sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2ª "S.Silvestre Pirata", Monsanto 28/12/2011

Por muito que se diga as palavras nunca dirão tudo, podem quando muito dar uma ideia afastada daquilo que se passa ou passou, ou ainda no limite dar uma olhadela naquilo que muito se escreveu e escreve por quem teve a sorte ou disponibilidade de ter participado na 2ª S.Silvestre Pirata realizada à noite no dia 28 de Dezembro de 2011 nas matas de Monsanto, em Lisboa, com partida e chegada no Parque de Campismo de Monsanto.
Compareceram à chamada 180 atletas, sem dorsais, sem pagamento de taxa (apenas 0,50€) para pagamento de ocupação da sala de convívio, apenas e só o mínimo de organização que funcionou tipo pirataria já que praticamente não se fizeram notar "os carolas" que puzeram a rolar e a circular pelos diversos trilhos da mata de Monsanto. Ainda assim deixo aqui alguns nomes que dinamizaram esta iniciativa através do Forum O Mundo da Corrida: Luis Miguel, Orlando Duarte, Luís Parro, que em conjunto com mais alguns tornaram este treino/convívio um grande sucesso.
Não participei na 1ªEdição realizada o ano passado e por isso a curiosidade era imensa e o número de inscritos já era assustador, mas este ano não podia faltar e só por motivo de força maior é que faltaria (o que esteve quase a acontecer) pois só na véspera é que garanti a minha presença.
Cheguei lá quase com duas horas de antecedência, aliás como habitualmente faço, e já lá estava o Orlando Duarte e a sua esposa a preparar a sala e a cozinhar o caldo verde e a canja para nos ser ofertada no final do treino pirata. Só por volta das 20,30h. é que começou a chegar com muita intensidade todos aqueles que se inscreveram e outros que lá chegaram sem estarem inscritos e não sabiam que tipo de organização estava a organizar aquilo, mas tal como os outros também foram aceites.
Apesar de pirata ouve o cuidado de esclarecer à partida por quem conhece bem a Serra (Orlando Duarte) que tipo de evento era aquele e os cuidados a ter, nomeadamente os andamentos e os grupos que se podiam formar, 2 ou 3 no máximo. Eu olhei em volta e comecei a ficar preocupado, deveria ser o mais "velho" que ali estava e "apenas vislumbrava rapaziada mais nova e uma grande parte deles identificada já com provas de Trail. Tinha sempre uma outra opção pois o Orlando tinha idealizado uma volta de 9 kms para aqueles que optassem por um circuito mais pequeno, mas não me intimidei e lancei-me para o circuito principal.
É impossível pedir, nem isso foi feito, que todos fossem num andamento que permitisse a todo o grupo manter uma ligação do princípio ao fim e chegarem todos tal como partiram, e não foi preciso muito para perceber isso pois os mais capacitados logo trataram de arrancar levando consigo apenas aqueles que iam resistindo estendendo desde logo aquele imenso pelotão, a noite estava muito escura mas amena e os frontais davam um efeito espectacular no meio da mata que por certo deixou bem surpreso quem por ali passou e assistiu. Segui nos primeiros kms no último quarto do pelotão mas a partir do momento em que entrámos nos trilhos onde o sobe desce era constante e as curvas eram atrás uma das outras perdi a noção, não só onde é que estava mas também o meu lugar no meio daquele enorme grupo de "piratas". 
Pela 1ª vez tinha instalado um Trek no meu Garmin, exactamente aquele que foi utilizado o ano passado, e seguia com alguma curiosidade a sua leitura durante a minha corrida, mas era impossível  ter ali uma garantia que se tivesse ficado sozinho na Serra não me iria perder, por isso a minha preocupação era não me deixar ficar só. Perto dos 5 kms começo a ver cada vez menos gente atrás de mm e há minha frente via afastar cada vez mais os mais próximos, para agravar a situação o Garmin informa-me que já ia fora de rota, de seguida encontro o grupo do Luís Miguel que vinha do lado esquerdo e por certo se tinham enganado ou então era eu que já vinha em caminho errado e por sorte encontrei-os ali. Agarrei-me a eles, era ainda um grupo numeroso e se não queria ficar isolado tinha tentar seguir com eles, mas foi sol de pouca dura, via-os afastarem-se aos poucos cada vez mais pois aquilo ainda não estava estabilizado e não havia a necessidade dos da frente se irem a preocupar com quem vinha lá atrás, essa preocupação tinha de ser minha ou então não me tivesse eu metido naquilo, de vez em quando apontava o frontal ao relógio e ia verificando as incidências da altimetria que iam surgindo à minha frente, só de ver arrepiava mas não tinha outra opção do que seguir e não perder aquele grupo, pois atrás de mim já não tinha mais ninguém, ou porque se atrasaram ou porque se perderam pois o trajecto não tinha qualquer marcação e era totalmente pirata.
Consegui ir na cauda do grupo ainda que à distância cada vez maior havendo alturas em que os perdia mesmo de vista, por sorte um pouco mais à frente eles vão por um caminho errado e logo que deram pelo erro (o Tigre também levava o Trek e ia a orientar o grupo) voltaram atrás, o suficiente para eu chegar junto deles para nunca mais os largar, a partir dali começou a haver o cuidado de não deixar ninguém para trás. Nas subidas mais longas e íngremes perdia sempre um pouco de terreno mas era logo recuperável nas descidas seguintes, descidas estas que em alguns casos eram muito perigosas face à inclinação, aos buracos, à água e lama exestente em alguns locais e à muita pedra solta que havia em quase todo o percurso. Do grupo destaco para além do Tigre, o Serrazina e o Mimoso, ilustres finalistas do último Ultra Trail do Mont Blanc de 166kms, João Gonçalves, Dina Mota, Paulo Pires e muitos outros, eu ao pé deles sentia-me orgulhoso por ali estar, ainda que para o conseguir fosse necessário ir buscar forças não sei onde. Os kms foram sendo ultrapassados, agora também eu ia dando uma ajuda na orientação do trajecto a seguir, pelo menos dava para eu ir mais tranquilo, agora ia também mais confiante e seguro que iria conseguir chegar com eles pois já tínhamos passado a barreira dos 10 kms e o ritmo não sendo menor deu para me adaptar sem grande sacrifício.
Aqui e ali ia recebendo palavras de incentivo por parte daquela rapaziada e eles viam que a minha determinação era tal que os tranquilizava também para o resto que faltava. Tinha já perdido totalmente o Norte de onde estava, se estivesse sozinho já não saía de lá tão depressa mas confiava naquele grupo e a confiança que o Tigre nos ia transmitindo. Continuámos ás voltas, em alguns casos junto ao alcatrão mas sem nunca o pisar, a não ser para o atravessar, o meu Garmin ia-me mostrando que a nível de subidas e também das descidas ainda estávamos longe de terminar, até que atingimos o último topo e começamos a descer até alcançarmos a estrada que nos levaria de regresso a Parque de Campismo, estes 2 últimos kms foram percorridos como se estivessemos a libertar-nos de um colete de forças, foi expontâneo, a passada abriu de tal forma progressiva que ninguém ousou ficar para trás, eu colei-me de tal forma, não para me fazer de forte mas para não perder a ligação pois ainda não sabia que o Parque corria a nosso lado ali mesma à nossa esquerda, e ali me mantive ao lado daquela saudável juventude em corrida certinha mas bem rápida até alcançarmos o portão do Parque onde fomos recebidos calorosamente.
Não sei se fomos os únicos que completamos todo o percurso previamente estabelecido, nem isso é muito importante, pois o objectivo foi conseguido e num evento destes todo o tipo de "piratarias" é permitido já que é este o sentimento principal que procuramos.
No final fica registado que fizemos, (o meu grupo) 16,080kms com o tempo de 1, 43h. e sem mazelas.
O convívio que se seguiu serviu para completar esta grande jornada de confraternização, mantendo-se o espírito que nos norteia de amizade em torno de um desporto que se quer cada vez menos competitivo e onde todos se sintam integrados e aceites.
Para o ano, neste ou noutros moldes como já disse o Orlando Duarte, tudo farei para continuar a fortalecer esta ideia que vai germinando e nos contagia a todos.
Um obrigado aos organizadores, à Gerência do Parque de Campismo e á companheira do Orlando Duarte pelo trabalho de apoio que desenvolveu no apoio a todos os participantes na confeção da Sopa e da Canja, que dizem, estava excelente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Meia Maratona Sevilha-Los Palácios.

