segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Odisseia Melides/Tróia

Havia um alerta laranja, para não dizer vermelho, deixado pelo Joaquim Antunes (Decano Ultra daquelas paragens) que sabiamente e em tempo oportuno nos avisara das péssimas condições que o percurso da UMA se apresentava nesta edição.
Confesso que não levei muito a sério o aviso, não pelas sábias intruções que ele ia deixando no (Fórum Mundo da Corrida), mas pelo que eu conhecia da edição de 2009 confiado que estava que pior que aquilo não saberia o que era, agora já sei e confesso que fiquei "aterrorizado" quando ia observando os kms a passar e aquilo não melhorava...
Como já aqui tinha dito optei por levar calçado umas meias Neoprene nos primeiros kms da prova até ultrapassar aqueles 6kms iniciais (tinham sido os que me deram mais dores de cabeça em 2009) e depois calçaria os ténis que levava presos ao Camelbak, estranhei não ver ali mais ninguém com a mesma ideia do que eu, nada de especial pensei eu, de repente dou comigo rodeado de uma câmara de filmar a registar o meu chip (tive de substituir o fixador) e então reparam nas meias e vai de entrevista, pensei para comigo que o dia até nem estava a correr mal, vi por ali o Carlos Lopes, (o grande Campeão) e pensei logo na sua Maratona e o fiasco que ela deu e também na falta de informação quanto à devolução dos 20€? que paguei, ficaria mais feliz de o ver ali apenas na sua condição de grande campeão mas infelizmente aquela ferida sobrepôs-se a esta.
O meu grande amigo e genro Daniel acompanhou-me nesta jornada, pois na edição anterior esteve lá a apoiar-me com a minha filha e logo prometeu que este ano aquilo era para fazer, se o disse assim o fez, vi logo ali muitos amigos e outros conhecidos de jornadas anteriores, e pelas "conversas e picardias" nos dias anteriores vi logo que aquilo ia estar animado pois havia contas a ajustar do ano anterior (e estavam lá todos).
A habitual eficácia da organização da prova permitiu que o programa fosse cumprido até ser dado o tiro de partida, via-se por ali muito boa disposição, não sei se para disfarçar o nervosismo ou se aquilo para a maioria era considerado como favas já contadas. Para mim era uma incógnita, ia correr descalço, só tinha feito 2 treinos com meias normais no total de 25kms, mas estava confiante que assim eu iria sentir-me mais confortável quando me atirasse para o trilho das ondas.
Estranhei ver o vencedor da edição de 2008 ali na linha de partida (Eusébio Rosa) como se fosse fazer uma prova de 5 mil metros, nem uma pinga de água tinha consigo, apenas a camisola, calções e sapatilhas, pensei que fosse apenas fazer um treino, até lhe tirei uma foto para certificar mais tarde se era verdade o que eu estava a ver.
Dada a partida procuro logo a linha de água, a manhã estava fresquinha e o céu estava encoberto, o Sobral alvitrou que iríamos ter pelo menos duas horas de céu encoberto, e não se enganou, mal chego à água verifico que as ondas estão um pouco ariscas e a maré ainda está muito cheia obrigando-nos a correr muito acima daquilo que seria o ideal onde a areia se encontrava muito solta, quer a seca quer a molhada, de imediato entro na água e começo a enfrentar as ondas na zona de rebentação, pois era ali que ainda ia encontrando algum piso mais acessível para correr, na mesma linha que eu havia poucos que corressem tão perto das ondas, via o Parro minha frente e o F.Andrade ali logo à sua direita mas por pouco tempo pois depressa se foi embora e nunca mais o vi.
