terça-feira, 24 de julho de 2012

Ultra Maratona da Areia Melides Tróia

Para a próxima já vai correr a meu lado
Esta edição da Ultra Maratona de Melides a Tróia ontem realizada tinha tudo para eu conseguir fazer finalmente uma prova onde não encontrasse nada de relevante a que obstasse  a que fosse bem conseguida, mas isso nós nunca vamos conseguir saber sem partir e conhecê-la por dentro, podemos estar muito bem, com a moral altíssima, com a temperatura ambiente excelente, tudo é imprevisível por isso para a maioria de nós as respostas começam a aparecer logo que começamos a dar as primeiras passadas, para outros, iludidos pela esperança de bons resultados aventuram~se à procura da sua sorte mas rapidamente tomam consciência da dura realidade sobre o que representa uma prova duríssima como aquela.
Descobrir que uma prova para ser dura não precisa de andar a correr por vales e montanhas basta participar nesta prova, ali encontra tudo: areia seca e solta mas também molhada e mais consistente, plano inclinado sempre para o lado esquerdo, sol abrasador, vento de Norte (desta vez arrastanto consigo o calor sufocante), auto-suficiência de líquidos (até aos 28,5kms) e sólidos para todo o trajecto de 43kms é, diga-se pôr à prova a resistência humana, é por isso que muitos são traídos pelo seu voluntarismo e muito cedo tomam consciência que as coisas não são tão fáceis como parecem. Esta prova está a crescer tendo 365 atletas terminado este ano, muitos deles provavelmente nem sequer leram os regulamentos e por isso desconheciam, ou não tomaram as devidas previdências sobre os avisos e as restrições que a Organização foi lançando durante a preparação da prova. Foi triste ir vendo de vez em quando lixo, muito lixo, pela praia fora: garrafas de plástico e pacotes de gel vazios eram deixados naquele extenso e bonito areal que compôe toda a costa de Melides a Tróia, resta-me a esperança que quem emporcalhou aquilo faça um exame de consciência e perceber que não está a fazer uma prova de estrada onde tudo é permitido, este espaço é de jurisdição marítima e tal como na montanha temos de o preservar sob pena de num futuro próximo ser-nos interditada.
Tal como previa esta prova para mim foi um suplício, desde a partida vi logo que aquilo ia doer, levei 4 gels e 4 nugats para comer e 2 litros de água (meio litro ia numa farrafa), havia quem levasse bananas, maçãs, sandes, bolos e muitas outras coisas, mas eu achei que era suficiente o que levava para ir enganando o estõmago ao longo da viagem, levava ainda os ténis pendurados no camelback pois optara por correr novamente com meias neoprene. Logo que partimos optei por correr na areia seca e solta e evitei aproximar-me da água, as neoprene são muito eficazes na areia mas quando fazem incursão pela água vão enchendo até que de vez em quando tenho de me deitar, levantar a perna e esvaziar a água, fui durante os primeiros kms ali por cima mas depois comecei a observar que quase todos os outros andavam lá por baixo e aproximei-me, vi então a autêntica auto-estrada que a maré quase vazia nos oferecia, nem exitei pois nunca tinha visto nas edições anteriores que participei tão boas condições para correr. Nesta fase já tinha a confirmação que não podia esperar muito do meu desempenho, algo de estranho se passava, as pernas estavam bem mas não recebiam do restante organismo o correspondente impulso, arrastava-me e com uma pista daquelas as coisas deveriam ser diferentes, o meu pensamento levava-me a Portalegre e à Freita e a outras de menor dimensão mas que foram acumulando algum esforço dispendido e também algum cansaço, na Freita caí pelo menos 10 vezes, em duas delas deixaram mossa que me impuseram cerca de 3 semanas quase sem treinar, por isso não era de estranhar as dificuldades que já ia sentindo quando cheguei ao 1º posto de controlo, estavam decorridos 5,5kms de prova com o tempo de 43m, nada mau mesmo assim, mas eu sabia que lá mais para a frente isto iria piorar. Alcanço o Carlos Coelho e deixo-me ir ali com ele algum tempo, é então que começo a perceber que tinha de enfrentar a realidade e vejo-o ir embora novamente e decido meter um ritmo muito lento de forma aque consiga chegar dentro do horário limite imposto pela organização. Aos 20 kms tenho já gasto 3,02h, estava razoável e estava a beneficiar com as boas condições na areia que se mantinham e se prolongariam até ao Carvalhal, local onde assinalava os 28,5km e se encontrava o 1º e único abastecimento do percurso (só um litro de água por atleta), cheguei aqui com 4,02h e já tinha ultrapassado de novo o Carlos que vinha já em grandes dificuldades.
