sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dia Mundial dos Trabalhadores, a esperança não morre!

Chamem-lhe agora o Lince Ribatejano
Este ano o 1º de maio foi comemorado por mim com mais uma participação na corrida tradicional organizada pela CGTP. Uma prova que todos os anos tem conseguido manter-se de pé  reunindo desta vez à sua volta quase 1500 participantes, conseguindo assim mais uma vez bater o recorde de participações relativamente a edições anteriores.
Participei exactamente para estar junto dos amigos e camaradas que há muito não via e que se mantêm firmes nas diversas frentes de luta que os trabalhadores portugueses se encontram envolvidos na luta pela defesa da sua dignidade de vida, pelo direito ao trabalho e pelo progresso do nosso país.

O Vale do Silêncio
Tive a felicidade de fazer a minha prova em companhia do Jorge Branco, a velha raposa manca, que retornou ao local que lhe deu esta simpática alcunha. Foram perto de 12 kms de boa companhia como há muito não acontecia, foi também muito benéfico para mim pois consegui desta forma cumprir os objectivos que pretendia, fazer kms e tentar proteger a minha perna o mais possível do impacto no alcatrão. Isto foi conseguido até ao final da Rua do Ouro altura em que a velha raposa dicidiu mostrar que está de volta e pronta para atacar o tempo perdido. Dali até à meta foi um regálo vê-lo a correr, passo sempre certo e firme levando a que a cada metro estivéssemos a ultrapassar outros participantes que ousaram desafiar aquela distância e estavam agora a pagar a ousadia do seu voluntarismo.
Um bonito cenário
A minha admiração por esta simpática figura cresceu ainda mais quando em plena Alameda D. Afonso Henriques observo-o a gritar a plenos pulmões enquanto corria CGTP, CGTP,CGTP numa repetição que durou até sairmos para enfrentarmos o Evereste (expressão do Jorge) que estava ali logo a seguir. Foi um gesto bonito que eu não estava à espera e que me surpreendeu pela vivacidade com que o fez apesar de já ir muito cansado.
Terminámos aqueles quase 15kms com o tempo de 1,30.40h. (tempo de garmin).
Agora uma pequena pausa nas "minhas competições", treino, treino e treino, dia 19 estarei de volta para a grande incógnica que será S.Mamede, serão perto de 24 horas que auguro de prazer e satisfação pois só assim concebo realizar uma loucura destas com muita confiança.
Enfrentamos o infinito mas com confiança
Fotos de Isabel Almeida e J.Adelino
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3 comentários:

Mário Lima disse...

Joaquim

... E foi ótima a tua participação tendo como companhia o amigo Jorge que perante a tua presença, e sentindo o ambiente envolvente do dia dedicado aos trabalhadores, regressou ao passado fazendo uma prova como há muito não fazia.

Sentir admiração por quem o merece só não é salutar como desejável.

Agora que o treino, treino e treino seja o suficiente (que o será) para venceres o próximo desafio.

Grande Abraço!

horticasa disse...

Só conheci o Jorge no ano passado, mas com o convívio do blogue parece que o conheço há muitos anos... Parabéns aos dois pela prova, beijinho

Jorge Branco disse...

Obrigado pelas palavras que me são dirigidas pese embora o exagero das mesmas!
Pode dizer-se que fiz uma prova ao meu estilo de antigamente no sentido em que corri de trás para a frente sentindo-me muito bem, solto e com força na segunda metade da prova.
A Almirante Reis foi um regalo e o “Evereste” (que só o chamo assim tendo em conta que é a maior subida da prova mas nada de especial para um amante das provas de montanha) foi mesmo ultrapassado com grande determinação e força.
Se ainda não entendo o que me aconteceu em São João das Lampas o ano passado (um “desastre” muito estranho) também não compreendo de onde veio aquela força toda pela Almirante Reis fora.
Mas o principal “culpado” pela forma como a prova me correu chama-se Joaquim Adelino essa amigo maior que o pensamento, como na canção do Zeca Afonso.
Depois a chuva e a ausência de calor ajudaram muito. E talvez o facto de raramente correr em alcatrão me tenha feito sentir aquele piso tão liso (mas tão mau para a coluna) como uma pista.
Mas continuo a ser uma velha Raposa Manca já lá vai o tempo em que "despachei" a prova no tempo de 1:02:00. Foi em 1984 a um dia de completar 24 anos. Agora a um dia de ter feito 52 foi o que se pode arranjar.
Mas se a Raposa está velha e manca não deixa ser uma Raposa e por isso sabe partir com calma para acabar mais rápido e ultrapassar vários corredores que partiram rápido demais e pagaram a factura na Almirante Reis!
A LUTA CONTINUA!