Depressa verifiquei que iria ter problemas com as Neoprene, não porque me dessem mau correr ou me magoassem os pés, o problema surgiu porque o número da meia era superior ao meu pé e inevitavelmente a meia ia escorregando para dentro conforme se ia apresentado a inclinação da areia, levando-me a parar de vez em quando para corrigir o enrolamento e retirar ao mesmo tempo a água que se ia acomulando lá dentro. Ainda assim preferi continuar a correr com as meias em detrimento dos ténis face à dificuldade que o piso apresentava, continuando assim com o plano traçado até ultrapassar aquela primeira dificuldade!!!
Ao contrário do ano Anterior aqueles 5 primeiros kms estavam a parecer-me mais fáceis de ultrapassar, pelo menos tinham desaparecido as lombas constantes e dava para correr cortando o desfazer das ondas, desta forma ia poupando forças para quando chegasse a parte mais fácil poder correr mais folgadamente, cheguei aos 5,5kms ainda com o mesmo tempo +- do ano passado, mas ia algo apreensivo, ali naquele local na edição de 2009 já se podia correr em areia molhada mas mais dura e a maré estava já muito baixa, desta vez a maré mantinha-se muito alta e a corrida decorria num plano demasiadamente inclinado ao mesmo tempo que a areia se mantinha muito solta, passei neste 1º controlo na esperança que aquilo viesse a melhorar. A corrida tornou-se penosa, via muitos atletas cada vez com mais dificuldades e a ficarem para trás, havia outros que penosamente lá conseguiam passar por mim mas que rapidamente começavam a fraquejar, continuo a observar o Parro ali à minha frente mas entendi não forçar para chegar até ele, volto a parar para tirar a água das meias, pois o pé já dança lá dentro e antes que começasse a fazer fricção tinha que esvaziá-las (não sei por onde é que a água entrava, mas estava satisfeito pois a areia não conseguia lá entrar). Entretanto antes dos 20 kms alcanso o Parro e o Carlos Coelho e a partir dali os encontros são frequentos, ora sigo eu ora seguem eles, pois ali o importante é chegar e se vermos que os nossos amigos vão progredindo dentro das suas possibilidades, mas bem, então cada um deve dosear o seu esforço apenas com o objectivo de chegar.
Já tinha perdido a esperança de ainda ver o A.Almeida e o F.Andrade lá mais paraa frente pois torna-se cada vez mais doloroso a progressão, a maré já devia estar mais baixa mas mantinha-se na mesma elevada e só via à minha direita um permanente monte de areia com inclinação acentuada e que ia desembocar na rebentação das ondas, lembrei-me do Mário Lima, não sabia se estava para trás, mas era o mais certo face à dificuldade que aquilo estava a ter.
De repente aos 22 kms dou com o Daniel a caminhar à minha frente, tinha começado a andar 2 kms mais atrás e ia desistir disse-me ele, estava incapaz de correr, as ancas e os pés estavam insuportáveis e negou-se a continuar com aquele suplício, ainda tentei demovê-lo a acompanhar-me mas não consegui, seguiu ainda até aos 28,5 kms e apanhou boleia para o local de chegada. Apesar de estar com os mesmos sintomas que o Daniel e ainda com dores na zona dos rins não desanimei e prossegui, o piso ia ficando cada vez pior e sempre que a areia ia ficando demasiado mole eu tinha de andar, sempre dentro da rebentação e ainda com as Neoprene calçadas, tinha planeado tirá-las por volta dos 10 kms e agora tinha de alterar a ideia inicial, mas já estava a tornar-se insuportável a sua manutenção, não pelas meias mas sim pelas dores que já ia sentindo nos pés pela permanente inclinação da areia, (parecia que os dois pés estavam abertos ou como se diz com fratura de esforço) mas decido levá-las até ao único abastecimento que estava aos 28,5 kms. Perdi a noção do tempo gasto até chegar aqui, (levava o Garmin e desinteressei-me totalmente dele) mas sabia que o objectivo inicial das 6 horas estava em causa.