Pela 6ª vez participei na Meia Maratona de Sevilha, assim chamada mas na verdade de Sevilha tem muito pouco, já que saímos a 6 kms de Sevilha seguindo ainda mais para Sul até chegarmos a Los Palácios & Vila Franca a cerca de 18 kms.
Mas é uma prova que considero espectacular desde a 1ª vez que lá fui há cerca de 10 anos. Desta vez segui com com mais 6 Amigos do Vale do Silêncio em transporte particular, claro que não é tão cómodo como ir de Autocarro, mas como em tempos de crise anda toda a gente a cortar não nos resta outra opção do que fazer mais alguns sacrifícios para podermos estar onde gostamos e também onde somos respeitados e bem tratados.
Estive ausente nos 2 últimos anos desta prova e ao regressar notei algumas alterações, não no percurso que estava intacto e igual ás edições anteriores, os abastecimentos deixaram de ser a cada 2,5kms e passaram a ser de 3,5kms, nada a que cada um não se adapte rapidamente, menos gente (ou estavam mal destribuidos) nas mesas colocadas ao longo do percurso a dar a água ou a facilitar que a mesma estivesse ao alcance dos atletas, aqui e ali alguma confusão, eu pelo menos de tive de parar duas vezes e voltar atrás para receber a minha água. A outra novidade foi o local da chegada, desta vez mais bem organizada já que toda a assistência aos atletas após a chegada foi feita em linha e não como anteriormente que causava estrangulamentos e uma perda de tempo enorme stressante numa altura em que os atletas mais necessitam é de algum descanço e não de confusão.
O dia estava excelente, algum frio até antes de partirmos (11h. de Espanha), mais uma do que aqui em Portugal, o sol apareceu muito cedo e quando partimos já era muito agradável o meio ambiente. Estavam reunidas todas as condições para todos fazerem uma excelente prova desde que para isso estivessem preparados e também motivados. Foi com esse espírito que parti mas sem saber até onde poderia ir a minha vontade de fazer uma boa prova, sim porque eu não ia percorrer quase mil kms. e fazer depois aquilo que custumo fazer, que é partir e chegar sem me sacrificar muito, não, eu estava ali para fazer mais qualquer coisa. Tanto assim foi que me posicionei um pouco mais à frente do que é habitual mas por enesperiência na frente antes da partida encostei-me um pouco ás grades e por consequência ia sendo atirado para cima delas, valeu-nos, porque havia mais, que do outro lado das grades um grupo de pessoas conseguiu suster a avalanche impedindo estas de caírem o que iria provocar alguns danos em muita gente. Ainda mal refeito do susto e instintivamente imprimi um ritmo bem forte, para as minhas possibilidades está claro, aos 5 kms levava 25,6m gastos e não se pense que esta fase é fácil pois no 1º km temos cerca de 600 metros sempre a subir e com o restante um pouco mais ou menos plano. A grande dificuldade estava entre o 6º e o 7º km, uma subida de 300 metros onde se via já alguns atletas a andar para superar aquele pedaço de percurso. A partir dali eu sabia que o terreno ia ser muito irregular, trata-se de um percurso com um falso plano pois quando sentíamos as dificuldades é que sabíamos que estávamos a subir, e como eram longas essas subidas. Aos 51 minutos estava a atingir
 os 10 kms, nesta altura achei que lá mais para a frente iria penar bastante, mas não me importei demasiado com isso, pois levava ainda na mente que na Maratona de Lisboa realizada há 15 dias tinha passado os 10 kms com 56 minutos, aí sim era para me assustar. Como é habitual corria mais uma vez isolado pois não gosto da pressão quando se corre em grupo e procurava agora não perder muito o ritmo que trazia até aos 10 kms mas sentia que estava a perder algumas capacidades. Com os abastecimentos vou recuperando alguma energia, até que chega os 15 kms onde existia novo abastecimento com água e laranja, levo uma garrafa e um pedaço de laranja que logo deito fora por custar a degerir, prefiro tirar um Gel que levava comigo e ingeri-lo logo ali aproveitando para recuperar um pouco as forças. Esta passagem aos 15 kms permitem-me começar a tirar alguma ilações da corrida que estava a fazer, estava com 1,20h. de corrida e se para a parte final se a quebra não fosse muito grande poderia melhorar a minha melhor marca deste ano. Aos 18 kms à entrada de Los Palácios sinto a necessidade de ingerir mais um Gel, o que faço junto ao último abastecimento fornecido, mas rapidamente concluo que pouco efeito veio trazer ás grandes dificuldades que já trazia. Em contra partida foi a partir dali que a energia renovada surgiu fruto da gigantesca mola humana que se apinhava nos passeios durante aqueles 3 últimos kms finais, ás forças que já faltavam juntou-se aquele apoio humano à vontade férrea que levava em não me deixar cair e lutar sempre até à linha de Meta por uma boa marca, para mim claro está.
Aquela ponta final da prova, principalmente o último km, foi dolorosa em termos físicos parecia que estava a subir uma montanha, o certo é que aquilo é plano e não fosse o facto de quase sermos levados em braços por aquela imensa muitidão e as coisas teriam sido mais difíceis. No final olhei para o meu Garmin e registava 1,54,08h. para os 21,170kms. marcados. 6 minutos a menos em média do que na Moita, Almeirim e Nazaré e apenas 4 minutos do que tinha feito a meio na Maratona de Lisboa. As dificuldades na parte final devem.se por certo da prova da Maratona e também ao facto de em 15 dias ter feito apenas 6 treinos e sem qualquer expressão em termos quilométricos.
Vim de lá satisfeito, por mim e pelos meus colegas, 2 deles bateram recordes pessoais: O Luís Pedro com 1,17,06h. e o Filipe Ramalho com 1,39,40h. O Rui Pacheco realizou a excelente marca de 1,13,19h. conseguindo a 19ª posição da classificação geral e 6º do escalão sénior. Os restantes 2 Amigos realizaram as suas provas dentro daquilo que já nos habituaram: Hernâni Monteiro 1,43,15h. e o José Rebocho 2,08,16h.
Uma referência ainda para o nosso Amigo João Vaz por ter conseguido a 6ª posição na classificação geral e vencido o seu escalão + de 40 anos com a marca de 1,10,26h.
Se a crise nos deixar pode ser que para o ano póssamos voltar.