Descansei durante 10m, neste meio tempo atestei o camelback com 1 litro de água que me deram, tirei as neoprene (os pés começavam a ficar duridos por baixo) e calcei as meias de compressão e os ténis que levava ás costas, a diferença foi notória pois os pés ficaram mais confortáveis mas mesmo assim acho que fiz uma boa opção, já por ali via muitos a transportar os ténis nas mãos e a correrem descalços. Depois parti novamente com esperança que aquela paragem tivesse contribuído para recuperar um pouco as forças que de há muito vinham a faltar, foi ilusão de pouca dura, depois com a agravante de a maré já estar a encher e por consequência a auto-estrada também acabou e a progressão fazia-se agora em areia mais solta, o calor era abrasador, falava-se em 34 graus, o vento que vinha de frente era moderado e arrastava consigo uma aragem muito quente, as meias de compressão e os ténis tornavam agora os pés muito quentes, o estômago já custava a aceitar os gels, apenas ingeri 2 e os nogats enrolavam já na boca seca, a desidratação já impedia a existência de saliva e esta é indispensável à dissolvição e encaminhamento dos alimentos até ao estômago. Aos 30kms dicidi molhar os ténis, era já insuportável o calor que sentia nos pés e comecei a caminhar, terminava ali a minha corrida não valia a pena tentar contra o impossível, lembrei-me nesta altura do Fernando Andrade que tinha bloqueado há 2 anos mais ou menos naquele local e apenas arranjou forças para prosseguir caminhando. Aos 35 kms já levo 5,25h de prova e aos 39kms falta-me a água, já tinha consumido 2,5L. ela já estava muito quente mas havia agora começavam as preocupações, lembro-me então que ainda levava de reserva 0,5L dentro do camelback, tiro-a e logo verifico que aquilo era capaz de dar para coser algumas batatas, mas era melhor do que nada, sempre que queria beber um pouco descia até à água do mar refrescava-a um pouco, perdia ali 2/3 minutos, repeti a cena mais 4 ou 5 vezes mas pouco importava, não queria era prolongar para além do suportável as dificuldades em que já ia. Finalmente avisto a meta a menos de 1 km, a praia esta pejada de gente, procuro passar pelo meio ou espaços que tenho de procurar, aqui e ali um incentivo mas a maioria ignora, inicio uma breve corrida 200m no máximo e volto a andar para de novo já em linha de reta para a meta voltar a correr, baixo a cabeça a areia está seca e mole, ouço chamar olho e vejo a minha pérola mais recente, o David estava ali, olhava-me estranhamente mas logo me estente os braços pego nele e procuro levá-lo comigo até à meta, com ele ao colo tento dar mais uns passos de corrida, tinha a meta a 50 metros,  mas desisto não tenho mais forças entrego-o de novo à mãe e sigo para a meta, para a próxima não vou perder nova oportunidade, nem que vá de rastos até lá chegar. Finalmente atingi a meta ao fim de 6, 48,37h para perfazer os cerca de 43,600kms que o meu cronómetro marcou.
Já se escreveu e eu também já li, fortes críticas (creio que construtivas) quanto ao fornecimento de água pela organização, aceito as regras impostas mas a organização terá de ponderar, e poderá salvaguardar no Regulamento essa possibilidade, de reforçar a dose de água que dá aos atletas ao km 28,5 em dias onde o calor se faz sentir de forma quase extrema. Trata-se de uma prova aberta a todos que põe como única condição a sua conclusão em 8 horas. A esmagadora maioria faz aquilo até ás 4,5h mas os restantes podem estender-se até ao limite de tempo, isto levanta um problema grave de saúde que é a falta de ingerir líquidos quando deles mais precisa, as horas de mais calor vão incidir a apartir das 4,5h de prova e nas actuais condições estamos a brincar com a nossa saúde. Vou voltar a Melides e gostava que a Organização fosse sensível a este apêlo, partimos normalmente com 1,5l de água no camelback, bastava no abastecimento do Carvalhal abastecerem-nos na mesma proporção de água, isto é, 1,5L de água numa só garrafa, quem quisesse levaria o 1,5L nos recipientes que transportam e acabaria  assim desta forma o abandono de garradas que se encontram espalhadas pela praia por gente incapaz de contribuir para a manutenção de um ambiente limpo e saudável. Se assim não for vou preparar um garrafão de 5 litros para levar ás costas e dispensarei ajuda no Carvalhal, há 2 anos implorei por mais água e foi-me negada com o protexto do Regulamento, aos 40kms esgotou-se a que levava e não gostei!!!
Agora é tempo de descansar activamente pois no início de Agosto vamos ter nova guerra, agora em Óbidos.
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15 comentários:

