susana) nos apresentamos naquele mar de gente para iniciar a corrida.
Com a nossa amiga ultramaratonista brasileira ANALICE SILVA
Como habitualmente, a esmagadora maioria dos atletas não têm qualquer hipótese de fazer o seu indispensável aquecimento antes da prova de forma a que em corrida os atletas não corressem riscos de ordem muscular. E é por isso que o arranque é sempre penoso e só por volta dos 2 kms. é que os musculos retomam a normalidade.
Espaço de aquecimento da ELITE.
Esta situação é compreensível, já que a maioria dos atletas estava ali pra se divertir. Os melhores tiveram direito a uma zona reservada na frente para fazer o seu aquecimento, numa área cerca de 150 metros mais à frente do grosso do pelotão.
Nesta altura o nevoeiro já praticamente não se notava e por isso permitiu que eu tivesse tirado algumas fótos.
A partida foi dada à hora certa e rapidamente a entrada da ponte ficou bloqueada, à frente encontrava-se a elite da corrida e depois o restante pelotão, tendo os participantes da mini saído atrás de todos os participantes.
O Hugo no meio da multidão
Ainda não percebi qual o interesse, quer da organização, quer de alguns participantes, que saindo na frente com dorsal de VIP fazem todo o percurso da Ponte a andar e outros muito lentos que acabam por prejudicar o normal fluxo de atletas logo no inínio do tabuleiro.
Aos 5 kms estava o 1º abastecimento líquido, que falhei, estava no lado direito e eu passei pelo lado esquerdo, (em anos anteriores custumava estar ali). Passei com 23 minutos e como vinhamos de uma descida eu ainda vinha bem.
Um pouco mais à frente já vejo vir em sentido contrário os primeiros classificados, cerca de 7/8 atletas, por sinal todos africanos!
O Cristo Rei ali mesmo ao lado
Aos 10 kms passei com 48,10m. e verifiquei que o meu tempo final planeado já não iria ser conseguido, 1,45h. Então dicidi seguir num ritmo que me permitisse chegar ao fim sem grande desgaste e não muito longe das minhas previsões.
Nuna zona do percurso algo monótoma (13kms) passou por mim com a maior das descontrações o António Almeida, tendo eu aproveitado logo ali o incentivo e a satisfação de o ter visto por ali para me motivar mais um pouco na tentativa de não deixar cair o meu andamento.
A família reunida depois da chegada
Em sentido contrário vinham já também muitos amigos meus que conseguiram no final melhorar as suas marcas, aproveitando bem as excelentes condições atmosféricas que se faziam sentir.
A prova estava bem marcada km a km (não tivesse em causa a tentativa de recorde do Mundo, não conseguida) mas confesso que a maioria das placas dos kms não as vi, daí não ter conseguido controlar melhor a minha corrida.
Acabei por chegar com 1,48,19h.
Um recorde é sempre um recorde, e assim consegui bater o meu recorde dos !!! 60 anos. Em Sevilha ,tinha feito em Dezembro 1,50h.
O repouso frente ao Mosteiro dos Jerónimos
De salientar a brilhante destribuição de líquidos em todo o percurso e a localização das bancas com abastecimentos sólidos aos 17 kms.
A animação também esteve excelente com alguns grupos musicais espalhados ao longo do percurso, o que veio ajudar a superar alguns momentos de maior monotomia.
Do Daniel (meu genro) nem sombras eu vi (o sol também estava escondido) avistei-o já depois da meta, andava juntamente com o Hugo a ver se eu não me tinha perdido, está de parabéns porque conseguiu bater o seu recorde pessoal, com 1,24h.
O grupo do CCD Loures à espera do regresso
O Hugo (meu filhote) conseguiu apanhar-me aos 2km e adeus nunca mais o vi, a não ser na meta. Era a sua estreia na distância, com razoável 1,32h.
No final ainda senti algumas câimbras na perna esquerda (bem doloroso, por sinal) mas que rapidamente se resolveu.
Em 2 semanas já totalizei 3 provas num total de 51km, um recorde para mim em termos absolutos, mas ainda bem longe do Fernando Andrade e do Luís Mota, só para falar de alguns.
Agora segue-se já para a semana Salvaterra de Magos e mais 12kms, pois claro.
O meu lugar na geral: 2231 em 5504 chegados.
O meu lugar no escalão mais de 60 anos: 64º num total de 210.
Tempo de chip: 1,48,20 h.
Tempo oficial: 1, 49,30 h.