Classificações

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Maratona de Lisboa, (O vídeo que faltava)

O Vídeo que faltava
        O trio está mesmo no final do Vídeo


E cá está o homem do meio, grande Zé.
 Valeu a pena esperar pelas 4,38,36h ali bem juntinho à meta para ver chegar estes 3 amigos, o do meio (José Lopes) estava a chegar da sua estreia na Maratona e eu sem nada ter feito ali estava a apadrinhar a sua triunfal chegada, por ironia do destino lá estava também o Comando, este sim, muito contribuiu com a sua experiência para que o José fizesse esta estreia o mais acompanhado possível.
Haverá mais oportunidades e com grande satisfação que verifico que aos poucos a Maratona vai-se implantando num número cada vez maior de aderentes, em especial pela rapaziada mais nova, mas considero uma pena que as 3 maratonas que se realizam em Portugal se efectuem em Outubro, Novembro e Dezembro. Alguém me sabe explicar isto?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Maratona de Lisboa, 4 de Dezembro de 2011


O Comando e o Pára junto de amigos estreantes Foto de José Lopes

E pronto, a 12ª Maratona em estrada (8ª em Lisboa) foi concretizada este fim de semana em Lisboa, sem grande história para mim embora aqui e ali ouvesse incidências que vieram marcar em termos pessoais a minha participação.
Parti sem qualquer plano de corrida, aliás como é meu hábito, mas rapidamente mudei de ideias passados que iam apenas 2 kms quando observo à minha frente o marcador das 4 horas e um número significativo de atletas que o acompanhavam, dicidi juntar-me ao grupo e experimentar pela 1ªvez acompanhar numa Maratona o marcador de serviço. Pareceu-me nos primeiros kms que o ritmo era acessível para mim e segui sempre quase ombro a ombro com o homem que tinha a responsabilidade de conduzir todos aqueles homens para a marca que levava assinalada bem lá no alto. Aos 10 kms deu para ver que íamos mais rápidos do que era necessário (56m), conforme os kms iam avançando ia sentindo gradualmente o desgaste nas pernas fazendo-se sentir com maior dificuldade nas subidas que dão acesso ao Corte Inglês (Rua José Malhoa e António Augusto de Aguiar), ainda assim não cheguei a descolar do grupo e ali me mantive até chegar ao final da Rua do Ouro. Foi a partir daqui que fui ficando para o fundo do grupo e depois descolei prepositadamente já que comecei a ver que não ia aguentar aquele ritmo até ao final da prova. À passagem da Meia-Maratona registei o tempo de 1,57,17h, muito abaixo daquilo que tenho feito nas últimas 3 meias- maratonas que andaram sempre acima das duas horas. Vi logo a partir desta marca que iria ter um resto de Maratona bem sofrida e não foi preciso muito para começar a verificar isso mesmo e passados que foram mais 3 kms comecei a arrastar-me, havia alturas muito difíceis com tudo quase a querer parar e de seguida o regresso a uma boa disposição para prosseguir, percebi os sinais e reduzi ainda mais o andamento, na primeira parte da corrida (até à meia-maratona) andei na média dos 5,30m, agora já pisava os 6,30m até chegar ao km 29/30. Aqui e já muito perto dos 30kms parei e comecei a andar, não tinha qualquer reação no corpo e as pernas não tinham força, para piorar as coisas os intestinos dicidiram pressionar-me a ponto de ter de procurar local para lhe fazer a vontade, olhei para o lado direito e só havia o caminho de ferro, olho para a esquerda e só vejo relva bem cuidada e com algumas árvores dispersas e bem limpas na sua base, saio da estrada e entro no jardim sempre a andar, procuro uma esteva ou um conjunto de pequenas plantas para me esconder lá dentro mas ali não há nada disto, os bancos do jardim estão apinhados de gente que por ali passeia ao fim de Semana, olho mais ao longe e vejo a entrada para o Palácio do nosso Presidente e sigo nessa direcção, estava disposto a tudo, só não queria era imitar a Russa que há 2 anos cortou a meta em estado miserável, mas desistir é palavra que raramente aceito, então atravessei o quarteirão até à linha do Elétrico e reparo que ali existia um Restaurante que dá de frente para o tal Palácio e peço autorização ao proprietário para utilizar as suas instalações sanitárias o que foi logo concedido. Aproveitei para descansar um pouco e  disposição para voltar de novo à prova o que fiz passado pouco tempo. Atravessei de novo o quarteirão e entrei a poucos metros de novo no percurso mesmo em cima da marca dos 30kms (Fazer zoom no mapa Garmin na zona de Belém), (perdi ali cerca de 13m). A partir dali já parecia outro, mas por pouco tempo, tendo sido obrigado a manter o ritmo de corrida sempre muito lento até final da prova, aproveitei os abastecimentos (35 e 40kms)  para idratar bem e tomar o Gel que levava comigo. Os últimos 12 kms foram feitos sempre em passo de corrida, incluindo a Almirante Reis!!! tendo chegado ao Estádio com uma enorme satisfação depois de ter passado por situações nunca antes vividas numa prova de Maratona. Sinais dos tempos, provavelmente.
Penso que destas palavras que aqui deixo podem ser retiradas algumas ilações por parte da Organização da prova em melhorar as condições de corrida para os atletas e não preciso estar a dizer o que se deve fazer, existe já um historial de problemas que se repetem de ano para ano e já era altura de serem resolvidos.
A Organização da prova é profissional e os atletas precisam de ter as condições mínimas para poderem correr e estamos a falar de uma prova cujo percurso é totalmente realizado nas ruas de Lisboa.
Terminei a Maratona com o registo ainda assim simpático de 4,37,39h para os longossssssss 42,800kms.
Uma palavra de parabéns para alguns amigo que se estrearam na Maratona, Fábio Dias, José Lopes, Pedro Ferreira, Henriqueta Solipa de entre outros.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um Paraíso do Treino, vejam!

Imagem de fundo ao cair da noite Clicar em cima
Mesmo à noite treinar no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia é lindo.
Foi e é perante estas paisagens que treinamos à noite naqueles trilhos que são de encantar quem tem a possibilidade de lá treinar. Nesta noite (25/11) os protagonistas do treino estão representados em fotos mais pequenas opostas num cenário lindíssimo alcançado na mesma ocasião. Á noite treina-se assim, pouca visibilidade porque tarda em ser colocado iluminação ao longo do percurso, pequenos marcos podiam ser colocados em pontos estratégicos ao longo dos 2 kms do traçado mais percorrido pelos atletas e caminhantes que ali treinam com mais frequência. Em tempos o pretexto dos responsáveis era que a luz era fraca, entretanto foi instalado nova central eléctrica capaz de fornecer luz suficiente para alimentar toda a zona abrangente do Parque, mas nada, continuamos ás escuras e à espera da boa vontade de quem nos governa a nível local, a C.M.Loures.
Quem tem a possibilidade de ali treinar durante a luz solar encontra também um local magnífico, agora ainda mais com a chegada das chuvas, ver a relva e as plantas a crescer todos os dias ali a nossos pés dando uma imagem sem igual do que é a natureza sempre em renovação e o que ela representa para todos nós.
Bom seria que mesmo perante o deslumbre do muito que por ali existe ouvesse mais atenção e também dedicação para se melhorar algumas coisas que estão em mau estado e nalguns casos em grande degradação, agradeciam todos aqueles que durante a semana fazem daquele espaço o aproveitamento para melhorar a sua condição física e também aqueles que aproveitam os seus tempos livres, nomeadamente os fins de semana, para ali levarem a família para um pequeno passeio e se divertirem um pouco.