Mal cheguei deram-me logo duas garrafas 0,5l de água, aquela que transportara desde Melides estava a esgotar-se, enfiei com uma para para o depósito e bebi metade da outra, a restante guardei-a e supliquei por mais uma, não, disse-me logo o diligente colaborador o regulamento não permite excepções, resignado aceitei a decisão e tinha de fazer pela vida. Calcei os ténis e logo outro à vontade e alívio senti de imediato, tomei um gel e segui na peugada do Parro e do Carlos Coelho, do Mário nada. Ainda ouço dizer que o primeiro já ali levava 11 minutos do que aquele que seguia em 2º lugar, recebo também a notícia que mais 4 kms à frente o piso irá melhorar um pouco. Esperançado nesta nova situação vou avançando com a maré já a encher (ela nunca chegou a vazar) e por isso tinha a minha tarefa ainda mais complicada, agora de ténis evito correr e andar na água, alcanso novamente o Carlos e o Parro ainda vou um pouco com eles mas ficam definitivamente para trás. Finalmente aos 33 kms o piso apresentava-se excelente, já podia correr, mas onde é que estavam agora as forças para poder correr? Vi ali à minha frente a Célia Azenha que me tinha passado um pouco antes e ia a juntar um pequeno grupo de entreajuda até chegar ao final, iam a andar, fiz um pouco de esforço e corri até chegar a eles, eram 4, mal lá chego recebo um bem vindo da simpática Célia mas de imediato começam de novo a correr, fiquei pregado, andei mais um pouco e voltei a tentar, alcancei-os de novo e agora consegui ficar lá, a cada km andávamos um pouco e assim chegámos aos 40 kms. Nesta altura o inevitável aconteceu, acabou-se-me a água, como estava perto fiquei tranquilo, no entanto a Célia logo se prontificou a ceder-me alguma e aceitei de boa vontade.
Dali até à meta seguimos juntos mas no último km deixei-me ficar um pouco para trás, segui mais lento pois havia muita gente na praia e já me custava contorná-las.
Mal chego a 150m da meta recebo logo um grande incentivo e cumprimento do "Tigre", um abraço do Daniel que me acompanha ainda alguns metros, do Sobral, da família Mota, do António e da Isabel, do V.Veloso, da esposa do C.Fonseca, ali mesmo à beirinha da meta, e outros que o descernimento não ajudou a decorar, receber este carinho ali ao cortar a meta por si só já nos sentimos recompensados.
Tempo final: 6,54,23h. para os 43,660kms. (mais 1,50h. que em 2009)
O Daniel já conhecia os cantos à casa e depressa me encaminhou para os locais mais apropriados para a minha recuperação, tinha partido ás 9h da manhã e eram agora 16 horas, a fome e a desidratação estavam nos limites, a condição física era ainda razoável, ausência de câimbras e dores mosculares, pior estavam os pés. Sentei-me num cadeirão, ali mesmo ao lado do Decano da UMA, enquanto ia comendo tudo o que o Daniel ia trazendo (melancia, melão e uvas) ia dando um dedo de conversa com o Joaquim Antunes sobre a sua profecia desta edição da prova tendo confirmado que esteve ao nível das dificuldades da edição dse 2006.
De seguida fui dar um mergulho mas rapidamente saí da água, tinha comido muita fruta e a água estava muito fria tendo-me dirigido de imediato para os chuveiros para limpeza geral.
Já não tive coragem e força de vontade para voltar para junto da meta e apontei de imediato para o barco.
Custou-me muito fazê-lo pois estavam lá tantos amigos e mereciam um pouco mais de atenção da minha parte, mas eu estava de rastos, nem sei como lhes pedir desculpa.
Um abraço a todos, aos que concluíram, áqueles que não o tendo conseguido tudo fizeram para resistir até ao fim, à organização pela excelência e competência na realização de mais uma edição da prova.
Uma saudação especial ao vencedor da prova, Eusébio Rosa, que nas condições terríveis do percurso e sem transportar uma pinga de água venceu a prova folgadamente e com um novo recorde.
Voltarei para o ano, com a esperança que desta vez a maré quando vazar esteja mesmo vazia.