João Carlos Correia disse...

Mais um relato seu muito interessante e que espelha as reais dificuldades de quem se propõe realizar os 43 Km da UMA. Como disse e muito bem já surgiram várias críticas construtivas acerca da falta de abastecimentos ao longo da prova e eu fui um dos que as fez, perfeitamente consciente de que apenas estou a pugnar pela saúde dos que participam no evento. Recentemente 2 irmãos que viviam em Portalegre morreram em Marrocos ao que consta por extenuação e desidratação. Participavam numa travessia motard. Julgo que uma coisa é alguém propor-se um desafio extremo que pode fazer perigar a saúde e outra é a de uma autarquia cheia de boas intenções em promover o seu concelho organizar um evento sem obedecer a alguns princípios securitários básicos e ver-se depois a braços com a gestão de alguma situação menos agradável. Espero sinceramente que tal nunca aconteça e o mínimo que podemos fazer para o prevenir é alertar. Congratulo-me com o facto de alertar também para o problema, logo o Joaquim Adelino que ao afrontar e superar este ano desafios tão difíceis como o UTSM e o UTSF já provou que é dos duros mas também dos avisados, que reflecte sobre os eventos em que participa. Parabéns ... pela UMA concluída.

Jorge Branco disse...

Mas um relato impressionante de querer determinação e vontade!
Não deixa de ser uma prova com que eu sonhe mas deve ser algo impossível de eu fazer um dia.
Realmente para os mais lentos torna-se muito complicado transportar água para tantas horas.
Não me estou a ver a correr com tanto calor (antigamente corria bem com calor mas agora perdi essa faculdade)nem a transportar um "garrafão" de 5 litros as costas ainda para mais com os meus graves problemas de coluna.
Concordo, plenamente, que se reforce o abastecimento liquido dado aos atletas. Veja-se o caso da Marathon des Sables.
E uma coisa é quem faz a prova em 4, 5 horas outra são os últimos que apanham muito mais calor e necessitam de muito mais água!

Susana Adelino Pinto disse...

Parabéns pai, por mais esta UMA que concluíste! Espero realmente que melhorem esse aspecto do abastecimento aos 28,5 km, pelos motivos que referiste, assim como o João Carlos Ferreira também mencionou e também criticas construtivas já feitas. Auto suficiência mas saudavelmente!
Parece que temos a foto de final com o David :)) ficou tão gira, obrigada a quem captou esta imagem :)
Pai agora recupera :)
FORÇA!

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Muito bem Adelino! Mais UMA concluída. Pois já vi que sofreu um bocado, mas parece-me que fez o que haveria a fazer: a muda de meias, o ir arrefecer a aǵua ao mar... enfim, tudo fruto da sua vasta experiência e de bom senso. Porque isto de "ser maluco" é muito giro, mas convém não perdermos a noção da realidade, das nossas condições físicas e psíquicas, e das condições da própria prova e temos a obrigação de zelar pela nossa saúde e tudo fazer para não brincar com ela.

Beijinho e boa recuperação activa :)

Pedro Ferreira disse...