Imagens diurnas e noturnas, clicar em cima da imagem

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Grande Prémio da Mendiga. 2011

Entre 3 provas que este fim de Semana se realizaram e que eu gostaria de ter participado,  (Ultra Trail de Barcelos, Corrida da Arrábida e Grande Prémio da Mendida) optei pela última por diversas razões, a 1ª por ser de estrada, não porque goste de estrada mas sim porque na próxima Semana vou participar na Maratona de Lisboa, a 2ª porque gosto muito daquela prova e pela envolvência que ela contem, nomeadamente o convívio final traduzido no almoço fornecido pela organização e servido num vasto pavilhão onde se concentram mais de trezentas pessoas.
Numa comitiva de atletas de 10 Amigos do Vale do Silêncio onde alguns eram estreantes a satisfação era geral por tudo o que foram encontrar, para mim foi um reencontrar de coisas já vividas em anos anteriores deixando-me sempre no final a vontade de voltar, de ano para ano.
E não se pense que aquilo é uma prova fácil de percorrer, quase metade da prova é em subida, ligeira é certo, mas que deixa marcas no final até se iniciar o retorno e que se pagam caras quando a partir dos 12kms enfrentamos a subida final de quase 2kms, ela é muito acessível mas castiga bastante. Foi neste cenário em que participei mais uma vez, já lhe perdi o conto, parti com o pensamento de não forçar, (tanto mais que o Garmin me estava a indicar que o ritmo cardíaco estava elevado durante o aquecimento lento que estava a fazer, baixando bruscamente logo que parava, aliás, eu nunca me dei bem com isto da banda cardíaca, talvez a razão esteja no facto de eu ter implantado há cerca de 3 anos um Pacemaker para estabelizar, por baixo, o ritmo cardíaco), ainda assim fui em ritmos acima daquilo que devia até pelos menos da prova (8kms) onde tivemos de enfrentar duas subidas bem prolongadas, no regresso à Mendiga sem me dar conta mantive o mesmo ritmo de andamento e concuí com apena mais um segundo na 2ª metade da prova.
No final registei 1,28,15h. para os 16,160kms com um ritmo médio de 5,25m. . (Em 2010 tinha feito 1,35,28kms e ritmo médio de 5,54m.)
Faltam agora 6 dias para a Maratona de Lisboa, o Ano passado fiz lá 4,07h, este ano já ficaria satisfeito com a marca realizada no Porto há 3 semanas atrás de 4,14h, contudo e como tem sido habitual vou partir sem ambições de qualquer espécie, depois e durante a corrida é que verei o que pode acontecer até ao final, como vai ser a 12ª Maratona aquilo que já se aprendeu servirá para me guiar durante toda a corrida e terminar sem grandes aflições, penso eu claro está.
Classificações e notícias

Amigos do Vale do Silêncio

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ainda a Maratona do Porto de 6 de Novembro de 2011


Hoje tive o grato prazer de receber um vídeo realizado por um grupo de amigos espanhóis da Região de Salamanca e enviado pelo nosso amigo português João Hébil ali radicado que com eles se desloca com muita frequência à cidade do Porto para participar na Maratona do Porto. Aos espanhóis foi um prazer tê-los conhecido e ao João só lamento não termos tido tempo suficiente para repetir o que trilhámos pelas ruas do Porto no ano anterior. Agradeço ao João o envio do Vídeo, via Fernando Andrade, aguardando que a Edição de 2012 se repita e se reforcem os laços de forte amizade e solidariedade entre todos estes amigos.

Vídeo

domingo, 20 de novembro de 2011

Grande Prémio D. Dinis, Odivelas


Hugo Adelino (Amigos V.Silêncio) 10 C.Geral

Num fim de semana de absoluto descanso no que à corrida diz respeito fui até Odivelas assistir eregistar em fotografias a 1ª Edição desta prova que tinha por objectivo comemorar o13º Aniversário da criação do Concelho de Odivelas.
Pedro Arsénio (Amigos V. do Silêncio) 7º C.Geral
Acompanhei uma apreciável delegação do meu Clube, Amigos do Vale do Silêncio, que no seu conjunto obtiveram uma excelente prestação, destacando-se o Pedro Arsénio 7º lugar da geral e o Hugo Adelino 10º lugar da geral. A dureza da prova fez alguns estragos a quase todos os participantes, nomeadamente devido ao cansaço e dores musculares devido ás subidas difíceis até à radial e depois a descida para um plano ao nível do km zero,  disso se aproveitou, pela experiência e boa condição física, o Pedro Gomes que venceu destacado esta 1ª edição de uma prova que promete singrar no futuro se para isso a Autarquia de Odivelas continuar a apostar na continuidade desta excelente competição superiormente bem conduzida e organizada.


sábado, 19 de novembro de 2011

Treino/Convívio em S.João da Lampas

A Meia Maratona de S.João da Lampas voltou a organizar mais um treino noturno, agora em 3ªa Edição, com um enorme sucesso. Foram cerca de 60 atletas e amigos que se inscreveram para percorrer aquele excelente percurso já conhecido de muitos dos participantes, já que se trata exactamente do mesmo que se percorre na Meia Maratona que se realiza por norma no 2º fim de Semana de Setembro de cada ano.
Nem o forte temporal que afectou toda a Região de Lisboa no dia de ontem afectou a vontade indomável de quase todos os que se inscreveram de comparecer, dando assim um colorido diferente e bem enquadrado no escuro da noite pelas ruas e aldeias que circundam S.João das Lampas.
A par do treino que se realizou a partir das 21,30h. (o atraso de meia hora deveu-se ao temporal e ao atraso de alguns por se encontrarem bloqueados em algumas vias de acesso a S.João das Lampas), existiu também a parte de convívio no final do treino no salão da Colectividade local logo após a chegada de todos e já com o retemperador banho (de água fria diga-se) como convém.
A chuva acompanhou-nos sempre durante todo o percurso com maior intensidade pouco depois de meio do treino e como já tenho dito é neste ambiente chuvoso que eu gosto de correr, muito ou pouca tanto faz mas que chova, a noite também ajudou pois não estava vento nem frio, do melhor.
Como era de esperar formaram-se logo à partida grupos de diferentes ritmos e aos 2 kms já eu estava na cauda do pelotão onde fiquei até ao final do treino, o Alexandre teve a gentileza de ficar sempre comigo, controlando ele o ritmo (sempre na casa dos 6m km) e eu opercurso que conheço muito bem. Cabe aqui um agradecimento pelo cuidade que o Fernando Andrade teve em cobrir a nossa segurança (eu e o Alexandre éramos os últimos) colocando a circular uma viatura com as luzes intermitentes sempre acesas à nossa rectaguarda, um obrigado ao amigo que para além da nossa protecção à rectaguarda iluminou também todo o percurso onde em algumas zonas a escuridão era quase total. Os abastecimentos também estavam lá, água pois claro, porque o resto estava à nossa espera quando acabássemos, estavam aos 10kms e aos 18, locais muito oportunos pois é ali que mais necessitamos, eu ainda aproveitei uma torneira de abastecimento público perto dos 16 kms onde aproveitei para tomar também um Gel já que nesta altura os rins começavam a ser solicitados em apoio ás necessidades que já ia sentindo. Mesmo com as péssimas condições climatéricas não faltaram também ali nos abastecimentos os amigos voluntários, o que muito agradecemos.
Após o banho fui para o Salão onde era servido um lauto jantar, era mesmo o jantar da meia noite onde se podia ver e comer: febras e frango grelhado, sopa, pão, vinho, aguapé, sumos, castanhas fritas, arroz doce, bolos e outras iguarias sem fim.  O convívio ali realizado foi extraordinário, muito se fica a dever também a um numeroso grupo de vontários que preparou aquilo tudo enquanto decorria o nosso treino. Foi nesta altura que o responsável por todo este convívio Fernando Andrade aproveitou para agradecer a nossa presença, eu diria que nós é que agrademos a oportunidade que nos deu de estarmos ali todos neste são convívio, e explicou que esta oportunidade também tem o objectivo de desmestificar a propalada opinião negativa (de alguns) que esta Meia Maratona não é tão "difícil" como a pintam. O Presidente da Junta de Freguesia também fez questão de estar presente dando assim, em sua/nossa opinião um cunho do valor que representa este convívio para todos nós em hora difícil que todos somos confrontados todos os dias.
Era visível a satisfação do Fernando Andrade pelo êxito da iniciativa e não era razão para menos, mas a nossa satisfação em estarmos ali também não era menor e com vontade de voltarmos se existir oportunidade para isso, chova ou não.
Para que conste o meu treino teve a duração de 2,09h. e a distância esteve um pouco para além da Meia Maratona,
Direi que foi excelente tendo em vista a Maratona de Lisboa daqui a duas semanas.
Fotos

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Meia Maratona da Nazaré.