16 comentários:

Fábio Pio Dias disse...

Parabéns Joaquim,

Mais "UMA" concluída com sucesso, sendo que esta prova têm um grau de exigência elevada, mas com o seu brilhante desmpenho fou superada com classe!

Agora um bom e merecido descanso!

António Almeida disse...

Companheiro
parabéns pela prova superada e pela sua 2ª UMA.
Abraço.

António Almeida disse...

Joaquim
o record da prova não foi batido embora seja de Eusébio Rosa mas obtido em 2007 (2h51'11''), ainda que o tempo que ele fez este ano atendendo às dificulades poderá valer bem mais que as 2h51'11'' de 2007 mas isso já sou eu a divagar.
Abraço.

luis mota disse...

Amigo Joaquim!
A tarefa foi complicada mas superada com êxito.
Agora é recuperar pois novas aventuras se avizinham.
Grande abraço,
Luís Mota

elis disse...

oi, joaquim!

parabéns!!!!

pelo seu relato, essa edição da prova foi ainda mais dura que as anteriores!
mas você encarou o desafio bravamente, e o melhor, não se entregou!
vou pesquisar mais sobre as meias que você usou para enfrentar o primeiro trecho... quem sabe não será uma boa opção pra minha maratona na praia, no final de agosto...
meu temor é justamente ter de correr com tênis molhado (se a maré estiver alta), ou pior, ter de encarar a areia fofa mesmo!
haja panturrilha;)

estava ansiosa pelo seu relato, e adorei! cheio de detalhes!

parabéns mais uma vez!

Fernando Andrade. disse...

Grande Adelino. O importante é que está feita mais UMA. É quanto mais difícil é o percurso, mais saborosa a vitória. O tempo não interessa nada, mas aqui o teu amigo avisou-te que o calçado de neoprene era uma treta.Fiquei com a consciência aliviada por tê-lo feito, mas ...passar pelas coisas ensina mais, não haja dúvidas. Mão sabias por onde entrava a água? eu digo-te: as solas iam ficando "micro-perfuradas" pela areia (ou perfuradas mesmo).A areia não entra ams a água sim. Entra mas não sai e vai aumentando a pressão no pé, para além de te obrigar a chinelar. E vai aquecendo, aquecendo, até que tem de se "despejar" para não cozer os pés.
Uma peuguinha normalíssima, um bocadinho mais espessa por baixo, têm um resultado bem melhor. Foi uma das lições que tirei desta edição.
A grande verdade, amigo Adelino, é que nunca se consegue saber ao certo as condições que vamos encontrar e temos de estar preparados para a surpresa, que umas vezes faz parecer que aquilo é canja, outras, um martírio.
Boa recuperação para Óbidos, onde nos encontraremos para mais um encontro de pirilampos.
Grande abraço.
FA

joaquim adelino disse...

Obrigado Fábio, desta vez aquilo doeu mesmo, o Mar e a Mãe Natureza prega-nos de vez em quando a sua dose de "maldade", mas pronto, quando partimos numa prova destas estamos sempre à espera do pior.
Continuo a aguardar que alinhes ali a meu lado numa das próximas edições. Abraço.

Obrigado amigo António, você conseguiu superar-se num percurso tão violento como aquele, prova que foi muito bem preparado para lá e tinha ainda bastantes reservas acumuladas de provas de algum respeito feitas anteriormente.
Obrigado pela informação sobre o recorde da prova, se puder ainda farei uma rectificação numa próxima oportunidade
Abraço. Até Óbidos?

Olá Luís, atleta de todo o terreno, não deves ter tido uma tarefa fácil, aquilo custou a todos e principalmente aos mais lentos pois para levantarem um pé têm de pedir licença ao outro, enquanto os mais rápidos e também mais leves mal pousam um pé na areia já o outro está a cair mais à frente não dando tempo a que a areia fique lavrada atrás de si.
Faz o favor de continuar em boa forma e que em Óbidos tudo decorra da melhor forma para ti.
Abraço.

Obrigado Elis pelas suas palavras, esta é uma prova de alto risco e quando aderimos sabemos para o que é que vamos, pode ser melhor ou pior conforme a Natureza nos impõe e desta vez aquilo foi mesmo ruim.
Sobre as Neoprene só lhe posso dizer que contribuíram para que chegasse ao fim da prova, gostei da experiência e quando as comprei fui avisado que a água entrava mas a areia não. Se correr na areia num plano inclinado aconselho que use umas Neoprene justas ao pé e sempre que exista acumulação de água deve tirá-la, para isso deve sentar-se no areal levantar o pé e deixar sair a água pela abertura na canela.
Um beijinho.