Parabéns! Sempre resistente!

Leonel Neves disse...

Joaquim Adelino, o teu «suplício» durante a prova é diretamente proporcional ao prazer que senti ao ler a presente crónica.
Parabéns pela prova e pela excelente crónica.

António Almeida disse...

Amigo Pára
parabéns por mais UMA, quanto aos abastecimentos não é de hoje esta guerra, há uns anos já andei pegado com o nosso amigo comum Mário Lima excatamente por ele defender o mesmo ponto de vista que o pára agora defende.
Sou adepto confesso da prova nos moldes em que está apesar de ser bastante penalizado por isso pois sou dos que transportam mais água (este ano foram 7 garrafinhas de 0,33).
Como sabe já participei 4 vezes e cheguei sempre à Comporta com água, claro tive que a levar às costas, mas quando me inscrevi disseram-me o contrário?
Se a UMA não pode passar a ter abastecimentos de 10 quilómetros em 10 quilómetros, claro que pode mas que não vai ser mesma coisa isso não.
Abraço, boa recuperação e até Óbidos.

António Almeida disse...

Agora erro grave e que não vejo ninguém a referir é o abasteciemnto de 1 litro de água (o único durante a prova) ter sido reduzido a 0,66 (deviamos ter recebido a 3ª garrafa).
O que não deixa de ser curioso e me faz pensar o porquê dessa ausência de uma critica, essa sim, com toda a razão de existir?

Jose Xavier disse...

Joaquim Adelino;

Só digo duas coisas, acerca da sua prova.

FANTÁSTICO !! PARABÉNS.!!


Um abraço, até Óbidos.
Xavier's

joaquim adelino disse...

Amigo António, grato pelas suas palavras, eu tive o cuidado de dizer na minha crónica que aceito as regras impostas pela organização, também não defendi nem defendo que devem ser colocados abastecimentos a cada 10 kms, isso sim um disparate para uma prova tão bonita como esta e retirava-lhe ao mesmo tempo todo o encanto e mistério, aquilo que proponho é que ali aos 28,5kms se reforce a quantidade de água em mais meio litro, o Eusébio Rosa passa ali com 1,30h. e como não somos todos campeões como é o meu caso, passo com 4h e não serei o último, portanto serão muito mais horas que o nosso organismo estará exposto áquela canícola. É só colocar lá mais uma garrafa de meio litro e não creio que não se avance para isto por uma questão economicista, é só alterar o Regulamento. Depois o António faz uma observação que nem dei conta sobre a quantidade de água que nos deram no abastecimento, pareceu-me que aquilo era meio litro de água e não de 33 cl. Pode ser que quando vocês passaram se estivesse esgotado a água e como recurso tivessem dado menos, não sei e não podia opinar numa coisa que não me apercebi no momento, e por norma não falo por ouvir os outros.
Voltarei lá mesmo que as condições sejam as mesmas de agora, gosto demasiado desta prova para desistir, nem que tenha de arranjar outros recursos para ultrapassar as minhas debelidades. Já agora deixe que lhe diga, creio que os 2,5L de água que levei desde a partida representam mais em quantidade do que as 7 garrafas que o meu amigo transportou, e a diferença é que para si chegou mas para mim não. Um abraço do coração

Fernando Andrade. disse...