Um arreliador problema no pé direito surgido a meio da semana durante um treino esteve quase a impedir-me de participar na Meia Maratona da Nazaré. Com a paragem dos treinos até ao dia da prova e a ajuda de anti-inflamatórios consegui chegar ao local de partida sem dores e em condições de fazer a prova. Mas estava desconfiado que não iria terminar aquilo sem que surgissem as dores de novo. Por isso parti com muita prudência com o aviso vermelho que após a volta à Nazaré e quando passasse pelo 4º km se as dores voltassem era mesmo para desistir. Não desisti mas os sintomas ainda que ténuos permitiram ajuizar que poderia continuar com alguma segurança desde que não forçasse em demasia.
Foi desta forma e este sentimento que me envolveram do princípio ao fim na preparação da corrida e durante o seu desenrolar. A partir dos 5 kms como ainda me sentia bem comecei a correr com base na média dos 5,30m ao minuto tendo como referência as últimas provas desta distância que tenho feito recentemente. Fi-lo na companhia de mais 3 companheiros de equipa onde me mantide até cerca dos 11kms, e foi a partir daqui que comecei a sentir maiores dificuldades, por um lado o cansaço já ia chegando numa zona que subia ligeiramente e por outro os efeitos da Maratona do Porto da semana anterior já se sentiam ao nível de algumas dores musculares, por isso segui o meu ritmo por forma a não agravar ainda mais a situação. A partir daí corri isolado e sem companhia (aliás como gosto) por forma a evitar a pressão de manter ritmos mais elevados que nestas circunstâncias não me são nada favoráveis. Consegui amealhar algum tempo até ao retorna na povoação de Famalicão e como regresso mais favorável nos primeiros kms estava garantido em previsão que conseguiria entrar na meta na Nazaré abaixo das 2h de prova. Mas os problemas com o pé estavam para surgir e por volta dos 15 kms, (passei com 1,24h), a planta do pé anuncia que a partir dali a coisa ia doer, procuro proteger aquela zona mas é dificil pois a parte da frente do pé tem de bater no chão e nem de lado dá para correr, então deixo-me ir com a convicção que a cada passo as coisas vão se agravando, mantenho mais ao menos o mesmo ritmo com o horizonte das 2 horas em mente. A chuva caía cada vez com mais intensidade, era ela que merecia agora a minha atenção, sempre gostei de correr à chuva, a estrada ia-se inundando e os pingos iam engrossando a cada passo que ia dando, o frio começava também a fazer a fazer das suas, o corpo ia arrafecendo e estava a tornar-se cada vez mais difícil arrastar o corpo até final. A subida da ponte no novo traçado aos 17kms veio em boa altura, permitiu reduzir o ritmo, que já ia lento, e obrigou a que em força os músculos tivessem de responder áquela longa subida melhorando desta forma o estado geral em que ia. Aproveitando a descida seguinte e a forte chuvada que teimava em cair pude de novo voltar ao ritmo que mais me interessava para no final concluir dentro do objectivo pretendido. Nesta altura já ignorava as dores no pé, não valia a pena, mas elas eram cada vez maiores e não era ali que me iriam impedir de chegar. Ao início da longa Avenida a chuva era cada vez mais intensa, agora mais do que nunca, eu levava um boné na cabeça mas sentia bem ela a bater, nas costas um pouco expostas ela batia com força e bem fria, nos passeios e debaixo das varandas as pessoas apoiavam ali o nosso esforço debaixo daquele vendaval que raras vezes tive oportunidade de enfrentar enquanto corria, mas por mais estranho que pareça eu estava a gostar.   A meta fica lá ao fundo mas é uma eternidade para lá chegar, a estrada é um lago e não dá para escolher caminho vamos a direito até que chega o último pórtico que indica o final da prova, o José Magro alcança-me um pouco antes recuperado já das dificuldades finais que o atingiram na Maratona do Porto, o Parro chega um pouco depois com a sua companheira poucos segundos depois a mostrar a sua vontade que a Fernanda seja cada vez mais uma companheira activa no mundo das corridas a seu lado. Os meus companheiros iniciais de Clube, Fernando e Moga já tinham cortado a meta há 7 minutos revelando nesta altura uma boa condição física.
Concluí com a marca oficial de 2,00,10h. (O meu Garmin desta vez não pode ser referência para mim porque simplesmente não o desliguei!!!)
Seguiu-se uma boa jornada de convívio no Restaurante habitual, onde não faltou a companhia dos grandes Fernando Andrade e do Mário Lima.
Segue-se o Treino Noturno de S.João das Lampas na distância da Meia Maratona na próxima Sexta feira dia 18 de Novembro ás 21 horas. As incrições ainda não fecharam e são gretuitas. Todo o programa é de convívio e no final há churrascada.
Classificações e Diplomas

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Maratona do Porto, 2011

A poucos metros da Meta
 Fotos da Dina
Terminada que está para mim mais uma participação na Maratona do Porto, a 3ª consecutiva, é com satisfação que verifico que se conseguiu bater mais um recorde em Portugal de participantes a chegar à meta. Fica apenas uma interrogação: Será que existe uma adesão crescente da parte dos atletas corredores a correrem a distância da Maratona ou será porque a Maratona do Porto é especial e onde os atletas encontram tudo o que os faz motivar a percorrer esta distância rainha das provas de estrada? Eu quero crer que a 1ª epótese poderá estar bem sustentada e aqui entra a extraordinária competência com que a RunPorto e o seu principal timoneiro Jorge Teixeira têm colocado esta prova ao serviço dos amantes das provas de Maratona.
Vou participar na Maratona de Lisboa em Dezembro deste Ano, não para comparar seja o que for, vou porque gosto de correr a distância da Maratona mesmo que seja em estrada já que o asfalto de há muito a esta parte vem sendo abandonado nas minhas opções no que à corrida diz respeito. Ainda assim gostaria de ver uma grande participação também nesta prova, para isso bastava a organização abrir-se um pouco e ir ao encontro das dificuldades que os atletas hoje enfrentam para disponibilizar meios (económicos, leia-se) para poder participar nesta e noutras provas que de outra forma se torna extremamente dificil. O Orçamento desta prova é exigente mas os meios para a tornar possível estão mais que garantidos, e é tão fácil conseguir cativar os maratonistas e aqueles que o pretendam vir a ser, mas para isso é preciso utilizar a linguagem e acção que todos nós conhecemos pela positiva e ao mesmo tempo quando ela é colocada ao serviço do desenvolvimento do Atletismo, e não por mera operação de gestão à procura dos melhores dividendos sem ter em conta os interesses do desenvolvimento da nossa modalidade no futuro.
A Maratona do Porto será uma das que eu enquanto tiver saúde e as puder enfrentar terá sempre a minha presença, este ano saí de lá com vastas razões de satisfação, a excelente organização colocada à nossa disposição desde Lisboa, durante o evento e o nosso regresso a Lisboa, tudo a funcionar em pleno e aqui fica um agradecimento à Ana Pereira pela disponibilidade que teve em colocar ao nosso serviço muito do seu saber por forma a que tudo corresse pelo melhor nesta deslocação ao Porto, foi o reencontro com tantos amigos, foi o excelente dia que pudemos desfrutar no dia da Maratona como ainda não tinha assistido nas edições anteriores que possibilitou não só o recorde da prova com a melhor marca nacional, o número de presenças em todos os eventos neste dia e também o facto de eu ter conseguido tirar 9 minutos à marca do ano passado. Já aqui tinha dito que cada ano que passa perco cerca de 10 minutos em provas de Maratona ou outras de dimensão idêntica, consegui contrariar essa tendência talvez devido a uma melhor preparação e também ás condições climatéricas que se fizeram sentir.
Tenho na memória todas as incidências desta Maratona, recordo amigos que de uma ou outra forma me fui cruzando, uns seguindo aparentemente com boas condições físicas e outros que nitidamente se notavam já com evidentes dificuldades, os melhores já tinham passado a Ponte D.Luís a caminho do Freixo muito antes de eu passar para Gaia, os da frente por pouco (50 metros) não se cruzavam comigo mesmo antes de atravessar a Ponte quando já vinham do Freixo. Percebi quando cheguei à marca da Meia Maratona que iria conseguir melhor marca do que o ano passado (apesar de ir mais lento quase 5 minutos), mesmo assim a 2ª metade perdi quase 13 minutos por ter optado por correr mais lento mas com garantias de o fazer sempre a correr ao contrário do tinha feito no ano anterior vindo a pagar bem caro na parte final da prova.
A partir dos 25 kms passei por muitos atletas, uns iam com uma corrida muito lenta e outros, a maioria, já iam caminhando, provavelmente a ousadia inicial de alguns acabou por ser fatal, o risco ás vezes compensa mas a Maratona acaba mais tarde ou mais cedo por ditar as suas leis e aqui nem os melhores preparados por vezes escapam, fica-lhes a experiência e para muitos sendo uma estreia por certo aprenderam muito.
Atingi a meta com 4,14,06h. para uma distância de 42,670kms. É o 3º ano que a distância se revela tão disforme com a distãncia da Maratona, e pelo que tenho lido todos se manifestam no mesmo sentido, o circuito tem sido sempre o mesmo e seria oportuno a organização fazer nova medição oficial e confirmar que não existem dúvidas quanto à medição correta.
A todos os que completaram a prova, tendo ou não conseguido os seus objectivos, envio os meus parabéns,  extensivos áqueles que por diversas razões não o tivessem conseguido.