Grande Fernando, fiquei muito contente com a excelente prova que fizeste, quando te vi partir e deixar ali apeado o Parro vi logo que estavas nos teus dias, eu resignei-me conforme iam decorrendo os kms e ia vendo que que aquele tormento nunca mais teria fim. Mas está ultrapassada e agora espero ansiosamente pela próxima e a ver se a Mãe Natureza não nos prega outra partida.
Obrigado pelas dicas sobre as Neoprene, o "Tigre" deu-me a sugestão e depois de as ver na loja não resisti, devo dizer que me ajudaram imenso e não foi as 3 vezes que despejei a banheira que me fizeram mudar de opinião, o problema é que à cautela eu comprei o nº 43 e só calço o 41, daí o pé andar a nadar dentro da meia e escorregar constatemente para o lado.
O inconveniente de umas meias normais, mesmo com alguma almofada por baixo, é que a areia entra para o interior e começa o suplício do pára/arranca para a tirar, já fiz essa experiância e não fiquei adepto.
Um abraço e até Óbidos.

Mário Lima disse...

Olá Joaquim

Ainda te vi ao longe sentado, pensava que tinhas desistido mas quando te vi tirar (?) as meias, despejar, levantar e seguir, soube que nunca o irias fazer e ainda bem. Depois foi só seguir-te com o olhar e a pouco e pouco começaste a ser um ponto no horizonte.

Uma prova bem dura que foi suplantada com a garra que te caracteriza. Ainda teres força, ao fim de tantas provas efectuadas, para venceres aqueles 43 km de areia, significa que começaste uma nova era da tua vida. Uma foi até 2009, a outra será até quando mais não puderes. Que seja longínquo esse dia pois muitas provas difíceis e de grande dificuldades te esperam, como a de Sábado com os 42 km nocturnos em Óbidos.

As provas são duras, mas não tão duras como um DURO como tu.

Abraços.

MPaiva disse...

Joaquim,

Com mais dificuldades acredito que o sofrimento tenha sido bem maior. De qualquer forma, e a esta distância, acredito que o sentimento de superação lhe dará um prazer redobrado que, diga-se, é mais do que merecido!

abraço
MPaiva

MPaiva disse...

Joaquim,

Com mais dificuldades acredito que o sofrimento tenha sido bem maior. De qualquer forma, e a esta distância, acredito que o sentimento de superação lhe dará um prazer redobrado que, diga-se, é mais do que merecido!

abraço
MPaiva

Jorge Branco disse...

Parabéns!
Grande prova, grande “máquina”!
Quando o perder o pouco que me resta de juízo meto-me na UMA!
Grande abraço.

José Xavier disse...

Olá Joaquim Adelino;

terminar uma prova desta natureza é uma vitória moral muito importante, e por isso está de parabéns.

Nos veremos em Óbidos.

Um abraço
dos Xavier's

Filipe Fidalgo disse...

Olá, Joaquim.
Grande Prova, os obstáculos mais duros são uma mera paisagem para um Super Pára.
Dizem que Duros são os que chegam, mas valentes e corajosos foram todos aqueles que ambicionaram chegar ao fim e partiram à aventura.

Um grande abraço.

Vitor Veloso disse...

Amigo Joaquim,
expressa bem as dificuldades que todos encontramos.
Felicito pela bravura em ter terminado árdua tarefa.
Boa recuperação
Forte abraço

Luis Parro disse...

Amigo Adelino,
Esta já está, e que grande prova naquele piso escorregadio...
A luta foi dura e registo a minha impossibilidade de o acompanhar.
Talvez para o ano, que já seremos do mesmo escalão!!!!
Um abraço e força em Óbidos!!!!
Luis Parro

Susana disse...

Eh pai, que grande pinta! Muitos Parabéns! Com a dureza do piso (tão mole) conseguires acabar esta "melíada" é do melhor. Gostava muito de ter lá estado para vos apoiar, mas fica para o ano se der.
Beijinhos