Viva, Adelino. Parabéns pelo relato e pela conclusão desta dura Prova. Depois da sequência que fizeste, só o facto de terminar seria muitíssimo bom e, como seria de esperar, as dificuldades que sentiste têm mais a ver com o esforço feito ultimamente do que com as condições que agora encontrámos. Instintivamente, tende-se a projectar a culpa na dificuldade mais recente. De facto estava calor e todos sabiam que tinham de garantir a sua hidratação ao longo do percurso. Na 1ª edição, em 2005, era feita em completa autosuficiência. À cautela, a organização pensou em introduzir um posto de hidratação aos 28,5Km, que se tem mantido nas edições seguintes. É obvio que entre o infringir-se o regulamento e dar água "extra" a algum atleta em dificuldade, ninguém terá dúvidas do que fazer. Não vejo que deva ser a organização a responsabilizar-se por dar mais água. Poderá estar atenta, sim, mas competirá ao atleta levar a água que vai precisar. Quanto às 2 garrafas de 33cl que deram ao António, no comunicado que a organização colocou n o blogue, já pediu desculpas pelo facto de ter havido alguns casos em que, por lapso foram dadas garrafas pequenas, quando as que estavam a ser dadas eram das de 0,5L. Houve uma troca que afectou alguns atletas que tiveram menos sorte.
Em suma, cá para mim, não vi erros assinaláveis por parte da Organização. Antes pelo contrário, acho que deu bem conta do recado, mesmo com o aumento substancial de participação. Quanto ao lixo, defendo mais a mão pesada da organização.É só estudar o melhor mecanismo para o fazer.
Já me estendi demasiado, quando apenas queria fazer um breve comentário. Mais uma vez, Parabéns, Adelino. Esta já foi. E agora...vamos preparando o "assalto nocturno à muralha".

João Paixão disse...

Está tudo dito. Muitos parabéns por mais uma UMA! E obrigado pelos conselhos!

Mário Lima disse...

Joaquim

Tudo está dito. Sou como tu, apologista de que quem vai para o mar avia-se em terra.

Nunca disse que queria ter de 10 em 10 km água, mas sim defensor do abastecimento aos 28,5 km na Comporta e não em total autossuficiência.

Uma coisa como o referes são os "Eusébios Rosas" que fazem aquilo em menos de 3h, outra é o grosso do pelotão que vai para além das 4h. Se entenderem que a autossuficiência é que está bem, que corram eles. Seriam uma dúzia e isso sabe bem todas as organizações que uma prova destas não se faz com tão poucos atletas.

Já levamos 1,5L aos ombros e mais uma outra garrafinha à cintura. Completar uma prova em 5/6h e com o calor a apertar essa água vai logo nos 1ºs km. O abastecimento aos 28,5 é razoável porque não há ninguém que queira ver sucumbir ninguém como os tais "motards" que faleceram porque estavam num passeio e não numa prova, ou seja sem apoio logístico nenhum.

Comparar isso com a UMA é uma falta de noção do que é um passeio e do que é uma prova.

As pessoas estão alertadas, está no regulamento mas ninguém lê. O ano passado tive que dar água a quem acabou comigo a prova, este ano foi o Vítor e esses companheiros não levavam o necessário para uma prova deste calibre. Parecia que pensavam que correr 43km numa praia era o mesmo que ir à "Fonte da Telha" e voltar.

Fizeste a prova possível depois de tamanhas tareias apanhadas noutras. Cumpriste o objetivos principal... Acabar!

Não me apercebi que estaria lá o teu neto e a Susana pois quando falei com o Daniel a nossa preocupação eras tu, pois não era normal demorares tanto.

Agora temos Óbidos, um grande desafio para mim, pois nunca fiz 50km. Será a minha despedida da minha década dos 50.

Estaremos lá à partida. Havemos de chegar!

Abraços!

Isa disse...

Parabéns pela sua prova!
Deu para perceber que passou por várias dificuldades e a organização também não ajudou, mas chegou ao fim e isso é incrivel.
Fantástico!Está de parabéns.
Boa prova em Óbidos!

luis mota disse...

Parabéns Adelino.
Ainda bem que tudo lhe correu bem.
Esta é uma prova que, para mim, teve este ano a sua grande afirmação.
Este evento tem enormes potencialidades e poderá ser no futuro uma das provas emblemáticas da Europa!
Concordo com os todos os comentários, tendo em conta os diversos pontos de vista.
O que considero mais importante é “ o regulamento ser cumprido”.
Sendo uma prova do “Circuito de Trail”, como noutras provas, deveria haver material obrigatório e quem não o utilizasse durante toda a prova deveria sofrer penalização em tempo ou desclassificação (Como em qualquer prova de Trail). Não devia ser permitido correr sem reservatório de água, durante todo o percurso. Depois, ao longo do mesmo, poderá haver pontos de enchimento do reservatório (garrafões ou cisterna). Acabava o lixo na praia e teríamos assim segurança e hidratação assegurada para todos. É como se faz em muitas provas de referência!