Classificações
Fotos

domingo, 30 de outubro de 2011

Meia Maratona dos 20 kms de Almeirim, 30/10/2011

Meia Maratona 20 kms de Almeirim, é assim mesmo que se chama a prova. Excepcionalmente a prova foi disputada ao Domingo fugindo assim à tradição da sua realização aos sábados devido à realização em simultâneo daTaça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada em Atletismo brilhantemente ganhas por equipas portuguesas.
A nossa Equipa, Amigos do Vale do Silêncio fez-se representar com 12 atletas, tendo todos sem excepção realizado boas prestações, destacando aqui o desempenho do meu filhote Hugo Adelino que elevou o seu Recorde pessoal de 1,23h. para 1,16,50h. (Que grande forma!)
A minha participação foi melhor do que esperava, há uma semana tinha estado no Trail da Serra DÁrga e estava ainda um pouco cansado e por isso saí com alguma prudência mas verifiquei logo que estava bem e deixei-me ir a ver se conseguiria manter um ritmo que me permitisse no mínimo fazer uma marca próximo das 2,01h. feitas na Moita no dia 19 de Outubro deste ano.
Corri novamente como gosto, isolado, com colegas de equipa sempre ali por perto, foi bom para mim e também para eles pois desta forma conseguimos manter um ritmo sempre bem certinho (ver passagens a cada km no meu Garmin) onde apenas o 16º km aparece mais desnivelado devido a uma paragem que fiz unicamente para beber um Gel e retemperar algumas forças.
O dia esteve explêndido mas com algum calor, a Organização mais uma vez esteve impecável, bons abastecimentos de água e uma coisa que me deixou maravilhado, foi possível acompanharmos todas as provas em competição tornando assim a corrida muito mais preenchida e nada monótoma já que íamos ali também no papel de espectadores enquanto desempenhávamos a nossa função enquanto atletas.
A Associação 20 kms de Almeirim bem poderia manter esta versão da Meia Maratona, em nada aletra a qualidade da prova e aquela Avenida na parte final que serviu para actualizar as medidas oficiais para esta prova é inovadora e permite ali um cruzamento com os atletas que estão mais perto de nós e seguem à nossa frente.
Depois do banho retemperador nos Bombeiros de Almeirim seguimos para o local onde foi servido o banquete de Sopa da Pedra, que excelente aquilo estava, bem servido e sem qualquer confusão. Pena é que continua a existir a ganância de alguns que pensam que o mundo é capaz de acabar já "amanhã" e então é necessário encher a dispensa, (enquanto esperva a minha vez de ser servido passa um com 7 recipientes cheios de Sopa dentro de um saco de plástico para fora do recinto), acabo por ter pena desta gente pois aquelas carolas apenas devem estar cheias de serradura e nada mais deverá lá existir.
Acabei por realizar a minha prova em 1,56,57h. para a distãncia no meu Garmin de 21,230kms.
Creio que já estarei em boas condições físicas para a Maratona do Porto que tem lugar no próximo Domingo dia 6 de Novembro de 2011, vamos a ver, Maratona é sempre uma Maratona!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Trail Serra D,Arga, A Natureza venceu-nos mas a Montanha continua lá...

A Natureza venceu-nos, mas a Montanha continua lá. É com este espírito que quero voltar áquela Serra completar o que a Natureza desta vez não deixou.
Já perto do final
O Carlos Sá já na vespera durante as jornadas técnicas sobre a corrida de Trail nos alertara para a possibilidade de ter de interronper a prova devido ás más condições climatéricas que se aproximavam. Claro que nesta altura e devido ao Verão tardio que temos vivido não acreditávamos que isso fosse possível, mesmo no Sábado, véspera da prova, o tempo estava magnífico no local, mas contra todas as previsões que eu fizera o Domingo apareceu muito cinzento e ás primeiras horas da manhã, 06h, já começava a cair as primeiras pingas de água e o vento já andava em turbilhão.
As minhas 2 últimas noites, só para não ir mais atrás, foram pouco ou quase nada dormidas devide a uma forte gripe que me tem afectado acompanhada de uma tosse constante e irritativa, mas como a vontade era inabalável não podia perder esta prova só por esse facto.
Carlos Coelho, fiel companhia
Em DEM, freguesia que tem este nome está situada na base da Serra D,Arga foi o local escolhido pela Organização para ser o centro de toda a logística da prova de Trail que compunha a Maratona, um trail de 20 kms e uma Caminhada. Cheguei ao local vindo de Caminha onde tinha pernoitado num Pavilhão escolhido pela Organização pelas 7,15h. a partida seria dada ás 08h. pela 8ª badalada do sino da Igreja.
Era visível à distância de menos de 1 km a montanha com que iríamos começar este Trail, metade dela já estava coberta de núvens negras que corriam velozmente antevendo-se as dificuldades que estavam à nossa espera. Nestas condições eu e o Carlos estabelecemos logo à partida um pacto de fazermos a prova juntos e enfrentar as dificuldades que a tempestade nos iria criar em toda a prova. Mesmo antes de ser dada a partida o Carlos Sá volta a frizar que a partir das 15h. esperava-se o agravamento do estado do tempo mas que deveria ser suficiente para todos passarem sem grandes problemas, o certo é que a Natureza (ou quem a analiza) nem sempre corresponde ao que se pensa dela...
Antes de iniciar o Trail em DEM
Antes da partida olhei em volta e só via, a maioria, vestidos como se fossem para o Alaska, eu apenas tinha duas t,sherts vestidas, uma delas de manga comprida, e interrogava-me se tinha tomado a melhor decisão, tanto mais que a forte gripe e a tosse ainda me apoquentava. Mas estava assim e depressa esqueci isso e concentrei-me na Montanha que estava ali à minha frente, o 1º km foi feito ainda dentro de DEM numa subida ainda ligeira para nos preparar para a escalada que se seguiria, quando entramos na Serra olho para trás e já não vejo ninguém, segue apenas ao meu lado o Carlos Coelho que por força do pacto teve de ficar por ali, à minha frente ouço o Vitorino Coragem a chamar-me, mas não havia nada a fazer, mesmo a andar e com a ajuda dos apoios a marcha ia nos limites, à nossa frente seguia o espanhol Francisco Serrano e a portuguesa Carla Monteiro, o Moutinho também ainda estava visível e os outros espalhavam-se Serra acima num espectáculo que deveria ser muito bonito mas que as núvens não deixavam observar. A Srra vai empinando, no início ainda ixestiam alguns carreiros mas a dada altura já não havia nada a não ser as fitas que nos ia guiando por onde devíamos passar. Aos 2 kms começa a chover, a condizer com a altitude das núvens que antes observávamos, era uma chuva até certo ponto agradável e o vento ainda era fraco neste lado da Serra, a subida ia tendo uma inclinação cada vez maior e a chuva pouco ajudava pois a qualquer momento podíamos sofrer alguma queda  e as coisas podia complicar-se. Perto do 3º km, já bem lá no alto,  é já visível as péssimas condições do tempo, vento fortíssimo com rajadas a atingir os 90 kms hora e a chuva a fustigar-nos na mesma proporção, 200 metros mais acima estava o cume desta 1ª grande dificuldade, (partimos de uma altitude de 267m (DEM) e chegámos lá acima a 716m em apenas 3.200 metros percorridas com o tempo de 45m.). Aqui fui encontrar o 1º abastecimento e 3 colaboradores que se esforçavam por se manter de pé face à tempestade permanente que também os atingia e à qual estavam expostos.
Reunidos no local da partida
Depois descemos durante os seguinte 5,5kms até chegarmos à cota dos 300m num tempo acumulado de 1,31h. esta descida foi fantástica sempre por cima de empedrado e em lages num percurso onde já estávamos protegidos dos malefícios da tempestade que se faziam sentir apenas do meio da Serra para cima. a meio desta descida deixámos de ser lanternas vermelhas e entregámos essa bandeira ao espanhol Serrano e à Carla. Aqui o Carlos Coelho ensaia as primeiras fotos mas depressa verificou que a bateria estava descarregada, deu apenas para tirar duas. É nesta altura que ficámos novamente com a lanterna dos últimos e assim continuámos durante os próximos kms,
Voltamos a subir de novo até à cota 584m +, foram mais 3 kms feitos em 45m. num tempo total de 2,13h. onde continuámos a andar mais e a correr menos devido à forte inclinação da Serra e também no meu caso à tosse que cada vez era mais frequente e irritante. No alto da voltamos a encontrar a tempestade, agora de frente onde o vento e a chuva dificultava a nossa progressão, ainda assim aqui e ali conseguimos correr até atingirmos o topo. Logo de seguida iniciámos uma descida com 5 kms, novamente em lages por trilhos romanos, onde agora o vento era forte que se foi desvanecendo conforma íamos descendo a Serra, esta descida levou-nos atá à cota mais baixa que percorremos, 148m, num total acumulado de 2,59h. para 17 kms
Participantes nas Jornadas Técnicas sobre o Trail
É nesta altura que apanho a grande desilusão, informam-me que a prova tinha sido cancelada a partir dos 20 kms, (no alto da Serra aos 27 kms de prova o vento tinha rajadas permanentes a mais de 90kms, a visibilidade era nula a mais de 2 metros e a chuva era torrencial). Seguimos agora na margem direita de um Rio com um grau de perigosidade muito elevado, a lama e as pedras escorregadias impunham-nos o máximo cuidado, o Carlos cai num buraco e fica enterrado até à cintura, eu ia um pouco mais à frente e não me apercebo, sei que passei lá e por sorte meti o pé no meio do buraco e aquilo aguentou-se, mas ele não se aleijou e isso é que importa. Até final foi só a frustação que nos acompanhou, imagino como não ficaram os da frente que foram até ao limite do possível mas encontraram lá o Carlos Sá responsável da prova e muito experiente a informá-los que não era possível passar porque poria em risco elevado todos aqueles que tentassem enfrentar aquela fúria da Natureza que estava instalada no alto da Serra. Sábia decisão que evitou por certo desagradáveis acontecimentos e em que foi preservada a integridade física de cada em detrimento do espectáculo. De louvar esta atitude inteligente de um homem experiente e da sua equipa mesmo sabendo que todos os que estavam ali era pela aventura e esta situação encontrada faz parte dela. 
Terminei estes 19,740kms em 3,40,42h. a uma média de 11,10m por cada km.
Classificações

sábado, 22 de outubro de 2011

Trail da Serra D,arga, aí vou eu!!!


Grande Trail da Serra D,Arga, Maratona de 42 kms em plena montanha, assim com esta nformação já estamos muito mais preparados para o que nos espera. As condições climatéricas não são as melhores para a maioria dos participantes, chuva, vento forte e algum frio nas partes mais altas da Serra.
Saio de madrugada de Sábado, sigo pelas estradas nacionais e vou tentar fugir ás portagens, estão a fazer-nos a vida negra e temos de dar a resposta, espero estar a chegar por volta das 15h. da tarde. Simpaticamente a Organização deu-me 10 horas para poder concluir aquilo e é isso que espero fazer, vou ver se levo uns trocos pois já vi que vamos passar por dentro de algumas povoações, mesmo sendo Domingo espero ter alguma porta aberta para tomar uma daquelas fresquinha de que tanto gostamos e se possível fazer mais alguns amigos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A 6 dias de um dos meus maiores desafios (com um poema do Comando)

É já no próximo Domingo que vou tentar ultrapassar a maior distância em Montanha e bem dura que ela é, na distância da Maratona.
É no Minho e terá um desnível positiva de  2.200 metros
Vou ter o dia todo para correr e apreciar aquelas bonitas serras por onde vamos passar, penso que estou em condições de enfrentar aquilo e fazer com que a organização não esteja até ao limite de tempo dado para a prova à minha espera.






Lá vai o Pára a subir à serra

parece que vai mas não vai parar

sempre a correr vai de serra em serra

E a dura prova vai terminar
Poema oferecido pelo Mário Lima






segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Meia Maratona da Moita, 9 de Outubro de 2011

De princípio ao fim com a Ana Pereira. Que companhia!!!!!
Meia Maratona da Moita, também já lhe perdi o conto de quantas vezes já por ali fiz visita nesta magnífica corrida, tudo já "mecanizado" apenas alguns ajustes de organização até há hora da partida, disciplina na separação dos participantes nas duas provas e ás 10,30h. deu-se a ordem de saída para mais uma Edição da prova, com calma e sem stress, pelo menos foi assim que eu a vivi até ali.
Depois foi desfrutar o excelente traçado da prova e a manhã bem soalheira que estava, quando parti estava muito bem acompanhado de amigos do meu Clube, Vale do Silêncio, tão lentos como eu como já vem sendo hábito (Trindade, Emílio e P.Portugal), na nossa companhia seguia a Ana Pereira (para alguns a "Maria sem Frio"), mas aos poucos e quando seguíamos a um ritmo bem controlado na casa dos 5,45m. fiquei isolado apenas com a Ana, e era aquele ritmo bem solto que nos agradava e sabia que era capaz de o manter até final, para isso contei com a excelente ajuda da Ana, que por sua vez também se sentia bem confortável com aquele andamento. Recordo-me ainda da Meia Maratona de S. João das Lampas, em Setembro (2,10h.), em que não consegui fazer aquilo que agora me pareceu mais fácil.

P.Portugal, Emílio,Trindade,Avelino.Marco,Filipe, eu e Ana.

Consegui também aquilo que pretendia, recuperar da estafa que foi a prova do Alqueva da Semana passada e começar a preparar aquela que em termos imediatos me preocupa mais, a Maratona de Trail na Serra Dárga no próximo dia 23 de Outubro no Minho.
Na prova de hoje como não estava tanto calor como se previa, ainda assim bastante quente em locais mais abrigados e com uma ligeira brisa bem fresquinha sempre que nos aparecia alguma sombra mais acolhedora e extensiva, foi possível enfrentar os 21 kms sempre a um ritmo constante, mesmo quando o percurso começou a empinar um pouco entre os 18 e os 19,5kms, levava a companhia da Ana que de vez em quando ia lá à frente e ajudava a que o andamento se mantivesse sempre bem vivo, para nós está claro de ver. Ainda pensei ser possível (aos 15 kms e sem dizer nada à minha companhia) entrar nas exactas duas horas de prova, falhámos por escassos 3 segundos o minuto zero e nem aquele "rapidíssimo" km 20 (5,04m) foi suficiente para esse objectivo.
No final tínhamos: no meu Garmin, distância: 21,280kms, tempo gasto: 2,01.h.
Classificações aqui
Fotos A.M.M.A.
Fotos de Carlos Lopes

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tor des Géants, a proeza de um amigo


Jorge Serrazina no Tor des Géants de 332 kms.
 Pela extraordinária Odisseia que o Jorge Serrazina viveu com outros amigos bem conhecidos a que chamaram de "Férias" bem merecidas nas montanhas de Tor des Géants percorrendo o limiar de 3 fronteiras: França, Itália e Suiça num total de 332 kms não resisti em postar aqui esta façanha.. O curioso é que antes de se inscreverem  perguntavam a si mesmos como é que se treina para uma coisa destas? Pela sua experiência já adquirida em provas de Ultra quilometragem, nomeadamente o Mont Blanc, Oh Meu Deus, Ronda e muitas outras foi possível chegar a esta loucura do Tor des Géants à pouco mais de uma Semana. Partiram 5 portugueses e só um ficou pelo caminho sendo preciosa a sua ajuda na parte final da chegada dos finalistas.
A história contada pelo Jorge Serrazina é impressionante, por isso trago-a aqui ao meu blogue para que mais alguns amigos dela tenham conhecimento caso ainda a ela não tivessem acesso. Contém pormenores espectaculares e alguns vídeos a atestar a grandeza deste feito e a espectacular paisagem onde foi efectuado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Trail das Terras do Grande Lago, Alqueva

À entrada de Portel, foto do Esmeraldo
Concluída que está mais uma das corridas que fazem parte das que para mim são obrigatórias, desde que possa está claro, deixo aqui algumas palavras sobre este evento que foi  o 2º Trail Terras do Grande Lago realizado no dia 2 de Outubro que ligou a Aldeia do Alqueva pela margem esquerda do Lago até à Aldeia de Amieira terminando depois em Portel no bonito jardim do Parque Matriz com o bonito score de 35 kms percorridos.
Fiquei muito satisfeito de desta vez 5 amigos do meu clube me acompanharem nesta difícil prova de resistência, que para 3 deles era a 1º vez que iam para além da distância de 25 kms. Mais contente fiquei quando soube que todos conseguiram concluir. Do nosso grupo fui o último a concluir, dentro ainda do limite fixado pela organização mas feliz por ter conseguido concluir aquilo considerando a longa paragem que fui obrigado a fazer estando fora de qualquer competição desde Março até a Agosto próximo passado.
Da minha participação farei um relato mais em pormenor no Blogue do meu Clube... 
Os dados do meu Garmin deram os seguintes resultados:

A nossa mascote e os 2 classificados no meu escalão
Distância------ 35,400 kms
Tempo-------- 4,45,24 h.
Ritmo médio-- 8,04 m. 
Ganho de elevação-- 606 metros
Perda de elevação-- 490 metros
Calorias-------- 2.688
Da organização da prova O Mundo da Corrida só posso louvar o extraordinário trabalho realizado na montagem e acompanhamento da prova e o cuidado que tiveram no apoio aos atletas durante todo o percurso, onde não faltou o apoio e carinho por todos os atletas. Pouco mais podiam fazer, ainda assim conseguiram minimizar os estragos causados pelo imenso calor com reforço de água e alimentos consubtanciados em fruta de laranja e bananas que se foi consumindo até o estômago os aceitar. Ouve algumas desistências provocadas por debelidades físicas e outras pelo imenso calor. Apesar dos avisos da Organização no local da partida chamando a atenção para as condições climatérias que se iriam sentir devido ao calor ouve muitos atletas que pouco ligaram ao que foi dito e partiram sem levarem qualquer recipiente com água ou qualquer outra bebida que pudessem ingerir. Valeu a Organização que de forma bem disciplinada colocou a cada 5 kms água com fartura mas que para muitos se viram "gregos" para chegarem a cada um deles.

A receber o meu prémio das mãos da Vitória

Lamentável também (para os próprios, claro está) que novamente os da frente se tivessem enganado no percurso à passagem por Amieira, (para alguns aquilo estaria mal assinalado?) eu passei bem e em momento algum senti dificuldades na minha orientação, tanto mais que alguns deles já lá tinham passado no ano anterior e sem qualquer problema.
Espero agora pela próxima Edição, que seja tão boa ou melhor que esta, excepto claro está o calor, pois não desejo voltar a levar com outro escaldão como nunca tinha levado ainda.
Classificações

sábado, 1 de outubro de 2011

Alqueva, aí vamos nós.

II Trail Terras do Grande Lago, ligando a Aldeia do Alqueva a Portel com passagem pela Aldeia de Amieira. 35 kms de trilhos e estradões desde a margem esquerda da Barragem até ao interior mais agreste do Baixo Alentejo. Aos que vão ser repetentes será o prazer de recordar aquilo que a Natureza tem de melhor para nos oferecer, aos que lá vão pela 1ª vez de certeza que não passarão sem lá voltar de novo.
A todos desejo uma ótima prova e uma excelente estadia naquela bonita terra alentejana.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Meia Maratona Vasco da Gama, 26/9/2011

Como observador, foi assim que presenciei hoje a Meia Maratona Vasco da Gama. E é pena pois bem gostaria de a fazer mas meti no meu pensamento que só a faria se o percurso da prova atravessase toda a ponte Vasco da Gama desde as portagens. Não sei as razões que levam a Organização a optar por este modelo e contemplar apenas os 3 últimos kms da Ponte, como sou só eu a fazer o reparo aceito que razões devem haver para que assim seja. Pelo que vi ao vivo achei aquela mola humana espectacular de milhares de atletas, com destaque mais uma vez para os atletas africanos que neste tipo de corridas deixam a pele na estrada na busca dos melhores prémios em disputa. Ulguns portugueses ainda conseguiram intrometer-se nesta luta conseguindo minorar o forte poderio estrangeiro que nos visita sempre aquando da realização das grandes meias maratonas de Lisboa.
Esta criança estendeu a mão tempo sem fim, muitos agradeceram.
Andei por ali, treinei um pouco, muito pouco, vi muitos amigos e tirei muitas fotos que podem ser vistas no link abaixo (se tiverem paciência). Algumas fotos muito ampliadas perdem qualidade. 
Domingo que vem já vai ser mais a sério, de Alqueva a Portel de Camel Back ás costas serão pelo menos 4,30h. a palmilhar aqueles terrenos ora junto à Barragem ora pelos terrenos agrestes do interior alentejano onde seremos apenas nós e a Naturesa num frente a frente em que espero que nehuma das partes saia derrotada, eu que sobreviva áquilo e a naturesa que me ofereça o que de melhor me possa dar: tranquilidade, paz e bem estar.
Resultados
Fotos